Notas iniciais
Um Sacerdote Estelar, vestido de branco da cabeça até os pés, apareceu com uma capa se alastrando no chão, caminhando como um Deus entre os homens. E todos gritaram um: -“ooooiiiiii” generalizado, pois era outro Adão chegando. Parecia seu irmão gêmeo. Moreno, corpo atlético, queixo forte, havia só uma diferença nos olhos, pois desta vez eram verdes cristalinos. Imediatamente o recém-chegado abraçou os mestres, e em seguida começou a examinar a fileira de Espiões em busca de alguém especial. Assim que viu Eva correu até ela e se abraçou chorando que nem guri.

A sirene da Lua tocou estrondosamente, um dia qualquer, chamando a todos os Espiões com urgência, pois a nave de um Sacerdote de “B de ALPHA” estava a caminho, e havia que recebê-lo com honras.

Adão e Eva colocaram os uniformes negros com emoção.

Eva fez as tranças terríveis, e com ajuda de Adão as enrolaram em forma de caracol sobre as orelhas. Depois ela fez um “rabo de cavalo” na cabeça de Adão. Penteou-o para trás, colocou-lhe cinco agarradores metálicos, e passou um creme que os deixava brilhantes. E saíram correndo para esperar essa nave que estava para chegar.

Ênio vestiu-se de preto, Madalena vestiu-se de vermelho, cabelos soltos, flores na cabeça, joias, batom vermelho fogo na boca, pois ela ficaria a vontade, atrás do marido. Na segunda fileira. Afinal ela apenas sabia ler e escrever. Riu com ela mesma. Numa missão ela só saberia dar pancadas em algum primitivo. Apenas isso.

Viktor aproximou-se para fazer as fotos, e Mirim ficou olhando tudo desde longe, vestida de branco, junto a uma equipe médica, que se alinhava com curiosidade para assistir ao evento do ano. Um Sacerdote de “B de ALPHA” era como receber os próprios anjos. Afinal, o mundo “B de ALPHA” era o último patamar da evolução em vida de um ser humano.

Ênio enfileirou ao lado de Adão, e ficaram olhando para uma nave que descia lentamente no interior de um tubo translucido, e pousava no aeródromo.

Um Sacerdote Estelar, vestido de branco da cabeça até os pés, apareceu com uma capa se alastrando no chão, caminhando como um Deus entre os homens. E todos gritaram um: -“ooooiiiiii” generalizado, pois era outro Adão chegando. Parecia seu irmão gêmeo. Moreno, corpo atlético, queixo forte, havia só uma diferença nos olhos, pois desta vez eram verdes cristalinos.

Imediatamente o recém-chegado abraçou os mestres, e em seguida começou a examinar a fileira de Espiões em busca de alguém especial. Assim que viu Eva correu até ela e se abraçou chorando que nem guri.

Adão o reconheceu imediatamente: Amon-rá, seu filho mais mimado. E os três ficaram abraçados aguentando a emoção que os chacoalhou forte. Depois se juntou a eles a esposa de Amon-rá, Noemi, com seu cabelo vermelho fogo caindo nas costas em cascatas maravilhosas, vestida como princesa das estrelas. Atropeladamente, Noemi lhes contava que seus pais nasceram em “B de ALPHA”, e acrescentou que Amon-rá não resistiu de vir e ver a mamãezinha, quando os descobriu no Espelho falante.

Amon-rá nascera nesta vida numa civilização dedicada ao estudo cientifico e ao trabalho sem trégua. Recebera a medalha de Sacerdote Estelar com 12 anos, e imediatamente ganhou um horário enfrente ao Espelho falante de 6 horas, a cada três dias. Sua mulher Noemi o acompanhava, como sua assistente única. Carregava um caderno de anotações, para não esquecer nada do que Amon-rá falava-lhe. E ele viajava com a mente através desse espelho pelo universo inteiro. Abria-se caminho na escuridão, e assim que encontrava um planeta de Prontidão A (apropriados para receber almas humanas) dava o endereço universal para sua mulher. Depois continuava viajando. Achava mundos de Prontidão C (para receber ovinhos) em outras Galáxias era Prontidão B (mundos prontos para plantar) e assim por diante.

