O som do despertador de Emily entrava em sua cabeça e se misturava a seu sonho. Ela ainda continuou deitada até que finalmente entendesse que era hora de se levantar. Segunda-feira, o dia mais odiado da semana, mas para ela não fazia diferença, todos os dias eram iguais.

Emy se espreguiçou depois de desligar o aparelho barulhento, ela usava um pijama cor de rosa – que apesar de já estar ficando um pouco pequeno demais para ela – não tinha coragem de dá-lo a ninguém, havia sido um presente da vovó.

Suas roupas já estavam organizadas dentro do seu armário, ela usaria uma calça cinza-médio, sapatos marrom claro, camiseta branca e um casaco fino azul petróleo por cima. Ela jogou tudo em cima de sua cama enquanto penteava o cabelo.

Depois de mais ou menos trinta minutos ela estava pronta, Emily não estivera tão bem arrumada para ir à escola, era natural que ela se vestisse bem, mas dessa vez havia ultrapassado todos seus limites de moda. Sem se importar ela desceu as escadas, ia pedir para mãe a levar para escola.

– Estava pensando se – ela descia as escadas, Anne estava de costas para a menina ajeitando alguns enfeites sobre a estante. – Não tem como você me levar hoje para escola.

A mulher sem se virar respondeu.

– Tem sim querida, mas... – ela se virou para olhar Emy e ficou admirada como ela estava vestida. – Pensei que estivesse indo para a escola – disse ela. – Não para um desfile de moda.

Emily a encarou.

– Mãe!

– Ok! Me desculpa! Você está linda querida.

Emily ficou parada a olhando.

– O que foi? – Anne não entendeu porque ela continuava parada ali.

– Estou te esperando – respondeu.

– Ah, sim! – ela riu. – Vamos.

Apesar de tentar dizer para si mesma que não, ela estava muito ansiosa para ver Nathan na escola. Ela sabia que ele estaria sentado no pequeno muro que cerca o local junto de mais ou menos uns cinco garotos. Ele certamente a veria também já que ela teria que passar bem ao seu lado para entrar lá.

Emily não estava nem um pouco a fim de ouvir o que Nathan teria para contar, ele ficaria falando sem parar de Caroline e de como ela era maravilhosa, típico. Porém, ela também sabia que não tinha como fugir do assunto e ignorá-lo para sempre, aquele seria o assunto da semana, “Nathan e Caroline” – eca, só de pensar Emily queria vomitar.

Dentro do carro elas passaram em frente à casa do rapaz, Anne a olhou esperando que ela dissesse qualquer coisa, mas ela ficou calada – isso foi muito estranho na opinião da mulher – como se nada estivesse acontecendo.

Elas já quase chegavam à escola quando...

– Pode me deixar aqui – disse Emy arrumando a mochila nas costas.

Anne foi desacelerando o carro.

– Te levo até a escola – respondeu.

– Não... Ok! – ela não sabia por que tinha pedido para descer antes, descer em frente à escola era, sem dúvida, muito melhor.

O carro voltou a sua velocidade normal e em vinte segundos elas estavam paradas na frente do Colégio Público de Newton. A calçada estava cheia de pessoas andando, conversando, rindo e alguns casais felizes se amando. Nathan estava lá também, no grupo de garotos que ficavam sentados no mesmo lugar todos os dias.

Ela não queria ser uma daquelas garotas que sentiam ciúmes por qualquer coisa, muito menos que ele soubesse que ela sentia ciúmes (mesmo isso sendo óbvio). Ele estava sentado com as pernas penduradas enquanto sorria feito bobo – o tipo de sorriso que ela se encantava – e falava sobre alguma coisa com os amigos, ela tinha quase certeza que era sobre Caroline. Quando ela percebeu estava parada o encarando de longe sua mãe a olhava com expressão de dúvida. Ela se sentiu muito envergonhada.

– Obrigado mamãe! Vejo você mais tarde – ela abraçou a mãe e a beijou na bochecha.

