Acorrentados

1 Juliet Winter


Notas iniciais
Hey peaple, como vocês estão?Essa é uma fanfic que está na gaveta já faz algum tempo, tipo.. um pouco mais de um ano! XD Então Ray e a Jessy, resolvemos tirar da gaveta e colocar no forno! o/ Agora sobre o capítulo... o capítulo 1 e o 2 serão postados juntos, porque cada capítulo é o mesmo dia, porém contando a vida de cada uma até elas se encontrarem. No capitulo 3, já fica normal. É isso ai. Vejo vocês no final do capítulo!

— Com licença! Estou atrasada, com licença!

Todos abriam caminho no corredor para a garota passar, ela carregava uma montanha de materiais, algo natural para uma universitária. O professor havia acabado de entrar no laboratório quando a garota tentou aproveitar a porta semiaberta para entrar, faltavam apenas alguns passos para conseguir, mas acidentalmente deixou cair uma pasta cheia de papéis no chão e escorregou na mesma jogando tudo que carregava para cima.

— Acho que Juliet chegou... – comentou uma aluna, se divertindo com a situação da colega de sala.

— Sim, pelo menos hoje ela não quebrou a porta ou a mesa do professor... – respondeu outra, vendo que ela entrava sem graça após recolher seus pertences.

— Bom dia senhorita Winter, ainda está inteira? – o professor sorriu de lado, ajudando-a a colocar tudo sobre a mesa onde ela faria as atividades naquela aula.

— Sim, me desculpe...

Inevitavelmente a sala inteira caiu na risada, Juliet respirava fundo tentando esconder seu rosto que estava tão vermelho quanto o próprio cabelo. Estava tão envergonhada que pensou em levantar da cadeira e sair para cabular a aula, entretanto se fosse fazer isso toda vez que caia ou quebrava algo, nunca iria participar das atividades tamanha era a sua falta de destreza. Então tratou de se recompor e voltou a prestar a atenção no que o professor dizia.

A aula havia sido bem produtiva e mesmo tentando não chamar mais atenção, a jovem ruiva se destacava com suas habilidades culinárias. Todos os professores insistiam em repetir e ressaltar a importância da família Winter no ramo culinário, sendo os mais solicitados pela realeza e que eram evidência no mundo inteiro. Mas toda essa fama criava uma barreira invisível entre ela e os outros alunos que inconscientemente se afastaram, sem ao menos tentar conhecê-la melhor.

Durante o intervalo, Juliet garantia o seu lugar no jardim da universidade para pintar. Este era um dos modos que ela havia encontrado para esquecer as responsabilidades que a sua família ou a sociedade lhe cobrava. Mesmo solitária, ela conseguia se divertir enquanto pintava, fazendo lindos quadros de paisagem ou das pessoas que caminhavam por lá. Perdida em seu mundo de cores, a ruiva mal percebeu que o celular tocava persistente, quando se deu conta de que era o aparelho chamando, jogou os pincéis no banco e atendeu toda afobada.

— Alô? Oi, pois não? – encostou o celular perto do rosto com cautela, tentando não pintar a cara com a tinta verde que estava nas mãos.

Juliet! Isto lá é modo de atender o telefone?!— a voz feminina e irritada do outro lado da linha a assustou, logo cedo sua mãe já estava irritada.

— Ah mamãe, bom dia. Desculpa, está tudo bem? – respondeu abrindo um sorriso, falando de forma calma e alegre.

Hm, bom dia... Não, não está nada bem! Sua irmã se machucou durante o jantar de ontem e preciso que você vá substituí-la!

— Mas mamãe... O Franz não pode ir no meu lugar? Ele é tão bom quanto a Luiza, tenho certeza que dará tudo certo! – seu olhar ficou distante, visualizava o fracasso que seria se fosse substituir a irmã mais velha, afinal Luiza era a filha perfeita da família Winter.

Você vai substituí-la e não me faça repetir isto! O motorista vai te buscar após a aula e você irá para o castelo!

Antes de poder argumentar mais alguma coisa, sua mãe já havia desligado e ela caiu sentada no banco, boquiaberta e com os olhos arregalados.

