Acontece sob a Lua
20 Capitulo 20 - Para sempre mesmo depois
Notas iniciais

POV: Renesmee
— Bom… eu tenho uma coisa muito importante para mostrar pra vocês — resmunguei.
Três pares de olhos masculinos me observavam minuciosamente. Billy, o pai do Jake, claramente não entendia por que eu o havia feito viajar até ali novamente sem dar explicações. Jason estava ao lado dele; eu devia ter sido muito mal-educada com ele, pois evitava me olhar diretamente. E, por último, Quil, o único lobo presente, estava confuso, porque, querendo ou não, ele sentia o cheiro do Jake e não entendia por que ele estava tão forte naquele lugar.
— Nessie, minha querida, quando o Quil me avisou que você queria falar comigo pessoalmente, pensei que fosse algo sobre uma homenagem ao Jake — Billy comentou.
Engoli em seco e assenti.
— Sim, eu sei… mas a questão é muito complicada pra eu explicar agora — cruzei as mãos, nervosa.
— Nessie, o que foi que você fez?! — Quil me lançou um olhar assustado e confuso.
— Você está sentindo, não está? — sorri de canto.
Ele franziu o cenho, engolindo em seco.
— Sentindo o quê?
Billy se levantou.
— Billy — suspirei fundo — além do Quil, você também sabe o que o Jake era — disse, e ele assentiu. — Isso o salvou.
— Não! — a voz soou atrás de mim. — Foi você que me salvou.
Jake surgiu descendo as escadas e parou ao meu lado. Observei os rostos perplexos e assombrados dos três à nossa frente.
— Filho? Mas… você estava morto — Billy balbuciou.
— Eu sei, pai. É uma longa história — Jake suspirou fundo.
— Isso é… é incrível… meu moleque voltou! — ele o abraçou forte e demoradamente, e eu sorri emocionada. — Mas como?
— Pai, foi um momento muito difícil nas nossas vidas… — Jake passou o braço pela minha cintura, e eu abaixei a cabeça. — Não queremos falar sobre isso agora. O importante é que eu estou aqui.
— Foi você que fez isso? — Billy me olhou.
— Foi… bem, eu tenho um certo dom e…
— Não precisa explicar — ele piscou. — Esses adolescentes sobrenaturais…
Rimos.
— Cara… isso é surreal — Quil o abraçou.
— Com tudo o que somos, pensei que já estivesse acostumado com essas coisas — Jake comentou.
— Já estava na hora de termos um alfa novamente por aqui — Quil sorriu animado.
— Por enquanto, estou fora de serviço — Jacob comentou, olhando pra mim. Assenti.
— Cara, você estava morto! Mas o que é que vocês estão falando afinal? Isso é um sonho?! — Jason finalmente falou, nos metralhando com o olhar.
— Maninho, tenho certeza de que o pai vai explicar tudo depois. Por agora, só saiba que eu voltei. Eu estou vivo — Jake tentou convencê-lo.
— Eu vou dar uma volta — Jason comentou, meio inerte.
— Jason, você não pode contar isso pra ninguém — Quil alertou.
— Relaxa — ele resmungou.
— Jason, posso falar com você? — perguntei.
— Sim — assentiu.
Deixei Billy matar a saudade do filho enquanto eu tentava me redimir por ter sido uma megera. Caminhamos pelo jardim da casa do Quil até um ponto mais isolado.
— Eu não posso justificar meu sofrimento para todos os meus atos… eu sei que te tratei muito mal, e agora entendo que você só queria me ajudar — resmunguei, envergonhada.
Ele sorriu de canto.
— Eu fiquei com uma impressão errada de você por causa daquele comportamento maluco… mas acho que você tinha um pouco de razão.
— Como assim? — franzi o cenho.
— Eu te conheci e… uau. Você era a garota mais bonita que eu já tinha visto. Tentei me aproximar, mas você ama demais o meu irmão. Mesmo depois que ele morreu, você continuou amando ele. Eu nunca teria chance.