Estranho, pensou Anne mais uma vez. Ela raramente via Emy carinhosa dessa forma. Uma súbita mudança de humor? Realmente, estranho.

A mãe sorriu. Adora a ver assim.

– Tenha um ótimo dia querida! – ela falava feliz.

Por um instante todas as pessoas pararam para ver quem era a garota incrivelmente linda que atravessava as multidões. A resposta era óbvia, Emily Johnson. Ela andava com a mochila em apenas um ombro, seu visual estrava fantástico, até as garotas mais populares a invejaram nesse momento. Todos os rapazes a olhavam de cima em baixo e seus olhos a acompanhavam até onde a vista era capaz de ver.

Nathan estava rindo quando viu o alvoroço. Ela parou e se levantou suas mãos foram até a alça de sua mochila onde ele seguro e ficou procurando o que havia acontecido. Logo viu seus amigos encarando uma linda garota que se aproximava. Atrás delas outras muitas pessoas a olhavam, diferentes olhares a atingiam agora, mas o maior deles era de encanto.

A sua surpresa veio quando ele finalmente percebeu que era Emy. Sua garganta engoliu em seco e a surpresa o dominou. Apesar de viver a maior parte de sua vida ao lado da garota ele nunca percebera uma característica forte que ela tinha. Emily adora dar o troco da forma que ninguém esperasse e bom... Acho que ela conseguiu.

Louis o cutucou.

– Péssima troca – disse ele sorrindo como se o amigo houvesse feito algo de errado.

– Não entendi – ele tentava não acompanhar Emy enquanto ela andava, mas estava quase impossível. A garota tinha um rebola e um estilo próprio que sinceramente o dominava por inteiro. – Como é?

– Emily... Caroline... – era uma brincadeira, o que Louis queria dizer era que Nathan havia feito uma péssima troca entre Emily e Caroline.

– Eu... Somos amigos – disse ele seriamente. – Vocês sempre souberam disso.

Nick riu.

– Você que não, não é mesmo cara? – ele olhou para Nathan da mesma forma que alguém que tivesse certeza absoluta.

Bom, mas Nathan não tinha a menor vontade de começar a discutir seus sentimentos com seus amigos, aquilo definitivamente não chegaria a lugar nenhum, então ele simplesmente os ignorou e foi para dentro. Os garotos se olharam e não entenderam mais nada.

***

As pessoas nos corredores a olhavam e Emy já começava a se arrepender em partes de ter ido vestida daquela maneira. Mesmo com todo este alvoroço valeu a pena mostrar para todo mundo que todos ali podem ser o que quiserem independente de como sejam vistos pelo mundo.

Seu nariz ainda estava entupido e seu corpo ainda estava dolorido, o remédio que ela havia tomado fora excelente para sua melhora. Ela estava saindo do banheiro quando viu Nathan mais uma vez, ele estava em seu armário e pegava os mesmos livros que ela carregava.

Ela jogou seu cabelo para trás e saiu, ele se virou e a olhou. Eles não demonstraram nada e ela fingiu não o ver. Nathan decidiu ir falar com ela, ele sabia que se não fizesse aquilo eles jamais se falaria outra vez. O orgulho de Emily era tão grande quanto seu amor por moda e se pensarmos bem é uma ótima analogia.

– Ei! Emy! – disse ele correndo na direção da jovem.

Mesmo não sorrindo ela acabara de ficar muito feliz.

– Nath! – agora ela sorriu.

– O que houve? Eu... É... Porque você sumiu? – ela gaguejou em alguns pontos e fazia suas perguntas muito sem jeito.

Ela levantou as sobrancelhas.

– Fiquei muito ocupada, tive que fazer muitas coisas para minha mãe e quando tive um tempo livre meu pai apareceu dizendo que era um pai muito ausente e muitas outras coisas estranhas... – ela sabia mentir muito bem, se ele não fosse amigo dela acreditaria ainda mais. – Mas e você? Como tem andando? – ela estava torcendo para que ele não tocasse no nome de Caroline.

