Acordar Sombrio
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Andava sem rumo, nada me era familiar, o que mais eu poderia fazer? A noite encobria a floresta, o vento uivava e as copas das árvores balançavam violentamente, era assustador nem a luz da lua amenizava aquilo.
Vi algo se mover pelo canto do meu olho, me virei, não vi nada apenas sombras. Segundos depois ouvi galhos se quebraram atrás de mim, mas como? Eu tinha certeza que estava sozinha... Ou quase; Senti uma onda de temor e o medo começava a me dominar.
A floresta ficava mais fria à medida que eu a adentrava... Os pelos da minha nuca se eriçaram, o meu coração acelerou, respirei fundo.
Quando finalmente comecei a me acalmar algo aconteceu...
Em um movimento rápido fui jogada para uma árvore próxima que se quebrou ao impacto, mas ninguém havia me tocado... Então senti uma presença familiar que eu não sabia ao certo de quem, mas meu corpo agiu primeiro me levantando tão rápido que me fez ficar tonta. Uma voz ecoou na noite:
“Morte... Sangue...”
Medo era a única coisa que sentia, eu sabia... era meu fim. Olhei para o chão onde uma densa neblina começava a ‘engolir’ o local, e então passos... Olhei para cima e vi uma sombra sem forma distinta onde a única coisa que se via eram os olhos vermelhos como sangue. Sem pensar falei:
“-Me mate de uma vez”
Ouvi algo com que se pareceu com um rizo e depois... Uma luz forte surgiu do horizonte me cegando... Acordei, era apenas o sol me tirando daquele pesadelo. Mas será que era apenas um simples pesadelo?
Ouvi uma risada sombria e distante um calafrio passou por mim, meu quarto se encheu de névoa... Meu coração disparou. O que estava acontecendo? O que era aquilo? Pisquei meus olhos com força e tudo desapareceu, era apenas minha imaginação?!
Levantei-me e segui minha tediosa rotina.
“Ela saiu do quarto, uma sombra com forma ‘humana’ se projetou da parede e esses olhos vermelhos se focavam na porta por onde havia saído; Ele segurava um pequeno pedaço de papel em sua mão suja de sangue que o depositara na cama e assim, depois, desaparecendo...”.
No bilhete em vermelho sangue estava escrito:
‘Seu fim está próximo’
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