Adrianne

5 Capítulo 5


ϟ

No período da tarde, nos dirigimos até uma sala para termos nossa aula, no hospital, mas nos horários, que são atualizados diariamente pelo site deles, não informa detalhes dessas aulas da tarde, graças a Johanna sei o que seria. A sala que estávamos esperando o professor não há cadeiras e é pequena, o que chega a ser estranho comparado as salas enormes que tivemos algumas aulas.

− Boa tarde turma. – disse um senhor de cabelos grisalhos com os óculos na ponta do nariz – Eu sou o Dr. Hotsfauer, imagino que vocês não fazem menor ideia do porque que estão nessa sala desconfortável. – ele voa os olhos para cada aluno, ninguém parece mudar a expressão então ele continua – Vocês irão fazer estágio no Hospital.

− Pensei que isso só iria acontecer no fim do semestre. – disse uma garota ao meu lado, eu e Johanna trocamos olhares, pois é claro, já sabíamos disso.

− Planos mudam, vocês só irão ficar duas tardes e meia e por semana fazendo estágio. – explica.

− Mas nos não temos conhecimento o suficiente para conseguir fazer um estágio. – contesta um garoto de pele escura ao lado de Adam.

− Vocês vão dar comida para os pacientes, sem errar a comida dos pacientes, vocês devem saber o que acontece se um paciente com o estado imunológico mais fraco receber uma comida de alguém que só esta sob observação. – fala ele, rispidamente.

Ele sai da sala deixando a porta aberta, convidando-nos para segui-lo. Achei ele um pouco estressado, ele poderia ter sido mais gentil. Não o julgo, sei que a profissão exige muito dele. Caminho ao lado de Johanna no caminho do hospital, está claro que ele está nos levando para lá.

− Ele não parece ser um cara muito amigável. – murmura Johanna.

− Concordo. – murmuro de volta.

− Será que iremos fazer nossas horas juntas? – pergunta animada. Sinceramente quero muito fazer no mesmo horário que ela, porque, seja qual ser a atividade que iremos fazer durante quando não estamos fazendo o estagio, poderia estar com ela e poderia evitar ficar sozinha, por mais que possa fazer amizades.

− Espero que sim. – confesso por fim.

Andamos o resto do caminho sem trocar palavras. Ao chegar ao hospital o Dr. Hotsfauer vira-se para nos, analisando nosso grupo.

− Teremos que dividi-los, um grupo irá ficar comigo e o outro com a Dra. Jower. – ele se volta para recepção para chamar a doutora. Enquanto espera ele nos estuda, um por um, me sinto extremamente vergonhada quando ele pousa o olhar em mim.

− Você mandou me chamar Dr. Hotsfauer? – pergunta uma mulher mais jovem, de cabelos negros, e olhos incrivelmente verdes, deve ser a Dra Jower.

− Você ficara encarregada com uma parte dos alunos e eu com outra. – cospe entre dentes. Espero não ter que ir com o Dr. Hotsfauer. – Você pode começar escolhendo.

− Quero aquele bonitinho ali. – ela aponta para Adam.

− Eu quero essa esquisitona. – diz puxando Johanna, quero ir com ela, porém a Dra. Jower parece ser mais gentil.

− A loura dos cabelos cacheados. – a garota anda saltitando para o lado de Adam.

− O rapaz que faz perguntas óbvias. – ele aponta para o garoto com a pele mais escura, parece que ele é amigo de Adam.

− A ruiva, meiga. – a garota estava usando um vestido muito menina, o que deixava ela com uma cara muito mais nova.

− Ela – diz ele apontando para uma garota, só que ela parece não prestar a atenção. – Ei! Você! – ela salta e vá para o lado dele.

− A garota de óculos. – de imediato não compreendo, mas ando em direção dela. Não vou estar com Johanna, o que me deixa triste, ela vai ficar sozinha.

O restante das divisões da turma eu não presto atenção, fico congelada, não sabendo se fico um pouco alegre por não ter o Dr. Hotsfauer na minha parte de turma, mas tem Johanna. Ela me lança um olhar triste, mas tenta disfarçar tentando me fazer não preocupar com o fato. Tento demonstrar isso para ela também.