— Eu…
— Não precisa se explicar. Eu fui um idiota sem noção — ele respirou fundo. — Até mais tarde, cunhadinha.
Beijou minha testa e se afastou.
Senti braços fortes envolverem minha cintura.
— Que tanto assunto é esse com o meu irmão? — a voz de Jake tinha tom de brincadeira, mas havia incômodo ali.
— Eu estava agradecendo pelo apoio que ele me deu.
— Jason apoiando alguém? Essa é nova — ele riu.
— Deve ser meu charme — sorri.
— Convencida — ele me puxou, colando meu corpo ao dele.
— Eu estava com saudades desses momentos com você — confessei. — Do seu corpo, dos seus beijos… do jeito que você olha pra mim.
Ele me beijou rapidamente.
— Gente, amanhã é Halloween! Podemos fazer uma festa! — Quil surgiu.
— Não acho uma boa ideia — Jake fez careta.
— É uma ótima ideia! Uma fogueira em homenagem às bruxas da Inquisição — falei animada.
— É o quê? — Quil arregalou os olhos.
— Vocês me decepcionam — girei os olhos.
— Inquisição? — Jake perguntou.
— Esquece! Vou pesquisar e fazer uma fogueira igual à que queimaram Circe De Lamaru.
— Circe quem? — eles perguntaram.
— Circe De Lamaru, uma das maiores bruxas da antiguidade.
— Minha namorada não é só um rostinho bonito — Jake sorriu, me abraçando por trás.
— Nessie também é cultura — Quil comentou.
— Cala a boca — resmunguei.
— Ainda não estou preparado pra que todos me vejam — Jake disse.
— Relaxa. Vamos arrumar uma fantasia que esconda seu rosto — pisquei.
— Como você sabe tanto sobre bruxas? — Quil perguntou.
— Porque eu sou uma — dei de ombros.
— Fico feliz de ver vocês juntos — Quil sorriu.
— Olha só quem voltou dos mortos! — Oliver apareceu. — Ouvi falar em festa?
— Você não foi convidado — Jake disse seco.
— Eu sinto muito por tudo… não posso ficar sozinho sem matilha — Oliver explicou.
Jake suspirou.
— Tudo bem. Eu aceito você na matilha. Mas, por enquanto, não quero ser alfa.
— E você está convidado pra festa — acrescentei.
— Obrigado, Nessie.
— Vamos dormir? — pedi, exausta.
— Sim — Jake beijou minha testa.
— Nem morto eu tenho chance com a Nessie — Oliver resmungou.
— Segunda vez que escuto isso — murmurei.
— Você anda disputada — Jake provocou.
— Culpa do meu charme — respondi, sentando na cama dele.
— Você pode ser a mais charmosa do mundo, mas ainda é minha — ele me deitou, ficando sobre mim.
— Sempre serei sua — murmurei.
— Você é a coisa mais importante da minha vida — ele disse sério.
— Você nunca vai me perder.
— Nem você a mim — prometeu.
Nossos lábios se tocaram em um selinho demorado, que logo virou um beijo mais profundo. Todo o cansaço sumiu quando ele tocou meu corpo. Era como se fôssemos feitos um para o outro.
Seus beijos desceram pelo meu colo, arrancando gemidos. Ele abriu minha blusa de forma nada delicada, os botões voaram e eu ri. Jake soltou um risinho cafajeste.
Inverti as posições, ficando por cima dele, beijando seu peito e lambendo seu abdômen. Abri seu calção lentamente, libertando seu pênis duro. Lambi toda sua extensão, provocando-o, até colocá-lo na boca, arrancando gemidos e rosnados.
Em um movimento rápido, ele me deitou novamente, sorrindo antes de me beijar.
— Eu poderia te beijar pra sempre.
— Eu também.
Ele entrou em mim devagar; gememos juntos. Quando estava totalmente dentro, começou a se mover com força. Minhas unhas marcaram suas costas, seus gemidos abafaram os meus, e nossos corpos se perderam no ritmo intenso das estocadas, cada vez mais rápidas e profundas.
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