Acorrentado A Você

2 Namida Itsuka Wa Kare


Notas iniciais
Boa Leitura^^

Namida Itsuka Wa Kare

Na nossa vida as oportunidades são muitas e nós devemos aproveitá-las, pois quando elas se vão não tem mais volta. Eu sou uma pessoa que teve uma grande oportunidade aos olhos dos outros seria uma coisa simples, mais para mim teria sido uma salvação. Vocês devem estar se perguntando que oportunidade foi essa, e quem sou eu certo?


Eu me chamo Matsumoto Takanori, ou como minha mãe me chama Taka-chan e tenho 17 anos. Eu sempre fui um garoto obediente, mais eu posso dizer que na escola eu não sou assim. Muitas vezes eu dormia na sala de aula* e os professores não gostavam de mim por esse motivo, e o de História é um desses. Meu primeiro e único amigo se chama Shiroyama Yuu ou como eu o chamo Aoi.


Nós estamos no terceiro ano do ensino médio, e ele é um dos garotos mais inteligentes da sala, enquanto eu sou o mais burrinho. Por ironia do destino nós somos amigos e o professor vive falando pro Aoi se afastar de mim porque ele pode pegar a minha burrice. É por isso que eu amo esse meu professor, notaram a ironia?


Então, quando bateu o santo horário de saída os alunos foram correndo para irem para suas casas,já eu preferia sair por ultimo, eu não gostava de me meter no meio da multidão, ainda mais que eu era pisoteado todas às vezes pelo meu “grande” tamanho. O meu amigo estava junto comigo e ele sabia de tudo da minha vida, ele sabia que eu amava minha mãe e detestava meu pai, ele sabia que aquele velho me espancava toda vez que chegava bêbado. E hoje era dia do coroa beber e por isso eu não queria estar em casa.


-Ei Ruki, o que se passa nessa cabecinha, hein? –ele me perguntou.


-Só em como eu vou fazer para me livrar do meu pai.


-Se você quiser pode dormir em casa. Até porque já esta tarde.


É nós estudamos a noite, e agora são exatamente 22h35min realmente esta tarde, mais eu não posso deixar minha mãe sozinha com aquele velho bêbado. Só Deus sabe do que aquele desgraçado é capaz de fazer.


-Obrigado mais... Eu não posso deixar minha okaa-san sozinha com ele. –falei rindo tentando disfarçar a minha tristeza.


-Tudo bem, mais qualquer coisa que você precisar só é me ligar ok?


-Eu ligo sim, se eu tiver um pesadelo eu ligo pra você. -falei rindo do bico que ele fez.


-Então vamos.


Andamos em direção a rua,só estávamos nós dois em uma rua deserta. Ele me ofereceu carona, mais eu disse que não precisava até porque minha casa ficava a cinco quarteirões do colégio, nos despedimos e segui meu caminho eu andava tranquilamente pela calçada,quando escutei alguém me chamar,eu virei e não tinha ninguém comecei a andar mais rápido quase correndo, mais do nada senti um forte puxão em meus cabelos. Debati-me de todos os jeitos mais a pessoa que me segurava era forte demais.


-Não tente nenhuma gracinha. –era um homem.


-Não me machuca, por favor, e-eu tenho di-dinheiro no meu bolso se você quiser pegue e...


-Cala a boca. –ele só disse isso e colocou um canivete no meu pescoço – Se gritar... Morre,me entendeu?


Concordei com a cabeça e ele me levou até um beco sujo que tinha ali perto, me jogou contra a parede me fazendo ficar de costas para si. Eu não entendia nada até o momento em que ele baixou minha calça e só aí é que eu me toquei do que ele queria... Ele ia me estuprar!


Comecei a me debater mais aí ele afundou o canivete no meu braço e eu soltei um grito, acabei tendo os meus cabelos puxados.


-Fica quietinho ou vai ser pior. -ele falou no meu ouvido.


E o que eu podia fazer? Encostei a cabeça no muro e esperei pelo pior.


Ele tirou minha calça junto a minha boxer, depois se afastou e pelo som que ouvi deduzi que estava tirando sua roupa. Depois de alguns segundos ele se aproximou de mim, e encostou seu peito nu a minhas costas, e eu já sabia o que viria, então mordi meus lábios e fechei os olhos com força, mais quando ia puxar o ar senti uma dor horrível, como se estivessem me partindo ao meio. Eu comecei a chorar implorando para aquele homem parar, mais ele ia cada vez mais rápido e eu já sentia sangue escorrer pelas minhas pernas. Aquilo durou bastante, deduzi isso, pois já estava sem forças nas minhas pernas, quem me segurava era ele. Depois senti uma coisa quente dentro de mim e depois disso o homem se afastou, se vestiu, e guardou o canivete. Ele se aproximou e disse no meu ouvido.


-Não se esqueça de mim o meu nome é... Reita.


Depois disso ele foi embora,e só aí eu pude me virar,comecei a catar minhas roupas e as vesti de qualquer jeito. Depois de me vestir sai correndo daquele lugar. Cheguei em casa e por incrível que pareça meu pai estava sóbrio. Entrei em casa mancando e ele não disse nada apenas me olhou de canto e voltou a assistir televisão,quando eu ia subir para meu quarto minha mãe apareceu na porta da cozinha,ela estava radiante com certeza pelo fato de meu pai estar sóbrio.


-Taka-chan o que aconteceu? Porque você esta mancando?


-Eu tropecei em uma pedra. – é podem me condenar, essa foi uma péssima mentira.


-Você quer comer alguma coisa?


-Não senhora eu vou dormir um pouco.


Fui para o meu quarto e me tranquei, tirei aquelas roupas imundas, e agradeci a Deus por a minha mãe não ter visto todo aquele sangue nas minhas pernas que já manchavam minha calça, fui para o banheiro e me lavei de todos os jeitos me esfreguei tanto que pequenos filetes de sangue saiam da minha pele, e só daquele jeito eu me sentia um pouco limpo. Enxuguei-me, me troquei e me deitei, mais aí ouvi o meu pai gritando com a minha mãe... É estava muito bom para ser verdade.


Me levantei e abri um pouco a porta para poder escutar sobre o que eles brigavam.


-Esse moleque só me da dor de cabeça! – ele gritava e eu escutava minha mãe chorando.


-Ele é nosso filho.


-Eu não considero aquele moleque como meu filho, e eu vou te dizer ou ele sai dessa casa ou eu saio! – e aí o choro da minha mãe ficou mais forte.

Eu desci as escadas e pude ver a hora em que aquele velho avançou sobre minha mãe ele começou a bater nela, eu acabei descendo com tudo esqueci até da minha dor e tirei o velho de cima dela. Ele me puxou pelo braço e me deu um chute na barriga e me jogou do outro lado da sala. Ele avançou na minha mãe de novo e começou a dar-lhe chutes. E vendo aquilo fez meu sangue ferver, eu reuni o pouco de força que eu tinha e tirei ele de cima dela de novo, e ele veio pra cima de mim, me deu socos, chutes e eu defendia meu rosto para eu não ficar marcado. Até que ele se cansou de me bater, subiu as escadas quebrou algumas coisas, pegou a roupa dele e desceu as escadas dizendo que nunca mais iria voltar. Depois disso eu comecei a ficar zonzo, senti alguma coisa quente escorrer na minha testa.


-Filho... Taka você esta sangrando! –ela correu até mim, depois disso eu senti tudo girar e depois mergulhei em total escuridão.


Continua...

Notas finais
Reviews onegai
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.