Notas iniciais
Boa noite, leitores queridos! Como sempre, a autora mais sumida da vida voltou kkk! Estou de volta com mais um capítulo de AED para vocês apreciarem. Tem uma surpresa nesse! Um agradecimento especial a: aninhasp13, Jéssica Letícia, PalavrasMagicas, Débora Rezende, DayzaCarvalho e a todos que acompanham a fic. Obrigada pelas palavras que sempre me motivam! ♥ P.S: Não deixem de ler as notas finais! Boa leitura!

Dois meses depois

Sábado. Dia de descansar as ideias. Estou sentada a mesa da parte externa de nosso ‘monstro branco’, lendo um livro para ser discutido com minha turma da monitoria. Já passei por uma prova e um trabalho em grupo, estamos no meio do segundo semestre. Finalizei minha leitura depois de algumas horas e olhei para o lindo céu azul a minha frente, o sol brilhava e o vento soprava meus cabelos suavemente, acho que o tempo refletia o estado da minha vida atualmente, estável, tranquilo, pelo menos agora estava.

Minha vida e da minha família/amigos mudou muito a partir da última situação que tivemos; toda a pressão psicológica da situação de Clarck nós abalou muito. Durante quase uma semana eu não conseguia ir a lugar nenhum sem ficar extremamente preocupada com Nate em casa. Minhas notas caíram consideravelmente, meu diretor de projetos veio conversar comigo perguntando se deveria diminuir minha carga horaria. Foi ai que tive que conversar muito sério com meus amigos.

Redobramos o cuidado com Nate em casa, mantendo sempre as cortinas fechadas, não o levando para passear pelo menos não durante as primeiras semanas evitando o máximo a exposição de nosso bebê. Precisávamos que a nossa vizinhança nem desconfiasse que tínhamos um bebê em casa. Emmett conseguiu conversar com seus amigos da faculdade e eles disseram que, se conseguíssemos provar o abandono e que nos podíamos cuidar dele com estabilidade, talvez poderíamos ter a guarda de Nathan.

E para conseguir entrar com uma ação judicial solicitando a guarda do pequeno, eu precisava juntar dinheiro para pagar um advogado. Por isso, quando meu professor veio com questionamentos sobre minhas horas eu nem titubeei em falar que precisava ficar, precisava mais do que tudo juntar dinheiro neste momento.

Eu e Emmett temos nossa herança, recebemos indenizações (como se fosse fácil pagar pela perda de nossos pais), a venda de todos os bens deles, mais a herança que vovó Swan tinha deixado para nós: Uma casa em Sacramento, bem afastada do centro da cidade, que não pode ser vendida, na verdade era mais uma fazenda que uma casa; uma boa quantia em dinheiro, e mais alguns bens na cidade como um comércio. Um café que é administrado pela Senhora Esme, uma vizinha de quando a vovó se mudou para Sacramento, recebemos os relatórios todos os meses dos rendimentos, são feitas aplicações para manter o café e os funcionários, os lucros ficam em uma conta.

Estamos tentando sobreviver com essa situação, mas creio que serão poucos meses até conseguirmos juntar o dinheiro para resolvermos nossos problemas. Emmett está até sendo pago pelos colegas para fazer seus trabalhos, eu é que não acredito que meu irmão está fazendo alguma coisa séria na vida, mesmo não sendo tão correto assim; ele também ajuda seu colega que está abrindo um bar de quinta a domingo. Ele está conseguindo trabalhar bem nas suas finanças. Emmett é meu porto seguro, ele já me confirmou de todas as maneiras que fará de tudo para me ajudar a ficar com Nate.

Edward e eu nós aproximamos bem mais após nosso momento de calmaria. Ele te se mostrado um amigo muito fiel, me ajuda em tudo, cuidando de Nate. Não conversamos sobre o memento que tivemos. Aquele beijo que me inspirou calmaria e segurança se repetiu algumas vezes. Nossa relação era estranha, mas estávamos confortáveis. Ele me ajudava em tudo, compartilhávamos nossa vida, sempre contando o que acontecia em nosso dia, andávamos de mãos dadas; abraços eram muito comuns e alguns beijos também.