– Nada de mais – respondeu.

“Ufa” pensou Emy.

– Você está linda – ele segurou nas mãos delas e a olhou dos pés a cabeça. Não fora um simples olhar, nem mesmo um olhar malicioso, mas aquele olhar com um desejo incubado e crescendo a cada segundo. – Verdadeiramente linda.

Ela sorriu e colocou o cabelo atrás da orelha.

– Obrigada! – sentir as mãos de Nathan na dela estavam a deixando incomodada.

– Posso te acompanhar? – pediu ele.

– Acho que sim... Tanto faz – respondeu ela. Acho que Emy estava pegando um pouco pesado demais no “Não me importo com você Nathan!”.

Ele arrumou sua mochila, ajeitou os livros nas mãos e eles já iam indo.

– Nathan – chamou uma voz atrás dos dois que já iam para a sala de aula.

Era Caroline.

Emily revirou os olhos e continuou parada ali, nem mesmo virou para olhar para a garota.

– Ah... Oi! – disse ele um pouco sem jeito. Era tão estranha a sensação de estar no mesmo lugar que Caroline a Emy.

Os dois haviam conversado pelo resto da noite depois de o encontro bem sucedido, Nathan havia entendido como e porque Caroline havia lhe mandado aquela mensagem. Havia um pouquinho de Louis por trás de tudo isso.

– Ainda bem que te encontrei pensei que não ia aparecer – ela sorriu e o cutucou na barriga. – Vamos, professor de química não gosta de atrasos – ela começou a andar e o segurava pelo braço.

Emily ficou parada olhando enquanto Nathan era puxado por aquela garota que ela tinha muita vontade de dizer “umas coisinhas”.

– Desculpe, a gente se fala depois – disse ele virando para trás enquanto era arrastado.

Emy deu um tchau de longe e continuou parada. Ela quis gritar, xingar e bater no primeiro que aparecesse ali, parece que o seu “Eu não me importo” não é tão forte assim.

***

“A química orgânica é o ramo da química que estuda os compostos do carbono...” falava o professor ao fundo. O senhor Woff era bem sério e ate tolerante demais para alguns tipos de coisas, seu único problema era que ele se empolgava demais com os experimentos e tinha certa fissura por explosivos.

Do outro lado da sala estava lá, o casal perfeito. Eles prestavam a atenção agora, não havia nenhum sinal de afeto ou qualquer coisa a mais, Emy não queria perguntar, mas queria muito saber o que estava rolando entre os dois, eles estavam namorando? Ou são apenas amigos?

Na realidade os dois não haviam conversado sobre isso, no entanto eles logo teriam essa conversa. O real problema era que Nathan não ia saber o que dizer se rolasse algum sentimento a mais, ele sabia que não conseguiria dizer nada a ela então preferia que as coisas continuassem assim.

Do ponto de vista de Nathan as coisas pareciam maravilhosas. Ele estava sentado ao lado de Caroline – ela era sua mais nova dupla nas aulas de química – e olhava para Emy às vezes. A amiga parecia estar bem e o rapaz ainda não havia tirado da cabeça o fato de ela estar muito bonita.

Ao seu lado havia umas cadeiras vazias. Ele então pegou um pedaço da folha do seu caderno, fez uma bolinha e tacou na amiga. Ela não olhou de primeira, mas foram necessárias várias tentativas até ele finalmente conseguirem fazer que ela olhasse.

Quando Nathan acenou para ela sua feição mudou e ele sentiu algo estranho. O garoto gesticulou falando que havia um espaço mais próximo e pedia para ela se aproximar, mas a jovem fez que não com a cabeça, fingiu estar cansada demais e não queria atrapalhar a aula. Nathan a chamou de novo e recebeu uma nova negação, e assim continuaria se ele a perguntasse mais mil vezes.