Noemi colocava esses dados um a um no mapa universal, pois outras pessoas fariam o trabalho posterior: — comunicar-se com os anjos! Pois as novidades do Universo eram sempre ponderadas conjuntamente com eles.

E, um dia, Amon-rá descobriu um planeta com uns homens moribundos na Oitava Dimensão Estelar. O planeta estava verde, com ar limpo, mas os homens estavam morrendo. Necessitavam médicos, nutricionistas, gente que os fizesse recuperar a saúde perdida, para continuar sua civilização. O planeta estava localizado numa nebulosa jovem, aonde o Universo existente terminava. Depois dessa Nebulosa só havia massa escura, buracos negros, ou cometas fora de rumo. E nenhum anjo conseguia entender sobre o milagre desse mundo ter-se recuperado, nem desses homens terem sobrevivido. Os próprios anjos havia-o empurrado para os confins do Universo, para se converter num planeta gelado. E agora estava totalmente verde e cheio de bichos! Não havia explicação!

E Amon-rá lembrou como um raio, de sua vida anterior. Caiu na gargalhada. Ele já estivera lá. Além dele estavam juntos seus pais Adão e Eva, um filho seu, e media dúzia de cientistas malucos, que antes de morrer saíram a ver o que havia nesses cantos onde o Cosmos terminava. Curiosos. Aventureiros doidos. Com o coração palpitando, lembrou que o pai Adão havia-se separado dele, pois queria ter uma vida de índio. E Amon-rá havia jurado para Noemi que nasceria junto aos sogros desta vez. E promessa era para ser cumprida.

E foi a vez de Amon-rá pesquisar os mundos evoluídos com vida selvagem.

Achou vário. Mas chegou a conclusão que eles só podiam estar em “E de ALPHA”, o mundo mais selvagem de todos, onde os homens sequer conheciam xampu para cabelos. Com certeza ia encontrar seus avôs Dina e João, Sergei e Ludmila, seus tios, e quem sabe quem mais. E começou a chorar. Noemi abraçou-o com doçura, pois conhecia a paixão do marido pela família, e falou-lhe no ouvido: — Invente um pretexto, e vamos vê-los! Cruzaram a fazer as malas e saíram correndo com um grupo de amigos rumo à imensidão. Amon-rá deu como desculpa que ia a busca de voluntários para visitar a Oitava Dimensão e visitar a esses mortos-vivos.

A agora, em meio dessa gente, seu velho estava graduado como o melhor Espião desse mundo. E gargalhando perguntou-lhe:

— E o que aconteceu com o projeto de uma vida mansa, pai?

— Estamos enferrujados. Não conseguimos enganar os robôs examinadores.

— Nem eu, pai. Sou Sacerdote desde os 12 anos. Eu só trabalho! E estou estéril, pois só posso ter filhos depois de minha aposentadoria... Quando vai ser isso, não sei... Que fria, pai! Tenho que encontrar um bom pretexto para ficar aqui o máximo de tempo possível!

— Deixa comigo! Vamos conhecer tudo deste planeta!

A seguir chegou à descontração. Em pouco Ênio e Madalena, Mirim e Viktor, e todos os mais chegados os abraçavam a todos com carinho. Os mestres invitaram os recém-chegados a um banquete na Escola, e Adão chamou os amigos de sua aldeia com telepatia, para conhecer seu filho. Em pouco tempo chegaram do planeta Dina e João com mais uns oito filhos, Sergei e Ludmila com Oscar, que abraçaram Amon-rá com euforia. Viktor fez questão de fotografa-los, para fazer mais um álbum. Dessas visitas, dessas naves, dessa festa, enfim.

