Eu sou tudo, mesmo dentre o nada.

Eu antecedi o caos, e estarei muito após seu retorno.

Dentre tempo, espaço e leis sou a corrente perpétua, tais potências são impotentes perante mim.

Meu sentir, provar, enxergar, ouvir, transcendem atemporalmente.

Mediante observação, o milagre da vida é perceptível em um teatro rumando desenfreadamente, com os receptáculos indiferentes ao fluxo.

Pelo todo que ruma ao nada ciclicamente, quase como uma simbiose caprichosa permito limitadamente uma ínfima concepção.

Através de tal, o teatro ganha, mas a imperfeição conceitual limita.

O aspecto combativo inato, o sobrepor com máscara da utópica justiça, o mal pelo idealizado bem.

Esta foi a linha selecionada pelo inconsciente coletivo destes seres, o que antevi.

Do material, vida secundária da sorte mais conceitualmente conectada a mim foi concebida. E a guerra, perversão, a mutação, os planos, os meios para fins nebulosos advieram.

Alguns despertam, outros reutilizam, existem os que indiferem. Não há adoração, e pelo nulo ou o haver, independo.

Ao fim, bem e mal relativo somarão-se, dividirão-se, serão subtraídos e nulificados. E apenas Reishi restará, pois eu a sou, cortina e palco, a não ruína dentre o oblívio.

Eu sou o tudo, mesmo dentre o nada.

Sobre a origem ou o fim do eu, não há sentença. Eu sempre estive, e nada me fará não estar.

Notas finais
Apêndice:

Escrevi esta One-Shot em poucos minutos, as palavras simplesmente vieram de forma imediata.

O que neste caso era necessário, pois há de se expressar todo os subjetivismo e confusão projetados em um mónologo de uma entidade abstrata. Ou seja, tudo que foi escrito foi intencionalmente projetado desta forma.

Enfim, um escrito, sobre Crença, História, Existencialismo e Fé.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!