Eles precisavam conversar, precisavam muito, mas ele deixaria para mais tarde, ele queria ir até a casa dela, queria contar tudo a ela e pedir alguns conselhos, Nathan sabia que não conseguiria fazer nada sem que Emy o ajudasse, aquilo era frustrante.

A viagem dos seus pais era na próxima terça — amanhã — eles iriam sair de madrugada e assim passar menos tempo na estrada, mas Nathan não tinha parado para pensar que então esta noite ele iria para a casa de Emy. Parece ser a oportunidade perfeita, ou ele coloca as cartas sobre a mesa ou espera que o vento as assopre para longe.

***

– Não vai comer nada querido?

– Estou sem fome.

– Eu não o vi comendo nada desde que foi para escola.

– Estou bem mamãe.

Lillian fechou a porta e saiu.

Nathan estava sentado na frente do seu computador desenhando, ele não havia nem olhado para a mãe enquanto falava, estava ocupado desenhando uma imagem que não saia de sua mente. Ele segurava um lápis grafite que já estava perto do fim, sobre a mesa ficava um recipiente redondo e oco com muito material de arte e uma folha na qual ele desenhava.

O que se formava aos poucos parecia ser uma menina, seu cabelo parecia estar sendo levantado por uma brisa fraca, ela estava com o rosto um pouco inclinado para baixo olhando para o lado. Era engraçada a forma como ele olhava para o desenho, aquilo parecia o realizar. Rosto pontudo e olhos grandes, sem dúvida era Emy.

Depois de alguns minutos ele colocou o lápis sobre a mesa e passou a mão no rosto. “O que estou fazendo?” pensou. Ele ainda não havia recebido nenhuma mensagem da amiga e ele já imaginava o porquê, ninguém gosta de ser deixado falando sozinho em um corredor – ou em qualquer outro lugar –.

Ele não queria passar mais três dias sem falar com ela, nem mesmo faria sentido ele esperar com ela somente à noite. Ele pensou que já era melhor esfriar o clima antes de tocar no assunto “Caroline” com ela, Lillian foi quem o lembrara de que ele ficaria na casa de Emy por cindo dias a partir de hoje.

O senhor e senhora Hill já estava quase preparados para a longa viajem. Suas malas estavam quase prontas, eles estavam ansiosos e ao mesmo tempo preocupados em deixar Nathan ali “sozinho”. O estranho foi que o rapaz não havia reclamado de ficar na casa de Emily, ele simplesmente aceitou.

Ele pegou mais uma vez o celular e dessa vez mandou uma mensagem para a garota. Com o passar de mais ou menos cinco minutos ela respondeu, parecia normal para ele, mas talvez essa fosse a ideia de Emily, parecer normal. Eles começaram a conversar, as mensagens iam ficando cada vez mais longas e cheias de indiretas e mistérios, Emy já não parecia mais tão estranha assim.

Os dois começaram a conversar às 03h27 da tarde e já eram quase sete horas quando, agora Theo, entrou no quarto.

– Nathan, sua mãe está perguntando se você quer ir agora ou depois para casa de Emy? – ele estava entre a boa meio aberta, mastigava alguma coisa que o rapaz não sabia o que era, mas parecia estar gostoso. – Anne ligou e disse que aconteceu um imprevisto, ela queria que você fosse ficar com Emily.

Nathan estranhou Emy não ter dito nada a ele, quando desbloqueou mais uma vez seu celular percebeu que a garota falava sobre a mesma coisa.

– Eu vou lá fazer companhia a Emy – ele se levantou.

– Pegue tudo que precisa levar e desça enquanto tiro o carro da garagem – disse o pai fechando a porta.

Lillian subiu para ajuda-lo, porém aquilo não era necessário, eram apenas duas malas de tamanho médio, Nathan conseguia muito bem carrega-las.

– Pronto? – Theodore entrou pela porta da sala.

Nathan abraçou a mãe.

– Vejo vocês em cinco dias. Boa viagem! – disse.

