Adeus, família.
3 O sonho entre águas e chamas.
Notas iniciais
No dia seguinte, os deuses voltaram a fazer suas atividades diárias. Mas, é claro, não param de pensar em Poseidon. No acampamento, todos os semideuses foram avisados sobre o deus dos mares. Eles também ficaram tanto preocupados como com medo de algo acontecer.
Naquele dia, Percy e Tyson voltaram para casa, onde Julie os recebeu bem alegre, mas não como de costume. Também estava abalada com a ideia de Poseidon tentar controlar Blodiüm. Sally não estava diferente, mas ficou feliz de ver seus dois filhos em casa novamente. Julie vendo a inquietação do irmão, falou:
– Não fique assim. Ele vai voltar, você vai ver. O Popô é forte.
Ele sorriu com o que ela disse, e lhe deu um abraço.
– Obrigado, maninha.
Os quatro almoçaram em silêncio. Espero que ele consiga. Julie pensava. Ela olhou para sua mãe, que comia tranquilamente. Ele não pode morrer. O que vai ser de Mamãe sem ele? Ela o ama muito. Então, começou a sentir fortes dores na cabeça, como se alguém estivesse tentando penetrar nela. Julie se esforçou para impedir tal ato. Mas depois de muita luta, ela ouviu a voz que mais queria ouvir naquele momento. Não fique triste pequenina.Era Poseidon. Ela quase pula da cadeira de alegria.
– O que foi minha filha? — perguntou Sally, assustada
Mas ela não respondeu. Não vou ficar, tio Popô. Só estou preocupada com você. Ele riu. Porque insiste em me chamar de Popô?
Tá bom. Peixinho dourado!
Ele gargalhou.
Tá, tá. Pode me chamar de Popô. Mas só você!
Ela riu. Mas depois ficou séria.
Tudo bem por aí?
Sim. Tá muito difícil, mas vou me esforçar. Julie ouviu uma voz grave, vindo da mente de Poseidon. Preciso ir. Ah, dê um beijo em sua mãe por mim, ok?
Ela confirmou e saiu de sua mente. O que ela não havia percebido é que havia desmaiado. Ela acordou em um pulo, e percebeu que estava deitada no sofá. Percy estava sentado na beira, acariciando seu rosto.
– Está tudo bem, irmãzinha. Você desmaiou.
Sally saiu da cozinha e beijou a testa da menina.
– Me deu um susto. Se não fosse por Tyson teria caído no chão.
Ela se levantou e foi até a cozinha, onde tinha apenas seu prato lá. Falou para os três que estava morrendo de fome e devorou o bife em seu prato. Percy começou a rir quando viu sua irmã imitando um homem das cavernas.
–-x--
PVO JULIE
Não sei o porque disso, mas meu sonho, ou melhor, meu pesadelo foi o pior de todos.
–-x--
Pense em um casamento perfeito. Rosas brancas e azuis espalhadas por todo canto. Convidados ansiosos para ouvir o sim. Hera iria fazer o casamento. Percy e Tyson estavam do lado do noivo. Iam ser os padrinhos. Eles não paravam quietos. Do outro lado estava Nicole, que também estava super ansiosa.
E lá estava ele, todo nervoso. O noivo. Poseidon.
Os músicos começam a tocar. A porta se abre e lá vem ela. Sally, com seu longo vestido branco. Na frente, estou eu, muito nervosa, como madrinha de honra. Meu vestido ia até o meio das canelas, com minha sapatilha dourada. Era da cor azul, combinando com o buquê que minha mãe ia levando.
Poseidon sorriu ao vê-la. Realmente, ela estava muito bonita. Sua maquiagem não estava pesada de mais. E usava o cordão que Poseidon havia dado a ela a muitos anos atrás, antes de Percy nascer. Mas só eu sabia que ela tinha esse colar.

Quando ele percebeu que ela o estava usando, seu sorriso aumentou. Nós começamos a andar lento, como Hera havia nos ensinado. E quando chegamos mais perto, todo o lugar foi circundado por grandes chamas. Mas pareceu que ninguém havia visto. E eu parecia ser invisível, pois mesmo eu parando, Sally continuou a andar e quase me atropelou. O altar foi coberto em chamas. Sally andou até Poseidon, como se aquele fogo não existisse. Então tudo foi coberto, inclusive os dois.
As imagens mudaram e eu estava agora em um cemitério. Olhava para frente, onde havia um túmulo com meu nome gravado, acompanhado em baixo por:
Jaz aqui a guerreira, que tentou controlar o grande demônio Blodiüm. Que seu espirito vague livremente pelo Elísio.
–-x--
Eu acordei gritando. Pulei da cama e acabei caindo no chão, chorando. Minha mãe entrou, se ajoelhou na minha frente e me abraçou.
– Calma, querida. — ela segurou minha mão e me ajudou a se levantar — Foi só um pesadelo.
– Mãe. Ele mandou um beijo pra você. — falei e ela sorriu
Sentamos na cama e ela enxugou minhas lágrimas. Olhei pra ela e pude ver a imagem dela em minha mente entrando nas chamas. Me encolhi e ela me abraçou, falando que estava tudo bem. Mas eu sabia que não estava nada bem. Provavelmente, Morfeus estava me avisando de algo que ia acontecer. E com certeza não seria uma coisa boa e que eu devia estar preparada pelo que viria.
Fale com o autor