Após o episodio de escolhas, nos separamos com o nosso grupo. Dra. Jower nos apresenta cada área do hospital de Whotepier, tento não me distrair e memorizar cada palavra que ela fala. Dra Jower também pede para nos apresentarmos e nos pede para que apenas a chamarmos de Jo, para retirar a formalidade entre nos e sermos amigos e o tempo que ela passar conosco ser divertido. Gosto muito de Jo, toda a simpatia que ela tem parece que Dr. Hotsfauer não tem. A maior parte do tempo eu passo pensando como que esta Johanna, como esta a aula dela com ele.

− Uma pergunta bem básica. – fala Jo, virando-se para nos. – Se encontrar algum paciente estiver com falta de ar, sem estar conseguindo puxar ar, o que vocês devem fazer? Chamar um médico?

.Alguns alunos levantam a mão inclusive Adam, que esta na minha frente.

− Price? – eu olho para ela confusa, eu não tinha levantado à mão.

− Pegar uma bolsa de ar, acho que se chama Ambú, e ajudar o paciente com ele, mas também chamar um médico ou enfermeira coma campahia, pois se for algo mais grave eles saberão melhor do que qual quer outro iniciante e nos estaríamos tentando ao menos empurrar oxigênio para ele. – explico, e abaixo a cabeça, esperando que Jo falasse que minha resposta estava totalmente incorreta.

− Certo. Totalmente correto. – diz ela impressionada. – Bom vamos continuar.

Jo se vira para que continuamos conhecer o hospital, e nesse meio tempo Adam volta-se a mim.

− Estou impressionado. – comenta. Eu solto um riso para ele.

ϟ

Após nossa tarde no hospital, onde Adam depois de um tempo passou ao meu lado. Eu o dispenso, de forma que pode ter saído um pouco grosseiro, queria ir para o meu dormitório, pegar um caderno e anotar tudo o que Jo disse, preciso me formar, não posso rodar então vou fazer isso sempre que aprender algo novo.

Ao chegar ao meu quarto vejo Johanna sentada sob a cama de Beatrice, ela devia estar esperando ela no mínimo.

−O que você ta fazendo aqui? – pergunto incrédula, não acredito que realmente ela quer conversar com minha colega de quarto.

− Eu estou esperando Beatrice.

− Não esta mais. – falo pegando meu caderno para fazer minhas anotações. E lembro-me que ela teve que passar à tarde com Dr. Hotsfauer, devia ter sido horrível. – Como foi sua aula?

− Horrível, o Dr. Hotsfauer resmunga o tempo todo quando alguém fala algo errado, alem disso eu era uma alma desconhecida, acho que se eu faltar essas aulas ninguém vai notar...

− Não falte, não quero que reprove e não se forme comigo.

− Você já fez amizade com Adam, eu o acho muito gostoso. – diz ela delirando – Você devia dar uma chance para ele, não é todo dia que aparece alguém assim.

− Acho que você devia parar de ler romance. – não sei se ela lê, mas pelo seu jeito esquisito não me admiraria se passasse a maior parte do seu tempo de lazer lendo. Johanna porem não responde, me sinto um pouco sem-graça – Vamos dar uma volta?

− Vou esperar por Beatrice. – diz ela decidida.

− Amanha ou depois você fala com ela Johanna. – quanto mais tarde melhor.

− Tudo bem, — diz pondo-se de pé – Mas como foi sua aula?

Foi ótima, a Jo é um amor. Penso, mas não seria justo com ela falar isso, a aula dela foi terrível e a minha tão boa, não consigo me conformar com isso.

− Foi desagradável. – minto.

− O que aconteceu?

− Adam aconteceu.

− Adam Primonth, já disse que ele é lindo e isso ta sendo um desperdício? – delírios sob delírios, isso já ta enjoando, ele não é o meu tipo. Tudo bem não sou especialista em namoro, porem esse tipo convencido, confiante, como se nada abalasse, não me agrada.

− Você foi pesquisar o sobrenome dele. – falo dando risada – Johanna ele nem se quer olha para você.

− Você pode me apresenta-lo. – sugere.

− De jeito nenhum.

− Anne. – escuto uma voz me chamar, eu me viro em direção da voz, é Percy. Sinto uma onda de vergonha, eu beijei ontem à noite, isso é muito estranho. Ele apressa os passos, hesita um pouco a ver Johanna, porem ele tenta ignorar. – Estava querendo falar com você.

