Across Realms
13 Capítulo 12 – Falling apart
Notas iniciais
Regina acordou no começo da tarde e não encontrou Emma ao seu lado na cama. Soltou um suspiro frustrado. Tá certo que já havia admitido amar Emma, mas ainda assim, aquela necessidade que tinha da loira ainda a assustava. Como podia depender tanto de uma pessoa? Era quase surreal.
E ela sabia que precisava contar a verdade para Emma, sobre ter atrasado a chegada deles ao casamento. Não queria que a loira descobrisse de outra maneira, isso poderia ser catastrófico. Era óbvio que Emma perderia a confiança em Regina, caso isso acontecesse. E ela tinha certeza de que, se sentasse e conversasse calmamente com Emma, a loira entenderia seus motivos.
Regina levantou e procurou por um vestido que não fosse aquele rosa ridículo que Snow havia lhe conjurado mais cedo. Encontrou um azul claro, parecido com o que Zelena havia lhe dado na festa de casamento com Robin, e o vestiu. A morena se encontrou desejando pelas roupas confortáveis que usava antes, as mesmas que Snow usara uma vez.
“Droga, você não pode estar querendo usar aquelas roupas ridículas, Regina... Você não vai se transformar na Snow” disse para si mesma, determinada, enquanto se vestia.
A morena saiu do quarto e foi direto procurar por Emma.
“Granny!” chamou pela senhorinha, que havia encontrado no corredor do castelo. “Você viu a Emma por aí? Preciso falar com ela.”
A senhora a olhou de cima a baixo e sorriu. “Azul caí muito bem em você, Regina” elogiou, com um sorriso sincero no rosto. “E sim, Emma está na cozinha, provavelmente acabando com toda minha comida. Dê um jeito na sua namorada” falou em tom divertido, piscando para a morena antes de se distanciar novamente.
Regina sentiu seu rosto corar à menção da palavra ‘namorada’. Emma a havia pedido em namoro de manhã cedo, antes disso nada estava confirmado, mesmo com o beijo de amor verdadeiro das duas. Será que a loira já estava espalhando por aí sobre o relacionamento delas? Bem, ela não podia deixar de sorrir com isso. Era bom poder chamar Emma de namorada, e era bom saber que todos estavam aceitando aquilo tão bem e de forma tão natural.
Parou com seus devaneios e seguiu na direção da cozinha. A medida que se aproximava, sentiu sua respiração pesar mais e a coragem se esvair do seu corpo. A velocidade dos passos foi diminuindo, até que parou na metade do corredor. As mão suavam e as dúvidas começavam a lhe atormentar.
“Regina! Finalmente te achei” ouviu a voz irritante de Snow e, pela primeira vez, se sentiu aliviada ao ouvi-la. Virou-se com um sorriso trêmulo nos lábios. “Você está bem, Regina!? Parece pálida...” avaliou, se aproximando da ex madrasta.
“Eu estou bem...” disse, sem muito convicção. “Droga, estou bem, Snow” completou irritada, afastando a mão de Snow que ia de encontro à sua testa, para ver se estava com febre. “Quer parar de tentar me tratar como uma criança?” resmungou, dando um passo para trás. “O que você quer afinal?”
“Eu preciso da sua ajuda” assumiu, um pouco constrangida e recebeu um arquear de sobrancelhas. “Eu não consigo controlar meus impulsos” desviou o olhar, mexendo as mãos nervosamente.
“Impulsos?” a olhou sem entender por um momento. “Ah, você quer dizer a escuridão?”
“Quando você coloca dessa forma parece algo tão ruim...”
“E é ruim, Snow. Hoje de manhã você estava querendo arrancar corações.”
“Eu quase esmaguei o coração do David” confessou tão rapidamente que Regina quase não entendeu suas palavras.
