Notas iniciais
Ooooooieee! Tudo bem, munshkins? Num tenho muito a declarar somente que estou correndo porque tenho de ir pra fazendo, entonce farei edições mais importantes(como inserção de gifs e itálico) depois. Dois beijos, crianças!

James Flynn Bezerra

A escola era tão grande quanto um castelo, e provavelmente fora inspirada em um. É sério. A arquitetura lembrava muito a do antigo castelo do Príncipe Thomas e Cinderella, embora as árvores e os jardins me lembrassem bastante a torre de minha mãe. Era uma mistura enorme de várias coisas, e me pegou um pouco de surpresa. Eu provavelmente teria ficado ali, encarando o prédio com cara de idiota, se Uriah não tivesse me cutucado.

–James. Você está parecendo um idiota.

–Costumam falar que nos parecemos mesmo, Uri- eu sorrio para meu irmão, que faz uma cara cética.

–O que fazemos agora?- Uriah pergunta, me ignorando.

–Siga-me. Por sorte, seu irmão mais velho entende uma coisa ou outra sobre escolas novas.

–Cherish te ensinou?

–Aprendemos juntos, na verdade. Quando fui ajudar ela a se mudar para Magina.

–Que seja. Mostre-me, ó mestre de toda a sabedoria.

Rolo os olhos e começo a andar, meu irmão nos meus calcanhares. Eu não havia mentido: realmente sabia uma coisa ou duas sobre escolas novas. Pergunto à um anão (literalmente um anão) nas portas onde estava o quadro de horários, ao que ele sorri com maldade.

–Finalmente alguém fazendo as perguntas certas- ele diz -Entre e siga direto até o final do corredor. Vai achar os seus horários, as salas e até uns mapas.

–Você é o...

–Grumpy. Sim- o anão corta meu irmão -Só entrem logo.

Dou de ombros e puxo meu irmão para a parte de dentro da escola. Seguindo as instruções de Grumpy, eu e Uriah achamos um grande pátio no meio do prédio, que é um quadrado oco. Várias mesas estão dispostas pelo lugar, e cada uma tem pelo menos uma pessoa atendendo sete ou mais. Uma faixa branca acima de cada indica a primeira letra dos nomes que podem ser ajudados naquela mesa, o que apesar de ser útil me obriga a me separar de Uriah. Meu irmão mais novo me encara, os olhos verdes arregalados.

–Ei, cara. Relaxa- eu digo, colocando a mão em seu ombro -Vamos fazer assim: eu vou para o J e você para o U. Você vai acabar antes de mim, obviamente, então você vem até o estande e eu te ajudo a encontrar Alanna.

Ele engole em seco. Uriah podia dizer que Alanna era ansiosa, mas ele tinha pego um pouco da ansiedade dela depois de tantos anos colados.

–Tá bom- Uri finalmente responde -Mas não sai de lá.

–Para onde eu iria?

–Só... Fica lá- meu irmão diz, antes de sair andando para a mesa(quase vazia. Além dele, agora, só um menino filho da Úrsula, Uther) da letra U. Rio fracamente de meu irmão e me viro. Eu tinha lá meus próprios problemas.

Como um estande cheio de gente. Jasper, James, Joseph, entre outros, eram nomes muito populares por esses dias. Infelizmente.

Suspiro e ando até o lugar, segurando a mochila com as duas alças sobre o mesmo ombro. Entro na fila que só aumenta, sendo mais ou menos o quinto, e observo o edifício à minha volta enquanto espero. Até o menino à minha frente dizer alguma coisa:

–É estranho, né?

–Desculpa?

–A arquitetura, eu quero dizer. Parece uma mistura de contos de fada tradicionais com os modernos. Tipo Cinderella e Rapunzel- ele se explica.

–Eu falei a mesma coisa pro meu irmão faz dez minutos- digo, meio sem-jeito, e estendo minha mão -James.

