Notas iniciais
Hei, como estão?
Obrigada por todos comentários, fico contente por vocês estarem gostando : )
Espero que gostem do capítulo
Boa leitura

POV Edward

A melodia era fascinante; meus dedos se movendo com harmonia deixavam a sala ainda mais confortável. Estar tocando piano depois de tanto tempo me trazia emoções boas, era como uma regeneração; tudo voltando a ser como era.

Não sabia bem o que estava tocando, meus dedos escolhia ao acaso as teclas, mas apesar da aleatoriedade o som que era emitido era agradável. Tocar piano sempre representou muito em minha vida, era o que eu mais gostava de fazer ao lado de jogar basquete.

Tentava através das notas transmitir o quando estava feliz, as últimas semanas tinham incríveis, tudo estava dando certo com Bella, com meu pais e comigo.

“Atrapalho alguma coisa?” Ouvi Alice entrando na sala que estava com a luz baixa.

“Claro que não Lice.” Me endireitei no banquinho. “O que te trás aqui?”

Alice soltou um sorriso nervoso. “O que me trás aqui, Edward?” Ela estava presunçosa. “Meu irmão voltou a tocar depois de anos, isso parece bom para você?”

Tive que acompanhar seu humor, Alice parecia radiante:

“Eu sempre soube que você iria superar tudo isso.” Ela disse sentando ao meu lado. “Fico feliz, de verdade, é bom ter o velho Ed de volta!”

“Quer que eu toque alguma coisa para você?” Minha irmã sempre gostou de me ver tocando, e eu queria dar isso a ela.

“Seria ótimo, mas não tenho nenhuma música em especial!” Eu também não tinha pensado em nada, a única que me veio foi Apologize do One Republic.

Eu estava tocando quando Alice começou a cantar timidamente. Sua voz preenchia toda sala, ela era realmente boa!

“Alice, como você escondeu isso de mim?” Perguntei encerrando meus movimentos nas teclas.

“Não foi grande coisa, Ed.” Ela ponderou. “Eu queria ser boa em alguma coisa.” Sua voz foi preenchida com um pouco de tristeza.

“Como assim? Não te entendi, você é a melhor irmã, melhor filha, a mais encantadora...” Tentei listar todas suas qualidades.

Alice estava chateada com alguma coisa, eu podia ver em seus olhos que o motivo era Jasper.

“O quê está acontecendo entre você e o irmão de Bella?” Perguntei num tiro só.

“Ele é tão inteligente, educado e tão bonito...” Alice refletia. “E eu nem chego aos pés dele.”

Alice só podia estar louca, ela não se enxergava, Jasper estava completamente de quatro por ela, e ela aqui, se sentindo insegura.

“Alice, confie em mim:” Eu levantei seu rosto. “Jasper está louco por você, eu vejo isso nele, pare de ter medo, ele quer você!”

Aght! Eu estava dando conselho para minha irmã! E podia parecer papo de meninas, mas eu queria saber o que estava acontecendo entre eles.

“Então, o que tá rolando?” Eu não levava jeito para isso.

Alice parecia gostar da ideia de dividir isso comigo.

“Jasper é legal, eu realmente gosto de estar com ele, às vezes só acho que não sou boa o suficiente.”

Alice ganhou meu olhar de reprovação. “Ele tentou me beijar, mas eu fiquei com medo.” Ela confessou.

Eles não tinham se beijado ainda? Minha cabeça estava em parafuso, eu e Bella estávamos um pouquinho apressados.

“Porque Lice?” Perguntei querendo saber o motivo do medo.

“Edward... Err... Eu nunca fiz isso antes.” Demorei mais que o normal para entender sua resposta, não estava acreditando que ela nunca tinha beijado ninguém.

“Não ria de mim, isso é muito constrangedor, ok?” Alice pediu fazendo beiçinho.

“Alice, não se preocupe, eu não vou dizer para treinar comigo, mas beijar é realmente bom, tente isso com Jasper vocês iram gostar.”

Eu não estou conversando isso com minha irmã!

Alice estava sem reação, seus olhos estavam arregalados: “Edward, você não falou pra eu beijar Jasper, falou?”

Tive que gargalhar estava sendo engraçado conversar com ela. “Alice, pode dizer, eu sou ótimo em dar conselhos amorosos...” Baguncei seus cabelos repicados. “Agora vá correndo para Esme pedir conselhos sobre sexo, ela quer muito falar com você.” Provoquei por fim.

Alice saiu roxa de vergonha da sala dizendo o quanto eu era imaturo e insensível. Tenho certeza que ela correu pra ter a conversa com Esme.

Voltei minha atenção para o piano em minha frente, queria tentar compor alguma coisa como nos velhos tempos. Inspiração era fácil, Bella surgia repentinamente em minha cabeça.

Meus dedos trabalharam sem restrições nas teclas, descarreguei todas as minhas tentativas de frustradas de dizer a Bella que eu a amava, sempre que tentava as três malditas palavrinhas não saiam, sim, eu sou um fraco!

O resultado me deixou satisfeito, era forte, intenso; mas não deixava de ser simples e delicado. Era como minha Bella.

.

“Edward?” Minha mãe chamou da cozinha no andar de baixo.

“Oi mãe, já estou indo...” Desci as escadas correndo a fim de saber do se tratava.