“Você...” Regina começou a rir e recebeu um olhar desaprovador de Snow. “Desculpe... É que...” ela tentava controlar as gargalhadas, mas era cada vez mais difícil com a expressão que a ex enteada fazia.
“Isso não tem graça, Regina. Ele poderia ter morrido...”
“Okay, parei” respirou fundo. “Mas é divertido ver o casal perfeito com esse tipo de conflito... Mas enfim, como isso foi acontecer?” perguntou, realmente interessada.
“Foi... Nós estávamos... Bem...” Snow estava, claramente, envergonhada. Seu rosto já estava vermelho e as mãos faziam movimentos descompassados.
“Desembucha logo, Snow!” a morena começava a perder a paciência.
“Sadomasoquismo” falou de repente.
Regina engasgou com a saliva antes de olhar em choque para a mulher. “O que diabos isso tem a ver?”
“Sadomasoquismo... Dor... Prazer... Arrancar corações... Sexo...” falava as palavras pausadamente, tentando fazer Regina entender sem ter que explicar em detalhes.
Ao perceber o que Snow estava tentando dizer, Regina fez uma careta de desgosto. “Ugh, sem detalhes da sua vida sexual, Snow. Por favor” balançou a cabeça, tentando expulsar as imagens perturbadoras que começavam a se formar.
“David pediu que eu arrancasse o coração dele, porque achava sexy quando eu estava segurando o coração de alguém nas mãos...” continuou a explicar, sem se importar com as reações de Regina.
“Vocês são doentes” revirou os olhos.
“Eu não deveria sentir prazer em fazer isso, ainda mais com o coração do meu marido. Eu nunca me perdoaria se tivesse o matado” completou, com uma tonalidade mais triste.
Regina soltou um suspiro. Ver Snow se lamentando daquela forma a irritava, mas ao mesmo tempo tinha uma necessidade enorme de confortá-la. Maldita realidade. Maldito Autor.
“Nós vamos voltar logo para Storybrooke, Snow” se aproximou e colocou a mão sobre o ombro da mulher. “E enquanto não voltamos, eu prometo te ajudar a controlar esses impulsos, tá bom!? Você não vai matar seu marido durante o sexo” disse, em um tom divertido.
“Obrigada, Regina” a morena se jogou em seus braços e a abraçou com força, deixando Regina com sensações contraditórias. Ao mesmo tempo que se sentia desconfortável com aquilo, queria abraçar a ex enteada de volta.
“Okay, chega!” se afastou do abraço. Aquela realidade estava confundindo sua cabeça. “Vou procurar Emma para conversar com ela e depois treinamos seus impulsos, certo!?”
“Certo” assentiu alegre antes de se afastar de Regina novamente.
A morena soltou um suspiro e virou-se para a grande porta da cozinha. Respirou fundo, tomando coragem. Havia adiado a conversa com Emma por tempo demais e agora não tinha mais escapatória.
Voltou a caminhar pelo corredor até alcançar a maçaneta e abrir a porta. Olhou ao redor e nenhum sinal da sua loira. Direcionou o olhar até uma grande mesa de madeira, onde o filho estava sentado, com vários bolinhos de chocolate na sua frente e a boca cheia.
“Mãe... Eu posso explicar” começou a falar, tentando engolir o que ainda tinha na boca. Henry sabia que Regina odiava quando ele comia fora do horário, ainda mais chocolate.
“Henry, meu bem...” ela mal havia se dado conta da situação do filho, queria apenas saber onde Emma estava. “Você viu sua mãe por aí?” olhou ao redor. “E você está comendo chocolate no meio da tarde?” o fitou com aquele olhar reprovador. Henry engoliu às pressas o resto do bolinho que comia e afastou o resto.
“Não!?” deu um sorriso amarelo na sua direção, igual ao de Emma quando era pega fazendo algo que não devia. “E sim... Emma estava aqui agora há pouco, mas ela saiu há alguns minutos, dizendo que ia fazer um tour pelo castelo” deu de ombros.
