Ad Rex
1 Ad Rex
Rex
É dever dos mais experientes, lecionar às futuras gerações sobre ordem, valores, ética e a importância das leis.
Porém mais do que isso, nós estamos aqui para repreender.
A juventude parece ter um péssimo hábito de se perder, divagar, desandar. Em alguns casos, um espancamento é necessário.
“Kyoraku! É a décima vez nesta semana que entro na sala de aula e você está bebendo! – gritou o professor daquela turma.
“Oi, Sensei!” – um jovem Kyoraku Shunsui bebia fervorosamente de uma garrafa de saquê, situada em uma das carteiras – “Estava aqui esquentando para a aula”.
“Idiota!!” – o estrondoso grito do comandante professor ecoou pela sala, fazendo com que todos os alunos tomassem seus postos, e Shunsui escondesse seu delicioso líquido.
“Pelo rei, Juushirou...Se está passando mal, vá à enfermaria!” – os infinitos ataques de tosse de Ukitake sempre atrapalhavam a aula do Comandante.
“Se é para morrer, pelo menos me deixe dissecá-lo depois.” – observou Mayuri que estava próximo do pálido doente.
“Calado Kurotsuchi! Ninguém abre ninguém aqui dentro. Prestem atenção.” – Berrou o comandante.
“Velho estraga prazeres. Vou dissecar você.” – resmungou baixo o jovem cientista.
No momento que o Comandante se coloca frente ao quadro negro para iniciar um tópico, uma figura abre a porta da sala.
“Desculpe o atraso! Yoruichi-sama precisava de mim!” – Soi Fon, esbaforida parecia exausta.
“Hehe...Não precisa falar para todo mundo sobre as brincadeirinhas de vocês duas, Capitã Sui-Feng” – sorriso sacana, Gin deixava evidente o que surgira na imaginação de todos.
“Ichimaru! Calado! Sui-Feng, do que me adianta você ser aprendiz da Deusa do Relâmpago, se nunca chega pontualmente às aulas?” – aquele estava sendo mais um exaustivo dia de aula para o Comandante.
A capitã atrasada assentou-se, enrubescida. Se era pelo sermão, ou outro motivo...Não se sabe.
“Começando então. Os princípios das formações...” – finalmente iniciava sua aula, Yamamoto.
“Comandante, sua explicação é equivocada.” – interrompeu após alguns minutos, Aizen Sousuke.
“Quem você pensa que é para me questionar, pseudo-intelectual?” – mais uma vez o líder do Gotei se irritando.
“Cansei dessa aula inútil, se não posso lutar com ninguém, vou embora.” – Zaraki se ergue e pula pela janela.
“Bye Bye...” – Gin também deixa a sala.
“Já basta! O próximo que deixar esta sala, questionar minha aula ou sequer tossir sofrerá com a cólera da minha Ryūjin Jakka” – o tom do comandante além de incisivo, não carregava em si brincadeira.
Depois disso, Yamamoto consegue finalizar sua aula. Parecia realizado, com sensação de dever cumprido. Pelo menos naquela data.
Enquanto apagava o conteúdo do quadro negro, uma conhecida figura aparece à porta da sala.
“Comandante, há quanto tempo está dando aula sem interrupções?” – questiona simpaticamente Unohana Retsu.
“Algumas horas. Essas crianças precisam de uma disciplina séria, o medo ensina.” – orgulhoso de si o Comandante declamou.
Unohana aponta para as carteiras e cadeiras da turma. Não havia mais ninguém lá.
“A turma está no pátio externo faz mais de uma hora, Comandante.” – informou Unohana rindo.
“Mas como?! Estavam todos aqui?! Imbecis!” – gritou brutalmente Yamamoto.
“Comandante...O senhor realmente precisa tomar mais cuidado quando Sousuke-kun estiver em sua turma!” – aquele sorriso empático trazia paz naquele momento de ira.
O antigo Shinigami senta-se em sua cadeira, retira de uma das gavetas uma pequena garrafa de saquê.
“Capitã Unohana. Esses garotos precisam de educação, disciplina, preciso moldá-los para o futuro. Mas algumas vezes...Só bebendo mesmo...” – riu-se o velho em um de seus raros momentos de descontração aberta.
Devemos sempre defender o Rei.
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