A mãe o apertou, ela sentia falta do seu pequeno garoto. Nathan já era maior que ela.

– Não façam nada de errado enquanto Anne não chegar – disse a mãe.

Nathan sabia muito bem ao que ela se referia, mas quis fingir entender a mãe falar de “outras coisas erradas”.

– Entendi – disse ele um pouco vermelho.

– Vamos Nathan – Theo abriu a porta.

Os dois saíram a seguiram até a casa de Emily. Theo tentou o caminho todo captar informações a respeito de Emy, mas o rapaz foi mais esperto, fingiu ingenuidade. O carro parou em frente a casa e ele já consegui ver Emy na janela.

As malas já estavam no chão da sala de Anne e pela janela Nathan via o carro do pai de afastando. A primeira coisa que veio a sua cabeça foi a conversa que ele devia ter com Emy, mas antes disso ele precisava quebrar o gelo.

– O que houve com a sua mãe? – ele se virou.

– O carro quebrou no meio do caminho – respondeu. – Ela foi a Boston resolver algumas papeladas do papai.

Era uma pena que aquilo estivesse acontecendo, mas Nathan ficou triste pelo fato de ela estar quebrada em Boston, a cidade ficava a menos de meia hora de carro. Ele precisava de tempo, queria conversar com Emy a sós.

– E quando ela volta? – ele ainda tinha esperanças.

– Não há mecânicos abertos há essa hora e os únicos que ele encontrou queria cobrar mais de cento e cinquenta dólares – continuava explicando ela. – Ela foi para casa da vovó que fica ao norte da cidade. Mamãe vai esperar tio Oliver chegar e para ele poder emprestar seu carro.

– É uma pena – disse.

Na verdade ele estava muito feliz, tinha o tempo que precisava, Anne iria chegar tarde e quando isso acontecesse, ele já teria esclarecido tudo com a amiga.

– Eu... Te ajudo com as malas – disse Emy arrumando o cabelo. – Vamos coloca-las lá em cima.

– Obrigado! – respondeu.

Eles subiram as escadas, cada um com uma mala. Nathan sentia um clima ainda um pouco tenso entre os dois e só agora percebera que Emy usava um short curto, suas pernas brancas lhe chamavam a atenção de uma forma diferente e ele sentia vontade de tocá-las.

Os dois colocavam as malas no canto do quarto da garota quando o celular de Nathan apitou. Ele soltou a mala e notou como Emy o olhava enquanto ele digitava. Era Caroline, ela estava convidando Nathan para acompanha-la a festa de Jeny, uma de suas amigas.

Ele pensou bem e percebeu que a mensagem seria uma ótima desculpa para tocar no assunto. Nathan precisava ser cauteloso e paciente, não conseguiria persuadir Emy com facilidade, apesar de inteligente ela era muito cabeça-dura.

– É só Caroline – disse ele colocando o celular no bolso novamente.

– Tudo bem – respondeu. – Vou descer. Se quiser pode deitar na minha cama enquanto conversam.

Ele queria agarrá-la.

– Não! – ele falou alto. – Na verdade eu queria era conversar com você – declarou.

Ela olhou para os lados e respirou fundo.

– Olha Nathan, eu já sei tudo o que quer falar comigo. Já sei que você e Caroline estão juntos e estou muito feliz por isso – a expressão dela não demonstrava nem um pouco de felicidade.

– Eu e ela não estamos juntos, somos amigos – ele parecia assustado e afirmava aquilo com muita certeza.

Ela riu ironicamente.

– Nathan, olhe pra mim – pediu ela. – Entenda, não tem porque se preocupar comigo ou com que vou achar de você e Caroline – ela falava séria.

Aproximou-se e estava bem diante dele agora.

– Cada um de nós temos nossas vidas e tudo se torna muito mais fácil quando se preocupamos com as nossas – terminou ela, sua voz estava aumentando aos poucos e seu rosto havia se avermelhado.

– Emy, não é nada... É só que... – ele foi interrompido.