Amon-rá estava realizado. Seus avôs, que ele adorava, estavam lindos, fortes, jovens, num planeta que era paradisíaco. Eles só faziam uma coisa na vida. Ter um filho a cada ano. E João gargalhava que dava gosto de ver. Também seu pai lhe contava de Belzier, e de sua viagem pelas ilhas que flutuavam, que nem navios no mar. A vida era um paraíso universal. Uma vida mais do que perfeita.

Depois da festa a comitiva de “B de ALPHA”, que acompanhara Amon-rá, ficou nas Luas visitando as cidades, enquanto ele descia com a família a conhecer o planeta. Queria ver seus outros tios, casados e cheios de filhos, montar Belzier, conhecer as panteras da mãe, e pegar uma cor dourada como eles.

Em pouco tempo Amon-rá foi tomado como por um encantamento.

A mata era tão bela, tão cheia de flores, de bichos, de frutas, que os homens não necessitavam fazer nada, além de escalar em árvores para matar a fome. A cor do céu não era azul como em seu mundo, eram cores como uma pintura abstrata, pintada por uma mão invisível. Nunca ficava escuro, pois as Luas iluminavam a mata durante as noites, dando-lhe um encanto especial. Vagalumes os havia tantos, como estrelinhas, circundando os humanos, os acompanhando nas trilhas durante a noite, enquanto uma névoa os rodeava dando um ar de mistério e magia ao ambiente selvagem.

E o melhor desse mundo era que tudo se fazia sem nenhuma roupa, cultuando o nudismo como primitivos verdadeiros.

Noemi colocou uma blusa tomara que caia, uma saia curtíssima, e chinelos de dedo, do guarda-roupa de Eva, rindo sem parar. Eva ficou descalça, como um vestido que mal tampava a calcinha, e Adão só de bermudas. E levaram o filho a ver tudo. Remaram pelo rio sobre uma canoa de madeira, que se deslizava suavemente, passando perto de cachoeiras altíssimas que lançavam uma chuva nos viajantes. Pelas margens, Belzier os acompanhava galopando junto de uns oito potros iguais a ele, e umas 20 panteras negras, que andavam em bando onde quer que Eva estivesse. No fim do dia regressaram para a aldeia sobre os cavalos, galopando como índios, cabelos ao vento, pois Adão estava muito cabeludo nesta vida, e só fazia o rabo de cavalo quando usava uniforme. E Eva possuía um metro de mechas encaracoladas. Na aldeia dançaram, e ao anoitecer Amon-rá subiu numa árvore a dormir numa casa que só tinha um colchão. Ele não conseguia parar de rir.

Adão pegou uma manta e se perdeu na mata abraçado na mulher, como faziam na juventude. Eva fez uma cama de folhas secas, colocaram a manta por cima, e deitou embaixo da luz lunar. Fez uma posse artística, como as fotos da Mirim, rindo, enquanto Adão deitava ao seu lado e a beijava com doçura.

Nos dias seguintes voaram ao redor do mundo numa nave menor, pois Amon-rá queria ver tudo. Desceram nas ilhas, conheceram os outros continentes, viajaram até as neves eternas onde havia bichos gigantes de dentes longos, ossos polares, focas, pinguins, e as lindas baleias. Gigantes do mar que chegavam perto das praias onde se exibiam para os humanos.

E o tempo foi se alastrando numa gira em redor do mundo, misturado a estadias nas aldeias junto aos avôs, Dina e João, ou Ludmila e Sergei, que sempre lhe preparavam ao neto amado um festim ao ar livre. Por cima de alfombras de taquara, o banquete fumegante enfileirava no chão. Havia bolinhos de verduras asados no forno de barro, pão de milho, pão de mandioca, arroz selvagem cozinhado em água, batatas cozidas, batatas assadas, bolinhos de batata, saladas de feijão verde, de feijão branco com cebolas, de tomates, de pimentão, de legumes cozidos, de legumes crus, milhos cozidos em água, tudo em quantidades pequenas sobre folhas de bananeiras. Também havia bolos cortados em poções, junto a cucas deliciosas, e arranjos de frutas em cestos de taquara trançados. Era pegar, comer com a mão e desintegrar as folhas onde se apoiavam as comidas. Ninguém possuía um prato e muito menos uma colher ou garfo. Nenhum guardanapo, nem água para lavar as mãos. Amon-rá desintegrava a sujeira das mãos, rindo, pois a maioria limpava as mãos nas roupas.

