Aconteceu Assim

2 O Livro, Presente De Natal


Notas iniciais
Ei gente, eu queria agradecer pelos Reviews, fiquei tão contente :) Vlw mesmo, muitão.
Ah, sobre o cap. anterior eu queria dizer que eu realmente não acho que eles trocaram juras de amor lá em São Francisco. Um beijinho no máximo.
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Esse cap. aqui... eu sempre tive uma pulga atrás da orelha com a historia do livro. Sempre pensava em um Grissom serelepe trazendo um embrulho com uma fita vermelha e entregando pra Sara. Mas não foi bem assim q saiu.
Eu e esse cap. temos uma relação de amor e ódio, eu gosto e não gosto dele, ainda não me decidi.

Nick, Greg, Warrick e Sara estavam na sala de convivência esperando Grissom chegar para distribuir os casos. Catherine havia ganho a noite de folga.

Era noite do dia vinte e quatro de Dezembro e Grissom não viu problemas em dispensar alguém de sua equipe para passar o natal com a família.

Em uma votação todos escolheram Catherine, era mais do que justo ela passar o Natal com a filha.

- Ah Cara, porque é que temos que trabalhar no Natal?! Isso é muito injusto! — Greg disse aborrecido.

- Para de chorar Greg, natal é um dia comum, quer dizer, só é um dia mais chato. — Sara disse enquanto lia uma revista.

- Você tem problemas, todo mundo gosta do natal.

- Ah, vai te catar Greg! Natal é para pessoas i-d-i-o-t-a-s! — Fechou a revistas com força.

Todos na sala ficaram olhando para aquela situação.Grissom que havia chegado a pouco tempo, mas o suficiente para ver tudo resolveu distribuir os casos na tentativa de acabar com aquilo.

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- Mas que droga Grissom, eu me recuso a acreditar que eles fizeram isso ! — Sara colocava uma mão na testa enquanto andava pela sala.

- Eles nunca aprendem, não levam a sério o nosso trabalho. — Grissom parecia bem mais calma que ela.

- Olha todas essas pegadas e... que rastro de sangue é esse ?

- Policial, além de sujarem a sala com a lama de seus sapatos o que mais fizeram aqui?

- Bom... deixamos que os paramédicos colocassem a vítima no sofá, o chão estava frio.

- Esse era o menor problema dela, definitivamente estragaram minha cena de crime.

Sara saiu da sala indo em direção ao outro lado da rua enquanto praguejava qualquer coisa, se sentou no meio fio, estava visivelmente chateada. Ficou lá com a cabeça baixa enquanto fitava o chão.

Dos sons que ela ouvia o que mais se destacava eram as sirenes da polícia mas o barulho vindo das casas próximas também se fazia ouvir.

Ela não entendia aquilo, diziam que o natal era um dia de amor, dia de olhar para o próximo e ser uma pessoa melhor... bláblá.

Nas casas ao lado os vizinhos comiam peru e saboreavam um bom vinho enquanto naquela residência tinha um corpo no sofá, ninguém estava ligando para isso. Se aquilo era o espírito natalino ela estava certa, natal é para pessoas idiotas.

- Não vai me ajudar lá dentro ? — Grissom falava um pouco mais alto para que ela pudesse ouvir.

- Já estou indo. — Observava a sombra que vinha da casa de um vizinho, pareciam estar brindando.

Grissom foi até Sara e se sentou ao lado dela.

- Acho que pegamos o caso mais fácil da noite.

- Isso é tão maravilhoso. — Disse sarcástica, Grissom deu de ombros.

- Tem uma grande chance dela ter se matado, vamos recolher o que acharmos importante e voltamos para o lab.

- Suicídio no natal... que tosco.

- Você não gosta mesmo do natal.

- Não.

Voltaram para dentro da casa e fizeram seu trabalho, olharam cada cantinho, na verdade não tinha muito o que ver. Nada naquela casa indicava a presença de uma segunda pessoa, o assassino talvez.

Depois de procurarem por mais evidências eles perceberam que não havia uma segunda pessoa ali a muito tempo. A vítima parecia ser completamente sozinha.

Na volta para o Lab Grissom assumiu a direção, sempre era Sara quem dirigia mas dessa vez ela nem pestanejou. Estava tão distante que só foi perceber que estava no banco do passageiro depois que ele deu partida.

Mas não estava tão distante para não perceber que estavam fazendo um caminho diferente, mas decidiu não falar nada. Grissom saiu da estrada principal e pegou uma estrada de terra, era elevada, chegaram em um lugar alto, parecia um morro.

Quando desceram do carro ela pode ver a beleza do lugar, tinha uma vista maravilhosa, todas as luzes de Las Vegas pareciam pequenas vista lá de cima, mas dava para distinguir cada lugar, os casinos, o cruzamento da Strip com a Tropicana, era tudo muito visível.

- Você sabe que aqui não é Lab não sabe? — Disse meio brava.

- Huhum, achei que ia gostar da vista.

Grissom saiu do carro e Sara desceu logo atrás, realmente a vista era linda.

- É, é bonita.

- E relaxante, vai te fazer bem.

- Eu estou bem, porque acha que não estou?!

- Sua pequena explosão com o Greg ou a irritação na cena de crime... os dois? — Se sentou no chão e ela fez o mesmo.

- Ah... são bons motivos.

- Por que está assim ?

Ela realmente não estava a fim de responder, pensou um pouco e achou que tinha uma desculpa razoável.

- Mulheres tem dias ruins Grissom.

