Adeus
1 Unico
Notas iniciais
Enfim, espero que gostem
É narrada pelo Ulquiorra, italico e negrito pensamento. Só.
Hah... me perdoem...
Eu postei pelo tablet e comeu tudo a pontuação, mas eu já arrumei
lol
Naquele momento eu não sentia absolutamente nada... Sabia apenas de uma coisa: Era o fim
O meu fim.
As pessoas dizem que quando a morte chega, a vida passa atraves de nossos olhos como uma especie de filme. Mas eu não vi nada... Não havia memórias, não havia nenhuma luz... Afinal, eu estava morto há muito tempo.
Fechar os olhos não mudaria aquela realidade, eu estava desaparecendo lentamente, como areia ao vento.
Era doloroso saber que ninguem se importava — E que para onde quer que eu fosse - Não haveria ninguem a me esperar.
Mas eu era Ulquiorra Schiffer, o quarto espada.
E dai?
Ninguem ligava para isso... Eu era apenas um arrancar, uma reles alma perdida.
O shinigami estava diante de mim, com o olhar pasmo... Talvez ele não esperasse por aquilo... Tsc... Nem eu esperava por um fim patetico como este.
– Este é o fim? — conclui em um quase sussurro — Justo agora, que estava começando a me interessar por voces.
Foi então que eu a vi, aquela mulher, o motivo de nossa batalha.
Talvez eu não estivesse raciocinando bem devido a minha situação, mas quase que instintivamente ergui uma das mãos em direção a ela, como se pudesse alcança-la. Eu estava agindo como um idiota, mas quando percebi ja havia pronunciado algumas palavras.
– Mulher... Tem medo de mim?
Aqueles olhos azulados me miraram confusamente, havia compaixão neles.
– Não... a voz da humana estava hesitante, e pensei que ela permaneceria calada — Não tenho medo de voce.
Eu estava suspreso... Ela estendeu uma de suas mãos, como se com aquele pequeno gesto pudesse me salvar.
Mulher tola.
Olhei novamente naqueles olhos e percebi lagrimas, porque?
Eu tinha algum significado para aquela humana?
Então eu me lembrei daquele tal de coração que ela tanto falava, eu queria saber o que era isso.
Recordei-me de algumas palavras que proferi a ela no dia anterior.
"Se eu perfurar o seu peito o encontrarei? E se eu perfurar o seu crânio, ele estará lá?
Se meu olho não consegue ve-lo, significa que não é real. Sempre acreditei nisso"
Talvez eu estivesse errado, mas eu não queria partir sem saber o que era esse tal de coração.
A mirei novamente e vi que as lagrimas escorriam por sua face, ela era fraca. Mas então ela sorriu e chegou mais perto.
A sua mao se estendia em minha direção, e logo me alcançaria... Ela esticou mais o braço e tocou o meu corpo que se desintegrava, minha mao se converteu em cinzas juntamente com parte de meu braço.
– Entendo — proferi essa unica palavra e ela pareceu não compreender o sentido da mesma. Não havia mais o que fazer, era tarde demais.
Embora aquela face estivesse banhada em lagrimas ela sorria, realmente era uma mulher intrigante.
Sim... Inoue Orihime era uma bela mulher.
O buraco em meu peito começara a se desfazer, tal como o restante de meu corpo. Era torturante simplesmente desaparecer, ainda mais quando haviam motivos para ficar.
Seus olhos me diziam adeus...
E pela primeira vez tive medo em minha existencia como arrancar, pois aquela criatura a minha frente dizia que precisava de mim... Eu podia ler isso naqueles olhos, as lagrimas eram provas suficientes.
Mas era tarde demais.
A mulher caiu de joelhos a minha frente, mas manteve a mão estendida em minha direção.
"Aquilo naquela palma... Seria um coração?"
– Entendo... — e pela primeira vez me permiti sorrir
Finalmente eu havia descoberto o que era um coração.
No momento em que ela tocou a minha mão pude sentir o calor de seu corpo, os desejos mais profundos de sua alma, e batidas aceleradas, tal como no dia anterior, quando toquei o seu peito.
De fato eu sabia o que era um coração e onde encontra-lo.
Eu não possuia um coração, porque estava morto.
Eu não poderia aprender mais, pois estava desaparecendo.
Mas não me arrependo, pois no momento em que mirei aquele sorriso e senti o calor de seu corpo, algo aqueceu em meu interior, exatamente onde havia o vacuo negro em meu peito, no lugar que em um dia houve um coração.
Ela me amava... Apesar de tudo ela me amava.
E com isso me senti feliz, sim... Pela primeira vez eu senti.
Então eu fechei os olhos e aceitei o meu fim de bom grado.
No fim eu estava errado, é... O grande Ulquiorra Schiffer estava enganado.
Havia alguem que se importava... Inoue Orihime
Um dia nos veriamos novamente... E para onde quer que eu fosse, eu a esperaria.
Pois aquele coração pertencia a mim.
Fim
Fale com o autor