Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo, espero que gostem... (Acho que esse ficou um pouquinho maior :D )

Levantei-me do banco onde estava sentada e ao me dirigir para a porta, meu caminho foi bloqueado por um cara alto, que me sorria de lado:

–Onde pensa que vai, gatinha?

Nesse momento, eu percebi que estava com problemas.
Tentei parecer controlada. Olhei-o com desprezo e respondi, secamente:

– Vou pra fora daqui, mas não vou conseguir se você não parar de brincar de estátua e não sair da minha frente. Pare de bancar o idiota e saia daí logo.

Ele me fitou por um instante, sério, e no instante seguinte estava rindo da minha cara. Eu tinha certeza que eu estava parecendo trouxa bancando a valentona perto de um bruta-montes daquele. Eu não estava com medo, talvez estivesse com nojo, não sei. Mas eu só queria sair dali.

Ele estava tentando me agarrar, então tentei dar-lhe um tapa no rosto. Mas ele foi mais rápido, segurando minha mão.

– Vem cá, gata, chega de gracinha....- ele disse, colocando as mãos em minha cintura e me pressionando contra a porta. Cada vez que eu tentava me libertar, ele me segurava com mais força.
Percebi que ele era um dos caras daquela mesa que eu tinha visto antes. Os outros ali sentados se divertiam com a cena.

O cara ria, exalando seu hálito de cerveja no meu rosto. Quando vi que ele queria me beijar, ergui meu joelho com força e acertei-o "naquele lugar". Pelo jeito que ele praguejou, deve ter doído.

Se recompondo, ele fechou a cara, parecendo irritado.
Ergueu o punho e deu um soco na porta, bem ao lado do meu rosto. Eu também já estava perdendo a paciência e cuspi em seu rosto. Péssima ideia.

Agora ele queria simplesmente quebrar minha cara. Com os olhos "flamejando", o grandão segurou uma mecha do meu cabelo entre os dedos (com força, chegava a machucar) e rosnou:

– Olha aqui, vadia... --

– Ei, Brad, — o cara foi interrompido por alguém atrás dele — O que "cê" acha que tá fazendo?

Olhei por cima do ombro do grandalhão e notei que era aquele mesmo rapaz que eu havia visto antes.

– O que pareço estar fazendo, babaca? — o cara retrucou, se virando para encarar o "babaca", sem me soltar.

– Acho que eu sei, sim... Quer ajuda? Quer dizer..... — o garoto respondeu, pareceu pensar um pouco — Se você quiser, eu posso chamar minha irmã pra pintar suas unhas, não precisa obrigar essa garota... Quem sabe ela te dê umas dicas de moda também..

Os caras que assistiam aquilo deram risada, deixando o bruta-montes mais irritado ainda. Pelo jeito que as pessoas ali agiam, me pareceu ser comum esses dois brigarem ali.

O tal do Brad me soltou e se aproximou do garoto, que não pareceu estar com medo. Esse garoto parecia ser da minha idade (acho que já citei) e não estava muito preocupado caso Brad resolvesse matá-lo ali mesmo.

– Escuta, Roadmore, não se intrometa nos meus assuntos. Sai daqui antes que eu quebre a sua cara.. — dizendo isso, o cara se virou pra mim e acrescentou, ainda se dirigindo ao rapaz — Além do mais, isso é areia demais pra sua caminhonetinha. Vá beijar rapazes que eu sei que é o que você gosta...

– Você não pode me julgar, — disse "Roadmore", fingindo estar ofendido — Só porque eu fiz isso algumas vezes.. umas não, várias... Ah, não, espera.... Era a sua mãe. Se bem que dá pra confundir né?

Nessa hora notei que eles começariam a discutir, e quem sabe, até se esqueceriam de mim.
Um falava após o outro, e todos olhavam , inclusive eu, apostando em quem seria o primeiro a começar a pancadaria.

De repente, no meio da discussão após um comentário sarcástico de Roadmore sobre a sua cara, Brad desferiu um soco no rosto do rapaz, que cambaleou um pouco.

Ao revidar, o garoto acertou em cheio o nariz do rapaz, que começou a sangrar.
Ninguém queria separá-los, e eu fiquei pensando até onde isso iria chegar.

Brad acabou por cair no chão, mas logo se levantou e eu percebi que ele não brincava quando rugiu que iria "Torcer o pescoço desse panaca".

O panaca começou a se afastar e era seguido por Brad enquanto desviava de mesas e cadeiras, vindo ao meu encontro.

"Ai meu deus" pensei desesperada "Esse maluco não vai trazer essa briga pra cá, vai?"

Foi quando, ao se aproximar de mim, inesperadamente o garoto pegou minha mão e abriu a porta. Antes de sairmos, ele disse para Brad (que quase o alcançava):

– Da próxima vez, sou eu quem vou torcer seu pescoço.

Corremos pela calçada nos afastando do bar, enquanto, ainda na porta, Brad nos amaldiçoava.

Notas finais
Espero que tenham gostado ! O próximo capítulo não tem data marcada para sair...