Notas iniciais
Salve, salve, meus amores. Demorei para atualizar, mas tô aqui com o primeiro capítulo desse ano. Espero que curtam.

China Latina Bar...

É por volta das oito e pouco da noite quando Dayse e eu chegamos em frente ao badalado bar, no coração da agitada Nova York. A fachada bonita e com toque de modernidade, traz o nome do lugar em um letreiro de LED em Neon. Várias pessoas conversam ali na entrada do lugar, dentre elas reconhecemos nosso grupinho de trabalho. Seguimos até eles e descobrimos quando os alcançamos, que somos as últimas que faltavam. Cumprimentamos a cada um e logo em seguida já estamos todos nos encaminhando animadamente para dentro do estabelecimento, no qual Bolton diz ter reservado com uma “amiga”, uma mesa para nós.

— Pensei que tivesse dito que se tratava de um bar latino, Bolton. – comento com meu amigo após nos acomodarmos à nossa mesa da área reservada para os solteiros, bem próxima ao bar, e enxergar alguns itens temáticos da cultura chinesa fazendo parte da decoração do bar.

De cara me encantei pelos arcos de mármore sob uma das áreas Vips. É a coisa mais linda! Fascinante, na verdade!

— É de influências chinesa misturada com a latina, Sarinha.

— Oriente e Ocidente juntos no mesmo ambiente.

— Exatamente, garota esperta!

Bolton pisca um olho para mim e sorrio em resposta antes de apreciar mais um pouco o local, que já com um bom número de gente por ali.

— Aí, pessoal! – Trent chama a nossa atenção. – Antes de iniciarmos os trabalhos de bebedeira, vamos tirar na sorte quem será o “amigo da rodada”.

— Ah, lá vem, você com essa de um de nós não beber para bancar o Uber dos demais. – reclama Bolton com uma careta.

— Não fala assim. – lhe acerto um tapa no braço. Meu amigo me dá língua enquanto os demais riem. – Além do mais sempre fazemos isso, você sabe muito bem.

— E toda vez você reclama, seu chato. – emenda Cristina, fazendo Bolton rir.

— Não sei porquê vocês dão moral para o Bolton. Toda vez ele faz isso. Vamos lá, gente!

— Ei, mas a Ju fica de fora, porque ela é a que tem que beber mesmo, já que essa comemoração é dela. Todos concordam, né?

Em uníssono os meus amigos sem exceção concordam com a sugestão de Dayse, a qual eu nem ouso contestar, porque a bem da verdade é que eu quero beber todas hoje.

Então observo o pessoal tirar na sorte quem será o “punido”, segundo Bolton sentencia. E como se os Deuses da sobriedade quisessem zombar do Bol, ele quem é o “premiado”.

— Se fudeu! O cachaceiro reclamão não vai beber! – aos risos Dayse cantarola em zombaria ao nosso amigo e os demais caem na gargalhada com ela.

— Isso é sacanagem!... Só porque eu pretendia encher à cara.

— Bem feito! Agora ficará só no suco pra deixar de reclamar. – mostro língua para o Bolton e recebo em troca um olhar assassino do meu amigo, que não me bota qualquer medo, pelo contrário, me faz rir na cara dele, assim como os outros, especialmente Trent e Dayse que adoram se divertir às custas dos infortúnios do Bolton.

— Alguém troca comigo? Eu quero beber, gente!

— Não! – dissemos todos juntos para o desagrado de Bol.

— Também nem queria mesmo.

A gargalhada é geral diante dessa resposta do Bolton.

— Partiu encher o corpo com álcool, gente!... Já o Bol faz isso com suco.

Uma nova onda de gargalhadas explode por conta da nova provocação que, desta vez, é Nina que não deixa de fazer ao nosso amigo cachaceiro.

Para os que irão beber álcool a escolha foi unânime: mojito. Já o Bolton teve que se contentar com um coquetel de laranja, água de côco e cranberry.

— Uma tequila ou rum aqui nesse coquetel, ficaria ótimo.

Bolton resmunga próximo a minha orelha após seu primeiro gole no suco. Olho para meu amigo e abro um sorriso.

— Mas você perdeu, bebê. Portanto, se contente com seu suquinho. – debocho de Bolton dando o meu melhor e mais sórdido sorriso antes de tomar um gole do mojito, recém chegado.

