Notas iniciais
Desculpem se tiver algum erro!

Com o decorrer das eras os deuses iam se adaptando aos novos tempos que lhe eram impostos, uns sobrevivem melhor que os outros, um gostavam mais e tinha aqueles que não conseguiam se adaptar, mas se tinha algo que sobreviveria em qualquer época essa seria o amor, então, Afrodite era uma das deusas que melhor se adaptava.

“O amor é clichê, e quem não adora um bom clichê afinal?”

Podiam dizer que o sentimento havia morrido ou enfraquecido nos últimos tempos e principalmente neste que vivemos, como a regente e responsável sobre esse sentimento ela sabia que não, ele não tinha morrido ou ao menos enfraquecido, somente se adaptado a praticidade e modernidade que hoje todos acabaram se submetendo e que particularmente não deixava de aprovar totalmente por conta da liberdade que hoje as pessoas tinham. Principalmente as mulheres.

Acreditem ou não, Afrodite é uma deusa feminista, e quem disse que pra ser uma feminista não tem que se cuidar ou odiar os homens a lá Artemis? Nada disso. As mulheres têm sim o direito de usar as roupas que quiserem e pegar quantos desejavam, homens faziam a êneos e ainda eram, e são, vangloriados por isso, enquanto mulheres eram taxadas meretrizes. Ficar em casa preparado bolinhos? Argh! Isso realmente não era a cara dela, deixou para Hera que agüentava chifres á todos instantes sem nada fazer, a não ser se vingar das coitados e não do realmente culpado, seu marido, Zeus.

“O amor é livre minha querida Hera, você só tem que entender que isso é dos dois lados. A fidelidade é o sentimento que você nutre por alguém e não abandona, essa é a única que possivelmente te manterá junto á seu conjugue, um contrato assinado pode ser queimado e matrimonio burlado, mas se o sentimento for verdadeiro ninguém precisa de amarras, só da certeza que se amam”

Em todo lugar era taxada de leviana e superficial, oras, o que tinha demais em ter bom gosto e um pouco de estilo? Tudo é belo, a dor, a paixão e ás vezes o ódio, o amor é belo em si, ás vezes visualmente, outros sentimentalmente. Gostava de moda e não abriria mão disso por nada.

Alias, também é a deusa da Beleza, mas ao contrario do que todos pensam não tem um padrão definido, ela deixa você decidir, o que é belo para ti. Sem certo ou errado, é seu modo de beleza, ela deixava a critério da pessoa, sem ter o seu próprio. Se nem a deusa da vaidade possui um estereótipo definido, porque a TV tinha que impor um? Só se for para mais julgamentos errados na sociedade mortal.

“Beleza? Bom, beleza é você amar e ser correspondido. Esteticamente? Vejamos, seria algo como primeiro enxergar os olhos, depois se aprofundava e ver o coração, ai meu caro Apolo, ai sim veras a tal da beleza verdadeira.”

Pra quem a acha sem conteúdo, pergunte de onde vem toda a criatividade pra criar historias românticas que todos se derretem? Ou as musicas que fazem você comer sorvete até cair no chão de tanto chorar? Não é só Atena que inspira grandes poetas com sabedoria pelo visto, baby.

Sua maior polêmica girava em torno de Hefesto e Ares seu eterno e conflituoso triangulo que nunca abriria mão, que a colocassem em mil redes então! Ela sempre voltaria para seus dois homens.

“Eu amo livre, eu amo intensa, eu posso amar um e amar mais de três, e tento transmitir isso a todos, o negocio de amar sem ter que ser refreada ou ter limites, eu amo e dou amor por inteira”

Hefesto é seu marido por contrato, por obrigação, mas os anos de convivência mostraram mais dele, o deus das forjas não sabia lidar tão bem com sua esposa por um misero detalhe, ela era sentimento enquanto ele era a lógica. Não conseguia se entender muito bem quando estava perto dela por que o sentimento não se explica desmontando ou remontando. Se sente. Ele era carinhoso, amoroso e a adornava com todos os tipos de presentes possíveis, isso é, quando tinha tempo, porque se enfiar em graxa era melhor que a sua gloriosa companhia? Pensava toda vez a deusa, seu ego era brutalmente ferido nesse quesito que se desencadeia nas suas demais atitudes.

Ares é sem compromisso ou amor explicito, aquela paixão que pega fogo e faria você armar uma guerra contra qualquer um sem pensar em conseqüências futuras, isso que eles eram. Dois inconseqüentes se pegando em carros, baladas, mercados, esquinas e motéis, ás vezes nos palácios alheios, que os deuses não soubessem jamais. Tinham gerado inúmeros filhos, inclusive seu favorito Eros e seus não tão queridos Fobos e Deimos, esses eram perfeitos para o deus da guerra. Tinha ciúmes e pegada, o melhor que o amor podia fazer em uma guerra, fazia a guerra se curvar perante ele.

Todos sabiam, todos julgam e continuaram a julgar! Di immortales! Ela não estava nem ai para os outros, que lhe tacassem paus e pedras, seu símbolo é uma pomba e pombas são livres, livres como Afrodite, livres como seu amor. Livre como Deuses e Mortais deveriam ser.

Notas finais
Então, espirações a noite são uma maravilha.
Espero que gostem e se leram, deixe criticas positivas e negativa, sempre respondo ;))
Beijos meus queridos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!