–Bezerra. Claro. Você é idêntico ao sei pai- o garoto diz, apertando -Sou Jasper. Jasper Charming-Snow.

–E fala de mim- eu rio -Está no décimo, Jasper?

–Pode apostar. Ainda estou pra fazer quinze- o garoto diz -Décimo segundo?

Dou de ombros.

–É. Perto de me livrar disso tudo- considero -Mas meu irmão está no décimo.

–Ah, sério?- Jasper sorri -O nome dele seria..?

–Uriah. Uriah Bezerra- respondo, passando a mão na parte de trás do meu cabelo -Mas ele é mais parecido com a minha mãe.

–É aquele ali atrás?- ele pergunta, apontando algum lugar atrás de mim. Olho e vejo Uri vindo apressadamente para onde estou.

–Ele mesmo.

–Perdão, qual é o seu nome?- a fada na mesa pergunta, o que chama a atenção de Jasper -Ah, Jasper. Claro.

Ele sorri tenramente enquanto ela fuça os arquivos.

–Senhora Fauna- Jasper cumprimenta -Sempre um prazer te ver.

–Eu adoraria conversar, querido, mas estamos correndo hoje- ela explica, colocando uma pasta em cima da mesa -Aqui você vai achar seus horários, acompanhados do nome de seus professores e o número da sala. Ali no cantinho tem um mapa e...

Para de ouví-la quando Uri me cutuca.

–Quem é esse?- meu irmão pergunta.

–Jasper. Charming. Snow- eu respondo, só me lembrando dos sobrenomes depois de fechar a frase -Ele está no seu ano. Talvez tenham alguma aula junta.

–Bom, a minha primeira é Literatura, PA- meu irmão diz, e eu bagunço seu cabelo.

–Nerd. Não pegou com Lanna, então?

–Lanna? Literatura? PA?- ele pergunta -Sem chance. Fora História Mágica, Lanna nunca pegou ou vai pegar outra PA.

–Eu peguei duas- Jasper diz, se virando para nós -Meu primeiro período é Literatura, PA.

–Jasper, esse é meu irmão. Ele também tem Literatura, PA, agora.

–Eu sei onde é a sala, quer me fazer companhia?- o Snow pergunta para Uriah, que dá de ombros.

–Mal não vai fazer- Uri responde e eles começam a andar -Até, James.

Antes que eu posso acenar, a fada à minha frente limpa a garganta. Eu viro minha cabeça rapidamente e sorrio o mais docemente que consigo. Ela me encara, ríspida.

–Seu nome, mocinho?

–James Flynn Bezerra.

–Um Bezerra. Por favor, deixe todas as minhas coisas comigo- a fada diz, o que me dá nos nervos, enquanto fuça mais um pouco tudo. Uma coisa que me talha o sangue é ouvir as pessoas falando da nossa família assim.

–Pode deixar- eu respondo, entredentes, mas tentando sorrir. Ela coloca o arquivo na mesa e o abre, me apontando as coisas enquanto fala.

–Aqui temos seus horários, acompanhados dos professores, e as salas em que você terá a aula. Na próxima folha, o nome do seu orientador psico-pedagógico, que você tem de consultar no mínimo uma vez por mês, e aqui atrás as opções de TCC- ela para e respira por um segundo, enquanto eu absorvo a informação -Aqui você tem as matérias eletivas, que vão começar amanhã, o que quer dizer que você tem até o final do dia para se inscrever em matérias o bastante para completar sua carga horária. E nas últimas folhas temos informações sobre os espaços da escola e sobre os clubes que em breve serão abertos. A folhinha aqui em cima está com o número dos seus escaninhos: um no corredor principal e outro no ginásio. Se houver algo errado, procure seu orientador pisco-pedagógico.

–Muito obrigado, senhora Fauna- pego o arquivo, tentando soar o mais educado possível.

–Tenha um bom dia, senhor Bezerra.

