Acordo Nupcial
13 Capítulo 13 - Não se atreva
Notas iniciais
Jéssica e Lauren se entreolharam, e sentindo todo o sangue do meu corpo gelar as vi se levantarem da mesa.
—Nós vamos ao banheiro. – Jéssica informou com um sorriso contido. —Com licença.
Ainda petrificada observei-as caminharem rapidamente pelo bar, passando pelas pessoas com pressa, dando uma ou outra espiadinha para mim.
Engoli a seco sentindo uma enorme vontade de correr em direção a elas, mas Edward fora mais rápido ao ocupar a cadeira a minha frente. Respirei fundo ao encará-lo, seu semblante estava sério, contudo, não havia resquício de irritação em sua face.
—Porque não atendeu minhas ligações? – apoiou os braços na mesa ao perguntar.
Rolei os olhos me sentindo impaciente.
Como ele tinha coragem de vir me cobrar explicações depois de ter saído com Tanya? Ele era muito abusado!
—Porque eu não queria falar com você. Aliás, não quero. – minha voz saiu seca. —Se puder ir embora e me deixar aproveitar o momento com as minhas amigas...
—Nós precisamos conversar. – me interrompeu com o tom calmo e firme.
—Não tenho nada para falar com você, Edward. – deixei claro enquanto arrumava meu cabelo com os dedos. —Porque não vai conversar com a Tanya, soube que foram almoçar juntos. Deveria ter estendido esse encontro até o jantar.
Edward bufou alto e correu a mão pelo rosto aparentemente irritado com minha alegação.
—Fui almoçar com Tanya por motivos profissionais. – disse pausadamente.
—Claro, acredito. – ironizei com a voz debochada. —Como eu disse vocês deveriam ter estendido esse “almoço profissional” até o jantar. – curvei meus dedos no ar fazendo aspas invisíveis.
—Porque você tem que ser tão teimosa? – acho que ele fez aquela pergunta mais para si mesmo do que para mim. —Aqui não é um bom lugar para termos essa conversa, vamos para casa...
—Você não manda em mim, Edward. – fiz questão de lembra-lo um tanto quanto perplexa por seu tom autoritário.
Ele respirou fundo enquanto me encarava por longos segundos. Não desviei os olhos dos seus, não iria perder aquela batalha. E fitando-o fixamente fora impossível não reparar em como ele estava lindo abaixo daquela luz amarela do pub.
—Não me obrigue a te pegar no colo e te levar para o carro a força. – a voz rouca saíra mais baixa, o que me deixou com algumas partes do corpo arrepiadas.
—Você não teria essa coragem. – arqueei o queixo desafiando-o e quando o vi se levantar tive certeza de que fora uma péssima ideia. —Não se atreva. – arqueei as mãos vendo-o parar de pé ao meu lado.
—Não está me dando outra opção. – deu de ombros e o divertimento em seu rosto me deixou bastante irritada.
—Você é um idiota. – fiz questão de lembra-lo quando me levantei.
Não iria pagar o vexame de sair carregada do pub. Pelo menos minha dignidade eu manteria. E também seria bom poder ir para cara para que pudesse gritar o quão babaca ele era.
Me despedi rapidamente de Jéssica e Lauren, que faziam hora no banheiro feminino, para enfim seguir com Edward para fora do pub. A noite estava ainda mais fria do que quando cheguei ao bar, a neve caía com constância e sabia que teríamos um fim de semana de nevasca intensa.
O clima ruim me deixou ainda mais irritada, porque provavelmente a neve me impediria de sair de casa, e o que eu menos queria era passar dois dias inteiros presa naquele apartamento vazio.
—Vamos subir, acho melhor conversarmos no quarto...
—Para de me dar ordens como se eu fosse um dos seus empregados. – aquilo já estava me irritando profundamente. Retirei o casaco pesado e o deixei sobre o sofá. —Você não manda em mim.
—Não estou tentando mandar em você, Isabella. – ele se virou para me olhar. —Só acho que no quarto vamos ter mais privacidade...
—Privacidade que você não faz questão de manter com a Tanya, não é? – me sentei no sofá e cruzei as pernas, encarando-o com cinismo. —Vivem para lá e para cá juntinhos. – zombei ignorando os olhares possessivos que ele lançava em minhas pernas.
—Porque você implica tanto com ela? Já te disse que não temos nada!
