Addicted
1 Capítulo Único.
Arthur se sentava de frente à imagem do americano, parado que esperava sua reação após provar daquele bolo que havia feito. Sim, um bolo só para Arthur, mas o menor não fazia ideia disso, só sabia que foi surpreendido por Alfred em sua própria casa em uma plena tarde de Sábado.
- Ei, Artie... Não suje sua boca desse jeito. Deuses, parece criança. – Alfred riu carinhosamente enquanto puxava o inglês pelo colarinho e limpava os restos de bolo de sua boca com um guardanapo.
- Pára, Alfred! – Ruborizou, brigando com o americano enquanto soltava-se dele.
- Mas o quê? – Alfred fingiu-se de desentendido, rindo. – Eu só estou limpando a sujeira, Artie, ou quer ficar sujo?
- Hnf.
- Mas... Então, ficou bom? – Indagou o americano, curioso. Afinal não era todo dia que, por vontade própria, fazia alguma coisa na cozinha.
- Ficou, é... – O rosto do inglês ruborizou-se imediatamente ao notar os olhos do americano fixos nos seus.
- É, claro, né... Eu não viria até aqui para comer algo que você fez. – Ele riu. – Seus biscoitos parecem pedras.
Arthur estava se remexendo e se controlando mental e fisicamente para não perder o controle.
- Tudo bem! Eu posso dar minhas pedras para outras pessoas, tsc. Eu não as faço para você, mesmo, eu só lhe dou quando sobram muitas! – Seu rosto continuava vermelho, mas agora era porque estava irritado. Então resolveu sair da mesa, deixando o americano rindo baixinho, mas logo este o seguiu.
- Eu pensei que eu era especial. – Ele fez bico, estando em algum lugar onde Arthur não o podia ver. Sim, atrás dele, mas o inglês não fazia ideia da proximidade em que Alfred se encontrava.
- Mas você... – Ele se virou, procurando por Alfred, encontrando seus orbes azuis incrivelmente brilhantes. Isso fez Arthur adquirir bochechas rosadas novamente.
Alfred o cortou, fingindo não ligar para as palavras do inglês.
- Eu não posso fingir que não me importo quando você não pensa em mim.
- Ahn... Mas quê? – Ficou surpreso, notando a expressão séria do maior.
- Eu acho que você sabe que é verdade, Artie... – Seu sorriso tornou-se sensual.
Porque ele dizia essas coisas com tanta naturalidade?
Deve ser por isso que Arthur não conseguia levar a sério.
- Eu não estou entendendo, Alfred!
- Eu estou tentando esquecer que eu sou viciado em você. – A respiração de Arthur parou ao ouvir aquilo saindo da boca do americano de forma tão calma e natural. — Mas eu simplesmente não consigo.
Arthur riu levemente, envergonhado.
- Ahn... Que bobo.
- Ahn?!! Não, eu desisto. Eu me preparei internamente para vir aqui, mas você além de saber cozinhar mal ainda não consegue entender! – Bufou, irritado o americano e resolveu se sentar ao lado do inglês, massageando suas têmporas.
“Eu não consigo uma brecha para beijá-lo, merda.”
O local mergulhou-se num silêncio constrangedor, até Arthur abrir a boca, um tanto inseguro porque ele realmente não queria dizer aquelas coisas.
- Você acha que eu mereço isso? – Indagou timidamente sem olhar para Alfred.
O americano o olhou curioso.
- Eu continuo um idiota. – Suspirou Alfred. – Os sonhos não podem tomar o lugar do meu amor por você.
Arthur se precipitou, nervoso e tomando novamente as bochechas rosadas. Alfred parecia tão estranho, a maioria de suas palavras não fazia sentido! A não ser o sentido que se escondia por trás delas.
- Porque você diz isso com tanta naturalidade?
- Porque não é difícil dizer o que já está óbvio. – Alfred riu.
Arthur o olhou perplexo e chocado o bastante para não ter o que dizer.
- Ei... Eu nunca disse o segredo do meu poder de herói para ninguém, sabia? Você quer ouvi-lo? – Indagou o americano, sorrindo abertamente para o menor, que o olhou curioso e assustado. Alfred ainda teve tempo para aproximar-se mais do menor, enquanto este o olhava ainda com a mesma expressão.
E o que mais o intrigava era o que Alfred tanto tinha na cabeça para inventar aquelas porcarias num momento como esse?
- Q-Quero...
- Porque eu tenho você para me fazer me sentir mais forte. – Ele sorriu.
- Então é isso? Que mentira, Alfred, não minta para mim. Que brincadeira é essa? Vamos, por favor, o que você anda fumando Alfred? Não foi assim que eu te eduq...
Arthur não pôde deixar de terminar, porque foi envolvido nos braços calorosos do americano, o que o fez parar imediatamente ao notar que Alfred iria colar seus lábios. E foi o que fez no segundo seguinte.
O inglês notou a pressão em seus lábios para que a língua do outro invadisse sua boca, o que foi concedido com certa urgência, afinal, ele também queria provar dos lábios de Alfred. E quando suas línguas se tocaram, Arthur sentiu seu corpo todo estremecer com o contato. A textura era macia, o gosto era incrivelmente interessante. Tinha uma mistura suave de pasta de dentes de hortelã com café. Nunca pensou que café seria algo tão bom.
Finalmente o ar lhes foi necessário.
- Eu não estou brincando, Arthur, eu te amo. Eu quero você pra mim, só pra mim. Eu quero ser a pessoa que você mais gosta. – Alfred simplesmente sorriu, fazendo os olhos do menor ficarem ligeiramente marejados.
- Mas eu não entendo, Alfred, eu realmente não entendo. – Sua voz era chorosa.
- Você vai chorar, Artie? – Riu carinhosamente.
- Eu não vou chorar! – Bufou, infantilmente.
Alfred riu, mas mesmo assim, ignorando o aviso do inglês, limpou algumas lágrimas solitárias no rosto do inglês.
- Meu coração bate por você como um cachorro amarrado a uma árvore. – Ele terminou a conversa, inclinando-se novamente para beijar os lábios do pequeno inglês. Aquilo podia ser idiota, mas Arthur achava fofa a maneira como o americano se esforçava para dizer coisas fofas.
Notas finais
E é minha primeira fanfic desse Shipper. ;O;
Mereço Reviews? ç_ç
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