— O que ela quis dizer com “ir para o castelo”...?

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Após as aulas a ruiva aguardava o motorista na entrada da universidade, assim como sua mãe havia dito. Aproveitou para tentar trocar algumas palavras com outros alunos, falando sobre coisas banais, os tópicos das provas, atividades extras e etc. Um dos rapazes que participava da conversa tirou de sua carteira um convite pomposo e extravagante de um concerto musical, falava sobre o evento e da principal atração: Harume K. Mizume. O grupo entrou no assunto da cantora de ópera e sobre as suas apresentações, da voz magnífica que a jovem tinha e da beleza da mesma. Juliet ficou um tanto incomodada, na opinião dela aquela era só mais uma metidinha da alta sociedade, que andava para lá e pra cá cheia de seguranças. Uma mimada que tinha tudo o que queria na vida, que não sabia a sensação de ser pressionada pela família, assim como ela era diariamente pela mãe.

O motorista chegou bem na hora em que o grupo escutaria as palavras da ruiva que já havia se aproximado mais para falar, sem poder se expressar devido à pressa e a timidez costumeira, ela se despediu e correu até o carro, jogando os materiais do curso no banco de trás e entrando em seguida. Quando começaram a andar, o motorista avisou que as coisas dela já estavam prontas dentro do porta-malas e que eles iriam diretamente para o Castelo Levaincois. Sem questionar, a ruiva apenas afirmou com a cabeça, observando pela janela as ruas movimentadas.

.*.*.*.*.

Quando eles chegaram ao castelo, um jovem alto e de cabelos negros veio recepcionar a chef de cozinha. O rapaz tinha uma expressão serena e gentilmente a ajudou com a pequena mala, seus olhos azuis eram extremamente bondosos deixando-a mais tranquila. Ele se apresentou sendo o mordomo da família real, Louis, que auxiliaria no jantar daquela noite. Juliet fez o mesmo e se apresentou, tentou ser discreta com a sua expressão de surpresa, afinal ela esperava um velho barrigudo como mordomo real.

— A senhorita Luiza administrava muito bem as refeições, mas como ocorreu um incidente, ela não poderá conduzir o jantar de hoje. – ele começou a falar de repente enquanto caminhavam até a cozinha, parecia querer quebrar o silêncio que havia formado entre os dois.

— Sim, lamentável. Espero que ela possa retornar assim que possível, ela é a mais recomendada para este serviço. – sorriu ao terminar o comentário, afinal sua irmã havia sido solicitada pessoalmente pelo rei. Juli estava lá apenas para “tapar o buraco”, e isto de certa forma lhe magoava.

— Mas acredito que a senhorita seja capaz de executar um jantar tão maravilhoso quanto a sua irmã... Afinal, ela sempre fala muito bem de você.

— Hã...! – Juliet ergueu as sobrancelhas e voltou o olhar para o rapaz que sorria diretamente a ela, sentiu o rosto corar instantaneamente, desviando a atenção para qualquer outro canto que não fosse aquele homem tão bondoso que a acompanhava.

— Chegamos.

Ele parou diante a uma porta branca e lentamente a abriu, uma cozinha espaçosa surgiu diante de Juliet e ela prendeu a respiração diante o que acabava de ver. Aquele lugar era no mínimo três vezes maior do que a cozinha de sua mansão, tudo o que ela poderia pensar existia naquele lugar. As paredes extremamente brancas, armários de inox embutidos nas paredes e balcões com seis ou mais gavetas, mesas para o manuseio dos alimentos e uma exclusiva para a montagem dos pratos. Elegância e higiene em um cômodo inexplicável para uma pessoa que entendia o mínimo sobre culinária, o paraíso dos cozinheiros: a cozinha oficial do castelo.

Enquanto ela se maravilhava e analisava cada canto com os olhos de uma criança, um dos ajudantes de cozinha se aproximou deles.

— Louis, nós estamos com grandes problemas! Duas pessoas da nossa equipe faltaram e não temos mais tempo para substituí-los! – o desespero era visível nos olhos daquele homem, ele segurava os ombros de Louis com força. – O que faremos? Não podemos contar com a senhorita Luiza e com o quadro incompleto... O jantar será um fracasso!

