Adotado
14 Capítulo 14 - Dad
Notas iniciais
Antigamente em Adotado
Bom, eu dormi bem... mal... isso, bem mal.
– ei, acorda filho! – eu abri os olhos, e o Pai estava me acordando – você dormiu na sala, de cueca e está animadinho... então vai pro banheiro, antes de alguma menina acordar, não aconselho sua mãe ver isso – ele apontou pro Thiago júnior – ela ia falar muito com você, então vai pro banheiro, quer alguma revista?
– o que?
Adotado – Capítulo 14
– eu perguntei se você quer alguma revista – o pai falava mais alto – Tem play boy, a semanal do red tube...
– pai – eu chamei
– tem a do xvideos também, mas não é tão legal...
– pai – de novo
– tem uma que eu esqueci o nome dela, que também não é...
– PAI – é. Eu gritei sim – eu não sou pervertido
– mas, você está... olha – ele apontou de novo pro “little pau”
– eu sei, mas ele está inchado do chute que a Vih deu ontem... – eu... senhor, eu esqueci que era segredo
– o que você estava fazendo ontem com a Vih? Usou camisinha?
– PAAI – gritei de novo, aquele dia já começou estranho – eu não tranzei, e se tivesse, eu teria usado camisinha, não acha?
– bom, levando em consideração que você dormiu no chão de cueca e “animadasso” a noite toda sonhando com a Vih de biquíni, eu acho que sim – ele olhou pra minha cara de “você não sabe de nada” se levantou e me ajudou a levantar
– ontem foi uma noite e tanto, pai – eu disse, não sei guardar segredos dele
– eu vi quando vocês 3 saíram, acham que eu sou bobo? – ele disse
– viu? Estamos encrencados? – eu perguntei
– não, voltaram vivos, não foi? Matar vocês só me faria ser preso – ele disse
– enfim, o que vai fazer hoje?
– trabalhar, depois comprar passagens... – ele não disse pra onde
– onde? – então eu insisti
A cafeteira apitou, ele pegou um caneca, encheu de cappuccino e começou a beber, pegou a play boy que estava no chão que ele ia entregar antes e me deu, sempre tão misterioso
– acho melhor você acabar com essa “inchação” no banheiro, a Maia desce sempre quando a cafeteira apita
– tá, mas nossa conversa não terminou, eu quero saber pra onde o senhor vai viajar – eu disse andando pro banheiro
– ah, nós vamos... – ele disse alto, eu parei e olhei pra ele – agora vai
Eu entrei no banheiro, que estava todo molhado, obra da Nick, sentei no meu trono e abri a revista... por que não?
Eram em média meio dia, quando todos estavam almoçando, aquele silencio de talheres batendo no prato e mastigação. Falta aquela tia pra reclamar de tudo na nossa família: “O chão está muito limpo, eu posso me ver” “quem comeu o frango frito que parece a Oprah?” “Quem diabos usa uma escova de cerda azul, eu odeio azul”. Mas não, a mãe da minha mãe resolveu parar com 3 filhos, e não nasceu a diaba da “tia reclamona”. E continuou aquele silencio, eu olhei pro pai e ele me olhou de volta, tipo, cumplices. A gente falava telepaticamente
– “como foi a festa no banheiro?” – ele perguntou telepaticamente
– “eu curti, valeu por marcar a página 13, foi bem... estimulante” – respondi
– “viu a 20? Foi a que eu mais gostei” – ele pergunta
– “não cheguei na 20, no máximo, fui até a 17...” – respondi
– “são 30 páginas, só te dou uma revista nova quando acabar essa! Vou te dar uma edição especial” – ele falou
– “valeu” – respondi
E aquele silencio começou a infectar meu cérebro e... explodi
– ok – falei – acabei, vou assistir um programa de funk e colocar no volume máximo
– NÃO – falaram, desesperadamente, juntos
– vocês não falam nada, vou pro meu quarto, qualquer coisa, usem dinamite. Pai, vamos jogar? – perguntei
– vou já... deixa eu terminar aqui... – ele disse
– beleza! Tchau meninas – eu disse e fui pro meu quarto
Meu quarto é bem tosco, na verdade, ele é azul... muito azul, não é grande quando eu coloco meu pc, tablet, celular, notebook, iphone, ipad, xperia, o Linux, meu frigobar, cama de casal, TV 42’, Xbox, play 1, play 2, play 3, play 4, uma caixa de controles, 2 caixas de jogos, uma cama extra pra quando o David dormir aqui e meu baú cheio de erva. Só que nunca, minha erva fica guardada na parede. E minha caixa de camisinhas que eu ganhei a 2 meses do meu adorável pai... bom, meu pai é muito 17 anos, acho que no quarto dele, quando ele ainda não era casado, tinha as mesmas coisas que tem no meu quarto agora, contado a erva e a camisinha. Ah, eu não contei? Amanhã eu faço 15 anos, “rapi bartidai thu iu, rapi bartidei thu iu”, e meu pai acha que eu devo andar com camisinha na carteira, sou obrigado ou ele tira minha erva. As vezes ele é tão teimoso.
– filho? Terminei de comer, o que vamos jogar? – ele chega no meu quarto
– ah, que tal porn adult? O jogo que você me deu aos 13 anos – eu sugeri porn adult, é o jogo para play 2 mais pornográfico que eu conheço, no caso, escolhe se quer o homem ou a prostituta e escolhe os movimentos com as teclas, são mais de 1000 combinações de estuprar a menina.
– mas, tem pra 2? – ele pergunta
– é tipo corrida, quem fizer ela ter o orgasmo primeiro, vence! – eu falei
– ahn, mas está de dia, qualquer menina pode entra aqui agora, eu sugiro jogar a noite com o David, já que eu vou estar comprando as passagens – e ele entra nesse assunto de novo
– passagens pra onde? Onde nós vamos? Quem tanto vai? – eu perguntei
– bom, vamos para Austrália, a família e os amigos – ele disse
– ah, está me zuando né? Não vou cair pai! – eu disse pegando o controle do Xbox
– não, é sério, passa mensagem pra todos, vamos para AUSTRÁLIA, BABY!!
– eu estou bugado? Um pouco... Austrália? Eu não estou respirando – eu disse
– relaxa, ok? Só avisa pra todos daqui a pouco, vamos jogar o que?
– corrida?
– eu ganho de você – ele disse e pegou o segundo controle
Jogamos a tarde toda, depois ele foi pro trabalho e eu avisei pra TODOS que iam conosco que vamos viajar, alguns duvidaram, outros pularam e outros me bateram (Nick) porque eu convidei a Hannah. No fim, a mãe não quis ir, mas o pai vai, vai ser épico essa viagem.
A gente conversou muito e resolvemos fazer o filme na Austrália, vai ser um filme pequeno, até, só pra postar no youtube e ter uma popularidade mínima, a mãe e o pai resolveram deixar a Nick em silencio, até porque ela está passando por momentos deploráveis na vida dela, a vida dela é uma deploração eminente, me livre.
Amanhã vai ser um dia e tanto...
Continua...
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