− Fale comigo então.

− Bem de preferência a sós. – diz ele esperançoso, nervoso, envergonhado, talvez uma coisa só, talvez tudo junto, é difícil de entender como ele esta nesse exato momento.

− Tudo bem. – ele me guia ate uma sala próxima, eu me viro para Johanna, ela esta rindo. – Já volto.

Entro na sala, que é um deposito de ferramentas de limpeza, é escuro e pouco espaçoso de forma que ficamos colados um no outro ali dentro.

− Sobre o que aconteceu... – começa Percy, coma pouquíssima luz do local consigo ver que ele esta soando.

− Já falamos isso ontem. – Falo tentando me afastar, o que não adianta muito, ele se aproxima mais de mim. Ele vai me beijar, não quero, apresso as mãos para achar a fechadura ao meu lado, sinto sua respiração abafada em meu rosto. Achei, abro a porta e saio. A primeira coisa que vi ao sair e um rapaz escondido, porem eu não do bola, acho que estou um pouco confusa.

− Anne qual é? Por quê? – Johanna esta ali, observando tudo. Não duvido que ela queria ter ido naquele deposito no meu lugar.

− O que aconteceu? – pergunta ela. Eu olho Percy, ele esta me encarando, mas ele desvia o olhar para Johanna.

− Não acho que seja uma boa hora para explica. – deduz. Vejo o rapaz meio escondido nas quebras de corredores, não poderia ter visto coisas anteriormente. Eu desvio o olhar rapidamente. – Anne o que você quer que...?

− Nada não. – falo, deslizo meu olhar do lugar que vi o rapaz e depois foco em Percy e Johanna. – Vocês dois combinam.

Eles se entreolham, e nesse tempo eu saio, em busca do rapaz que esta espiando. O rapaz tem cabelos escuros e bem arrumados, parecia ser bem magro e desajeitado, o tipo nerd da turma. Chego no lugar que o vi, ele sumiu. Ele não pode ter sumido, vejo uma porta de um dormitório. Ele só pode ter entrado, para onde mais ele consegueria ir?

Abro a porta do quarto, e o vejo, o garoto que estava nos observando arrumando a cama, ou fingindo estar arrumando a cama. Arrumando uma cama arrumada. Isso faz que a suspeita que ele estava nos observando de propósito mais real.

− O que você? Não pode invadir meu quarto assim. – diz ele de forma tão nervosa que o entrega.

− Você estava nos observando. – acuso-o fechando a porta.

− D-do que você esta falando? – seus olhos estão arregalados, com medo, o que me intriga: medo de uma garota.

− Não se faça de idiota, você sabe muito bem. – ele se afasta, eu me aproximo, tentando impedir que ele fizesse qual quer tipo de fuga. É patético isso, mas quero saber por que alguém estaria vigiando pelos corredores, e entrando num dormitório, de duas garotas por sinal, os auto retrados não mostram uma foto dele se quer, e no outro vejo cores muito rosas, obviamente não seria dele.

− O que você quer? – pergunta me desafiando. O pego pela gola e o retiro do chão, não sei de onde aparece essa força.

−Por que você esta nos observando? – pergunto mais alto e claro.

Não recebo minha resposta, o jogo no chão, acaba caindo um aquário no rapaz, o que o faz se cortar.

− Você é maluca? – pergunta, ele não deve ter intenções ruins. – Estava escondendo uma carta para uma garota e vi vocês conversando, pareceu interessante então eu os observei. Desculpa se isso a incomodou.

Sinto uma ponta de culpa em mim, não era necessário ter feito machucar, ele é inocente.

− Retire os cacos de vidro, deixe os ferimentos de baixo de água corrente por um tempo, depois enxugue e amarre uns pedaços de pano nos ferimentos. – dou as instruções, minha mãe já havia cuidado de uns cacos de vidro que entraram em minhas mãos, sei como tratar disso – Eu arrumo aqui. – Ele levanta e sai correndo do quarto. Em vez de cumprir minha parte da promeça, apenas saio.

Johanna e Percy não estão por perto, fico feliz. Estou nada bem. Acabei de machucar uma pessoa inocente.

ϟ

Notas finais
Ola, epero que voces tenham gostado desse capitulo, comentem, deixem sua opiniao sobre a historia, posto capitulo novo todo dia 04/14/24