- Você está com dor? Precisa de um remédio?


Sara sorriu com a preocupação dele.

- Não, eu estou legal. — Ele ainda a olhava preocupado. — É sério, estou bem.

- Daqui a pouco começa os fogos ali. — Apontou para um lugar — Passar o natal no Lab não é mesmo boa idéia.

- Pra mim não faz diferença.

- Qual é o seu problema com esse dia?

Ela parecia pensar um pouco na resposta, talvez estivesse escolhendo as palavras certas. Pegou algumas pedrinhas no chão e a jogou para frente.

Grissom se lembrou dela ter feito isso anos atrás, engraçado como as pessoas tem hábitos que não mudam.

- É só que, assim, em uma casa tem uma certa família com uma linda árvore de natal e muitos presentes debaixo dela. É um ótimo natal para aquela família.

- Continue...

- Na casa ao lado tem uma outra família, sem árvore, presentes... — Fez uma pausa — Ao invés dos abraços o que tem lá são gritos. Muitos gritos e violência, alguém pede ajuda mas todos estão ocupados demais abrindo suas garrafas de champanhe.

- Isso não é culpa do natal Sara — Disse com uma voz suave.

- Mas no natal isso fica mais visível,parece um dia falso.

Ela tinha razão e ele sabia disso. O que ele não sabia era que a comparação feita por ela foi baseada em fatos reais, tão reais que ela fazia parte disso. Mas esse pequeno detalhe ele só saberia no ano seguinte.

- Eu sou uma chata mesmo — Disse com um meio sorriso — Vou tentar me animar, não quero estragar o seu natal...

- Comprei um presente pra você.

- Sério?!

Agora ela sorriu de verdade, Grissom foi até o carro e voltou com o presente.

- Se não gostar é só dizer.

Sara não perdeu tempo tentando abrir, foi logo rasgando o embrulho. Estava feliz por que se ele comprou um presente era sinal de que tinha se lembrado dela.

- Um livro de entomologia?! — Folheou algumas páginas — Eu adorei, é bem a sua cara.

- Gostou de verdade?

- De verdade! Obrigado.

Deu um beijo no rosto dele.

- Eu não comprei um presente pra você... me desculpe.

- Então porque não me dá um agora? — Sara levantou as sobrancelhas.

- O que por exemplo?

- Não tem nada ai? uma bala ou... qualquer coisa.

- Não... Espera, eu tenho uma coisa, não é um presente legal para um homem... vira pra lá e não olha.

Ele obedeceu e se virou para o outro lado. Não tinha idéia do que ela estava fazendo, tinha vontade de olhar. De um jeito muito discreto foi virando a cabeça um pouco, depois tentou esticar os olhos...

- Ei! Eu disse pra não olhar!

- Desculpe.

Se virou novamente um pouco envergonhado por ter sido pego, não ousou se arriscar de novo. Enquanto isso Sara tirava a blusa que estava vestindo.Ela usava uma camiseta por baixo, retirou a camiseta também, mas vestiu a blusa novamente.

- Pronto, pode olhar. Espero que seja do seu tamanho.

Ele se virou e ela lhe entregou a camiseta.

- É a única coisa que eu tenho — Disse corada — Quer dizer, que eu tinha, porque agora ela é sua.

- Ela está... quente — Levou a peça ao nariz — E cheirosa.

- Sério?! Porque eu não uso perfume no trabalho... — Disse divertida.

- Então você tem um ótimo cheiro — Respirou o aroma da blusa outra vez

Sara ficou olhando aquela cena, se não tivesse recebido tantos " nãos" talvez dissesse "pode me beijar agora".

Grissom estava maravilhado com o cheiro dela. Não entendia como Sara mexia tanto com ele, sentiu um arrepio por todo o corpo quando imaginou que ela se despiu ali, ao lado dele e ele não viu nada, nenhum pouquinho.

Também não pode deixar de pensar que agora ele teria algo para senti-la quando o sono desaparecesse pelo simples fato de lembrar dela.

Sara acabou com o silêncio.

- Eu não conhecia esse lugar.

- Já conheço a algum tempo. Trabalhei em um homicídio aqui.

- Começou... É lindo!!!

Era verdade, realmente os fogos em contraste com as luzes de Las Vegas era uma coisa muito bonita, maravilhosa. Sara ficou tão encantada que se levantou pra ver melhor.

Grissom ficou aliviado em vê-la mais descontraída, nem parecia a Sara de minutos atrás.

- Feliz Natal Grissom. — Ela o puxou fazendo com que ele levantasse também e lhe deu um abraço.

- Feliz Natal Sara.

Já estavam voltando para o carro quando Sara fez uma pergunta.

- Esse é o natal de que as pessoas falam?

- Não entendi.

- Entendeu sim, estar perto de quem gostamos e bláblá.

- É, também não brigar com os amigos, pedir desculpas...

- Tá tá, já entendi!

Sara cortou ele que jogou o celular para ela. É incrível como eles se entendem.

- Greg... você é um mané!

- E você é uma otária Sara.

- Feliz Natal.

- Feliz Natal Sarinha... sua louca.

- Branquelo.

É, talvez o Natal não fosse para pessoas idiotas. Naquele ano ela teve um bom natal.

Notas finais
Ah gente, o cap. que tem "a parte q interessa" como diz minha amiga, já está chegando. Só falta mais um pra eu postar ele.
E me deixem reviews pra eu saber se ficou legal ou não.
Por hj é só e amanhã tem mais.
Bjinhos.