Acidentes do amor

4 Capítulo 4 - Impacto


Notas iniciais
Oláa! Como prometido, aqui estou eu depois de uma longa semana de provas, mas com um capítulo para vocês! Boa leituraa!

Acordei quase uma hora da tarde. Por incrível que pareça, meus pais não reclamaram por isso e não me acordaram antes das oito da manhã.

– Bom dia. — disse, ainda sonolenta.

– Acho que é boa tarde. Só acho. — disse meu pai, sempre brincalhão.

– Droga! Preciso arrumar as malas! — disse, pegando um pedaço de pão e colocando na boca, saindo apressada.

Entrei no meu quarto e comecei a jogar todas as minhas roupas. O quarto estava uma bagunça total, mas o que importa é que eu achei meu biquini azul. Faz muito tempo desde que fui a uma praia. Coloquei alguns shorts e camisetas, especialmente as mais larguinhas, perfumes, sandálias e alguns tênis. Pronto. Minhas malas estavam feitas. Quando terminei de arrumar tudo já eram 17:20. Precisava confirmar algo, urgentemente. Peguei o telefone de casa e disquei um número.

– Oi, Jesse! É a Anne. — falei calmamente.

– Eu sei que é você. — disse ele rindo.

– Como assim?

– Você é a única pessoa que me liga de um telefone fixo. — respondeu.

– Ei! Não precisa ficar tirando com a minha cara por isso! — fingi estar brigando, mas minha risada me denunciou.

– Babaca. Mas o que fez você ligar para mim?

– Então, você vai na viagem amanhã? — perguntei. Esqueci de comentar que Jesse estuda no mesmo colégio que eu, só que em turma diferente.

– Claro! Já até arrumei as malas! — senti um alívio ao ouvir que ele iria mesmo. Como Kate não iria, eu não queria ficar sozinha a viagem toda.

– Ai! Obrigada! Te amo, Jesse! Beijocas! — respondi rapidamente, tropeçando em algumas palavras e desliguei ao ouvir alguém chegando no meu quarto.

– Já terminou de arrumar as malas, filha? — perguntou minha mãe.

– Já. — disse.

– Está levando algumas roupas mais quentes? — perguntou ela. Sorri. Mãe é sempre mãe, mas eu não havi pego nenhuma blusa quente.

– Peguei mãe. — menti, tentando desfarçar e me livrar de uma bronca.

– Bom mesmo. Ainda não acredito que você vai viajar para fora dessa cidade! — disse ela me abraçando.

– Nem eu mesma acredito! Vou sentir sua falta.

– Eu também, meu amor. Eu também. — falou ela, secando lágrimas que escorriam de seu rosto e saiu do quarto, falando que iria preparar o jantar.

Quando a porta se fechou, fui correndo para o guarda-roupa e peguei um blusão de moletom que meu pai me deu. Foi um presente que minha mãe deu para ele quando fizeram 6 meses de namoro, ou seja, era muito precioso para eles. Logo após minha mãe me chamou e jantamos.

Eram 21:00 quando terminamos de lavar a louça, secar e guardas, além de arrumar a casa.

– Acho que é bom você dormir cedo hoje. — disse minha mãe.

– Também acho e ainda tenho que ver se não estou esquecendo de nada. Boa noite, mãe, pai. — disse indo para meu quarto. Não iria dormir tão cedo assim.

Olhei para minha mala e percebi que algo muito importante estava faltando e não, não era o protetor solar.

– Meus queridos livros! Não acredito que estava esquecendo vocês! — sim, eu falo com os objetos e não sou louca. Peguei 5 livros e coloquei-os dentro da mala e fechei. Acho que era tudo o que eu precisava para uma viagem perfeita. Estava cansada e então resolvi dormir.

"Cause I'm TNT/I'm dynamite/TNT, and I'll win the fight/TNT, I'm a power load/TNT, watch me explode" — meu despertador começou a tocar. Eram 5:30 da manhã. Ótimo horário para acordar em um sábado. Levantei da cama e coloquei um shorts jeans e uma camiseta larguinha com a logo dos Beatles. Peguei minha mala, o passaporte e a passagem e sai do quarto.

– Bom dia! — disseram minha mãe e meu pai. Eles haviam preparado um café da manhã delicioso, com tudo o que se tem direito.

– Bom dia! — disse, sentando-me na mesa.

– Então? Animada? — perguntou meu pai.

– Muito. Pena que vou ficar longe de vocês durante uma semana. — disse fazendo bico.

– Não se preocupe com a gente. Só aproveite. — disse minha mãe sorrindo.

– Obrigada. — sorri.

