Admiradora Secreta
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Hoje no colégio eu e Santana combinamos de começar o trabalho de história. São 14:20 e eu tenho que estar na casa dela 15:00. Me arrumei, peguei a mochila e a chave do carro, sai de casa 14:55, meu Deus, vou me atrasar.
Cheguei na casa dela e caminhei até a porta, toquei a campainha e esperei. Alguns segundos depois Santana abriu a porta com a carinha de sono que eu tanto amo.
— Desculpa, te acordei? — Perguntei meio sem jeito.
— Acordou não — Ela respondeu — Entra — Santana disse dando passagem.
Fiquei parada perto da porta, ela foi em direção ao sofá e sentou-se tirando o caderno da mochila que estava no chão.
— Você vai ficar ai? — Ela perguntou olhando pra mim e sorrindo. SENHOR, COMO EU AMO AQUELE SORRISO!!!!
— Ah.. Não, eu.. ah.. Com licença — Eu disse gaguejando fazendo ela sorrir mais ainda.
— Então, eu peguei esse livro na biblioteca — Santana disse tirando um livro ENORME da mochila. — Qual o tema?
— Espera, deixa eu ver — Peguei o caderno — 2º guerra mundial.
Ela abriu o livro e começou a procurar sobre. Fiquei observando cada movimento que ela fazia. Ela é maravilhosa! Linda, inteligente, linda, carinhosa, linda...
— Brittany — Ela me chamou.
— Oi — Respondi olhando diretamente dentro dos seus olhos, e ele são lindos.
— Achei — Ela mostrou — Quer ler?
— Não, obrigado — Respondi.
— Tá, eu leio e você presta atenção ok?
Sant começou a ler e eu comecei a observar a boca dela, aqueles lábios carnudos, como seria beija-la?
— Entendeu? — Santana perguntou.
— Nada — Respondi.
— Meu Deus!! Você estava prestando atenção?
— Não.
— Dai-me paciência — Ela disse olhando pra cima, como se tivesse pedindo a Deus. — Eu vou ler de novo — Santana avisou e começou. Dessa vez eu prestei atenção.
— Agora escreve o que você entendeu — Peguei uma caneta e comecei a escrever. Quando terminei Santana ainda estava concentrada fazendo a conclusão do que ela tinha entendido.
— Eu prefiro você de óculos — Eu disse e ela levantou a cabeça olhando pra mim — Você fica mais bonita — Eu dei um sorriso. Santana levantou um das sobrancelhas — Quer dizer... Não que você não seja, porque você é, mas você fica ainda mais quando está com o óculos de grau.
Santana ficou super sem jeito, e muito vermelha. QUE FOFA!!
— Então, terminou? — Perguntei mudando de assunto.
Santana leu o que escreveu e depois eu li. Passamos o resto da tarde conversando como seria o trabalho e o que iriamos falar na hora de apresentar.
— Eu estou com fome — Ela disse levantando de repente. — Quer comer alguma coisa?
— Pode ser.
— Vem — Fomos até a cozinha. Santana fez dois sanduíches e colocou dois copos de suco encima do balcão. Sentei em um banco que havia perto do balcão, ele era um pouco alto, Santana foi sentar no outro, ela é um pouco baixinha e quase não consegue sentar.
Estava comendo em silêncio, quando olhei pro lado, Santana havia derrubado a chinela no chão e estava tentando pegar sem descer do banco, não aguentei, comecei a rir.
— Tá rindo de que? — Ela perguntou olhando pra mim.
— Você é muito baixinha — Respondi sorrindo. — Quero só ver na hora de descer dai.
— Não tem graça — Ela disse emburrada.
— Awwwnn, que fofa — Disse e ela ficou com vergonha — Deixa eu te ajudar. — Desci do meu banco, ajoelhei peguei a chinela e coloquei no seu pé.
— Pronto.
— Obrigada.
— De nada baixinha — Eu disse e comecei a rir.
— Não tem graça — Santana disse descendo do banco, só que do nada o banco virou, eu corri e segurei ela. — Obrigada, de novo. — Olhei pra ela e pisquei o olho.
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