—Não acredito em você. – dei de ombros e ele bufou alto correndo a mão pelo rosto.
—Meu Deus, como você é complicada.
Soltei um riso debochado ao me colocar de pé, nossa diferença de altura já era perceptível e ficar sentada só prejudicava a igualdade que eu queria.
—E você é um babaca. – proferi com o peito inflado de irritação. —Um idiota, um estupido... – me aproximei uns passos olhando em seus olhos. —Não sei o que eu tinha na cabeça quando aceitei ficar presa a você por um ano...
Passos no piso de mármore interromperam meu discurso de ódio, abaixei a cabeça e respirei fundo ao ver Gina se aproximar. O clima na sala era tão tenso que ela nem chegou muito perto.
—Desculpem-me, não queria interrompe-los. – senti minhas bochechas esquentarem pensando que muito provavelmente ela teria ouvido minhas palavras. —Só vim perguntar se ainda vão precisar de mim.
—Já pode ir, Gina. Pode dispensar os outros também, não quero que vão embora muito tarde, o clima não está favorável. – Edward a respondeu com gentileza. —Avise-os para voltarem somente na segunda, não os quero no transito em meio a uma nevasca.
—Claro. – ela concordou cordialmente. —Tenham uma boa noite.
—Boa noite, Gina. – minha voz saiu baixa e um tanto quanto envergonhada.
Gina se retirou após pedir licença, e nos deixou em um silêncio absurdo naquela sala gigante e impessoal.
Respirei fundo antes de me afastar alguns passos e encarar o lado de fora do edifício. A vista da cidade de Chicago era de encher os olhos, principalmente com os flocos de neve caindo em meio a decoração natalina.
—Não sei quem te disse sobre meu almoço com Tanya, mas tenho certeza que essa pessoa queria fazer sua cabeça contra mim. – Edward rompeu o silencio com o tom calmo. —E acho que conseguiu.
—Não preciso que ninguém faça minha cabeça contra você, Edward. – respondi com as costas viradas para ele. —Já tenho minhas próprias conclusões tomadas.
O ouvi respirar profundamente, e senti que estava mais perto. O reflexo que o vidro oferecia não me permitia ver muito além de mim mesma, e por segundos odiei a falta de espelhamento.
—E quais seriam essas conclusões?
Quando me virei para responde-lo o encontrei muito mais próximo do que pensei que estivesse. Pouco mais de meio metro nos separava e engoli a seco ao sentir seu perfume inebriante.
—Já te disse. – dei de ombros tentando não transparecer o quanto estava afetada. —Você é um babaca. – ele riu baixo com minha resposta e aquilo me deixou estressada. —E eu odeio você...
—Mentira. – me interrompeu dando mais um passo em minha direção. Tentei recuar o corpo, mas minhas costas colidiram com a parede de vidro gelada. —Você não me odeia.
—Odeio sim. – minha voz saiu baixa.
—Então vamos fazer o seguinte. – fez uma pausa para encostar o corpo no meu e instantaneamente o ar faltou em meus pulmões me deixando arfante. —Se você me odeia como diz, vamos subir até o meu escritório e vamos assinar o divórcio. – subiu uma mão para tocar meu rosto afagando minha bochecha com os dedos. —Vou abrir mão dos trinta por cento e continuarei ajudando a empresa dos seus pais. – seus olhos verdes se intercalaram entre os meus e minha boca. —E juro que nunca mais vai me ver. – continuou com a voz mais baixa. —Me diz... É isso que você quer?
Seus olhos se fixaram nos meus quando ele fez a pergunta final. Engoli a seco diante a proposta nada atrativa.
Quem eu queria enganar? É claro que eu não queria aquilo!
—Responde. – pediu em meio ao meu silêncio. —É isso que você quer? – repetiu com o rosto extremamente próximo ao meu.
Contraí a mandíbula diante uma batalha interna dolorosa. De um lado estava o meu orgulho que não queria se render por nada e do outro todo o sentimento que nutria por Edward.
Fechei as mãos em punho enquanto decidia o que responder. Sabia que qualquer coisa que eu dissesse não teria volta, era me entregar de vez, ou me afastar de vez.
—Não. – a resposta fluiu por meus lábios. —Não é isso que eu quero.