– É só que você a jogou contra uma árvore e a beijou? – disse ela completando a frase dele.

Nathan ficou ainda mais se reação. Quem havia dito isso a ela? Emy o encarava. Ela saiu em seguida o deixando sentado ali sozinho.

“O que foi que eu fiz?” se repetia sem parar em sua mente. Ele apoiava os cotovelos nas pernas e o rosto nas mãos enquanto pensava sem parar no que havia feito com a melhor amiga. Somente agora entendia o que a mãe o disse antes, ele começava a pensar que realmente não tinha mais volta.

Sem esperar mais ele desceu. Emy quase deitada sobre o sofá, seu rosto brilhava com a luz da tevê. Ela havia chorado? Se sim ele se sentiria ainda pior. Ela assistia o que parecia ser um filme qualquer, aquilo não importava agora. Nathan preferiu não dizer nada, somente se sentou a uns centímetros dela.

Aquilo já estava ficando chato. Alguém precisava falar alguma coisa. Na realidade quem devia falar era ele.

– Quero que saiba que independente do que aconteça, independente de quantas Carolines eu conheça preciso de apenas uma Emily para ser feliz – ele estava com a cabeça baixa e olhava para o chão.

Ela se virou para ele.

– Não importa o que você pensa de mim agora, não importa o que qualquer um pensa de mim, sou feliz e preciso compartilhar todos esses sentimentos com você... – ele deu uma pausa. – Não destrua tudo o que criamos juntos, por favor.

Emily fechou os olhos. Os dois estavam um de frente para o outro agora. Ele a olhou bem nos olhos e acompanhou até o chão sua primeira lágrima. Nathan a abraçou, abraçou a como se fosse a ultima vez que eles se veriam, abraçou a como se o mundo estivesse acabando, como se nada fora daquele abraço importasse.

Os dois se abraçavam se parar. Nathan não era o tipo de garoto que chorava com facilidade, mas se sentia muito mal ao vê-la assim, ele sentia as lágrimas quentes da garota ultrapassando o pano da sua calça. Ao mesmo tempo de tristeza o sentimento de dizer “eu te amo” vinha de ambas as partes.

Seus rostos se viraram juntos, Nathan subiu sua mão e a segurou com as duas mãos no pescoço. Emy já não chorava mais apenas o encarava com o olhar recíproco ao dele, os dois engoliam saliva sem parar. Seus narizes se tocavam e eles fecharam os olhos.

– Preciso te falar mais uma coisa – a voz de Nathan estava muito baixa.

– Estou ouvindo – responde ela com os olhos fixos na boca do rapaz.

Ele podia sentir a respiração quente dela em seu rosto e aquilo e deixava excitado.

– O que fiz com Caroline não chega nem perto do que quero fazer com você – terminou ele.

Nathan a beijou. Sim! Ele a beijou.

Emy sentiu seu corpo boiar, ela não estava acreditando que aquilo estava acontecendo com ela.

O beijo era suave, os lábios se tocavam como duas nuvens que se encontram no céu, os olhos fechados o levavam a um mundo no qual eles estavam sozinhos e felizes. A boca de Emy tinha gosto de morango e seus lábios eram incríveis para morder.

Nathan a deitou no sofá e se deitou sobre o corpo da garota. Seus braços se enrolavam no corpo dela e a fazia suspirar, depois de alguns segundos ele se apoiou em suas mãos e deixou que as mãos macias da garota segurassem seu rosto.

Ele aproveitou para passar as mãos na perna da jovem, eram macias e estavam quentes. Nathan agora a beijava no pescoço, Emy revirava os olhos enquanto apertava as costas do garoto e deixava marcas de sua unha afiada. Ele dava pequenos chupões e ela soltava alguns gemidos.

Aquilo estava os deixando diferentes. Nathan apertava apoiava seu corpo sobre o dela e Emy podia sentir o volume que começava a se formar na calça do rapaz. Ela passou a mão por todo seu corpo e o sentiu se contrair por inteiro. Os dois sabiam no que aquilo ia dar, mas não podia ficar ali, bem no sofá.