“Calma Ed...” Por que todos estavam me chamando por este apelido infame? “Nós estamos indo ao hospital, queríamos saber se quer se juntar a nós.” Minha mãe perguntou esperando ansiosa por minha resposta.

Considerei o convite por um instante; era domingo e Bella não iria vir aqui em casa, que mal tinha em eu fazer serviço voluntário?

“Vocês me esperam mudar de roupa?” Perguntei tentando não mostrar minha animação.

“Claro Edward, estamos te esperando no carro.” Meu pai disse pegando as chaves na mesa.

Enquanto pegava uma bermuda e uma camisa, recebi um torpedo de Bella:

Morrendo de saudades de você, queria você aqui comigo!

S2

Odiava esses coraçãozinhos que Bella colocava em seus textos, parecia uma mensagem subliminar.

Estou louco para te ver anjo, se der passa aqui em casa a noite.

Beijos.

Não podia ficar um dia longe dela que já sentia um vazio se apossando de mim.

Estou ajudando minha mãe com a casa, se der eu vou.

Beijos onde?

Por que Bella tinha que me atiçar até pelo celular? Não tínhamos ficado muito tempo sozinhos nos últimos dias, estava precisando dela, meu corpo precisava.

Então venha mais tarde e te mostrarei.

Digitei já descendo as escadas, ela não me respondeu, ela tinha ficado com vergonha. Não iria reclamar se tivéssemos um tempo pra gente, mas só de ficar com ela do meu lado no sofá da sala já me deixava feliz.

.

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Entrei no banco de trás ao lado de Alice, meu pai e minha mãe tinham um sorriso em seus rostos, eu era o motivo de tal sorriso.

Minha mãe era querida em todo o hospital, meu pai era respeitado pela posição que ocupava, passávamos pelos corredores e recebíamos os acenos de todos. Eu podia ver algumas enfermeiras me analisando e tentando chamar minha atenção. Esforço em vão.

Vi uma garotinha correndo para o colo de Alice, era incrível o dom de minha irmã para crianças.

“Essa é Marie.” Alice me apresentou. Eu não tinha jeito com crianças, a pequenininha era tão frágil que me dava medo de tocar.

“Oi Marie, eu sou Edward, como você vai?”

“Edward, ela é uma criança que está doente e com dor e não seu colega de sala”.Gritava em minha cabeça.

“Ed, vou andar com Marie, fique a vontade com as crianças, elas são legais, então seja legal com elas também.” Alice disse saindo pela porta.

Eu iria ficar sozinho com todas essas crianças?

Então me dei conta do que estava presenciando: dezenas de crianças que estavam sofrendo, talvez com os dias contados; em cima de uma cama num hospital.

Fraquejei por um instante, era horrível aquela cena, só não era pior por que todas as crianças tinham um sorriso no rosto.

Elas olhavam para mim com curiosidade, eu parecia ser o mais novo brinquedo e elas queriam brincar comigo.

Eu queria ajudar de alguma maneira, mas não encontrava nenhuma. Porra, não podia ser tão difícil interagir com crianças, podia?

“Oi.” Ouvi alguém me chamando, não reconheci a voz.

Olhei para baixo e vi uma coisinha pequena e muito fofa. “Oi, precisa de alguma coisa?” Perguntei me abaixando para ficar no mesmo nível da menininha.

“Não...” Ela disse me dando as costas. Céus, como fazer isso?

“Não vá, quer conversar comigo?” Eu disse tentando ser um pouco menos hostil.

O sorriso da garotinha se abriu mostrando seus dentinhos brancos.

“Então, como essa garotinha linda se chama?” Perguntei abrindo um sorriso acolhedor.

Ela, então ela abriu os bracinhos para mim. Eu teria que pegá-la? Como se pega uma criança? A única criança que peguei fora Alice, ela tinha caído de meus braços.

Eu estava me saindo fodidamente mal nessa coisa de crianças, mas mesmo assim trouxe a menina de sardinhas e ruiva para o meu colo.

“Eu me chamo Lize” Ela disse com a voz fraca. Depois percebi que minha pergunta tinha sido inútil, pois todos usavam um crachá com nome e com sua respectiva doença:

Lize Clinton

Linfoma

Minha respiração vacilou, não queria ver mais ninguém daquele jeito. Minha cabeça viajou para Renée, ela estava passando pela mesma situação, mas tinha seus filhos pra se apoiar, e essa garotinha parecia ser sozinha.

“Onde estão seus pais sardinha?” Tentei brincar com as pintinhas que coloriam seu rosto claro, ela riu.

“Eu não nunca os conheci.” Ela disse triste. Eu queria me matar, por que eu tinha que perguntado aquilo?

“Eles me abandonaram quando eu tinha seis meses, é isso que os médicos dizem.”

Odiava esses choques de realidade, uma garotinha de no máximo cinco anos parecia não se abalar por não ter pais, e eu, com dezessete anos consegui estragar com a vida de meus pais.

“O que aconteceu?” Lize passou a mão em meu rosto, era tão inocente seu toque.

“Hum... Nada.” Disse me recuperando. “Você é muito forte, sabia?” Perguntei depois de pega-la direito em meu colo. Eu tinha muito que aprender com o mundo ainda.

“É o que todos dizem!” Ela abriu o sorriso. “Como é o seu nome barbudo?”

