Notas iniciais
A fic é PERINA, mas tive que deixar muita parte com a Nat e com o Cobra porque isso vai influenciar bastante na historia de Perina.

Mudaram as estações

Nada mudou

Mas eu sei que alguma coisa aconteceu,

Está tudo assim tão diferente...

Se lembra de quando a gente chegou um dia a acreditar...

Que tudo era pra sempre,

Sem saber, que o ‘pra sempre’,

Sempre acaba....

Mas nada vai conseguir mudar o que ficou,

Quando penso em alguém,

Só penso em você [ ... ]

Por enquanto, legião urbana

— Você é a pior pessoa do mundo, Pedro — gritava Karina

— Esquentadinha, eu posso explicar — Pedro tentava falar.

— Não precisa — gritou novamente, limpando uma lagrima — vai embora daqui.

— Mas esquentadinha,.. — Pedro tentou falar sendo interrompido

— Não me chama assim

Doía tanto em ambos lembrar daquela cena, Karina havia jurado que não iria derramar mais nenhuma lagrima por Pedro, e ele havia dito a si mesmo que por um bom tempo não iria querer namorar.

Já fazia seis meses desde o fim de perina, quem diria que aquele casal tão fofo e tão romântico iria acabar daquele jeito.

Pedro estava fazendo cada vez mais sucesso com a galera da ribalta, já haviam lançando um disco chamado ‘’ao som do luar’’ e havia saído em turnê. Mas uma coisa era certa, Pedro não dividia aquele sua felicidade com ninguém. Seu pai havia se separado da sua mãe, o atual marido da sua mãe era o Nando o que era até uma coisa boa, mas ele não conseguia acostumar a chamar o Nando de pai e também não se acostumava na atitude do seu pai em trair sua mãe com a Roberta.

Já Karina continuava lutando. Mas havia melhorando tanto que Gael havia decidido a deixar lutar, uma prateleira cheia de medalhas e troféus estava em seu quarto. Karina ainda estava um pouco chateada com Bianca, mas havia voltado a falar com ela.

— Ei Karina — falava cobra — chuta com mais força

Cobra era o atual parceiro de luta da Karina, desde que Duca terminou com Bianca ela não estava tão próxima dele.

Karina se lembrou de quando havia descoberto que Pedro só estava com ela por um maldito dinheiro, aquilo deu um ódio nela que começou a chutar e a socar Cobra com mais força.

— Opa — gritou cobra — perfeita, pode descansar.

Karina pegou uma garrafa d’agua e começou a tomar cada vez mais rápido.

— Algo me diz que você tá pensando no guitarrista — disse novamente se sentando ao lado dela

— Aquele idiota — cuspiu a agua fora — amar devia ser proibido

— Ka, não quero ser chato — disse — mas acho que você tem uma visita

Karina olhou pra atrás das paredes do qg e viu um rapaz de cabelo cacheado, óculos escuros, um gorro no cabelo e usava uma camisa da galera da ribalta junto com uma calça apertada e um all star.

— Esquentadinha — disse com uma voz fina

— O que você tá fazendo aqui? — perguntou Karina

— Eu vim mostrar tudo que aprendi

— Vou deixar vocês sozinhos — disse cobra saindo, Karina iria até protestar mas ele foi rápido demais

— Esquentadinha, me desculpa — falou Pedro fazendo uma careta super fofa

— Pedro sai daqui — disse Karina abaixando a cabeça

— Olhinho bem fechado, sorriso assim de lado — começou a cantar Pedro, era impressionante como sua voz estava mais bonita

— Será que é muito cedo pra ser seu namorado — cantou baixo Karina

— Tá vendo Ka? — disse Pedro — você ainda gosta de mim

— Pedro... — tentou falar Karina sendo interrompida

Pedro tirou a camisa rápido.

— Olha, pra você que disse não te amava — ele mostrou uma tatuagem escrita ‘’minha esquentadinha’’.

— Você é louco — riu Karina — e se eu não te quiser mais?

— É de canetinha — começou a rir Pedro

— Idiota — ria muito Karina

Enquanto Pedro e Karina conversavam Cobra andava pela cidade indo para um lugar, um lugar que ninguém sabia que ele ia nem mesmo sua namorada, Jade. Ele estava indo até um galpão, um galpão sujo e grande que ele comprou quando chegou no Rio.

— Se você sair, ou dizer a alguém... — ameaçou no telefone

Ele olhava pra trás pra ver se não era seguido.

Entrou no galpão, e sentiu o cheiro de poeira. Olhou ao redor e viu, aquele lugar sujo com luvas e quadros de pintores famosos, havia um sofá velho no meio de tudo aquilo. Era um ótimo lugar para acontecer uma cena de filme de terror. Olhando para o sofá foi que ele viu sua ‘’convidada’’.

— O que você quer Cobra? — perguntou

— Estou entediado — disse cobra rindo — queria alguma coisa pra fumar, alguém pra eu brincar.

— Cobra, eu to namorando — disse Nat

— Sim, o cara que tem mais chifres do que um touro — falou — Allan, Duca e eu quer dizer...que eu saiba...mas são quantos anos de ‘’namoro’’ ?

— Dez, fez esse mês — respondeu seca

— E seus produtos, ainda vende Nat? — perguntou cobra rindo

— Você faz o favor de lembrar disso

— Claro moça, foi assim que lhe conheci

Ninguém tirando Nat e Cobra sabiam dessa historia mas eles se conheceram antes de lutarem juntos.

Cobra havia entrado na vida do crime começado a fumar maconha, e na época Nat era namorada de um traficante super amigo do Cobra. Logo depois se reencontraram e tiveram um pequeno caso na época do Alan.

— Ou será que o mestre gostaria de saber que a namoradinha é mais rodada que beyblade? — sorriu cinicamente cobra

— Você não faria isso

— Duvida? — disse Cobra puxando o queixo de Nat e dando um beijo forçado

— Eu sei que você tá traindo o mestre com o Duca — continuou

— Não, não, por favor — implorava Nat

— Eu não vou dizer — explicou Cobra — mas eu preciso de favores em troca, e vai começar com um guitarrista...

— Fechado — disse apertando a mão do rapaz — pode me dizer o que tenho que fazer.

Era impressionante como Pedro e Karina se davam bem. Karina esqueceu totalmente de tudo que o guitarrista havia feito, ela se sentia feliz e ver toda dedicação do rapaz em querer reconquista-la.

Eles estavam em uma sorveteria, rindo e se divertindo.

— Me perdoa? — perguntou Pedro — já sei, vou te reconquistar irei fazer de tudo

— Duvido — desafiou

— Desafio aceito

Notas finais
Espero que tenham gostado