Ele se levantou.

– Emy... Se você não quiser não precisa... – ele estava sem jeito para dizer aquilo.

Mas antes que ele falasse mais alguma coisa a jovem arrancou sua camiseta e estava só de sutiã.

Os dois subiram até o quarto de Emily, a cama tinha algumas roupas e dois livros que ela havia retirado da estante e não colocado. Agora aquilo não importava, Emy empurrou tudo e jogou no chão se jogando de costas no colchão macio. Nathan entrou no meio das pernas da garota e a beijava de novo.

Emy enfiou suas mãos por dentro da camiseta do amigo e percebeu que sua barriga estava começando a se definir, ela podia sentir a separação dos músculos, para ela aquilo era maravilhoso. Suas mãos apertava todo o corpo dele, ela sentir muito prazer ao fazer aquilo. Nathan então tirou sua camiseta.

Sem medo ele foi descendo seu rosto até chegar aos seios da menina. Ele descia dando pequenos beijos por onde passava e apertava as coxas dela ao fazer isso. Emy só tinha uma dúvida: com quem ele aprendera tudo aquilo? Vagarosamente ele puxou o short dela deixando a somente com sua roupa intima.

Ela era muito sexy. Ele não a perdoava, fazia constantemente um novo movimento que a deixava completamente louco, a única coisa que ele ouvia eram ruídos e alguns gemidos que ele soltava.

Emily estava com uma grande vontade tocar aquele volume que era apertado sobre sua virilha. Suas mãos foram calmamente até lá e ela o apertou com leveza, Nathan parou o que fazia o soltou um fraco gemido. Ela sorriu maliciosamente.

Pouco a pouco a menina tirava as calças de Nathan, enquanto Emy usava branco ele estava com uma cueca vinho. Ele balançou as penas e derrubou a roupa no chão, agora que ele estava sem calças o volume em sua cueca encostava diretamente na pele da menina e ela podia sentia o calor daquela região.

A garota adorou a sensação que causava as pernas peludas de Nathan passando nas suas, de certa forma a tranquilizava. Agora ele estava a olhando, suas mãos desceram até as pernas dela subiram aos peitos onde ele os apertou, aquele não era o Nathan que ela conhecia, ele estava completamente diferente.

Sua cabeça se aproximou da barriga dela e ele foi passando sua língua até chegar perto da região genital da garota. Ela suspirou e fez alguns ruídos. Ele colocou sua mão por dentro da calcinha dela, seus dedos caminharam como pessoas vivas e atingiram o ponto principal para enlouquecê-la. Ela gemeu.

Ele colocou seus dedos vagarosamente dentro dela e aos poucos ela ia ficando cada vez mais excitada. Seus olhos não ficavam fixos, eles se reviravam de um lado para o outro e ela mordia os lábios constantemente. Nathan retirou os dedos e pegou uma camisinha no bolso da sua calça que estava no chão.

“Porque ele anda com uma coisa dessas no bolso?” pensou Emy, no entanto ela não queria pensar nisso agora. Ele abaixou a sua cueca e ela pode ver o que a “incomodava”, ele colocou e se aproximou dela. Era agora. Nathan estava completamente nu quando retirou o sutiã dela e agora tirava a ultima peça de roupa que restava.

Ela parecia não sentir vergonha, seu desejo era muito maior. Nathan a olhou e notou como o rosto da garota ficava ainda mais lindo estampado de prazer, suas mãos automaticamente o tocaram e ele a acariciou sorrindo, aquele sorriso a deixou inquieta. O sentimento forte por ela o mandou beijá-la e sem pensar duas vezes ele o fez.