Eu estava começando a gostar dessa menininha.

“Edward.” Eu respondi passando a mão em meu pescoço e sentindo a barba já crescida.

“Você tem namorada?” Ela perguntou timidamente.

“Você acha que eu tenho?” Devolvi a pergunta.

“Não sei... Você é legal e bonito, mas não tem uma aliança, então eu não sei!” Ela se explicou.

“Obrigado pelo legal e bonito, você também é tudo isso.” Eu ia gostar de falar de Bella com ela. Eu não sabia o que fazer quanto às alianças.

“Você tem quantos anos?” Perguntei, ela era tão esperta que parecia uma adulta.

“Vou fazer cinco daqui cinco dias.” Ela disse mostrando os cinco dedinhos para mim. “Você não respondeu minha pergunta!” Ela cobrou. Sim, ela era muito esperta.

“Eu namoro sim.” Seu sorriso fechou. O quê eu tinha dito?

“Eu queria namorar você quando eu ficasse grande.” Lize disse baixinho.

Meus Deus, ela era tão fofa!

“Lize, eu sou muito velho para você, e quando você crescer vai ter um tanto de cara querendo te namorar, você vai até poder escolher.”

Seu rostinho se iluminou. “Eu estou acreditando em você barbudo”

“Pode acreditar, mas, por favor, faça uma boa escolha!” Falei a verdade brincando.

“Como ela se chama?” Lize perguntou depois que nos sentamos num puff.

“Ela quem?” Onde estávamos mesmo?

“A menina que te roubou de mim! Sua namorada!” Eu podia passar o dia inteiro conversando com essa ruivinha, seu humor era incrível.

“Isabella, mas se não quiser apanhar a chame de Bella.” Brinquei.

“Não tem nenhum mês que namoramos, mas eu amo muito ela.” Por que eu conseguia falar isso para uma garotinha, mas não pra Bella?

“Você já falou isso para ela?” Lize leu meus pensamentos.

“Eu meio que tenho medo.” Confessei derrotado.

“Edward?” Ela chamou firme. “Você não pode ficar com medo desse jeito, e claro que ela gosta de você, fale para ela, isso vai fazer os dois felizes.”

Ela não podia ter apenas cinco anos!

“Com licença, sou o doutor Patrick e vou ter que levar a Lize para alguns exames.” Um homem alto disse tirando a sardinha do meu colo.

“Claro” Disse passando Lize para seus braços. “Eu posso acompanhar?” Não sei da onde saiu essa vontade.

“Infelizmente não, é uma regra do hospital, mas sinta-se a vontade para voltar, as visitas fazem bem as crianças.”

“Então tchau Lize, foi ótimo te conhecer, fique bem, ok?” Me despedi deixando um beijo em seus cabelos. “Eu vou contar aquela coisa para ela.” O sorriso da ruivinha cresceu e eu sabia que era a coisa certa a se fazer.

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“Onde estão os pensamentos de Edward Cullen?” Ouvi meu pai falando ao meu lado. Eu estava do lado de fora do hospital pensando em tudo que aprendi com Lize.

“Pensando em como a vida é injusta.” Falei sem encará-lo.

Carlisle não tinha entendido e eu fui forçado a continuar:

“Essas crianças... Elas não merecem o que estão passando, são tão inocentes e frágeis,eu merecia passar por isso.”

As mãos de meu pai afagaram minhas costas, eu não sentia isso há muito tempo.

“Sabe filho; quando você chegou neste hospital não tinha ninguém mais frágil que você; com poucos batimentos, machucados por todo corpo... Ninguém acreditava em sua sobrevivência, mas eu e Esme acreditamos, fizemos de tudo para te salvar, pois sabíamos que você merecia viver”

Chorar já era uma constante em minha vida, mas que caralho!

“Tudo que passamos só nos vez ficarmos mais fortes, eu, sua mãe e Alice amamos muito você, eu agradeço sempre por ter feito você renascer naquela madrugada” Carlisle disse com a voz embargada.

“Pai, eu amo você! Obrigado por tudo, um dia ainda vou dar um jeito de apagar todas as merdas que fiz”

“Não me faça chorar, por favor! Não precisa concertar nada, faça seu futuro melhor, isso já basta.” Carlisle disse depois de me abraçar.

“Obrigado por isso, eu estava realmente precisando.” Falei me sentando ao seu lado.

“Algum problema?” Meu pai perguntou sem fazer nenhum aprofundamento.

“Não, só estou confuso.” Falei com o mesmo nível de superficialidade. “Pai, quando você descobriu que amava a mamãe?”

“Desde o dia que coloquei os olhos nela.” Ele falou com orgulho.

Depois de entender onde que eu queria chegar meu pai me deu um tapinha nas costas: “Meu filho até que enfim se deu conta que ama aquela garota.”

Como ele já sabia?

“Como você sabe?” Apenas fiz a pergunta que passou em minha mente.

“Edward, é só olhar para seus olhos, eles te entregam: eu estou amando, eu estou amando” A voz de Carlisle oscilava entre a sinceridade e a diversão.

Eu precisava contar o que eu sentia para a pessoa mais interessada nesse assunto.

.

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O dia tinha sido tumultuado, mas não ruim! Ter ido ao hospital me fez abrir os olhos para muita coisa, e Lize? Ela era tão agradável.