Um sorriso nasceu no canto dos lábios de Edward, mas não durou muito, já que ele finalmente encerrou a distancia que separava minha boca da sua. Ele soltou meu rosto para me puxar pela cintura e eu embrenhei as mãos em seu cabelo macio.
Em meio aquele beijo profundo carregado de sentimento, só conseguia me sentir mais leve. Não fazia do que iria acontecer depois que aquele momento acabasse, mas não iria me preocupar com aquilo. Lidaria com uma coisa de cada vez.
Podíamos estar no meio do inverno, em meio a uma noite fria onde a neve caía com intensidade, mas dentro de mim acontecia o mais quente dos verões.
Bastou aquele beijo para me deixar queimando, delirando de desejo e vontade, queria que Edward enfiasse seu pau dentro de mim de uma vez.
Podia ser apenas uma estocada, uma única estocada para conseguir pelo menos, me acalmar um pouco.
Mais nenhum homem conseguia me deixar daquele jeito, aquele tesão ia além do permitido, ia além do bem da minha sanidade mental.
Já estava perdendo o juízo com sua boca em meu pescoço, mordendo, chupando, lambendo. Sentindo suas mãos pesadas e firmes em minha bunda, me colando em seu corpo, me fazendo sentir toda a potência do seu pau que já estava bastante rijo.
Meus dedos estavam submersos em seus cabelos, eu os puxava enquanto ofegava alto. Edward ergueu a cabeça, seus olhos vieram para os meus quando ele mordeu minha boca. Tive de respirar fundo, a cada segundo eu só ficava mais excitada.
—Vamos para o quarto?
Sua voz saiu rouca, luxuriosa e me arrepiou completamente. Mal acenei com a cabeça e ele me puxou para o seu colo. Me sustentando nos braços como se eu pesasse duas gramas, Edward se encaminhou para o quarto.
Empurrou a porta com o pé e não acendeu a luz. O cômodo escuro estava propício a uma noite tórrida de sexo, o som da chuva, que começava a cair, batendo contra a janela era a trilha sonora perfeita.
Segurei em seu rosto com ambas as mãos, mordi sua boca, suguei seus lábios e logo voltei a beijá-lo. Edward se ajoelhou na cama, se inclinou e relaxei sobre o colchão tendo o corpo —grande e forte— sobre o meu.
Ele apoiou um braço ao lado da minha cabeça, tomando o devido cuidado para não puxar meus cabelos que estavam esparramados e então voltou a me beijar.
Sua língua, sugava a minha ao mesmo tempo que a pressionava. Seus lábios se encaixavam nos meus, seu hálito me inebriava e a cada segundo ficava mais entregue.
Deslizei minhas mãos pelo tórax de Edward, assim que alcancei a barra de sua camisa a puxei para cima.
Ele se afastou de mim por poucos segundos e então, a primeira peça de roupa se fora.
Soltei um suspiro satisfeito enquanto corria minhas palmas por sua pele quente e macia. Podia sentir os músculos de suas costas largas se tonificando e relaxando a cada movimento que ele fazia.
Sua mão grande afastou minhas pernas, antes de começar a percorrer cada centímetro de minha coxa, acariciando, apertando...
Eu ofeguei, minha boca se livrou da sua, que desceu com beijos molhados por minha garganta.
Fechei os olhos, mordendo os lábios com força, eu tentei prender o gemido quando Edward sugou a pele sensível do meu pescoço.
Pude sentir seu sorriu nascer contra mim.
Minha pele queimava, ardia, eu podia constatar a pressão que o sangue fazia ao correr por minhas veias indo se concentrar bem no meio da minha buceta, que eu já sentia escorrer.
Edward arqueou o quadril contra o meu e eu senti como seu pau estava rijo. Ele estava tão pronto quanto eu.
—Caralho, Bella.... Como tiro essa blusa?
A luxuria delineou cada sílaba dita por ele, eu sorri e ainda mordendo meu lábio inferior tentei normalizar a respiração antes de responder.
—É um body, tem que tirar a saia primeiro....
Edward não esperou que eu concluísse a frase, simplesmente arqueou o corpo e permanecendo entre minhas pernas, se colocou de joelhos.
O quarto escuro não me permitia vê-lo com exatidão, mas eu conseguia enxergar suas sombras se movimentarem com pressa. Não demorou a conseguir abrir o zíper da minha saia, sentia meu coração bater no ouvido quando arqueei o quadril e permiti que ele me livrasse da peça.