Emy havia puxado o lençol da cama e os dois entravam para debaixo desse. Antes de qualquer coisa ela o puxou para mais perto, ele olhava atentamente cada movimento realizado. As mãos quentes de Emy passaram por toda a suas costas até sua bunda, era bem firme e estava contraída. Nathan sentia um toque de experiência nos atos da menina, os dedos dela o tacaram bem nos testículos agora e ele fechou os olhos.

Ainda deitados Emily deixou seus movimentos fluírem e ela agora o apertava com força. Nathan abriu os olhos e a boca simultaneamente, ele estava ficando ainda mais excitado. A jovem o soltou e subiu um pouco mais suas mãos, agarrando pênis dele, seus dedos o contornavam e sua mão formava um “O” enquanto ela descia e subia em movimentos lentos.

Se alguém estivesse do lado de fora do quarto seria capaz de ouvir pequenos gemidos que Nathan soltava enquanto ela o masturbava. Não saía da cabeça da garota a voz de Nathan dizendo: “O que fiz com Caroline não chega nem perto do que quero fazer com você” ela o apertava mais forte e com vontade ao se lembrar disso.

Eles se aproximaram mais. Nathan ainda não a tocara e evitava isso, queria apreciar cada segundo, esticava os preliminares e criava sensações nunca sentidas por qualquer um antes. Logo em seguida faria aquilo que sempre quisera fazer com Emily. Sem mais nenhum segundo de espera ele a acariciou nos seios e subiu em cima dela, suas mãos abriram as pernas lisas e brancas da garota e ele entrava aos poucos entre elas. A espera chegou ao fim.

O celular de alguém começou a tocar. Era o de Emy. O coração da garota acelerou ao ver que era a mãe.

“Alô” disse ela.

“Emy? Estou passando pela casa de Nathan e estarei aí em um minuto, ok?” falou Anne do outro lado da linha.

Ela se desesperou. Seu coração acelerou e ela pulou da cama jogando Nathan de costas para trás.

“Tudo bem!” respondeu ela desligando a ligação.

Ela começou a se vestir e olhou para Nathan.

– Mamãe está chegando! – ela estava realmente desesperada. – Acho melhor esconder isso aí – ela apontou para a ereção dele.

Ele rapidamente pegou suas roupas e começou a vesti-las. Emy arrumava a cama enquanto ele desceu lá em baixo para abrir a porta. Uma buzina. Era Anne. Nathan abriu a porta para atrasá-la.

– Senhora Johnson! – ele a abraçou.

– Nathan! – disse. – Pensei que nunca mais o veria.

Ele sorriu.

– Precisa de ajuda? – ele notou que ela pegava alguma coisa nas portas do fundo.

– Não, obrigada.

Ela pegava uma caixa de pizza.

– Está com fome? – perguntou.

– Um pouco.

Quando Anne passou pela porta Emy estava sentada no sofá como ela saiu. O filme estava acabando e tudo parecia normal ali.

– Me desculpe querida – ela foi até Emy e a abraçou. – Te deixei sozinha não é?

– Nathan é um bom companheiro – Emily piscou para o amigo.

– Ótimo! Tem pizza – Nathan era quem segurava a caixa.

Anne subiu. Do corredor ela podia ver o quarto de Emily, as luzes estavam apagadas haviam roupas e livros jogados sobre a cama, se ela se lembrava bem tinha mandando a filha arrumar tudo antes de sair.

Na cozinha os dois se olhavam de longe, olhares profundos e cheios de segredos. Nathan não queria dizer nada, mas aquela fora a melhor sensação que já sentiu em toda sua vida. Emy pensava o mesmo e não importa o que aconteça ela jamais vai esquecer isso.

Sentimentos são fortalecidos aqui. Os dois acabaram de se jogar de um penhasco e eles nem mesmo sabem a profundidade do buraco, infelizmente tudo acaba um dia, quando isso acontecer as lembranças e os sentimentos são quebrados juntos com o amor.

Notas finais
Hey Galera, não sei o que estão achando da História, mas estou aberto a sugestões... Comentem por gentileza, a opinião de vocês faz toda diferença! Obrigado