— Acalme-se. – pediu gentilmente o mordomo.

— Com licença, eu sou a... Substituta. – a palavra saiu amarga dos lábios da ruiva. – Sei que posso estar me equivocando, mas podemos dar conta de tudo se todos forem com calma.

— A senhorita Winter tem razão, não vamos jogar tudo para o alto e lamentar. Mostre a ela onde fica o vestiário e comecem os preparativos, voltarei assim que possível para verificar o andamento.

— Winter? – repetiu o outro, levantando uma sobrancelha avaliando a ruiva de cima a baixo. – Bom que seja! Eu deixo isso com você...

— Dará tudo certo, confie em mim! – ela afirmou, mesmo que um pouco insegura, faria de tudo para este jantar dar certo.

Com a mesma determinação que usou em suas palavras, Juliet se preparou e colocou seu uniforme, era um conjunto de calça e jaleco justo, branco, com uma faixa vermelha na cintura e na gola alta, bonito e discreto, assim como ela deseja ser.

Adentrou a cozinha novamente e se apresentou para a equipe, todos ficaram mais animados quando souberam que ela era irmã da chef anterior, colocando mais fé no que ela dizia. Sem mais tempo a perder começaram com os preparativos dos alimentos, somente os melhores eram selecionados para a apresentação dos pratos e para a confecção deles. Enquanto alguns picavam e cozinhavam os legumes, outros separavam e organizavam os materiais que seriam usados. Para a surpresa de todos a ruiva colocou a mão na massa e ajudou no que fosse possível para adiantar os preparativos. Em pouco tempo ela conseguiu fazer todos trabalharem em harmonia e dentro do prazo estipulado por Louis, pois os convidados saíram do concerto musical e iriam direto para o banquete.

— Pessoal vou verificar como está as coisas na sala de jantar, já volto!

— Winter verifique as bebidas e o compartimento das taças, tem também a pista de frios e... – o auxiliar a encarou com seriedade, apesar do desempenho formidável que ela teve até então, não conseguia confiar totalmente na jovem. – Não, pode deixar que eu cuido disto.

— Fique e ajude os outros. Eu dou conta, senhor!

— Não, você é apenas uma criança. Tenho certeza que é a primeira vez que trabalha em algo grande assim, eu mesmo faço isto. – ele a segurou pelo braço, forçando-a a voltar para a cozinha. A ruiva apenas parou, ficando nas pontas dos pés para encarar nos olhos do homem que era bem maior que ela.

— Eu sei que não sou a minha irmã, mas se não me derem a chance de mostrar o meu valor vocês nunca saberão se eu sou ou não capaz. Hoje eu sou a líder, se algo der errado à responsabilidade será somente minha! Não culparei ninguém!

Sem esperar por uma resposta, Juliet saiu da cozinha com o rosto vermelho, uma mistura de raiva e medo. Seus olhos lacrimejavam e sua respiração estava abalada, ela sabia que não tinha experiência, ninguém precisava jogar isto na sua cara. Tentava controlar as lágrimas que brotavam de seus olhos, mas não conseguia, pois sempre seria assim.

Chegou à sala de jantar e ela estava impecável, tudo em seus devidos lugares. As posições das mesas e da pista fria estavam perfeitas, as taças e os talheres brilhavam. Pelo menos ninguém poderia reclamar de que ela não havia tentado, de que havia fugido da responsabilidade. Receberia as críticas como uma profissional sejam elas boas ou ruins; aquele sem sombra de dúvidas seria o grande dia de sua vida.

Durante o seu retorno para a cozinha, encontrou o mordomo Louis lhe procurando entre os corredores. Ele perguntou se tudo havia dado certo e se poderia manter o cronograma da festa, sem gaguejar ela afirmou estar pronto os preparativos e que tudo poderia seguir como planejado. O moreno deu um sorriso orgulhoso, vendo que ela havia cumprido com a sua palavra e que o jantar estava a salvo. Antes de ele sair para cuidar de seus próprios compromissos, Juliet o chamou novamente.