—Onde é fecho da blusa? – Edward voltou a indagar.
Um relâmpago clareou o quarto e os segundos de luz, foram suficientes para nossos olhos se encontrarem. Estiquei o braço, segurei sua mão e a guiei até os colchetes que prendiam meu body.
Os dedos de Edward pousaram sobre o local molhado e quente, voltei a relaxar na cama ouvindo o alto cerrar de seus dentes.
Quando o fecho foi solto, apenas a renda da calcinha impedia que seus dedos mergulhassem no mar de excitação e desejo que mantinham minha vagina embargada.
A peça foi afastada e ele finalmente tocou onde eu tanto precisava.
Nem seu beijo abafou meu gemido, que além de alto foi longo, quando começou a deslizar os dedos por minha carne pulsante.
Seus toques contornaram minha entrada, eu me contorci puxando seus cabelos, Edward sorriu contra minha boca enquanto pressionava o indicador sobre meus clitóris.
—Porra.... – Lamuriei deliciada com suas carícias, essas que não duraram muito. Soltei um gemido de desgosto, quanto sua mão saiu de dentro da minha calcinha. —Edward...
—O que?
Mais um relâmpago clareou o quarto por breves momentos e me deixou ver Edward sugar seu dedo que antes, estava mergulhado em minha buceta. Respirei fundo compreendendo que ele estava me provocando. Mordi meu lábio inferior, segurei seu pulso e puxei sua mão para abocanhar seu indicador.
—Eu te quero. – Minhas palavras se misturaram com o grunhido de Edward.
Ele tirou meu body de modo feroz, e eu amei sentir a pele de seu peito forte pressionar meus seios.
Meus mamilos endurecidos, era mais uma prova viva de que eu o queria desesperadamente.
Já não aguentava mais esperar, já estava sendo consumida por aquela excitação.
Edward se afastou, com mais um relâmpago eu pude ver a ferocidade de seus olhos quando ele desabotoou a calça. O quarto voltou a ficar escuro no momento em que Edward abaixou a cueca preta. Só tive tempo de ver seu pau saltar para fora e perceber mais uma vez como ele era bem-dotado.
Ele mostrou que estava tão impaciente quando eu quando tirou minha calcinha e a deixou sumir pela escuridão do quarto. Emitindo um selvagem lamento, embrenhei as mãos nos macios cabelos ruivos, atraindo sua deliciosa boca para a minha. Nossos corpos escorregaram pela cama, seu pau pressionou minha coxa deixando ardendo pela quentura do seu membro pulsante.
Com os joelhos, Edward afastou minhas pernas, sua mão enrolada no cabelo detrás da minha cabeça, mantendo-me imóvel. Ele perdeu o controle, assim como eu. Ambos estávamos descontrolados de prazer, loucos para provar do sexo do outro e isso era absurdamente intenso.
Edward entrou em mim com uma impetuosa investida, deixei o grito sair livre de mim pelo impacto. Meu corpo se curvou na cama, seu pau me preencheu por completo, se encaixou em minha vagina de modo perfeito.
Abaixou a cabeça e como um bebê esfomeado, começou a sugar meu peito. Sua falta de delicadeza ou cuidado só me deixavam mais e mais excitada.
Eu estava amando seu jeito bruto, suas pegadas firmes.... Certamente acordaria toda marcada.
Sua respiração ofegante bateu contra a minha pele, seus gemidos começaram a se misturar com os meus quando Edward começou a estocar.
Rápido, forte, intenso.
Sentia seu pau pulsante deslizar dentro da minha buceta. Minhas unhas se firmaram na pele levemente suada de suas costas largas, levantei as pernas para retê-lo no berço de meus quadris e deixar que ele alcançasse meu ponto mais fundo.
Tive a sensação que meu crânio fosse explodir, quando Edward acelerou o ritmo das investidas. Mal conseguia respirar, tudo ao meu redor girava e as únicas coisas que faziam sentido, era estar fodendo loucamente aquele mecânico gostoso.
O barulho dos nossos corpos se chocando se unia aos nossos gemidos sôfregos, formando assim a sinfonia acústica perfeita.
Em um delicioso frenesi, eu tive a sensação de estar sendo fundida a Edward. Parecia que estávamos virando um só.
Mais um grito escapou por mim, minha vagina piscava enlouquecida se tencionando, cada vez mais, ao redor do pau grosso de Edward.
