Admiradora Secreta
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Eu a abracei e levei Santana até o sofá, fazendo ela sentar junto comigo. Ela continuava me abraçando e eu não estou entendo nada.
— San.. — Chamei — Olha pra mim — Pedi. Santana levantou a cabeça e olhou dentro dos meus olhos — O que aconteceu?
— Meu avô morreu Britt — Ela disse chorando muito.
— Calma San, calma — Eu disse abraçando ela.
— Eu quero ele de volta — Ela disse chorando e me abraçando forte.
— Quer que eu fique aqui com você? — Perguntei fazendo carinho nos seus cabelos.
— Quero — Ela respondeu.
Levantei, liguei a televisão e voltei pro sofá.
— Brittany, eu posso deitar a cabeça no seu ombro? — Santana perguntou.
— Claro que sim — Respondi e dei um sorriso — Vem aqui, vem — Chamei e ela deitou a cabeça no meu ombro, passei o braço em volta dela e fiquei fazendo carinho em seu braço.
Olhei pra televisão e vi que estava passando o filme Para Sempre. Fiquei assistindo e quando o filme acabou, olhei para Santana e ela estava dormindo. Ela fica tão fofinha dormindo, fique um tempo olhando pra ela. Assim que levantei a vista a porta abriu.
— Oi Brittany — Disse a mãe da Santana me cumprimentando.
— Oi, boa noite — Eu respondi com vergonha.
A mãe dela veio até onde estávamos e sentou ao meu lado.
— Como ela está? — Perguntou fazendo carinho no rosto da San.
— Posso chamar a senhora de tia? — Ela balançou a cabeça dizendo que sim
— Então tia, quando cheguei aqui ela estava chorando e depois dormiu — Respondi.
— Ela era muito próxima do avô — A mãe da San disse triste.
Não sabia como continuar a conversa então apenas balancei a cabeça e olhei pra San voltando a fazer carinho em seu braço.
— Acho melhor acorda-la e leva-lá para o quarto.
— Posso levar ela se a senhora quiser — Eu me ofereci, não queria que ela acordasse agora.
A senhora Lopez apenas concordou. Coloquei Santana no colo e levei até seu quarto.
— Brittany, você pode ficar aqui com ela? Meu marido está muito abalado com o que aconteceu e pediu pra mim ir buscar ele. — Perguntou a mãe da Santana entrando no quarto.
— Claro tia — Eu respondi.
— Obrigada querida — Ela disse e saiu quase correndo.
Fui até meu carro correndo, não queria deixar a Santana sozinha. Peguei o livro que eu tinha começado a ler e entrei na casa novamente indo em direção ao quarto.
Sentei em uma poltrona que tinha, peguei meu celular que estava na mesinha ao lado e fiquei lendo Extraordinário, eu estou amando esse livro.
— Britt — Escutei Santana chamando — É verdade não é? Meu avô morreu mesmo não foi? — Ela perguntou.
Levantei deixando meu livro na poltrona onde eu estava sentada e sentei ao seu lado na cama.
— Morreu San — Eu respondi baixinho. Uma lagrima caiu dos seus olhos e eu limpei ela rapidamente. Eu vi que ela estava segurando as lagrimas.
— Por favor Brittany, me abraça forte — Ela pediu e eu atendi seu pedido imediatamente.
Ela começou a chorar e eu não sabia o que fazer, fiquei abraçando ela e tentando acalma-la. Com um tempo ela foi acalmando.
— Ele era um segundo pai pra mim — Ela começou a falar — Meus pais sempre trabalharam, então quando eu era criança passava a semana com os meus avôs, eu sou bem próxima da minha avó, mas meu avó era praticamente meu melhor amigo, eu contava tudo pra ele. Ele foi a primeira pessoa a saber que eu gostava de meninas, e me deu mó apoio, ele me ajudou a contar pros meus pais, brigou com minha avó por que ela me mandou ir embora no dia que eu contei a ela e ele fez ela me aceitar pelo o que eu sou. Ele é meu anjo Britt -
Quando ela terminou de falar estava chorando mais um vez.
— Eu sinto muito San — Eu continuava abraçando ela — Ele vai continuar sendo seu anjo, só que agora lá de cima.
— Mas eu quero ele aqui comigo — Santana disse — A gente tinha combinado de viajar nas ferias — Santana disse chorando muito.
Ficamos abraçadas até sua mãe chegar.
— Oi meu amor — A tia Maribel disse entrando e dando um beijo na testa da Santana que estava deitada em meu peito — Como você está?
— Na medida de possível, eu estou bem — Ela disse baixinho.
— O velório vai ser na casa da sua avó tá? Vamos sair cedo — A mãe dela avisou.
— Eu não vou — San disse.
— Porque? — Perguntou.
— Eu só não vou, e pronto — Ela respondeu e levantou indo até o banheiro.
A mãe dela olhou pra mim.
— Porque ela não quer ir?
— Não sei tia. Vou tentar conversar com ela.
A tia Maribel balançou a cabeça e saiu do quarto.
— Santana — Bati na porta — Sua mãe já foi, abri — Pedi.
Ela abriu e andou até a cama.
— Porque você não vai? — Perguntei me aproximando.
— Porque eu não quero — Ela respondeu — Ele não vai mais estar lá.
— Como assim?
— Ali é o só o corpo dele Britt, meu vovô não está mais lá — Santana disse.
— Tem certeza disso? — Perguntei.
— Tenho Brittany, quero lembrar dele vivo, quero lembrar dele sorrindo, não dentro de um caixão.
— Mas você tem que se despedir dele.
— Como vou fazer isso se ele não está mais aqui? — Peguntou e eu não respondi.
— San, posso falar com você? — O pai da Santana entrou no quarto. Ele estava com os olhos vermelhos e inchados.
— Claro pai — Ela disse.
— Sua mãe está me chamando, já volto — Ele saiu.
— Ahh... É... Eu já vou — Eu disse pegando o livro e o celular — Fica bem tá? — Segurei suas mãos, beijando cada uma e depois beijando sua testa.
O pai dela entrou no quarto.
— Estou indo, eu sinto muito senhor Lopez — Disse.
Eu sai e dei de cara com a mãe da San.
— Obrigada por cuidar dela .
— Não foi nada tia, farei isso sempre que eu puder — Ela deu um sorriso e eu fui embora.
Entrei no carro e fui em direção a minha casa. Cheguei, tomei banho, jantei com minha mãe e meu pai, expliquei o motivo de ter demorado tanto hoje. Depois do jantar, fui pro quarto mas não consegui dormir de jeito nenhum.
Oi meu amor — AS
S: Oi
Tudo bem? — AS
S: Não.
O que houve meu bem? — AS
S: Meu avó faleceu :'(
Nossa amor, sinto muito :(
S: ...
Queria te abraçar agora :(
S: Vem! Estou precisando...
Ainda não posso dizer quem eu sou mor — AS
S: Eu sei...
S: Vou dormir ok?
Tá bom amor, vai lá — AS
Qualquer coisa me chama aqui — AS
Te amo — AS
Deixei o celular na mesinha que tem do lado da minha cama e me deitei.
Acordei com o meu celular tocando. Olhei o relógio e já era 07:00 horas. Atendi o celular sem ver quem era.
— Britt? — Era Santana.
— Oi San.
— Você pode vir pra cá? Meus vão para o velório e eu não quero ficar sozinha.
— Você não vai mesmo? — Perguntei.
— Não Britt. Você vem?
— Vou sim, daqui a pouco eu chego ai tá?
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