Adoráveis Inquilinos
1 Prólogo
Notas iniciais
Espero que gostem!
- Aquele lugar é horrível, parece um mausoléu! Não moraria lá nem que me pagassem!
- É tranquilo. Rose precisa de paz para trabalhar.
A mulher ruiva revirou os olhos.
- Nada de crianças, nada de animais de estimação, e música só se não for ouvida do lado de fora! Isso não é normal, sabe?
O homem, alto, ruivo e forte, sorriu cansado para a esposa.
- Rose não gosta de animais, você sabe disso. Detesta os gatos e tem pavor aos cães. E também não tem filhos. – Hugo considerou.
Só não disse “sorte dela” porque, mesmo que tivesse essa opinião, sabia que a falta de sono lhe alterava o raciocínio.
- Ela nunca terá filhos se não se afastar daquele computador e tentar uma vida normal.
- É compulsório?
- Não seja irônico! Rose acha que está tomando a decisão certa, mas não pode deixar que um homem covarde faça isso com ela! E trabalhar em casa piora a situação. Quando alguém trabalha fora, ao menos é obrigado a ver outras pessoas, conversar cara a cara... Coisas assim.
O casal trocou um olhar significativo.
A mulher tornou a falar:
- Poderia até morrer naquele mausoléu chamado Taplow Towers sem que ninguém percebesse.
O bebê gorduchinho e ruivo como os pais, que estivera quieto nos últimos trinta segundos, recomeçou seus protestos contra o surgimento dos primeiros dentinhos.
- Você diz cada coisa...
Lily Luna ignorou seu marido, murmurando palavras meigas para acalmar seu bebê. Não teve êxito. O pobrezinho sofria e parecia querer que o mundo todo participasse de sua dor.
- Viu o olhar daquela mulher que mora naquele lugar horroroso para o Dan quando saíamos de lá no domingo? – Lily continuou desgostosa. – Como se o meu bebê tivesse uma doença contagiosa. – bufou, balançando o bebê nos braços. – Pensei que Rose já tivesse superado o episódio com Lorcan. Ela está calma demais, devia gritar, fazer um alvoroço!
- Apaixonar-se novamente?
- Exatamente! E o quanto antes! Sair de cena passivamente não é normal!
Isto é que não é normal, Hugo pensou, levantando-se da cama.
Tirou seu filhinho dos braços de sua esposa e pôs-se a caminhar com ele de um lado para o outro, como estava se tornando hábito.
- São os dentinhos – ela murmurou caindo na cama. – Logo passa.
- Você disse isso na semana passada – ele se queixou baixinho para não perturbar o bebê que começava a se acalmar.
- Nós precisamos de uma boa noite de sono – Lily argumentou.
- E o que é mesmo isso? Tenho uma vaga lembrança...
- Pare de se lamentar e pense! – Lily prosseguiu: — Temos que ajudar sua irmã! Ela está pronta para alugar aquele lugar horrível!
- Não é horrível – ele protestou. – É um apartamento calmo. Seguro.
- Ela é muito jovem para querer segurança. Não será bom para ela, Hugo.
Ele olhou para sua imagem no espelho: abatido e apagado.
- Isto não é vida, Lily. Preciso dormir uma semana inteira, e você também.
- Precisamos mesmo. – Ela sorriu, sonolenta. – Então é isso. Problema resolvido.
Notas finais
O próximo está maior e já vou postar.
Comentem para eu saber o que vocês acharam, ok?!
^^
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