Mas o melhor do dia foram os batuques, as danças, e as gargalhadas sem fim. Era o paraíso universal. E dentro da casa da árvore, numa cama inflada de ar, com nada além deles mesmos, Noemi se perguntava se haviam errado nascendo na civilização. Amon-rá teria sido feliz em meio desse matagal. Mas, em seguida se consolava. Amon-rá era um gênio. E nos mundos onde a telepatia é usada desde sempre, não há como enganar ninguém. Com certeza eles seriam Espiões, com uma missão, sabe lá para onde.

Quando Amon-rá recebeu uma chamada telepática, ele e Noemi estavam perdidos no mato por cima de Belzier, dourados pelo Sol, indo de uma aldeia para outra, com Adão e Eva por cima de outro cavalo. Desde “B de ALPHA” queriam saber sobre a missão da Oitava Dimensão, e na Lua os Espiões estavam curiosos. Até esse momento ninguém sabia que o filho de Adão estivesse ali para trabalho. Todos achavam que era uma visita familiar.

Tiveram que encerrar o turismo.

Dentro do Planetário, Amon-rá abriu caminho na imensidão do Universo e mostrou a Nebulosa em cujo lugar havia um planeta se recuperando de um holocausto nuclear. Calculou a distância cósmica que os separava, e a seguir explicou em detalhes do motivo desse planeta ter vida.

Explicou que na vida anterior, seus pais, seus irmãos e seus filhos haviam nascido no planeta “L de ALPHA”, o mundo dos guerreiros intergalácticos. E que após terminar uma missão de guerra, ele e seus pais fizeram uma viagem maluca de fim de vida. Haviam se aventurado rumo às noites eternas, e descoberto esse mundo agonizando. Socorreram os sobreviventes, limparam-lhes a terra, o ar, plantaram todas as sementes que possuíam nas naves, e que se incentivou a multiplicação das espécies. E agora, olhando para lá, ele descobrira que tudo dera errado. O planeta estava secando e a fauna e os homens encontravam-se definhando. Ajuda-los novamente era mais do que necessário. Mas, infelizmente, seria uma missão suicida. Era um mundo radiativo com germens que matariam uma pessoa como eles, em menos de 500 anos.

Um profundo silencio tomou conta da plateia. Mas, todos os Espiões ficaram em pé, se oferecendo como voluntários, e junto com eles todos os médicos, todos os engenheiros, e até os visitantes de outras Galáxias, como Viktor.

Amon-rá riu feliz. Mas, explicou que não havia necessidade de desperdiçar tantos talentos, pois haveria outras missões pendentes. E deixou que os próprios mestres escolhessem três Espiões, e o melhor médico desse planeta. De preferencia um virologista.

E os mestres, entre murmúrios, escolheram os mais engalanados: Adão, Eva e Ênio, pois eles amavam um desafio, e por serem os melhores dos melhores. Em seguida pediram para Mirim se juntar ao grupo, por ser a melhor médica do planeta. E Viktor, lhe deu um abraço e soprou-lhe ao ouvido: — Pode aceitar que eu vou engatinhar atrás. Em seguida lhe deu um beijo, pois casar com alguém desse planeta significava isso mesmo. Aventuras. E Madalena, que não falara nada, pois estava estátua, escutou de uns mestres que ela teria que fazer um intensivo de enfermagem e de agricultura, pois a ociosidade numa missão como essa não tinha vez. Desta vez Ênio caiu na gargalhada alta e falou por ela: — Ensinem-lhe também pilotagem, pois ela foi piloto de guerra na última encarnação. E deu-lhe um beijo emocionante. Afinal, ela fora um gênio na vida anterior, muito superior a ele mesmo.