“Edward, atenda a porta, por favor, estou ocupada.” Esme pediu da cozinha.



Eu estava jogado no sofá da sala deste quando cheguei, tive que criar muita força para conseguir me levantar.



Quando abri a porta senti todo meu corpo ganhando vida de novo.



“Oi linda, você não me avisou que estava vindo.” Disse dando um beijo estralado em seus lábios.



“Estou te atrapalhando anjinho?” Bella perguntou um pouco acuada.



“Pare de ser boba, entre.” Pedi a puxando para dentro de casa. Ela estava mais bonita que o normal, o jeans e o moletom justo a deixava ainda mais perfeita.



Ocupamos o sofá da sala com ela deitada em meu colo. “Senti sua falta.” Falei afagando seu cabelo.



“Eu também Edward, você parece cansado, o que fez o dia todo?” Bella perguntou se ajeitando para sentar de lado em meu colo.



“Muita coisa, foi um pouco cansativo mesmo, posso te mostrar uma coisa?” Perguntei me referindo ao piano.



“Claro anjinho, o que é?” Antes de deixar Bella terminar a coloquei em pé.



“É lá em cima.” Disse indo para as escadas.



“Sua casa é enorme...” Bella falava enquanto encarava as diversas portas que tinha no corredor.



Parei em frente à sala de piano, hesitante. “É aqui.” Fiz Bella entra na sala escura.



Quando assenti as lâmpadas vi o rosto de Bella se encher de surpresa. “Que piano lindo, você toca?” Suas mãos percorriam toda madeira escura do instrumento.



“Eu posso tocar uma música para você?” Pedi timidamente.



“Eu iria adorar!” Ela disse afagando minha barba.



Sentei no banquinho dando espaço para ela se sentar também. “Espero que goste.” Eu disse antes de começar a trabalhar nas teclas.



Então aquela mesma música que eu tinha feito pela manhã encheu o cômodo.



No rosto de Bella via todas as emoções possíveis, ela estava estupefata com o som.



Quando terminei tinha medo de olhar para Bella, medo de sua reação.



“Isso foi perfeito, é de quem?” Seus olhos tinham traços de umidade.



“Foi eu quem fez linda.” Falei com mais vergonha ainda.



Seus braços se jogaram em meu pescoço, seu beijo era tão calmo e de adoração.



“Edward, a composição é perfeita!” Ela falou em meu ouvido.



“Sabe por que ela é perfeita?” Perguntei acariciando suas costas.



“Por quê?” Bella só devolveu.



“É por que eu fiz pensando em você.” Olhei fixamente em seus olhos. “Tudo que faço é sobre você, meu anjo.”



Eu te amo.



Ela piscou surpresa, as lágrimas desceram devagar por suas bochechas. “Edward, você me faz feliz de um jeito que jamais imaginei.”



“Isso é bom linda?” Perguntei tirando as mechas de cabelo que caiam em seu rosto.



“Você nem conseguiria imaginar o quanto.” Ela respondeu colando nossos lábios.



Seus lábios se moveram gentis nos meus, eles eram macios e doces, feitos para serem degustados. Ficamos nisso, um beijo de lábios, sem o calor e a vontade de aprofundar; estávamos nos apreciando.



Separei relutante nossas bocas: “Anjo, tenho que te falar uma coisa.”



“O quê anjinho?” Ela perguntou voltando a me beijar.



“Vamos para o meu quarto.” Falei e depois correspondi seu beijo.



“Por que tem que ser em seu quarto?” Eu conhecia aquele sorriso, ele queria dizer:vamos fazer algo quente hoje?



“Por que eu quero!” Falei rindo, pois sabia que ela odiava não ter as respostas que queria.



Bella emburrada era adorável, queria beijar cada pedacinho de seu rosto.



“Vamos anjo, não tenho o dia todo.” Ok, eu estava sendo chato, mas era divertido ver Bella chateada.



Tranquei a porta de meu quarto depois de entrar, os olhos de Bella olharam curiosos para os meus.



“Não é nada disso anjo, o que eu quero te falar é realmente sério.” Saiu um pouco ríspido.



Coloquei Bella sentada no centro da cama, e dei a volta para ficar de frente com ela.



“Hoje eu conheci uma pessoa.” Eu comecei tentando falar de Lize.



Os olhos de Bella caíram um pouco. Ela estava entendo tudo errado. Parabéns Edward!



“Como ela se chama?” Bella perguntou triste.



Calma! Isso poderia ficar interessante!



“Lize” Falei sem olhar em seus olhos. Meu anjo estava pensando que eu tinha conhecido outra pessoa.



“O nome é bonito!” Ela falou sem emoção.



“Ela é tão bonita e agradável, vocês se darão bem.” Falei com medo de sua resposta.



“Edward, eu não acredito que você está pensando que eu serei a outra, tudo bem se você conheceu alguém melhor que eu, mas não aceito participar disso.” Ela gritou tentando esconder as lágrimas. Isso tinha ido longe demais.



Bella saiu enfurecida da cama, ela tentou abrir a porta sem sucesso.



“Abra essa porta agora.” Ela pediu transtornada, e eu não me movi da cama.



“Sabe quantos anos ela tem?” Perguntei tentando esconder meu sorriso.



“Poupe-me dos detalhes, me deixe ficar sem isso.” Sua mão forçava a maçaneta.



