Across The Universe
3 Liberdade.
Notas iniciais
Eu não sabia se chorava ou se perguntava o que estava havendo. Até que ele por um intuinto próprio resolveu me dizer.
–Pronta ?
–Eu não quero comida nem bebida hoje.
–E eu te ofereci comida e bebida ?
–Não quero fazer nada com você.
–Ele te tirou daqui. Não tem mais brincadeirinhas com você. Pega sua roupinha imunda aí no canto e vamos andando.
–Ele m... me tirou daqui ?
–Sim! Agora vamos logo, ou quer morrer aqui ?
–Eu ia morrer aqui, esqueceu ? Isto foi o que VOCÊ me disse, né ?
–Cala a boca, vadia imunda. Vai emobra logo daqui!
–Agora eu sou apenas uma 'vadia imunda', não é ? A 24 horas atrás eu era algo bem melhor para você. Mas não estou aqui para FALAÇÃO. Vou embora para sempre, nunca mais vou precisar voltar aqui e ver você.
E ele bateu em meu rosto. Eu gritei, três policiais chegaram muito rápido, pareciam bravos e ao mesmo tempo assustados. Vindo a seguir por Robby, com um sorriso sádico em sua face. Agora começava o meu plano. Um plano aonde eu iria sair dali e não precisaria ficar ao lado de Robby outra vez.
Ainda na solitária, estendi meus braços em direção a Robby. O qual não parecia estar acreditando em nada do que estava vendo. Ele se jogou em cima de mim e me deu um abraço tão apertado, mas tão nojento que quase perdi o foco do meu plano, querendo-o xingar. Mas consegui me conter e olhei no fundo de seus olhos e o fiz acreditar em minhas razas palavras.
–Eu estou feliz por estar indo embora daqui. Você é um herói.
(Um herói repugnante, ao qual eu tinha um incrível nojo.)
–Você está dizendo isso mesmo ? Está certa do que está falando ?
–Sim Robby, completamente. Vamos, me tire daqui. Salve um pouco de esperança que ainda resta na vida dessa garota.
Ele segurou minha mão direita. Eu queria e precisava vomitar. Mas não podia. Apenas segurei a mão dele e retribui o olhar que ele jogou.
Ele assinou alguns papeis. Eu estava livre ! Saimos da prisão. Um sol ardente estava reinando. Eu não poderia estar mais feliz. Robby me levou até o carro, mas eu nem estava vendo nada do que estava acontecendo.
Estava tão feliz, que cheguei a me desfocar por segundos do meu plano. Ouvia assobios de pássaros, sentia o vento em meus cabelos, olhava o verde da natureza. Tudo parecia um conto de fadas! Mas, como todo conto de fadas tem um lado sombrio e tenebroso, eu voltei a realidade. E o lado sombrio e tenebroso da minha história estava literalmente em meu lado esquerdo. Olhando para frente e para mim, para frente e para mim. Quase batendo o carro.
–Então Robby, está me levando para minha nova casa ?
–Sim meu amor. Sua nova casa.
–Por que não paramos para comer algo ? Estou quase desmaiando de fome.
–Tudo bem. Você é quem manda.
Não demorou 5 minutos e Robby havia caido como um patinho. Parou o carro em uma loja de cupcakes. Ele ainda se lembrava que eu amava aqueles bolinhos. Principalmente caseiros. 4 anos sem comer um daqueles. Estava muito feliz. Por mais que meu plano não desse certo. Sentei-me em uma cadeira perto da janela. Enquanto Robby, foi pedir alguns cupcakes. Eu precisava comer para conseguir correr. Da última vez não deu muito certo porque estava muito fraca. Agora seria diferente, eu comi antes de ir embora da prisão.
Isso era ridículo, mas era a minha realidade no momento. Ele chegou com 2 cupcakes em mãos.
–Escolhe uma mão!
–Hmmm, a esquerda ?
Sorriu e me entregou ambos cupcakes de ambas as mãos.
–Você merece os dois.
–Só os dois ? Não mereço mais nenhunzinho ?
Ele se levantou depressa e foi até o atendente. Era agora. O inicio de tudo, de uma vida nova. Ele voltou e me entregou o cupcake
.-Robby, posso ir ao banheiro ?
–Claro minha linda. Não precisa de permissão para isso. Vai lá.
Ridículo ! Me levantei e fui em direção ao banheiro. Esses anos na cadeia me serviram de alguma coisa. Agora eu sabia manusiar muito bem canivetes e outros instrumentos. Entrei no banheiro e realmente tinha a janela que eu precisava. Eu tinha um canivete que havia arrumado com uma amiga ao sair do presídio. Coloquei meu capuz e pulei a janela. Corri, corri como nunca tinha corrido antes. Foi muito bom, muita adrenalina. Corri muito. Não queria, não podia parar. E continuei correndo. Pulei em um pequeno lago que tinha no caminho. Nadei como nunca.
Cheguei do outro lado da cidade. Infelizmente não sabia aonde era a 'minha nova casa', mas creio que não seria em um lugar tão afastado como aquele. Porque se Robby sonhasse em saber meu paradeiro, estaria tudo perdido. Entrei em uma farmácia. Não sabia o que estava fazendo lá.
–Boa tarde senhorita. Posso ajudá-la ?
–Pode. Você tem um telefone ?
Eu não sabia porque pedi aquilo. Eu não tinha ninguém para ligar. Mas mesmo assim insisti.
–Pode me acompanhar ?
Entrei em uma cabine, lá estava um telefone. Comecei a digitar um número qualquer.
–Alô ?
–Oi, quem fala ?
–Ricardinho, quem é ?
–Demetria, ex presidiária precisando de um apoio, eu...
Antes que pudesse terminar a frase, 'Ricardinho' desligou. Tudo bem, eu não podeira começar dizendo o que eu era. Não podia chegar e dizer que era ex presidiária. Mas estava nervosa demais para pensar em algo melhor para falar, tinha corrido e nadado tanto. Nem sabia aonde estava.
Disquei de novo. Uma mulher muito amável atendeu.
–Olá !
–Oi... Sabe qual é o número que falo em alguma agência para saber o número de uma determinada pessoa ?
–680 minha senhora. Lá você diz o nome da pessoa e eles falam o número. Uma espécie de 'páginas amarelas' falante.
–HAHA, muito obrigada moça.
Desliguei e disquei rapidamente '680'.
–Disque e saiba, boa noite, com quem eu falo ?
Aquela mulher parecia um robô atendendo o telefone. Mas prossegui:
–Boa noite... É... Demetria.
–Boa Noite senhora Demetria, como possa ajudá-la ?
–Eu queria saber o telefone de uma pessoa.
–Nome ?
–Selena Marie Gomez.
Notas finais
Eu vou postar 2 capítulos no sábado e 2 no domingo, para recompensar os dias da semana. Acho que vou postar de dois em dois dias, nos dias úteis.
~Ainda não sei aonde vai dar~
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