Afonso convoca todos os conselheiros para uma reunião. Ele queria uma ideia que pudesse desfazer o acordo entre Artena e Montemor. Não queria mais depender da agua deles, ou melhor, não queria ter que dá minério em troca da agua de Artena.

Seus conselheiros o indagavam.

— Alteza, como vamos superar a necessidade da agua? Não temos outra alternativa a não ser depender de Artena.

— Meus Caros, será que vocês não entenderam o que lhes propus? vamos sim, ter a água de Artena, mas vamos quebrar o acordo de troca.

— Alteza, tem como ser mais claro?

—sim, Eu desfarei o acordo com Artena, então não terei mais obrigação de dá o minério em troca da água, mas nós teremos a água deles sem que eles saibam.

— De maneira clandestina?

— podemos dizer que sim! Por isso peço a vós que me ajudem a pensar numa maneira de usufruir da água de la, sem que eles desconfiem.

Um dos conselheiros, Gregório, não concordava com a atitude do príncipe Afonso, e tentou convencê-lo a tirar essa ideia insana da cabeça do sucessor do trono.

—Alteza! Eu sei que tens a melhor das intenções para beneficiar o reino, porém, acho precipitado vossa Alteza, está desfazendo de um acordo de anos, isso pode ser prejudicial em algum momento.

Afonso respondeu alterado.

— Você não tem que achar nada aqui, no momento a maior autoridade presente sou eu! E minha avô deixou toda as responsabilidades do Reino sobre mim.tudo que eu decidir é mais certo a se fazer, sem questionamentos. Estamos entendidos?

— Sim, Alteza!

Afonso pouco se preocupava se aquela atitude lhe traria graves consequências.se acontecesse uma guerra, ele venceria com certeza, pois, possuía o exército mais armado e preparado de toda Calia, nada seria páreo para ele.

Afonso sempre muito vaidoso e presunçoso, confiante demais, embora não estivesse tão ligado e se importando verdadeiramente com o reino, aquela sensação de estar no poder era prazerosa.