Entre doses e mais doses de mojito a conversa foi rolando solta, assim como as risadas. Estar ali com meu grupo de amigos sempre me diverte muito. E se há uma coisa da qual eu sentirei bastante falta, será de ter momentos diários de descontração como este com eles, porque é nessas horas, quando estou com meus amigos que esqueço dos problemas, das preocupações e de quem eu não devia lembrar mais.

Esses malucos me animam em um grau que não sei explicar. E se dizem por aí, que os amigos são a família que a gente escolhe. Então aqui está reunida a minha outra família, a que eu escolhi e a qual levarei comigo para sempre, onde quer que eu vá.

***

— Não acredito que é você, man!

Todas as cabeças se viram para o homem alto, de cabelos pretos, olhos castanhos, barba rala, que está mais para um cavanhaque mesmo, e um sorriso largo, que exclama ao parar diante da mesa.

— John! O que você está fazendo aqui, brother?!

Bolton praticamente salta da cadeira ao meu lado para ir abraçar o sujeito desconhecido. Os dois trocam um longo abraço, regado a risadas e tapas nas costas um do outro.

— Achei que ainda estivesse no Brasil!

— Tem poucos dias que cheguei de lá.

— Quem será o sujeito? – cochicho para Dayse acomodada ao meu outro lado.

— Não faço ideia, amiga. Só sei que é gato e já quero!

Começo a rir daquela louca. Camilla não presta, viu?!

“Ela que está certa, insolente! Tu fostes achar de prestar e olha no quê deu? Se ferrou, porque a senhor Gostosão lá te deixou.”

“Ah, estava demorando!”

“O quê? Estou mentindo? O gostosão lá não te deixou.”

Caramba como essa voz demoníaca sabe bater na ferida sem dó e nem piedade!

“Nossa, muito obrigada por sua sensibilidade. Ela me comove até os ossos.”

“De nada!”

“Me erra, droga! Vai embora daqui!... Anda!”

“Ok! Estou indo. ”

— SARA!

Me espanto com Bolton berrando meu nome enquanto noto os demais todos me encarando de modo esquisito.

— O que é?!! Por que está gritando?

— Porque você parecia está fora de órbita.

— Ih! De uns tempo pra cá, ela anda assim, como se desse blackout do nada.

— Não ferra, Dayse.

— Sarinha esses blackouts, por acaso tem haver com o término...

— Não, Bolton. – trato de responder de modo apressado antes que meu amigo complete aquela frase. – Nada a ver. – noto o amigo de Bolton sorrir de leve para mim.

Até que Dayse tem razão, ele é um gato. E sorrindo então fica mais ainda.

“Olha o assanhamento.”

“Ainda aqui?!... AFF! Nem vou te dar confiança!”

— Deixa eu te apresentar um amigão, Sara. Este é o John Vincent. – conta, apontando o sujeito postado ao seu lado. — John essa é minha amiga Sara Sidle.

— Olá, Sara Sidle!

O sujeito me estende a mão sem deixar de sorrir, agora de modo mais largo, evidenciando as covinhas em suas bochechas.

— Ola, John Vincent. — digo apertando sua mão.

As meninas, principalmente a Dayse, fazem questão de que John fique em nossa mesa e beba conosco, o que o amigo do Bolton aceita sem pestanejar. Logo a pauta da conversa se torna o John. Ele passa a ser crivado de perguntas das meninas querendo saber mais sobre ele. Satisfazendo a curiosidade quase geral, o sujeito então fala um pouco sobre si.

John é britânico. Filho de pai americano e mãe britânica, seus pais se conheceram no aeroporto de Londres. O pai do John tinha ido gerenciar a filial de uma multinacional americana e a mulher foi a encarregada de buscá-lo para levar ao escritório da empresa.

— Meu pai conta que foi amor a primeira vista!

— Ai, que lindo!

Nina, que é uma romântica nata, assim como eu, exclama em tom meloso.

— Logo já estavam juntos. Do namoro ao casamento não demorou muito.

— E como veio de Londres para cá?