“Eu preciso contar a verdade para ela, Henry” a morena sentou-se de frente para o filho e o fitou, pedindo ajuda em silêncio.
“A senhora ainda não contou?” a olhou chocado.
“Eu queria ter contado hoje cedo, mas... Tivemos alguns contratempos” falou, sem querer dar detalhes, porque o filho não precisava saber o tipo de contratempo que tiveram.
“Emma já está espalhando por todo castelo que vocês estão oficialmente namorando... Não vá fazer burrada, mãe. Ela está completamente apaixonada.”
“E eu não sei!? Eu a amo também, Henry. Eu só fiz o que fiz porque não tinha ideia do que estava acontecendo... Se eu tivesse minha memória, nunca teria feito aquilo” comentou cabisbaixa.
“Eu sei...” falou de forma suave, segurando as mãos de Regina nas suas. “Me perdoe se fui rígido com a senhora, mãe. Eu não estava pensando direito quando te xinguei por ter feito aquilo. Eu sei que se fosse agora, você nunca teria feito isso... Eu só acho que ficar adiando a conversa com Emma não vai ajudar em nada. Eu tenho certeza que ela vai entender quando contar tudo com calma e explicar direitinho.”
Regina sentiu seus olhos umedecerem com as palavras do filho. Ele parecia tão maduro. Seu garotinho estava crescendo.
“Obrigada, Henry” Regina se levantou e depositou um beijo na testa do garoto. “Eu vou procurar por ela agora mesmo” disse determinada, saindo da cozinha em seguida.
~*~*~
Emma estava radiante naquela tarde. Mal podia acreditar que graças à toda aquela confusão com o Autor e a realidade alternativa, ela e Regina tiveram a chance de ficarem juntas. Não poderia estar mais feliz com aquela situação. Emma estava mais do que pronta para se deixar levar por aquele sentimento. Nunca havia amado alguém da forma como amava Regina, e aquilo lhe dava forças para continuar. Porque ela não queria perder o que elas tinham. Era mágico. Literalmente.
A loira estava sentada em um banco de pedra do enorme jardim do castelo. Esperava que Regina reagisse bem ao saber que ela andou espalhando por aí sobre o namoro delas. Soltou uma risada com esse pensamento, não podia evitar de sorrir toda vez que pensava na morena.
Estava tão absorta em seus pensamentos, que não notou a presença do homem ao seu lado.
“Podemos conversar!?” a voz saiu insegura e assustou Emma por estar tão perto de si.
“Hook!?” levantou-se. Estava confusa e ao mesmo tempo feliz em ver o pirata mais uma vez, ele havia sumido desde toda aquela confusão de mais cedo. “Onde você estava?” abraçou o homem, preocupada.
“Eu precisava colocar os pensamentos em ordem” sorriu fraco. “Você sabe...”
“Eu sinto muito” pôs a mão em seu ombro. “Eu não queria que fosse assim, mas... Eu a amo” confessou.
“Eu sei...” abaixou o olhar, incapaz de encarar a ex namorada. “Mas será que ela te ama tanto assim, também!?”
Emma o fitou confusa, com um arquear de sobrancelhas.
“Do que você está falando?” sua voz saiu falha. Emma não duvidava do amor de Regina, mas não era nada agradável ouvir esse tipo de comentário. “Regina me ama, nós quebramos essa maldição, ou sei lá que tipo de merda é essa, com um beijo de amor verdadeiro.”
“Eu estava lá! Eu vi, tá bom?” gritou, chateado. Ele amava Emma e ver que a perdera para Regina era doloroso. “Mas as vezes nem tudo é o que parece. Se ela te amasse tanto, não teria mentido para você, teria!?” as palavras escaparam. O Hook verdadeiro não faria aquilo, ele seguiria em frente, por mais doloroso que fosse. Mas parecia que ainda restava alguns dos impulsos do pirata covarde que fora criado pelo Autor, e eram aqueles impulsos que o guiavam agora.