Por mais engraçado que fosse tive que terminar a cena. Caminhei para a porta, colocando meus braços ao lado da cabeça de Bella.



“Sabe quantos anos ela tem?” Perguntei de novo.



“Não, eu não sei a idade de Lize” Bella disse tentando sair o cerco que eu tinha feito, em resposta, coloquei minhas mãos em sua cintura.



“Tire suas mão de mim, agora!” Bella cuspiu para mim.



“Ela tem cinco anos Bella.” Falei calmamente.



Quando a compreensão passou por seu rosto foi impagável, Bella ficou estática mexendo a boca sem conseguir falar nada.



“Isso mesmo anjo, ela só é uma garotinha.” Falei jogando lufadas de ar em seu rosto.



“Eu te odeio Edward Cullen.” Ela disse tentando esconder um sorriso.



“E eu te amo!” Falei encarando seus olhos marrom chocolate.



Eu tinha conseguido.



Saiu tão fácil, natural.



E era verdadeiro, eu a amava.



“O que você disse?” Bella perguntou corando.



“E-u a-m-o v-o-c-ê.” Falei pausadamente perto de seu rosto.



Minhas mãos foram para seu rosto, a brincadeira tinha acabado ela tinha que entender a extensão de meu amor por ela.



“Bella, eu nunca senti isso por ninguém, você foi a única que despertou este Edward. Eu amo muito você, eu já sabia disso há muito tempo, mas só agora consegui falar.”



Sem falar nada, Bella se jogou em mim enlaçando suas pernas na minha cintura:



“Edward, eu também te amo, muito, muito mesmo. Obrigada por se sentir assim também.” Seus lábios deixavam beijos em todos os lugares, em meus olhos, em meu nariz, nas bochechas...



“Eu amo você” Era bom ouvi-la dizendo isso.



Eu me senti completo, não precisava de mais nada.



Não sei em que momento caímos na cama, Bella continuava a colocar beijos em meus lábios, e eu os recebia de bom grato.



“Você pode me dizer quem é está Lize?” Ela perguntou com uma falsa carranca.



Contei sobre minha visita ao hospital, e sobre tudo que a sardinha tinha dito.



“Ela parece ser tão fofa, um dia quero conhecê-la.” Bella falou beijando a palma de minha mão.



“Vocês vão ser dar muito bem.” Eu falei puxando Bella para perto de mim.



“Não sabia que gostava de crianças.” Bella colocou vagamente.



“Nem eu sabia que gostava, mas elas são tão puras, é encantador.” Minha voz saiu cheia de admiração.



“Você quer um dia ter filhos?” Agora, o rosto de Bella estava em minha frente, as imagens de uma mini Bella correndo pela casa me invadiu.



“Fodidamente sim” Bella não esperava essa resposta, e ela tentou um esconder a surpresa.



“Qual é anjo? Eu daria um ótimo pai!” Tentei brincar, mas não deixava de ser verdade, se eu tivesse um filho eu faria de tudo por ele.



“Eu sei que sim anjinho” Ela estava com o olhar longe, ela estava olhando para o nosso futuro.



A ideia de ter uma família com Bella me pareceu perfeita. Nossa casa, bebês... Isso nunca passou em minha cabeça, mas agora, isso parecia tão certo.



Toda essa coisa de futuro me deixou curioso, a gente nunca tinha falado sobre nossos planos.



“Anjo, você quer fazer faculdade de quê?” Perguntei curioso pela resposta.



Estávamos no último ano do colegial e faltavam alguns meses para esse ciclo acabar.



“Err, eu não sei ainda... Literatura talvez.”



“Isso é legal, você quer dar aula?” Minha mente sórdida me trouxe imagens de Bella numa saia justa e com uma camisa branca.



“Para crianças especialmente.” Ela me respondeu. “E você anjinho? Pretende fazer o quê?”



Caralho! Eu não fazia nem ideia! Eu não queria estudar mais, digo, toda essa merda de assistir aula me cansava.



“Eu queria fazer alguma coisa sobre música ou basquete.” Respondi, eu não me via fazendo nada além disso.



O sorriso de Bella cresceu e sua mente parecia longe. “Em que está pensando anjo?”



Ela não me respondeu, mas seu sorriso continuava gigante.



“Linda, me conte, por favor?” Tentei fazer um beiçinho para ficar mais dramático.



“Eu estava pensando no dia no qual teremos nossa família, em ter esperar para jantar...”



Ela estava corada, não tinha por que ela estar com vergonha, sua visão de futuro parecia perfeita pra mim.



“Eu amo você.” Disse beijando sua boca.



“Eu também.” Ela falou beijando o canto de minha boca.



“Você também se ama?” Brinquei.



“Idiota!” Recebi em resposta.



Como castigo pela brincadeira ganhei uma mordida em meu lábio inferior. Bella nunca foi de morder, era eu quem sempre a mordia, mas puta que pariu, sua mordida me incendiou.



Meu corpo sentia falta do corpo dela, nós éramos bons juntos. Rolei para ficar por cima, as mãos de Bella corriam em meus cabelos e nuca; nosso beijo se intensificou, ficou quente, molhado e profundo. Minha língua travava uma luta com a sua buscando o domínio. Minhas mãos passavam despreocupadamente por cima de seu moletom, encostando acidentalmenteem seus seios, eu daria tudo para tocá-los.



