Adeus, família.
7 Posso te chamar de papai?
Notas iniciais
PVO POSEIDON
Fiquei muito contente com o que havia acontecido de noite. Depois de dar uma ultima aula de Yu-Gi-Oh! pra Julie, ela me pediu para contar uma história. Contei até ela fechar os olhinhos. Depois dei um beijo em sua testa e fui saindo.
Porém, ela acordou e me chamou de volta.
– Popô! — ela disse — Preciso te perguntar uma coisa.
Sentei na beirada da cama e sorri.
– Se eu souber, eu respondo.
Ela parecia nervosa. Como se estivesse com medo de dizer algo.
– Queria perguntar se... se eu posso... uhg.
Ri e fiz cócegas nela.
– Pode dizer, pequenina.
Ela sorriu um pouco, mas sua expressão de medrosa voltou.
– É que... — ela respirou fundo e olhou nos meus olhos — Posso te chamar de papai?
Sorri ainda mais e dei um abraço nela.
– Claro que pode, minha peixinha.
Julie sorriu e se aconchegou nos meus braços.
–x-
PVO SALLY
Fui indo ao meu quarto, quando ouvi a conversa entre Julie e Poseidon. Olhei entre a fresta da porta e sorri com o que ouvi. Julie já gostava dele, imagine agora. Sai de perto da porta e fui para o meu quarto.
Depois de uns 5 minutos, ele chegou lá.
– Oi. — trancou a porta — Desculpa a demora. Tava atendendo um pedido daquela moça.
Me virei para ele. Seu sorriso era radiante. Fingi que não sabia de nada, franzindo testa.
– E o que foi que ela pediu?
Ele começou a rir.
– Perguntou se podia me chamar de papai.
Fiquei, fingindo é claro, surpresa.
– Sério?
Ele assentiu, caminhou em minha direção e me agarrou pela cintura.
– E depois ela perguntou quando a gente ia se casar.
Essa foi novidade. Comecei a rir.
– O que?
– É. — mas ele não estava mais sorrindo estava sério e parecia nervoso — E sabe o que eu disse para ela?
Fitei seus olhos.
– O que?
Ele pôs a mão no bolso e tirou uma caixinha azul escura. Se ajoelhou nos meus pés e disse:
– Quer casar comigo?
Coloquei a mão na boca e arregalei os olhos. Não sei quantas vezes falei sim. O abracei com força e fechei os olhos. Quando abri e olhei em direção a porta, lá estava Julie, com a boca aberta em um perfeito O. Ela revirou os olhos e caiu para trás, desmaiada. Gritei seu nome, me desgrudei de Poseidon e corri até ela. Ela realmente havia desmaiado. Poseidon a pegou nos braços e a deitou na cama.
Ela demorou um pouco para acordar. Ela olhou para mim e para meu futuro marido e disse:
– Ai, eu tive um sonho maravilhoso. Eu sonhei que...
Ela se interrompeu quando olhou para o meu anel. Porém, ela começou a gargalhar.
– Acho que eu ainda to sonhando! — conseguiu dizer
Poseidon sorriu.
– Não é um sonho, Julie.
Ela parou de rir. Olhou para ele, para mim e depois para o anel. Sorriu e nos abraçou.
– Posso dormir com vocês? — sussurrou
Poseidon começou a enche-la de cócegas.
– Menina! Você tá pedindo coisa demais hoje!
Claro que nos deixamos. Eu, dormi abraçada ao braço de Poseidon, enquanto Julie dormiu em cima dele. Só tive medo de uma coisa: E se Zeus não aceitasse nossa união?
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