“Mentido? Regina não mentiu para mim” Emma tentava entender o que o homem falava.
“Não!? Ah, então ela contou que atrasou a chegada de vocês no casamento por gosto?”
Emma abriu a boca para dizer algo, mas as palavras trancaram em sua garganta.
“Co-como assim?” a voz saiu falha. “Por que Regina faria isso? Ela prometeu que nos ajudaria, quando ainda estava sem as memórias.”
“Você não vê!? Ela não queria voltar para Storybrooke. Seria muito mais confortável para ela e fácil de ter o seu amor nessa realidade, onde eu não sou seu namorado-”
“Mas nós estamos bem agora, todos tem suas memórias de volta e todos aceitaram nosso relacionamento” interrompeu o pirata. Emma não falava para Hook, tentava explicar a situação em voz alta para si mesma, tentando achar alguma razão para tudo aquilo. “Por que ela faria isso? Por que não me contaria depois de tudo?”
“Porque ela é egoísta, Emma” Hook se aproximou, segurando as mãos da loira nas suas. “Regina sempre foi assim. Ela iria guardar esse segredo por quanto tempo conseguisse. Pode parecer pouca coisa, já que no final tudo deu certo... Mas você acha que pode confiar em uma pessoa que esconde um fato importante de você? Quantas outras mentiras ela já não te contou? E quantas outras ela vai contar no futuro?”
“CHEGA!” Emma se afastou, já estava perdendo a paciência com toda aquela falação do pirata. “Eu não quero saber, Hook! Saí da minha frente” apontou para o lado oposto. “AGORA!” voltou a gritar, quando viu que o pirata não se mexia.
“Eu só espero que você veja onde se meteu antes que se machuque mais, Emma” disse por fim, antes de se afastar e deixar a loira sozinha com seus pensamentos.
Emma mal teve tempo de filtrar toda aquela informação que Hook havia despejado em cima de si, quando ouviu aquela voz que tanto amava, mas que pertencia à pessoa que ela menos queria ver no momento. “Emma! Finalmente encontrei você, meu amor” Regina a chamou de longe.
“Quando você ia me contar?” sussurrou, sem se virar para a morena.
“Emma!? Do que você está falando?” aproximou-se, colocando a mão sobre o ombro da loira, mas logo foi afastada com um empurrão forte.
“Não se faça de desentendida, Regina” finalmente se virou para a namorada. “Eu já sei de tudo!”
E então, Regina percebeu do que ela estava falando. Não fazia a mínima ideia de como Emma tinha descoberto, mas precisava acalma-la para poder explicar tudo. “Emma, por favor, me escuta. Eu ia te contar tudo, nós-”
“Mesmo, Regina!? Pois eu não vi você se esforçando nenhum pouco para isso.”
“Se você me deixasse-”
“Seu plano desde o início foi nos manter aqui, não foi!?” jogou as mãos para o alto, dando a volta em seu próprio corpo. Emma não estava pensando claramente, havia sido tudo muito de repente. “Será que você realmente estava sem memória?” apontou, acusatória.
“Agora você foi longe demais, Emma Swan” Regina sentiu seu sangue ferver. Tudo bem Emma estar chateada com ela por não ter contado de imediato o que havia feito, agora, acusa-la daquela forma já era demais. “Se eu fiz o que fiz foi porque não tinha consciência das consequências que isso traria. Você realmente acha que eu prefiro estar aqui do que em Storybrooke?”