Minha ereção já estava evidente, ela estava na coxa de Bella, e ela não pareceu se importar.



Bella era quente, eu não me lembrava de nenhuma mulher assim, ela me excitava com o mínimo, ela não tinha que fazer esforço para me agradar. Sua voz, seu corpo, seu cheiro... Tudo me agradava.



Sai de meus pensamentos quando senti minha camisa passando por minha cabeça. Como eu não vi isso? Inferno! Eu teria que aprender a ter foco.



Os olhos de Bella correrem por meu peito nu, seu olhar me intimou, ele era faminto. E ainda me senti mal, eu era pouco definido e branco demais.



“Você é lindo.” Ela disse beijando meu ombro e descendo perigosamente para meu peitoral.



Seus lábios em minha pele nua deixaram meu pau completamente rígido, sua boca traçava uma linha de fogo em meu ombro. Puxei ela para mim, explorei sua boca sem pudor; mordia, sugava e lambia sua língua com vontade. Minhas mãos foram para debaixo de seu agasalho, sua pele estava queimando, fiquei bom tempo em sua barriga lisa, analisei cada resposta de Bella me dava, então me senti confiante e subi minha mão para seus peitos.



Pode me levar agora Deus! Cacete, eles eram perfeitos, meu toque foi tímido, apenas um reconhecimento, eu queria apertar, apalpar, morder, chupar...



Em resposta, Bella cruzou suas pernas em minha cintura e cravou suas unhas em minhas costas. Agora meu pau estava exatamente no meio de suas pernas, eu queria arrancar todas as roupas que nos prendiam.



“Bella, você não pode ser tão malvada assim!” Pedi beijando seu pescoço.



“Eu sei que você agüenta!” Ela era uma provocadora, ignorando minha situação, ela arqueou seu quadril, seu calor foi rápido para o meu membro.



“Sabe o que você é?” Perguntei, minhas mãos estavam em concha em seus peitos cobertos por um sutiã de renda.



“O que?” Ela queria a resposta, fui lento, primeiro mordisquei seus lábios.



“Uma vadia provocadora.” Mordi forte seu lábio, Bella soltou um gemido abafado, seu quadril veio forte para encontrar com o meu. Ela sabia que o vadia que eu tinha dito não era um xingamento.



Voltei minha atenção para seus seios, comecei a massageá-los com um pouco de força, seus mamilos estavam duros, pedindo por meu toque.



Comecei a tirar seu moletom, eu precisava vê-los.



“Edward?” Bella chamou em minha boca.



“Hum?” Minhas mãos continuavam a subir sua roupa.



“Você não vai gostar...” Suas mãos tiraram as minhas de seu agasalho, que porra era aquela?



Bella se sentou no centro da cama, e eu fiz o mesmo.



“O que aconteceu anjo?” Tentei parecer calmo, mas eu estava muito puto, como ela pára com um amasso desses?



“Bella você é linda, não tem como eu não gostar de você.” Falei sentando de frente para ela.



“Não é sobre isso que estou falando, você não vai gostar disto...” A voz de Bella saiu sem emoção, ela foi tirando seu moletom calmamente para mim. Minha garota estava tirando sua roupa, mesmo que isso me excitasse muito não desviei meus olhos dos seus.



“Está vendo Edward? Eu sou marcada.” Ela disse apontando para sua barriga.



Meus olhos seguiram sua mão, quando vi do que se tratava fiquei paralisado: meu anjo tinha cicatriz grande no alto da barriga, parecia antiga. Meu choque não era pela aparência da marca, mas sim por saber que ela tinha sido ferida.



“Quem fez isso como você?” Perguntei traçando o contorno.



Os olhos de Bella vacilaram. Não precisou de resposta. Tinha sido Phil.



“Anjo, eu odeio tanto esse cara...” Falei acariciando seu rosto com a outra mão. “Ele está pagando por tudo.”



“Eu sei anjinho... Mas eu queria ser perfeita para você!” Ela falou timidamente.



Estávamos de frente um para o outro, a posição nos deixava tão próximos, íntimos.



“Linda, você é perfeita.” Falei segurando firme seu rosto. “Eu amo você assim.”



Descansei meus lábios em sua testa. “Eu também tenho uma cicatriz, você gostaria de ver?” Perguntei procurando seus olhos.



A expressão de Bella revelava sua surpresa. “Bella, eu sofri um acidente quando bebê, não tinha como eu sair intacto.” Tentei explicar.



Me virei para ficar de costas. “Está vendo essa marquinha no ombro direito? Foi por causa de das ferragens do automóvel.”



Bella traçou a pequena marca, eu mal me lembrava que ela existia, mas isso pareceu deixar meu anjo mais confortável.



“Sinto muito por você anjinho.” Ela colocou um beijo simples em meu ombro.



Trouxe-a para a posição original. “Tudo mundo tem algum tipo de marca, por mais que tentamos esquecer ou simplesmente ignorar, elas nunca vão desaparecer, nós temos as nossas.” Falei salpicando beijos em seu rosto. “Elas nos fazer sermos quem somos.”



“Eu amo você.” Ela colou nossos lábios. “Muito.”



Minhas mãos ainda seguravam seu rosto, desci para pegar suas mãos nas minhas.