Me viro de costas rapidamente, tentando escapar o quanto hoje da fada verde e azeda, mas isso faz com que eu trombe em outra pessoa e deixe minha pasta e a dela cair. Abaixo-me rapidamente, pegando tudo o mais rápido que eu posso enquanto me desculpo; mas a cabeça da pessoa bate na minha indicando que ela também tentou pegar tudo. Olho para frente e acho dois olhos claros debaixo be uma cortina escura me encarando, o que só me deixa uma conclusão. O nome no arquivo, inclusive, confirma o que eu pensava.

–Azaleh- eu digo, depois de suspirar, a entregando o que eu havia pego e me pondo de pé.

–James- ela me devolve, fazendo o mesmo.

–Me desculpa.

–Foi minha falta de atenção.

–Não, eu tenho certeza que fui eu.

–Em todos os casos, estamos bem. Pelo menos não perdemos nada- ela considera -Ah, hm... Qual é seu primeiro período?

–Ótima pergunta. Eu estava indo olhar quando nós trombamos- rio baixo, abrindo a pasta e procurando o primeiro período da semana -É Álgebra. Álgebra PA.

–Meu Odin, PA em Álgebra?- Azaleh se surpreende -Como essa matéria pode sequer existir?

–Ué. Algumas pessoas são boas nisso- me defendo -É o tipo de coisa que, se você aplica a fórmula certo, já cai em Posicionamento Avançado.

–Não, é o tipo de coisa que se você foi um gênio de memória fotográfica acontece.

–Não é não. E eu vi os PA's em Biologia, História Mágica e Geografia no seu horário- levanto uma sobrancelha, o que parece irritá-la um pouco -Você claramente não pode falar de alguém que tem menos PA's que você mesma.

–É aptidão. Tenho facilidade em Humanas e Biológicas- ela recua.

–Gente. Essa discussão vai levar vocês de lugar nenhum para perto de nada- alguém se coloca no meio de nós dois. Nahan -E bom dia, aliás. Finn me deve dez majs, Azaleh, lembre ele disso.

–Pode fazer isso você mesmo, Amir- a Haddock devolve -Qual é seu primeiro período?

–Álgebra PA- meu melhor amigo diz, simplesmente, o que me faz cair na risada. Só faltava Azaleh ficar com fumaça saindo pelas orelhas de raiva -Qual é a graça?

–Nenhuma- a garota responde -Seu amigo ali tem a mesma matéria que você. Se divirtam.

Ela dá as costas para nós, o que faz eu segurar a risada.

–Ei, DunBroch!- eu a chamo, e ela se vira uma última vez -Seu armário é o 357?

–Stalker- ela resmunga, mas assente -Por quê?

–356- levanto o arquivo -Até o intervalo.

Ela bufa alto e sai pisando duro para o outro lado da escola. Eu rio mais um pouco antes de me virar para Nahan, que também sorri. Meu melhor amigo me encara e coloca a mão no meu ombro.

–Eu vou ser padrinho.

–Você é um idiota- imito seu tom.

–Um idiota que te conhece faz mais de dez anos- ele considera -E sabe quando você está a fim de alguém.

–Não estou a fim de Azaleh- me defendo novamente -Ela só é bonita. E inteligente, e legal e irritável.

Meu amigo sorri, como um idiota que se acha com razão.

–Você está caído por ela. Só... Não sabe ainda.

–Vamos chegar atrasados.

–A sala é a C20. Terceiro andar, quarta parede.

–Você é inteligente para um idiota.

–E você é legal pra um chato- Nahan devolve, antes de sair andando -Mas anote minhas palavras. Você e Azaleh vão se casar e ter um filho chamado Amir.

–Mesmo que eu me cassasse com Azaleh Haddock, o que já não vai acontecer, meu filho não se chamar Amir.

–Pode anotar.

Reviro os olhos. Nahan podia ser um idiota, mas que era um idiota persistente, ele era.