Admirador não secreto
4 Nós queremos
Notas iniciais
Amor da minha vida
Daqui até a eternidade
Nossos destinos foram traçados
Na maternidade
Paixão cruel, desenfreada.
Te trago mil rosas roubadas
Pra desculpar minhas mentiras
Minhas mancadas
Exagerado, Cazuza
Cobra era só ódio por dentro, como havia sido tão burro? E como Pedro havia sido tão inteligente?
— Fui humilhado — murmurou Cobra
— Você? — perguntou Nat com a mão na barriga que doía dos murros que Karina havia dado — Ela nem viu você na gravação, você nem apanhou.
— Psicologicamente sim — respondeu Cobra
Muita gente o chamava de marginal outros de apenas incompreendido. Mas uma coisa em certa, Cobra era muito inteligente, mas às vezes agia muito por instinto.
— Porra, ela é muito forte — murmurou Nat ainda com a mão na barriga — meu estomago tá doendo demais.
— Eu tenho outro plano — disse Cobra se sentando em uma cadeira que tinha no QG — Se não conseguirmos a Karina atingindo o guitarrista, nós vamos atingir suas origens.
— Nós? — perguntou Nat fazendo uma careta — quem disse que eu vou topar?
— Ah sei lá, acho que o Lobão gostaria de saber que sua namoradinha beijou o Pedro, ou que a gente dormiu juntos, ou que ela já teve um caso com o Duca e também com o Allan
— Você não presta
— E você adora isso! — Riu Cobra, o ódio dele estava passando aos poucos
— E qual seu plano maligno pra dominar o mundo da Karina? — perguntou Nat — Por que você não chama a sua namoradinha Jade?
— Ela tava apaixonada, isso é um erro
— Ué, mas você num tava apaixonado pela Karina?
— Cala boca! — Disse Cobra alterando o tom da voz — Eu vi o Gael falando com o João que tinha chance da Karina ser filha do René. Sai investigando isso e descobri que não, que um cara agarrou a mãe da Karina e a estuprou, você conhece esse cara.
— Conheço? — Perguntou Nat
— Sim, ele é o Lobão
Enquanto isso Karina estava em um parque com Pedro, olhavam para o céu e observavam como eram bonitas as arvores. Pedro pensava como ele ficara tanto tempo sem conhecer a Karina.
— Nossos destinos foram traçados na maternidade — Pedro cantou
— Sua voz tá bem melhor — riu Karina
Os dois estavam de mãos dadas deitados na grama do Parque. Ouvir os barulhos dos pássaros era tão magnifico.
— Parece que o universo não quer que a gente fique junto — falou a lutadora
— Mas a gente quer, e é isso que importa — sorriu o guitarrista — Quando a galera da Ribalta for tocar na Argentina eu vou comprar uma academia pra você, em qualquer lugar que você quiser.
— A galera da Ribalta vai tocar na Argentina? — perguntou Karina
— Sim, junto com a Capital Inicial e os Paralamas do Sucesso — O sorriso de Pedro era de orelha a orelha — Meu sonho tá se tornando realidade e você está aqui comigo, me faz ser tão feliz. Minha vida tava um inferno, separação dos meus pais, ver você indo pra todo lugar com aquele Cobra. — Pedro estava falando muito — Vocês não namoraram né?
— Claro que não, eu tava chorando tanto que nem deu tempo namorar com ele. — explicou Karina — mas ele foi muito legal comigo
— Hum, to de olho — brincou Pedro
A vida dos dois estava perfeita, já a de Cobra...
— Nat para de vomitar — gritou Cobra
— A Karina arrancou meu estomago — murmurou a lutadora
— Isso que dá não ser cuidadosa, poderia ser mais rápida
— Aquela ratinha é tipo Ayrton Senna, rápida demais
— Para de vomitar que tenho um serviço pra você
— Certo, mas nada muito perigoso. To tonta pra caramba
Karina saiu do parque, já era noite e Pedro foi deixa-la em casa. O coração de Karina batia tao rápido quando ela olhava para o guitarrista, ela nem ligava para o passado. Para ela o importante é o presente, o que tá acontecendo agora nesse instante.
— Esquentadinha calma — disse o guitarrista entrando em uma floricultura que ficava perto da casa da Karina
O rapaz entrou junto com a lutadora e foi olhar as flores. Era extremamente ruim e bom ao mesmo tempo o cheiro daquela loja, eram tantas flores juntas que ficava um cheiro extremamente doce, o que fez Karina espirar varias vezes. Pedro deu uma olhada na loja e procurou as flores mais bonitas, foi ai que ele viu ‘’vermelhas’’ como ele chamava, mas que na verdade eram chamadas de rosas. O guitarrista comprou as ‘’vermelhas’’ ou rosas e saiu junto com a lutadora da floricultura.
Ele se ajoelhou, pegou o buque e deu para Karina.
— Varias flores para uma flor — disse ajoelhado
Karina começou a rir, e riu muito.
— Eu sou a pessoa com mais sorte do mundo, tenho sorte de ter encontrado alguém como você — disse Karina
Pedro se sentiu como se estivesse sendo observado, então olhou pra trás mas não viu ninguém.
O guitarrista ouviu um barulho como se fosse de um tiro, e sentiu uma coisa que doía entrando nas suas costas. Logo depois tudo ficou escuro.
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