Eles me levaram até o aeroporto e então começaram a chorar.

– Que drama! Estarei de volta semana que vem! — disse abraçando os dois. A verdade é que eu queria ficar com eles. Aproveitei o momento e coloquei um pouco de dinheiro em seu bolso, para ajudar nas despesas.

– Eu sei, querida. — disse mamãe e se soltou do abraço.

– Boa viagem! — gritaram os dois, enquanto eu me dirigia ao portão para ir ao avião. Que vergonha! Todos ficaram me olhando e rindo, mas esses são meus pais: pessoas extremamente carinhosas e amorosas, de vez em quando escandalosas até demais, mas eu os amava, independente disso.

Entrei no avião e procurei por meu assento até que encontrei-o. Sentei perto da janelinha, o que me deixou feliz, porque seria minha primeira viagem de avião. Fiquei tão distraída em meus pensamentos que não percebi quando alguém sentou ao meu lado e não, não era o Evans.

– Desculpe. — disse a pessoa, ou melhor Karen. — Ah é você? Então eu retiro minhas desculpas. — Sorri cínica e vi que ela não ficou feliz em ter que sentar ao meu lado, durante a viagem toda e, acredite, eu também não.

Quando peguei um livro, Karen apenas me olhou com deboche.

– Harry Potter e a Pedra Filosofal? Você lê livros infantis? — disse rindo. Rir de mim tudo bem, agora rir do meu livro predileto? Já está abusando da minha caridade.

– Querida, perguntei sua opinião? Não? Então fique na sua, por gentileza. — disse abrindo o livro na página que havia parado.

– Olha aqui. — disse retirando um livro de sua bolsa rosa. — Isso sim é um livro para garotas jovens. — Bufei.

– 50 tons de cinza? Você está brincando comigo, certo? — disse debochando, como ela fizera comigo. — Ou melhor: você sabe ler? — perguntei, antes que ela respondesse algo. Quando ela abriu a boca para me xingar, alguém interrompeu.

– Qual o problema, Karen? — disse uma voz masculina.

– Essa retardada não me deixa em paz! — fingiu ser a vítima. Revirei os olhos.

– Walker, posso ter uma conversinha com você. — disse Evans.

– Na verdade não pode. — respondi seca.

– Posso, como vou. — disse decidido e me puxou andando para o algum lugar que imaginei ser a primeira classe, só pelo estilo de tudo ser diferente.

– Me solta, Evans! — falei alto e ele finalmente me soltou.

– Senta aí. — disse, me apontando uma poltrona com a cabeça.

– Não! Vou voltar para lá. — disse, dirigindo-me à classe econômica.

– Você vai sentar aí e não vai incomodar a Karen, está me ouvindo? — disse Evans, me puxando e me fazendo sentar na poltrona ao lado da dele.

– Babaca. — disse fiquei olhando pela janela. — Como é que você consegue me deixar sentar aqui sem ninguém reclamar? — perguntei curiosa.

– Digamos que meu pai é dono de uma companhia aérea e que essa companhia é a mesma em que viajaremos. — respondeu, sorrindo convencido. Incrível como uma pessoa consegue gabar-se tanto sendo que não é nem ele consegue o dinheiro para sua sobrevivência, ou seja, Evans não é rico. O pai dele que é.

As aeromoças começaram a dar explicações em caso de emergência e tudo mais, o que ouvi atentamente e então começamos o voo. Apertei minha mãos contra a poltrona. Estava ansiosa demais por ser minha primeira viagem para fora do país.

– Com medinho, Walker? — provocou Evans, percebendo meu nervosismo. É claro que ele não perderia essa chance para me importunar.

– Só se for de você. — respondi, me concentrando em não me preocupar com isso e então o avião começou a voar tranquilamente. Admito que senti um alívio quando percebi que estávamos voando.

Estávamos no ar por um pouco mais de 2 horas até que sentimos fortes turbulências.

– Bom dia passageiros, aqui é o capitão. Entraremos em uma série de turbulências e sugiro que fiquem calmos... — disse o capitão, que foi interrompido quando começamos a cair, definitivamente. Nesse momento eu já estava entrando em pânico, quando sinto Evans me cutucar.

– Coloque a cabeça entre as pernas! — gritou e fez alguns gestos. Obedeci e fiquei como ele mandou. Lágrimas escorriam de meus olhos, enquanto pensava no quanto amava meus pais e que nunca mais os veria. Estava esperando o impacto e, momentos depois, ele veio.

Notas finais
E então? O que acharam? Espero que tenham gostado! O que acontecerá com os passageiros desse voo? Muitos sobreviverão ou muitos morrerão? O que acham? Comentem! Beijoos