Ele me montou com dureza, deslizou a mão por minha perna para deixar tapas estalados e fodidamente estimuladores por ali, enquanto me esmagava contra o colchão.
Nunca havia sentido alguém tão selvagem, tão absolutamente dominante e primitivo, que reagia feito um animal.
Eu podia sentir o suor começar a escorrer por minha testa, podia sentir aqueles sinais começarem a me dominar, quando arqueei o quadril para encontrar mais uma vez o membro de Edward.
Tinha sido arrastada para o centro de uma poderosa tormenta, e adorei, me deletei nisso, o abracei e me deixei ser sugada de uma vez por aquele intenso orgasmo. Agarrei seus cabelos, a rítmica quebra de onda girou em mim como um trovão e eu me rendi com um grito.
O prazer explodiu, forte e profundo. Eu estava flutuando, estava imergida naquele intenso orgasmo e foi o convulsionar do corpo de Edward que começou a me trazer para a realidade do momento.
Uma incrível realidade onde, eu tinha acabado de ter o maior e melhor orgasmo da minha vida e dado o mesmo prazer a Edward. A consciência chegou aos poucos, ainda tremula e quase incapaz de me mexer aproveitei a maravilha que era ter aquele homem sobre mim.
Edward respirou fundo várias vezes, ainda dentro de mim ergueu a cabeça para me beijar. Sua testa pairou sobre a minha, ainda estávamos sob a penumbra do quarto, contudo consegui encontrar o brilho dos seus olhos.
—Caramba, isso foi...
—Delicioso. – Ele cortou minha voz tremula e fraca, para completar a frase.
—De mais. – Eu soei baixo, ainda estava enfraquecida pela foda intensa.
Ele nos girou na cama com cuidado ate que o meu corpo ficasse sobre o seu, relaxei ao recostar a cabeça em seu peito, ouvindo as batidas apressadas do seu coração.
Edward entrelaçou nossas mãos e beijou cada um dos meus dedos, enquanto acariciava minhas costas com a mão livre.
Fechei os olhos e aproveitei aquela sensação por alguns segundos. Mal conseguia acreditar que aquele momento era real. Por mais que tivéssemos muitos problemas entre nós, era como se ali, naquela cama, em meio aquele quarto escuro, nenhum sentimento ruim chegasse até nós.
—Como você me encontrou? – perguntei quando a curiosidade me perturbou. Ergui a cabeça para encará-lo, e suspirei profundamente diante sua beleza.
—Liguei para Thomas. – explicou e rolei os olhos diante a resposta óbvia. —Sabia que você não iria sair sozinha depois do que aconteceu.
—É... Eu fiquei com medo. – assumi em meio a um suspiro.
Edward respirou fundo e desentrelaçou nossos dedos para tirar o cabelo do meu rosto.
—Alice me contou o que vocês conversaram. – suas palavras fizeram com que um arrepio frio corresse minha coluna.
—Contou? – minha voz saiu baixa, afagando meu rosto ele concordou com a cabeça. —O que ela disse? – indaguei com cuidado. Havia conversado muita coisa com Alice e só esperava que ela não tivesse dito tudo ao irmão.
—Sobre Tanya.
—Só isso?
—Sim. – relaxei o corpo me sentindo um pouco mais aliviada. —Porque? Tem mais alguma coisa?
Sim, mas não quero falar disso agora.
—Não. – sorri antes de me abaixar para beijar seu queixo.
Edward pareceu não acreditar muito em minha resposta monossilábica, mas ele também não queria acabar com o clima leve que finalmente conseguimos alcançar. Teríamos muito tempo para resolver os maus entendidos do passado.
—Não sei o que te falaram sobre meu almoço com Tanya, mas te asseguro que não aconteceu nada demais. – disse sério olhando dentro dos meus olhos.
Respirei pela boca diante sua afirmação. Por mais que a sinceridade estivesse presente em sua voz e feição, o incomodo que sentia quando pensava que ele esteve com Tanya, era imenso.
—Tudo bem, Edward. Não quero falar sobre a Tanya.
Ela era um dos últimos assuntos que queria tratar naquele momento. Edward não insistiu, ergueu a cabeça e beijou minha boca para encerrar o assunto.
—Que tal um banho?