John então conta que aos quatro anos de idade dele, seus pais se mudaram para os EUA devido ao retorno de seu pai para assumir a sede americana da multinacional. E por aqui o amigo do Bolton cresceu, mas depois de adulto passou a dividir sua vida entre o país no qual viveu boa parte da sua vida, com seu país natal, por conta do negócio que abriu, o qual segundo ele está se expandindo.

— Seu negócio é qual? — alguém quis saber.

— Sou dono de um hotel aqui em Nova York, o Central London Hotel, que está localizado no Upper West Side, ao lado do Central Park. Nós ainda temos uma sede em Londres e muito breve abriremos três novas sedes: Miami, Cancun e Rio de Janeiro.

— Meu amigo pretende ter uma rede de hotéis.

— Vocês são amigos há muito tempo?

— Bastante! — os dois respondem juntos e riem.

— E como se conheceram? – outra pessoa indaga.

— Colégio.

— EF Academy Nova York. — Bolton diz. — Ficamos amigos de cara e não deixamos de ser mais.

A inquisição do grupo quanto ao amigo do Bolton ainda rendeu mais um pouco até que Dayse sugeriu de irem dançar, o que eu rechacei por hora, com a desculpa que ficaria para tomar conta da nossa mesa e dos pertences de alguma das meninas.

Para não me deixar só, a Cris declinou do convite para ir dançar. Assim ficamos as duas enquanto os demais seguiram animados para a pista de dança.

***

— O amigo do Bolton não tira os olhos de você. – Cristina cochicha para mim em determinado momento.

A verdade é que ela nem precisava me dizer aquilo, porque eu já tinha notado. Durante o papo ali a mesa e lá da pista de dança há certos minutos, os olhos castanhos do John estão me espreitando sempre que lhe olhava.

Engraçado é ver o seu embaraço a todo instante quando lhe pego no flagra me olhando. O sujeito fica todo sem jeito, feito um garoto pego assaltando o pote de biscoito.

— Hum... – resmungo de modo displicente.

— Ele é gato. Devia dar uns pegas nele.

— Dayse já está de olho nele.

Minha amiga estava toda empolgada com o sujeito.

— Mas, claramente, o foco dele é você.

— Só que eu ainda não estou pronta para flertes e ficadas, Cris. Terminei um relacionamento não faz muito tempo e está tudo tão recente que eu não me vejo tendo algo com alguém ainda. É muito cedo para isso.

— Bem... lamento te dizer isso, mas... Pelo visto só você pensa assim, porque o seu ex não.

— Quê?! Como assim?! – olho sem entender para Cris. Por que raios ela está mencionando o Grissom na conversa?

— Dá uma olhada na área VIP superior.

De modo discreto, Cristina aponta com a cabeça para um ponto alto à direita. Meus olhos seguem na mesma direção e sou surpreendida de modo negativo com a imagem de Grissom na companhia de uma mulher, que desliza a mão por seu rosto enquanto o sr. Cretino é só sorriso para a mulher.

Quem é aquela desconhecida com Grissom?

Um misto de raiva com decepção se abate e cresce dentro de mim com uma rapidez quase instantânea, ainda mais por notar que Grissom parece tão bem e até íntimo demais daquela mulher.

Que espécie de pessoa Grissom é?!

Eu ainda amargando o nosso término e por vezes lembrando dele, mesmo não devendo. E, ele se divertindo com conversa ao pé do ouvido com outra?!

E a Maryanne nessa história?

Não que eu me importe com a minha prima, mas impossível não lembrar dela, se foi para se casar com Maryanne que Grissom me deixou.

Inclusive, o casamento deles segundo eu soube (não por vontade minha, mas porque minha prima fez questão de me esfregar na cara), está marcado para depois de amanhã na casa do falecido pai de Grissom, como consta no convite de casamento que Maryanne teve a desfaçatez de me enviar no começo desta semana. Soube também (desta vez por meus pais, que me irão ao evento apenas por Maryanne, já que ambos ainda estão putos com Grissom, principalmente papai), que haverá duas cerimônias: uma será aqui e outra na semana que vem na Alemanha.

— Sar?!

— Oi! – olho ainda atordoada para Cristina e de relance, percebo Grissom seguir logo atrás da mulher, com aquele maldito sorriso que não sai da sua boca, para sabe lá Deus que lugar com aquelazinha. Talvez, os dois estejam indo para algum hotel ou quem sabe o apartamento do cretino em uma possível despedida de solteiro, o que me faz embrulhar o estômago.