E para saber o que os estava esperando, Amon-rá os invitou para visitar o templo, para enfrentar os patrões estelares de “B DE ALPHA”, através do espelho falante.

Adão, Ênio e Viktor, cada um com sua mulher abraçada neles, olharam para o espelho com curiosidade. Um mundo estranho estava ficando a mostra, com pessoas que se pareciam aos personagens das historinhas infantis. Princesas, príncipes, vestidos esvoaçantes, cabelos ao vento, sedosos, com mulheres com rosto de anjos. Em seguida abriram a boca para admirar os edifícios. Formas fantásticas se contorcendo como cobras, ou como árvores, ou como uma flor, em cujo lugar havia apartamentos tão lindos, que se podia viver a eternidade trancada em casa.

E as cabeças mais inteligentes, de todas as galáxias, ficaram nítidas. Uns 30 deles. Todos vestidos de branco. Os homens trajavam uma capa nos ombros, medalhão pendurado com uma corrente de ouro, um cinto na testa com esmeraldas, e as fêmeas carregavam uma coroa na cabeça, como rainhas, em vestidos brancos que emolduravam toda sua beleza.

Com telepatia Amon-rá apresentou os Espiões com orgulho, pois eram seus pais com seus amigos, e deixou que os gênios de seu mundo os cumprimentassem. E um a um, as saudações foram através da telepatia, no idioma universal. Aquele que todo mundo superior fala: — O aramaico.

A seguir lhes foi dito o que haveria de ser feito. Teriam que se aventurar examinando o planeta centímetro a centímetro, em busca de micro-organismos assassinos. Examinariam os mares, os rios, o chão, e Mirim deveria estudar as amostras através de microscópio, até achar uma cura para o Ecossistema. Adão deveria se conectar a um planeta vizinho, onde podiam solicitar qualquer suprimento. Qualquer coisa que necessitassem se receberia de retorno, pois existia nesses confins uma sociedade evoluída que os auxiliaria. Um planeta que todos eles conheciam muito bem: — O mundo dos iguanas. E imediatamente o planeta dos iguanas ficou nítido.

Viktor e Mirim começaram a chorar imediatamente. O passado lhes chegava impetuoso, infundindo-lhes a alma de alegria. Olharam para os homens de seu antigo planeta, seu antigo lar, viajando entre as estrelas e ajudando como babá aos mundos inferiores de toda a Oitava Dimensão, lado a lado com outro planeta que eles também conheciam: — O planeta das cobras! Essas duas civilizações superiores visitavam todas as Galáxias como guardiãs cuidando de seres que mais pareciam bichos do que homens.

Quando o espelho apagou as imagens, todos estavam mudos de emoção, pois quando se viaja para o passado, a memória origina lembranças com marcas profundas. Adão e Eva relembraram a guerra da vida anterior, quando conheceram Ênio, Viktor e Mirim, pois Madalena era uma velha conhecida, de um passado muito mais antigo, num planeta chamado Terra. E todos se abraçaram. Emocionados. Estavam mais uma vez numa aventura. Morreriam juntos pela segunda vez.

Notas finais
Viktor e Mirim começaram a chorar imediatamente. O passado lhes chegava impetuoso, infundindo-lhes a alma de alegria. Olharam para os homens de seu antigo planeta, seu antigo lar, viajando entre as estrelas e ajudando como babá aos mundos inferiores de toda a Oitava Dimensão, lado a lado com outro planeta que eles também conheciam: - O planeta das cobras! Essas duas civilizações superiores visitavam todas as Galáxias como guardiãs cuidando de seres que mais pareciam bichos do que homens. Quando o espelho apagou as imagens, todos estavam mudos de emoção, pois quando se viaja para o passado, a memória origina lembranças com marcas profundas.