“Eu amo cada parte sua, você é tudo para mim!” Disse beijando seus pulsos. “Nunca tenha vergonha de mim linda.”



Bella colou ainda mais nossos corpos, seu rosto afundou em meu pescoço, nosso abraço era tão simples, mas representava tanto.



Eu não me importava por causa do fim da sessão peitos, eu gostava de ficar simplesmente abraçado, sentido sua pele, seu cheiro de seus cabelos.



“Eu amo você.” Eu repetia baixinho.



“Eu também.” Ela respondia em meu pescoço, devagarzinho, ela começou a beijar a região coberta por barba.



Sua boca era lenta e quente, suas mãos massageavam meu cabelo com a mesma lentidão.



Como ela conseguia me excitar com a porra de um beijo?



Sutilmente, ela aranhou os dentes em meu pescoço, não foi uma mordida, mas foi mais quente que uma.



Todo sangue eu tinha se concentrou numa única região. “Isso é gostoso anjo.” Falei em seu ouvido, minha mão não soltavam as suas.



“Isso o quê Edward?” Ela continuou trabalhando em meu pescoço.



“Eu gosto do quê você está fazendo comigo.” Falei levando minhas mãos para seu cabelo.



Bella riu baixinho, sua boca se abriu e começou a dar beijos molhados em minha pele. Em resposta, tirei todo cabelo de seu pescoço e comecei a beijá-lo também, distribui por toda pele descoberta, descendo até seu colo.



Eu não tinha pressa, mas Bella parecia desesperada; sua boca não parava um segundo e quando ela mordeu meu pescoço não consegui deixar de xingar.



“Isso é bom Edward?” Ela mordeu de novo, Bella sabia que meus xingamentos era uma forma de dizer que eu gostava.



Minhas mãos instantaneamente foram para a base de seu sutiã, comecei a tocá-lo calmamente, seus peitos estavam tão duros, pedindo por minhas mãos.



“Você não sabe como me deixa.” Respondi em seu ouvido. “É bom o que estou fazendo com você?” Eu queria sua autorização para continuar.



“Eu estou ficando molhada por causa de suas mãos em meus peitos.” Bella sempre dando as respostas certas nas situações erradas.



Se eu estivesse com qualquer outra garota eu já teria a fodido umas cinco vezes, mas era diferente, Bella despertava meu lado mais perverso minhas bolas estavam azuis, mas mesmo assim eu não conseguia pensar em mim, Bella sempre viria em primeiro lugar.



“Deita aqui anjo, deixe eu te fazer senti bem.” Pedi a colocando de costas na cama, eu estava de lado com as pernas no meio das suas.



Comecei beijando a sua barriga lisa, ela era cheia de pintinhas e sua pele era pálida, ganhei risadinhas de Bella quando passei a língua bem embaixo em sua barriga, subi dando muita atenção a sua cicatriz; beijei toda extensão. Minhas mãos apertavam seus seios delicadamente, quando minha boca chegou perto deles Bella arqueou seu corpo.



“Posso?” Perguntei sem fazer nenhum movimento.



“Eu estou esperando por isso.” Caralho, eu estava fodido com essa mulher.



Deixei beijos em toda renda, minhas mãos foram suas costas procurar o fecho de seu sutiã.



“Anjinho?” Bella chamou rindo.



“Hum?” Respondi frustrado, eu não encontrava a porra do fecho.



“É na frente.” Bella tirou minha mão de suas costas, ela mesma abriu a sutiã. Eu estava atônico, seus olhos não deixaram os meus enquanto as alças desciam por seus ombros.



Assim como sua barriga, eles eram branquinhos e seus mamilos eram rosados e eles estavam apontados para mim. Inferno.



“Edward?” Bella chamou hesitante.



Eu estava perdido com a visão, não consegui responder.



“Hum... você gosta do que vê?” Que porra de pergunta era aquela?



Reuni todas minhas forças para tirar meus olhos de seu colo.



“Você é a mulher mais linda que já vi.” Falei olhando em seus olhos.



O sorriso de Bella saiu confiante, ela trouxe suas mãos para o meu cabelo e me puxou para um beijo.



“Eu quero sua boca neles.” Ela disse me empurrando para baixo.



Bella era fodidamente sexy quando mandava!



Desci minhas mãos para suas coxas, minha boca degustava cada pedacinho de seu colo, eu beijei, mordi, belisquei, passei a língua...



Bella segurava forte o lençol. “Merda... Edwaaard.” Ela quase gritou quando eu chupei um de seus mamilos.



Minha ereção estava dura contra sua coxa, Bella fazia um caminho de fogo com as mãos em minha barriga.



“Bella, não precisa disso linda.” Eu falei ainda em seus peitos.



Ela gemeu em frustração, eu daria tudo para ter suas mãos em mim, mas eu não queria sacrificar o momento de prazer dela.



Disfarçadamente Bella apertava suas coxas uma contra a outra, sabia que ela estavapronta pra mim.



Aproveitando a deixa, passei minha mão em seu jeans tocando onde ela mais queria.



“Isso... Me toque mais forte.” Ela pediu baixinho.



Minha mão percorria todo caminho, mesmo por cima do jeans consegui sentir o quanto ela estava molhada.



Bella jogava seu quadril em minha mão pedindo por mais, corri minha mão para o zíper, eu tinha que saber como ela estava.