Não vou negar que na hora me bateu vontade de levantar da cadeira e ir atrás deles, xingar aquele cretino de tudo quanto é jeito. Mas me dei conta a tempo de que entre nós não há mais nada que justifique a minha ida atrás dele. Grissom e eu não tínhamos nada mais. Ele terminou tudo. Me trocou por uma herança. Portanto, não havia lógica aquele meu ato de tirar satisfações com ele, racionalmente falando, porque pelo emocional, eu ainda via muita lógica. Me sentia enganada e magoada com o fato de ele estar alegre na companhia de outra, indo curtir a noite com aquela outra. O meu coração ainda amava aquele cretino desgraçado e estava em cacos com o que flagrou.

Por que isso tinha que acontecer ?

Por que eu tinha que vê-lo?

Alguém lá em cima não gosta de mim, só pode!

Ou quem sabe, gosta o bastante, para me mostrar que este flagrante que dei era necessário para eu perceber que enquanto ainda estou meio que em um luto pelo término, Grissom já tocou a vida dele em frente. Portanto, eu deveria fazer o mesmo, só que ainda sinto que tudo está recente. Não consigo ser como ele e virar a página assim. Eu tenho sentimentos, ao contrário dele, pelo visto.

— Droga! Eu não deveria ter aberto a boca e te mostrado o seu ex.

O resmungo em formato de lamento da minha amiga me traz de volta do pequeno momento de transe e reflexão pelo qual cai. Eu preciso tomar as rédeas da minha vida, sair de vez do abismo que o cretino me atirou desde aquela sexta-feira negra quando pôs um ponto final no nosso relacionamento.

— Não esquenta, Cris. – me pronuncio por vez em uma falsa tranquilidade enquanto tento me restabeleça do duro golpe daquele reencontro depois de duas semanas de término.

Eu não merecia isto! Puta merda!

Minha noite estava tão boa, para ser arruinada desta forma. Mas eu não deixarei o cretino do Gilbert Grissom continuar arruinando tudo. Chega! Ele que vá ser feliz com a vida mentirosa e promíscua que certamente, terá. Que ele se foda! Ou melhor, a vida vai fodê-lo bonitinho!

— Me desculpa, Sar. Foi mancada minha.

— Tudo bem. — tento despreocupa-la, pois minha amiga se mostra visivelmente aborrecida consigo mesmo pelo o que houve. — Uma hora eu ia vê-lo mesmo em algum lugar.

Só não precisava ser hoje e nem aqui, mas se foi, paciência. Eu virarei a página da minha vida intitulada: Gil Grissom! Ah, se virarei, ou não me chamarei mais Sara Sidle.

“Tadinha, depois de velha vai ter que arrumar um novo nome. Que tal Susan?... Sussu!”

“Vai a merda!”

— De verdade, desculpa, Sara.

— Tá de boa.

"Mente mais pra vê se você consegue convencer a si mesmo, porque a mim, não insolente, ex-Sara-furuta-Susan!"

— Se manda, droga! – digo exaltada com aquela maldita voz que só me atazana a paciência.

— Tudo bem, eu tô indo. Só desculpa. — Cristina se levanta da cadeira, pensando que eu havia dito para ela aquelas palavras. Coitada! Não a julgo. No lugar dela eu pensaria o mesmo se estivesse falando com uma pessoa e esta me gritasse isso.

— Não, não. Fica, Cris. Não falei com você. — seguro em seu pulso para evitar que ela se vá dali.

— Mas só tem nós duas aqui, Sara. — minha amiga rebate após voltar a se acomodar na cadeira.

"Viu só o que você faz eu passar, sua voz diabólica?!"

"Não sei do quê está falando!"

"Falsa!"

"Doida!"

— Só me desculpa, ok?! — digo, balançando a cabeça para espantar aquele ser de voz demoníaca que habita minha mente, a qual está para me enlouquecer. Talvez uma terapia me ajude.

Cristina apenas assente e qualquer possibilidade dela dizer alguma coisa é impedida pela chegada de Dayse que, praticamente se joga na cadeira ao meu lado.