“Eu não sei, Regina. Me diga você...” semicerrou os olhos na direção da morena. “Talvez você ganharia alguma coisa estando aqui, eu não sei-”
“Você não consegue ver que estou falando a verdade? Use seu maldito superpoder, Emma. Olha bem pra mim” se aproximou. Regina estava disposta a passar por cima daquela acusação ridícula. Sabia que Emma provavelmente estava com a cabeça quente e tudo que ela precisava fazer era manter a calma. “Eu te amo tanto, Emma. Eu ia te contar tudo, eu juro. A última coisa que eu queria nesse mundo era machucar você” passou a mão pelo rosto da loira, limpando a lágrima que havia escapado. “Eu te amo” sussurrou, próximo de seus lábios.
“Eu... Eu não posso” segurou os pulsos de Regina, a afastando delicadamente. “Eu sinto muito. Eu não consigo... Pensar agora... Eu preciso de um tempo.”
“Emma...” Regina não estava acreditando naquilo. Era infantilidade demais, até mesmo para Emma. Como ela podia fazer aquilo? Duvidar dela, não entender seus motivos... “Quer saber!? Que se foda!” Regina deu alguns passos para trás. “Nós não vamos dar um tempo, Emma. Porque eu estou terminando esse relacionamento. E estou pouco me importando com aquele maldito beijo de amor verdadeiro. Se você não pode confiar em mim, você não me ama de verdade” despejou tudo de uma vez, segurando as próprias lágrimas e dando as costas para a loira.
Emma ficou sem reação. Não esperava por aquela atitude. Mas nada fez para impedir Regina, apenas a observou se afastar, ainda em choque com tudo o que havia acontecido.
~*~*~
Zelena beijou de leve os lábios de Robin, ajeitando-se ao seu lado na cama.
“Vamos fugir?” a ruiva perguntou, de repente.
“Fugir? Para onde?” a olhou, confuso.
“Para qualquer lugar” deu de ombros. “Vamos esquecer toda essa história de vingança. Vamos fugir para onde seja só nós dois e Roland, e nosso filho... Ou filha” sorriu, pegando a mão do marido e colocando sobre seu ventre.
“Zelena... Eu não posso... O que Regina fez-”
A ruiva o interrompeu, colocando o dedo delicadamente sobre seus lábios. “O que Regina fez está no passado. Por favor, Robin. Faça isso por mim, por esse bebê que vai nascer... Que futuro ele vai ter se levarmos isso em frente?”
O homem pareceu indeciso, confuso. Robin pensou por longos minutos, que só deixavam Zelena ainda mais agoniada.
“Tudo bem, meu amor” ele sorriu e beijou seus lábios. “Vamos fugir.”
“Ótimo!” exclamou alegre. “Vou sair para comprar alguns ingredientes mágicos e depois podemos buscar Roland e vamos abrir um portal para irmos para qualquer Reino que você quiser.”
“Acho melhor você ficar em casa, Zel” disse, preocupado e recebeu um olhar confuso da esposa. “Com as memórias de todos de volta, eles vão se lembrar de você. Quero que fique segura, não me perdoaria se algo acontecesse com você ou com nosso filho” lhe ofereceu um sorriso acolhedor.
“Você tem razão” suspirou frustrada. “Vou fazer uma lista do que precisa comprar.”
A ruiva se levantou e anotou em um pedaço de papel tudo o que precisaria. Robin terminou de se vestir e caminhou até o lado da esposa, que lhe entregou a lista de ingredientes.
“Ao lado, coloquei as instruções de como manusear. Tem produtos altamente perigosos e que podem ser letais” avisou, com preocupação evidente em sua voz. “Seja cuidadoso.”
“Eu serei” beijou sua testa e deixou o quarto dos dois.
Robin saiu da pequena casa em que estavam morando e seguiu rumo ao centro da cidade. Olhou para trás e percebeu que já estava a uma boa distância. Soltou um suspiro e tirou a pequena lista do bolso. Observou os itens descritos e sorriu, antes de rasgar o papel em pequenos pedaços e jogar no chão.
“Não vamos precisar de nada disso para o que eu tenho em mente” sussurrou para si mesmo, sorrindo em seguida. “Apenas meu arco e flecha...”
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