Adeus... Rukia

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Spoilers dos capítulos 422 e 423! Está fanfic é uma presente para a Sue-obaa-chan, a melhor Obaa-chan e ficwriter do mundo! Omago-chan deu o seu melhor para fazer essa fic. Mesmo que não tenha ficado boa, espero que goste! Prometo que faço uma melhor.
Enjoy~

Adeus... Rukia

-

– Ku-Kurosaki-kun?

Virei-me ao escutar a voz da Inoue. Ela, Ishida, Rukia, Chad e Renji me encaravam, mesclavam sorrisos com expressões preocupadas.

Minnasan! O que fazem aqui? Não estão machucados...? — Antes que pudesse terminar a frase, Rukia me cortou.

– Não seria a gente a dizer isso, baka? – A baixinha estava com o braço numa tipoia, mas fora isso, parecia bem. Suspirei aliviado. Todos estavam bem. Menos eu.

De repente uma dor excruciante me fez ir ao chão gritando. Tinha começando. O começo do adeus.

– ICHIGO! – Foi a última coisa que escutei antes de perder a consciência. Não queria que ficasse preocupada, queria poder ter dito isso a ela, mas eu não podia. Com a voz dela retumbando nos meus ouvidos, fui engolfado pela escuridão.

...

Não sei se foram minutos, horas ou dias.

Não senti.

Não sonhei.

Foi como se eu tivesse fechado os meus olhos e os aberto em micro segundos. Mas quando os abri, estava em um lugar diferente, em uma posição diferente e encarando aqueles olhos, com uma cor tão diferente.

– Hã. Estou em... casa? – Perguntei meio confuso, não estava conseguindo me localizar. Encarei meus amigos. Chad, Inoue, Ishida e... Rukia.

– Sim. Finalmente acordou, hein, belo adormecido. Faz quase um mês que está inconsciente. – Me informou Rukia. Assenti ainda me sentindo confuso. Realmente, pareciam ter sido segundos.

– É...

– Bem – me interrompeu como de costume, um costume irritante, deve dizer – Urahara nos contou sobre seus poderes. Que você os... – ela hesitou – os perdeu.

Esse era um assunto que eu não queria falar. Mas não tinha volta.

– Então você soube. Que fofoqueiro que é o Urahara. Acho que vou ter que devolver meu título de shinigami substituto, né? – Não a encarei, não tinha coragem de ver a magoa naqueles olhos. Mas ela me ignorou, continuou a falar.

– Você já passou pelo primeiro estágio. Dor intensa e perda da consciência. Seu cabelo voltou ao tamanho que estava antes de ir para o mundo do precipício, isso aconteceu, pois houve uma corrente inversa de tempo. – Respirou fundo e continuou – Já no segundo estágio... Sua reiatsu restante estabilizou-se, e você acordou.

E agora, eu sabia, ela iria falar, falar sobre aquilo que eu não queria escutar. Virei meu rosto para a parede. Não precisava que eles tivessem pena de mim. Não precisava que ela visse o quanto isso me machucava. Não precisava que ela soubesse o verdadeiro motivo da minha infelicidade.

– E com o passar do tempo, Ichigo, o resto do seu poder espiritual irá sumir completamente.

E essa era a minha sentença. Meu poder iria sumir. Encarei a parede por mais alguns segundos, até estar certo de que minha expressão era, no mínimo, neutra.

– Bem, isso tudo eu já suspeitava.

– N-Não está surpreso? – Não, eu não estava. Ela é quem estava.

– Não. Eu já achava que isso iria acontecer... – Abaixei a cabeça. Eu tinha que ser forte. Foi uma decisão que eu tomei, sabia das consequências. Não adiantava mais pensar no que poderia ter sido. – Posso ir lá fora?

A cidade de Karakura estava intacta, já não havia nada que demonstrasse que um mês atrás uma batalha apocalíptica havia ocorrido por aqui. Olhei de um lado para o outro, e foi quando eu percebi. Não, eu não percebi. Eu senti. Senti um vazio. Eu já não podia mais sentir as reiatsus. Até a Rukia. Ela estava desaparecendo de diante dos meus olhos.

Até aquele momento eu pensei, pensei que isso poderia não acontecer. Mas meu poder estava mesmo sumindo. Era de verdade.

Escutei barulho de passos atrás de mim. Passos tão conhecidos...

– Isto é um adeus... Ichigo.

– É o que parece.

– Ei, que cara triste é essa? – Cruzou os braços, numa posição tão típica dela, e sorriu. Mesmo que fraco, o sorriso parecia verdadeiro... e triste. – Baka, mesmo que você não consiga me ver, eu poderei te ver.

Como se isso melhorasse a situação.

O que era pior? Ser visto e não poder ver. Ou poder ver e não ser visto?

– Isso não me deixa nem um pouco feliz – resmunguei – e também não estava com nenhuma cara triste. – Mentir, nesse momento, pareceu a melhor coisa, mesmo que fosse uma mentira óbvia.

Aproximamo-nos, nossos pés fazendo barulho no cascalho. Ela estava começando a se desvanecer.

– Diga a todos, que sou grato a eles. – Ela não me encarava, olhava para os nossos pés. Tão próximos, e tão distantes.

– Sim... – Levantou o rosto e me olhou. Seus olhos tão grandes e tão violáceos. Pude ver meu reflexo lá neles. Minha própria expressão triste me encarava de volta.

Foi ela que mudou o meu mundo. Foi ela me deu o poder que eu precisava para proteger as pessoas que amo. Foi ela que fez a chuva parar.

– Adeus... Rukia.

E o resto de meu poder espiritual se dissipou. Eu não a veria mais. Eu não a escutaria mais. Nem tive tempo de dizer tudo o que eu queria. Mas havia uma coisa que resumiria tudo o que gostaria de ter dito:

– Obrigado.

Obrigado por ter mudado meu mundo. Obrigado por ter me dado seu poder. Obrigado por ter feito a chuva parar. Obrigado Rukia.

E apenas por enquanto, esse é o fim.

Notas finais
Eu sei, eu sei. A fanfic não ficou boa. Mas eu PRECISAVA escrever alguma coisa IchiRuki. Então saiu isso.Mereço reviews, ou está tão ruim quanto eu penso? *depre*Obrigada por lerem! P.S.: Sue-chan, perdão pela fic fraquinha. Prometo que farei uma melhor! :D
Ja nee~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!