Ele propôs, eu ainda controlava a respiração pós beijo, quando concordei. Deixei meus braços caírem ao lado do meu corpo, Edward tirou seu pau de dentro de mim e se afastou.
Estava completamente suada, sentia os lençóis húmidos abaixo de mim. Eu me espreguicei, os músculos das minhas pernas já deram sinais de alerta pela falta de exercício. Me sobressaltei quando Edward acendeu o abajur ao lado.
—Vou por a banheira para encher. – me avisou depois de deixar um beijo estalado em minha boca.
Concordei com a cabeça e o admirei enquanto ele seguia até o banheiro. Mordi meu lábio inferior encarando sua bunda redonda e voluptuosa.
Eu tinha muita sorte em ter um marido tão gostoso!
Suspirei rolando na cama e observei o quarto por breves segundos. Era tão grande quanto o meu, seguia a mesma paleta de decoração que toda a casa: branco, cinza e preto. Tinha um ar mais sério e masculino do que a suíte onde eu estava, acho que isso se dava ao fato do preto se sobressair as outras cores.
Edward interrompeu minha admiração pela arquitetura do quarto e pude admirar melhor o seu corpo. Ele tinha ganhado uma boa camada de músculo que recobria todo seu corpo escultural. Poderia passar horas observando as voltas que a definição muscular lhe causara... Olhá-lo era viciante.
A banheira de imersão do seu banheiro era enorme e tinha uma vista perfeita do rio Michigan, que já estava praticamente todo congelado por causa das temperaturas negativas.
Todo meu corpo relaxou quando afundei na água quente, Edward envolveu as mãos em minha cintura e me puxou para o seu colo. Não pestanejei, pelo contrário, me deixei ser guiada auxiliando-o ao envolver seu quadril com as pernas. Por mais íntima e funcional que fosse a posição, ele não tinha me aproximado para transar de novo, por mais que eu quisesse muitas outras rodadas de sexo, naquele momento Edward só sabia me dar carinho.
Tudo nele exalava carinho, desde seus olhos, aos beijos que distribuía por meu rosto.
Prendi o cabelo em um coque frouxo enquanto observava as pequenas cicatrizes em seu peitoral. Algumas tinha um relevo, outras eram quase imperceptíveis, mas eram praticamente do mesmo tamanho.
—Onde conseguiu essas cicatrizes? – perguntei enquanto corria os dedos por todas elas. Senti o corpo de Edward ficar um pouco tenso abaixo do meu e precisei olhá-lo.
—Me envolvi em uma briga. – deu de ombros tentando fingir naturalidade, no entanto, conseguia perceber que havia algo a mais ali.
—Você se envolveu em uma briga? – questionei sem conseguir acreditar, ele desviou os olhos dos meus e assentiu com a cabeça. —Porque eu sinto que isso não é verdade?
—Um dia eu te conto o que aconteceu. – prometeu encerrando o assunto.
Por mais que estivesse ficado absurdamente curiosa para saber o que havia acontecido, resolvi não insistir. Não queria estragar aquele momento com assuntos desconfortáveis.
—O que a Alice te disse? – mudei o foco da conversa para outro ponto que também me deixava curiosa.
Edward abriu um sorrisinho torto que fez meu coração bater mais forte.
—Que você ficou sabendo sobre meu almoço com Tanya. – respondeu direto. —E que nós precisamos conversar.
Aquele era um fato indiscutível. Nós realmente precisávamos conversar. E a conversa seria longa.
—Eu concordo com ela. – disse em meio a um suspiro. —Nós precisamos conversar, mas pode ser amanhã? Ou segunda? – propus passando os braços por seu pescoço.
Edward estreitou os olhos e lubrificou os lábios com a ponta da língua.
—Porque não pode ser hoje? – entortou a cabeça, seu tom deixava claro que estava me provocando.
—Tenho outros planos para hoje. – dei de ombros pressionando o quadril contra sua virilha. Vi o brilho em seus olhos mudarem instantaneamente.
O carinho sumira e agora era puro desejo.
—Planos? Que planos? – suas mãos apertaram ainda mais minha cintura puxando-me para mais perto, como se quisesse fundir nossos corpos.
—Esses. – sussurrei antes de colar minha boca na sua em mais um beijo urgente.
Nós tínhamos muita coisa para conversar, mas naquele momento a única coisa que me interessava era tê-lo dentro de mim.
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