“Melhor não.” Bella falou tirando minha mão, sua voz demonstrava medo.



Ok, eu nem tinha pedido. Era um direito dela.



“Desculpe.” Pedi deitando ao seu lado, encarando o teto.



“Você ficou bravo comigo?” Bella perguntou corando.



Eu estava confuso. Eu estava sim com raiva, mas eu não podia forçar ela a nada.



“Anjo, vou tomar banho rapidinho, e eu volto e conversamos ok?” Pedi saindo da cama.



“Não saia daqui.” Pedi já entrando no banheiro.



Eu precisava esfriar a cabeça, as duas. O banho foi rápido suficiente para me aliviar.



Quando voltei para o quarto Bella ainda estava do mesmo jeito que tinha a deixado. Deitei ao seu lado deixando nossos rostos colados.



“Eu não estou com raiva de você, eu fui rápido demais.” Falei acariciando seu rosto.



“Eu sou tão boba!” Ela falou se cobrindo com meu lençol.



“Não se esconda de mim, e por que você seria boba?” Perguntei tirando o lençol de cima dela.



“Você vai me achar uma idiota!” Ela estava muito vermelha.



“Bella, pelo amor de Deus, me conte.” Pedi com a voz um pouco acima do normal.



“Anjinho, eu gosto muito de você, e eu quero muito ter a minha primeira vez com você, mas eu não quero correr demais, entende? Eu não estou preparada para muitas coisas.”



Me amaldiçoei por minha insensibilidade.



“Bella, desculpe por não te entender; mas você é muito tentadora, é difícil para eu me controlar.” Falei beijando seus lábios.



“Eu sei disso também.” Ela falou rindo em minha boca. “Não está com raiva então?”



“Não.” Eu disse deixando beijos em seu queixo. “Tudo no seu tempo.”



“Anjinho?” Ela chamou intensificando os movimentos em minhas costas.



“Oi linda” Respondi descendo minhas mãos para a curva de seu bumbum.



“Eu não estou falando nem hoje nem amanhã, mas um dia você deixaria eu te ver?”



Deus estava brincando comigo.



Eu estava sem reposta. Ela não sabia o que estava falando.



“Você sempre me faz sentir bem, e eu nunca retribuo, eu quero te dar prazer também!” Ela falou sem olhar pra mim. “E eu quero saber como você é!”



Eu tentava falar alguma coisa, mas as imagens de Bella brincando comigo não deixavam.



“Anjo, não se sinta na obrigação de me retribuir, tudo que eu faço é pra você, nunca pra mim.” Não sabia aonde isso iria chegar.



“Edward, você não está entendo: do mesmo jeito que você quer me tocar eu também quero com você, eu quero de verdade sentir você em minha mão.” Ela estava chateada.



“Eu não quero ficar deitada em sua cama enquanto você vai se aliviar no banheiro.” Ela falou resignada.



“Bella, eu também quero isso mais do que você imagina; não vai ser nem hoje nem amanhã, mas você vai saber quando chegar a hora.” Falei voltando a mão para sua cintura.



“Sério anjinho?” Ela perguntou vitoriosa. “Você quer mesmo?”



Ela não sabia o quanto.

“Eu sei que eu sou inexperiente para isso, mas quero ser boa para você.” Ela falou massageando minha nuca.



“Você já é boa demais pra mim linda.” Eu disse beliscando sua cintura.



“Eu amo você, obrigada por tudo.” Bella falou traçando a linha de meu maxilar.



“Sempre as suas ordens.” Brinquei.



“Edward” Alguém chamou do outro lado da porta. “Abra por favor.”



Era Carlisle.



O rosto de Bella ficou roxo e eu não sabia o que fazer.



“Finja que está dormindo!” Eu falei cobrindo Bella com o lençol.



“Já estou indo pai.”



“Cadê Bella?” Carlisle perguntou examinando o espaço atrás de mim.



“Por que o interesse?” Sim! Eu estava com tanto medo que comecei a falar merda.



“Renée está no telefone!” Ele respondeu calmamente.



“Hum... Ela pegou no sono. Aconteceu alguma coisa com sua mãe?”



“Não, ela só disse para Bella não chegar muito tarde.” Ele já estava saindo da porta. “Edward, você está usando camisinha com Bella?”



Merda!



“Pai?! Ela está dormindo!” Tentei contornar a situação.



“E esse sutiã no chão? É seu por acaso?” Ele não esperou minha resposta, saiu rindo pelo corredor.



Eu fechei a porta com medo de olhar para Bella.



“Que vergonha!” Ela disse escondendo o rosto.



“Desculpe pelo meu pai.” Pedi tirando o lençol de seu corpo.



“Eu não vou conseguir olhar mais para ele!” Ela se lamentava.



“Calma Bella, ele já teve a nossa idade, com certeza ele fazia coisa pior!”



“É melhor eu ir, não vou voltar na sua casa tão cedo!” Bella estava sendo muito dramática, a velocidade com a qual sua roupa foi colocada me deixou surpreso.



“Vem, tenho que te levar.” Eu disse vestindo uma camisa.

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Descemos as escadas trocando sorrisos cúmplices, estávamos felizes, e só isso importava.

Notas finais
Gostaram, digam-me nos reviews : )
A partir de semana que vem, as atualizações serão de noite, ferias acabando...
Beijos