Eu e Caspian corriamos pelos corredores do castelo a caminho da sala de reuniões. Estavamos consideravelmente atrasados por conta do nosso \"imprevisto\". Ainda estava terminando de arramarar o meu vestido e de arrumar os cabelos. Não tive tempo de escolher um mais luxuoso e nem de coloca-lo, já que pareciam ser bem complicados e sempre foram as criadas que me vestiam com eles então não fazia ideia de como por-los. O que usava era simples.

- Bom dia senhores! — cumprimentou Caspian a todos.

- Boa tarde Majestade... — disse um dos lordes.

- Ho! Me perdoem. Eu e minha esposa perdemos a hora.

Senti o meu rosto corar. Tentei disfarçar enquanto me sentava em meu lugar ao lado de Caspian, por isso não percebi de imediato os olhos que me examinavam.

- Chamemos o primeiro assunto. — pediu Caspian.

Os homens trataram de assuntos como a nova vila do centauros, que ficaria mais próxima do palácio, a reforma do templo da mesa de pedra e até mesmo sobre as férias de Trumpkin, o pobre anão que substituiu Caspian como rei de Nárnia pelo tempo em que o mesmo estava navegando e que agora estava sentado ao nosso lado com a expressão cansada. Ao final da reunião fui cumprimenta-lo.

- Agora terá o seu descanso merecido. Eu e meu marido o agradecemos muito pelo que fez ao povo narniano.

- Bom majestade... só fiz o meu trabalho. — disse ele encabulado.

Dei um beijo amigável em sua bochecha e me aproximei de Caspian que conversava com um dos lordes.

- Majestade, a minha esposa pode ajudar a rainha nesse... período de adaptação. Não queria me meter mas ela parece um tanto desconfortável com tantas mudanças e acho que Rosagunde pode ajuda-la.

- Em que exatamente?

- Talvez na maneira como se comportar, falar e dentre outras. Não quero que nada de parecido aconteça como na festa de noivado de Sua Majestade.

- Claro, claro. Traga-a amanhã, falarei com Estela.

- Não se decepcionará majestade!

O lorde fez um reverência e foi embora.

- Caspian. — o chamei.

- Me perdoe querida, precisaram de minha atenção.

- Tudo bem. Mas... eu ouvi um pedaço da conversa e bem... Não foi minha intenção...

- Não tem problema! Eu iria falar com você sobre isso. Mas agora não. Tenho planos para nós.

- Caspian!

- Isso é para mais tarde! Venha!

Ele agarrou a minha mão e me arrastou até os estábulos, onde dois cavalos estavam selados.

- O que pretende? — perguntei.

- A levarei para conhecer Nárnia.

Lancei-lhe um sorriso e Caspian me ajudou a montar, ele subiu em Destro e trotamos para fora do Castelo. Atravessamos a vila que ficava envolta e acenamos para as pessoas. Crianças brincavam, comerciantes trabalhavam e mulheres limpavam as varandas. Mas algo me chamou a atenção. Não vi nenhum narniano típico no vilarejo, a não ser alguns guardas reais, mas mesmo assim, a maioria era telmarina.

Quando percebi, já estávamos entrando no bosque encantado de que Caspian me falou. Uma leve canção vinha das árvores a nossa volta e folhas dançavam e tormavam forma.

- São Dríades! — respondeu Caspian a minha pergunta silênciosa.

Mandei um sorriso para ela e continuamos o nosso caminho para mais fundo na floresta.

Notas finais

comentem por favor!!!

abrigada por lerem!!!