After Midnight
5 Deal with the Devil
Notas iniciais
–-Não faço acordo com assassinos.—Amaya respondeu tocando a faca com a ponta dos dedos.
–-Mas seus pais fizeram.—Ele disse e continuou.—Eu te levo até a base, mas você fica e sua família sai.
–-Você acha que eu sou idiota?—Ela riu.—Você acha que eu acredito que se eu me entregar vão deixar Dorian e meus pais saírem?
–-Bom foi uma tentativa.—O agente encostou a cabeça no colchão e fechou os olhos. Seus pulsos já estavam perdendo a circulação de sangue e sua cabeça ainda estava confusa depois da garota ter aplicado aquela...Coisa.
–-Aqui está meu acordo: Nós dois nos livramos da agência.—Ela disse e ele abriu os olhos e quase saltou do lugar.
–-O que você quer dizer com isso?—Sua voz estava desesperada, o agente esperava há muito tempo por uma proposta dessas.
–-Ah,tenho sua atenção.—Amaya sorriu e se abaixou perto dele.—Você vira um traidor, me ajuda a salvar minha família, e nós te ajudamos a sumir daqui com uma identidade nova e sem Agência te seguindo.
–-Como você faria isso?—Ele perguntou.
–-Minha mãe tem contatos com pessoas que fazem isso. Já vi ela fazer isso pra conseguir alguns materiais para seu projeto.—Amaya deu de ombros.—Então, me ajuda?
–-Quero mais uma coisa.—O agente diz.
–-Fale.
–-Quero esse soro da memória, quantidade suficiente para restaurar 30% de um cérebro humano.
–-Pra que você quer isso agente?—Ela pergunta colocando um dedo no queixo do homem, removendo um pouco do sangue que começava a secar.
–-Isso não importa agora, garota. Se eu tiver a minha liberdade e o soro, te ajudo.—O agente disse.
–-Ora,tão simples assim?—Ela disse e começou a cortar as cordas. Mas antes que ele liberasse uma de suas mãos, Amaya aplicou um pouco do “soro da morte”.
Amaya não confiaria nele assim tão fácil, ela arrumou as cordas para que amarrassem as mãos na frente agora e soltou os pés dele.
–-Que droga garota, o que é isso?—Ele disse voltando a sua consciência.
–-Você acabou de experimentar um pouquinho da morte, espero que tenha aproveitado a experiência.
–-Mas pra quê aplicar?—Ele disse enquanto observava ela colocar todas as armas em uma mochila.
–-Não sou idiota, você pode me derrubar assim que tiver suas mãos livres, não vou confiar.Agora venha.—Amaya disse ajudando ele a se levantar e guiando ele para fora de casa.
Uma van preta esperava do lado de fora, e todos os outros veículos pareceram ir com pressa, de acordo com as marcas de pneu. Amaya empurrou ele para o banco de passageiro e colocou todas as armas embaixo do banco de motorista.
–-Você é bem esperta pra quem passou a vida inteira isolada do mundo, qual o segredo?—Ele disse enquanto a observava.
–-Uma coisa chamada internet.—Amaya respondeu—Meus pais acharam que eu não saberia como roubar um dos 20 notebooks deles.
–-Muito espertinha. Mas e agora? Dirigimos em direção ao por do sol ou o quê?—Ele disse, dando uma piscadinha para a garota.
–-Não, dirigimos na direção de uma base da agência, pode ir falando.
–-Não temos uma base.
Amaya não tinha paciência para aquele tipo de piada, e nem tempo. Seus pais e seu irmão poderiam estar mortos nesse momento e ela não queria passar um minuto a mais que não fosse necessário com aquele homem.
–-Olha aqui Garoto.—Ela tirou um canivete da bolsa e colocou no pescoço dele.—Minha família está em perigo e eu não tenho tempo pra isso. Então vou perguntar só uma vez: Onde é a Base da Agência?
–-Garota, abra bem seus ouvidos. Não temos uma base, não somos idiotas de manter uma localização única.
–-Então como você volta pra sua casinha de cachorro?—Amaya debochou e colocou o canivete no bolso.
–-A clinica da agência é onde os agentes recebem tratamento e a nova localização da base.
–-Ah,veja só, temos um lugar pra ir. Me dê as direções...uhm, é...Seu nome?—Amaya finalmente tomou um pouco de tempo para observar o homem ao seu lado. Ele era realmente grande, o tipo de pessoa que você veria em uma academia 10 horas por dia. Seu rosto ainda estava com um pouco de sangue que ela deixou ali,mas aquilo não impedia que seu rosto fosse uma representação pura de um agente que sabia o que fazer. Seus olhos ainda transmitiam confiança, apesar de negros, e seus lábios agora estavam um pouco mais pálidos que o normal. Seu cabelo longo emoldurava seu rosto com madeixas escuras, dando a ele um ar muito mais perigoso.
Para Amaya, ele era assustador.
–-Agente 027. Geralmente me chamam de Blade.
–-Bom te conhecer,Blade. Meu nome é Amaya.—Ela deu um sorriso debochado,e ele deu um sorriso de lado.—Espero que esteja pronto para me ajudar.
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