— Senhor Louis, eu gostaria de fazer a apresentação dos pratos aos convidados... – seu olhar mal alcançava o do rapaz, sentia uma enorme vergonha lhe consumir. Essas palavras não deveriam ter saído assim, mas era o que ela desejava, mesmo que secretamente.

— Mas é claro! – ele riu descontraído, mostrando novamente sua gentileza. – Daqui uma hora libere o jantar e boa sorte senhorita.

— Obrigada, muito obrigada Louis!

Ela esperou ele virar o corredor e começou a saltitar, comemorando o grande passo que havia conseguido dar, suas pernas tremiam levemente e seu coração palpitava de emoção. Teria sua grande chance de mostrar sua própria criação, um prato especial que por muito tempo havia trabalhado e que hoje as pessoas mais importantes daquele lugar iriam experimentar. Pensando por este lado, Juliet começava a gostar do que estava fazendo, imaginar que há poucas horas estava na faculdade como um dia qualquer, desanimada e sem nenhuma motivação para continuar os estudos e que agora, neste instante, estava preparando um lindo e maravilhoso jantar... O dia estava começando a melhorar quase no momento em que ele terminava.

—--

Já estava tarde e os convidados aos poucos entravam no salão principal, dentre as pessoas de destaque estavam Harume e sua família de músicos. A própria família de Juliet, os Winters e outros que contribuíam para a alta sociedade.

Nos bastidores, Juliet se preparava colocando uma roupa mais apresentável, um modelo mais justo e completamente branco, tirando a outra toda suja e com marcas de molho de tomate. Preparou o cabelo em um coque baixo, do jeito que podia e uma maquiagem leve e discreta, seus olhos castanhos se destacavam com o azul claro da sombra e do rosa boca de seu batom.

Com tudo pronto e com o relógio anunciando à hora do jantar, todos seguiram para a grande festa. Os garçons elegantes serviam o melhor champanhe e vinho da região, os petiscos já haviam sido suspensos e a pista de frios reabastecida. O jantar iniciou na hora exata, sem atrasos ou empecilhos, deixando cada vez mais a jovem chef toda orgulhosa.

Ela se posicionou ao lado da entrada da sala de jantar e aguardava os convidados se dirigirem até lá. Observava cada detalhe daquela festa e nunca havia imaginado que o interior do castelo poderia ser tão bonito e onipotente, as cores em perfeita harmonia com o dourado e vermelho, pilares brancos cheios de ornamentos e estátuas que deveriam valer milhões. Mas dentre todas as coisas que havia ali, o que mais lhe impressionou foi um grupo de jovens rapazes conversando de forma discreta; apesar de serem extremamente lindos e isto não ser nada discreto; em um canto do salão. Pela postura e as roupas que eles usavam, ela poderia deduzir que estes seriam os príncipes dos reinos vizinhos.

Durante seu devaneio uma mulher alta e elegante parou ao seu lado, chamando a jovem de forma íntima. Juliet deu um pequeno pulo e sorriu, disfarçando a sua breve distração e concentrando-se novamente em seu trabalho, quando deu por si percebeu que a mulher era a sua irmã mais velha, assim relaxando um pouco.

— Bom trabalho Juli, eu verifiquei tudo agora mesmo, você montou uma belíssima mesa.

— Obrigada Luiza, fico feliz em ouvir isso de você. – suas bochechas ficaram rosadas.

— Continue assim, mamãe ficará orgulhosa. Aliás, ela pediu pessoalmente para que o rei permitisse que você comandasse o jantar. – Luiza deu uma piscadela sapeca e saiu, deixando a irmã ainda mais desconcertada.

O rei e a rainha seguiram para a sala de jantar e deram abertura ao banquete, com todos em suas mesas ficava mais fácil para Juliet apresentar os pratos e a atender aos pedidos dos convidados. Seu coração bateu acelerado quando o rei solicitou a sua presença e de cabeça erguida ela seguiu, recebendo um elogio curto e direto, mas muito apreciado, principalmente por ter sido feito por alguém tão importante.