— Ai, gente, preciso de mais álcool para voltar a pista. Meu tanque está esvaziando! — Dayse se pronuncia aos risos. O álcool já começando a mostrar os seus efeitos nessa louca. — Ih, o que houve aqui? Por que estão com essas caras de velório? — comenta ao notar que não rimos de sua "gracinha".

Cristina me lança um olhar como quem pede socorro sobre o quê responder. Eu tomo a frente da resposta, desconversando sobre não ter ocorrido nada demais. Vejo o alívio estampado no rosto de Cristina e a desconfiança na face de Dayse. Óbvio, que contarei a verdade à minha melhor amiga depois, mais precisamente em casa. Não farei isso agora na frente da Cris para não a constranger mais do que ela já se mostra constrangida e até meio assustada pelo modo como me dirigi há pouco com ela.

— Eu vou lá me juntar aos demais. Dançar um pouco, já que você está aqui com a Sara, Dayse.

Feito um coelho afoito, Cristina sai quase às carreiras dali, atraindo com isso mais ainda a desconfiança de Dayse que no mesmo instante me encara com uma das sobrancelhas arqueadas.

— Ok! Eu já bebi um bom número de doses de mojito, mas não o bastante para acreditar naquela sua desculpa furada de "não ter ocorrido nada demais aqui". — ela diz tentando imitar meu jeito de falar e falhando de maneira bem esdrúxula em tal ação. — Anda, Sara. Por que estavam com cara de quem chupou limão? Cospe logo o que houve. — Dayse exige diante do meu silêncio.

— Em casa te conto. — me limito a dizer antes de beber o restante de mojito em meu copo.

— Ah, não! Não irei me consumir de curiosidade até lá não. Porque pelo andar da carruagem ainda vai demorar para irmos pra casa. Portanto, fala, mulher!

— Caramba! Você não sabe esperar?

— Não!... Nasci antes do tempo, lembra?... Portanto, esperar não é uma das minhas virtudes. Vai, desembucha.

Vendo que não ia ter escapatória, porque aquela ali ficaria me perturbando enquanto não contasse, então abri logo o jogo com ela.

— Vi o Grissom ainda pouco.

— O quê?! — Dayse berra. E mesmo com a música alta, seu berro consegue atrair a atenção de algumas pessoas das mesas próximas.

— Não grita!

— O cretino tá aqui?... Cadê?... Onde? — Dayse fica virando a cabeça para todos os lados feito uma maluca possuída, tentando encontrar com o olhar o Grissom entre a multidão.

— Saiu atrás de uma mulher com quem estava só risos e papinho ao pé do ouvido, lá na área vip superior. — digo com a raiva saltando pelos meus poros só de lembrar da cena.

— Como é?... Pois é hoje que eu corto fora o pinto daquele lá. Ah, se corto! Ele não vai mais ter pauzinho algum para enfiar em mais nenhum buraco de vadia.

— Quer parar de dizer asneiras?!

— Olha o Lewis ali!

Olho na direção mostrada pela minha amiga e vejo o irmão mais novo de Grissom falando com Edgar e uma mulher. A expressão séria de Lewis me dá a impressão que ele não me parece contente com alguma coisa.

— Vamos lá com ele.

— Pra quê?

— Ora para saber do cretino e a mulher com quem você o viu sair.

— Não, Dayse. Ficou louca?!... Não vamos a lugar algum. E tomara que o Lewis nem nos veja aqui.

— Mas...

— Sem "mas"... Se eu já queria distância do Grissom antes pelo que ele fez com a gente... Agora quero mais ainda. E chega de falar nele. Eu não quero estragar mais ainda a minha noite que estava indo muito bem antes de ver aquele cretino. Ou melhor, não deixarei o Grissom estragar mais nada.

— Se é assim... — minha amiga diz erguendo as mãos em rendição. – Vamos encher a cara e ser felizes. Foda-se o senhor cretino. Que o pau dele não suba com mais ninguém pra ele aprender.

Juro, eu não queria rir, mas foi inevitável. Cai na risada sendo acompanhada pela minha louca amiga. Dayse é meu ponto de equilíbrio e desequilíbrio também. Além de ser a responsável por me tirar risadas com suas “gracinhas”.

— Você é louca, Dayse. – digo em meio aos risos.

Notas finais
Aqui encerramos o capítulo. Um xero e até a próxima atualização.