A ruiva ficou um pouco retraída no começo, mas aos poucos se soltava e caminhava entre as mesas com um sorriso meigo no rosto. Era impossível esconder a sua felicidade, passou em quase todas as mesas e quando estava próxima das mesas dos príncipes ela parou e viu uma jovem conversando com alguns deles.

O vestido da moça era longo, liso e verde escuro. As joias complementavam sua beleza e seu sorriso encantador era tão radiante que todos pareciam olhar somente para ela, como uma estrela brilhando em meio à noite escura. O príncipe menor parecia aborrecido por algo, enquanto outro mais alto e loiro apenas conversava suavemente.

Eles pareciam tão distantes da sua realidade, aquela garota parecia tão feliz e livre. Juliet se aproximava vagarosamente, queria saber sobre o que eles falavam, o que seria tão divertido para eles e neste momento ouviu o nome da morena, da linda do vestido verde, das jóias caras, da maquiagem perfeita. Harume.

— A cantora...

Por algum motivo que ela não sabia suas pernas lhe levavam para longe dali, afastava-se ainda olhando para a garota. Não era inveja, nem ódio. Era uma antipatia sem explicação, na verdade era uma admiração oculta, pois via naquela garota a liberdade que sempre desejou.

Um dos garçons servia as mesas, procurava ser cortês e educado com todos. Enquanto caminhava para a próxima, sentiu alguém esbarrar em seu braço e quando se virou para ver quem seria a pessoa, tratava-se da ilustríssima chef substituta. Por um triz ele não derrubou a bandeja com a algumas taças de vinho aos convidados, respirando assim um pouco mais aliviado. Mas para a sua infelicidade, Juliet virou novamente para o seu rumo e fez a bandeja virar com tudo.

A cena pareceu estar em câmera lenta, as taças virando em cima da família real e a bandeja caindo no chão, fazendo a atenção de todos irem para aquela ação desastrosa dos dois. O rapaz apenas fechou os olhos e deixou as coisas acontecerem, balançando a cabeça negativamente. Quando alguns segundos se passaram e somente a música ambiente e as conversas paralelas permaneciam audíveis, ele abriu os olhos e viu a ruiva abraçando a bandeja, sem deixar as taças caírem, porém derramando sobre ela toda a bebida que era servida. Os lábios rosados se moveram em um pedido de socorro e ele a ajudou com os objetos, ambos olharam para os lados, verificando se ninguém havia visto a cena e disfarçadamente seguiram para os fundos.

— Desculpa! Você se machucou? E-eu me distrai, me perdoa! – ela olhava preocupada, desgrudando a roupa toda molhada de vinho e gesticulando para o rapaz, verificando se ele estava bem.

— Não me feri, mas e a senhorita? – seus olhos fitavam a nova cor que a roupa havia tomado. – Foi negligência minha, tomarei a responsabilidade e...

— Sem essa, relaxe! Tenho certeza que ninguém viu o que aconteceu e se o problema for à roupa, eu dou um jeito. – o tom tranquilo de sua voz fez o outro se acalmar, sorrindo para ela em alívio. – Volte para lá, vamos fingir que nada aconteceu!

Ela deu um tapinha no ombro do garçom e seguiu pro vestiário, procurando na mala qualquer coisa que substituísse a roupa branca de chefe, mas a única coisa que havia ali era seu outro uniforme sujo e a roupa que usou para ir a faculdade.

— Não acredito... O que eu faço?! – segurava a cabeça e falava em pânico. – Por quê?! Por que isto agora?!

Levantava e sentava na cadeira, toda a calma que transmitia no instante anterior foi jogada dentro da geladeira e trancada a sete chaves. Sem nenhuma ideia e sem tempo para buscar outra roupa em qualquer outro lugar, tentou limpar a blusa na pia do banheiro, aumentando a mancha e seu desespero. Sentou no cantinho do vestiário, se encolhendo e começou a chorar.

Notas finais
E ae pessoal, o que acharam? Sei que não tem muitos leitores ativos que gostem de Be My Princess...Mas se tiver alguém, ficaríamos felizes se vocês se manifestassem ... Bem é isso aí. Espero que tenham gostado :)Até a próxima ^_^v