As meninas, Rose e Alice, sempre vinham cheias de olhares e suspiros querendo me importunar. Com toda a certeza do mundo eu sentia algo por ele e eu não sabia definir, algo entre amor, amizade e cumplicidade. A única coisa de que tenho certeza é de que quero muito ficar junto com ele. A presença dele me faz bem, ele é meu ponto de equilíbrio neste mundo.

Falando nele…

—Bella! Venha aqui para dentro, Nate acordou!

Edward me chamava/gritava de minha janela do quarto. Hoje o almoço ficou por conta de Rose e Emmett, aqueles dois também tem algo, muito escondido, mas eu se que tem; Nate já havia acordado então de sua soneca da tarde.

Juntei meu material de volta na minha mochila e fui em direção à cozinha. Já sabia que meu bebê acordaria com fome, melhor já ir preparada. Levei sua mamadeira quentinha para meu quarto, onde Nathan ficava. Lá estava ele todo se espreguiçando na cama com Edward, ele agarrava os cabelos dele e ficava murmurando coisas em sua linguagem infantil cheia de preguiças.

— Olá homenzinho da mamãe! Olha o que eu trouxe!

Foi só eu falar que ele já virou a cabecinha me procurando de onde minha voz saia. Edward deitou-se de barriga para cima, segurando Nate no colo, mostrando aquele sorrido lindo para mim.

—Olá, linda! Conseguiu estudar tudo? — Edward questionou-me.

Dei-lhe um selinho e sentei-me na cama junto com eles, automaticamente Edward apoiou sua cabeça em meu colo enquanto Nate balançava as mãozinhas em minha direção.

—Consegui sim, é um texto complexo, mas já fiz um fichamento e vou conseguir discutir com eles sem problemas!

—Que bom, isso significa que teremos você o domingo todo?

—Acho que sim!

Ele me deu um sorriso lindo e me beijou, mas Nate começou com seu “Ma ma ma”, o que ele começou neste último mês, para chamar minha atenção.

—Oh querido, mamãe vai te alimentar, vem cá!

Peguei meu pequeno do colo de Edward e ele estava puro dengo, esfregou seus olhinhos e apoiou sua cabecinha em meu ombro. Direcionei a mamadeira em sua direção, que não demorou muito tempo para ser consumida.

Eu amava esses momentos, a simplicidade de poder alimentar meu bebê. Nos últimos tempos, quando eu dizia ‘meu bebê’, meu coração ficava apertadinho e meus olhos enchiam de lágrimas.

Não via a hora de conseguir acertar a situação de Nathan e ter um pouco de tranquilidade. Mas por agora tudo o que eu quero é aproveitar meu momento com minha pequena família: Eu, Nate e, quase com 100% de certeza, Edward.

EMMETT

­ —Poxa vida loira, não faz use esse coração de gelo comigo não! Você sabe que eu sou parado na sua!

—Emmett, se você continuar a falar desse jeito, eu termino o que nós nem começamos direito.

—Tá, parei com a brincadeira, mas Rose, por favor, deixa eu gritar pro mundo que amo você.

Eu estava tentando, desesperadamente, fazer com que Rose aceitasse que eu falasse para todo mundo que ela era minha. Desde quando ela chegou aqui eu fiquei mexido por essa garota, o jeito dela me encanta. Esse ar imponente, decidida e ao mesmo tempo doce e meiga. No início, logo que eu me dei conta que era ‘parado’ na dela, eu comecei a perceber que ela era a mulher que estaria ao meu lado enquanto eu fosse homem o suficiente para merecê-la.

Agora nós estávamos em meu quarto. Rose estava em minha mesinha fazendo uma pesquisa em meu computador, ela usava seus óculos de leitura que a faziam ficar com aquela aparência de menina/mulher sábia. Seus cabelos estavam presos bagunçadamente em coque mal feito que eu, particularmente, amava; ela com esse ar despojado confortável com minha presença ao seu redor sem nenhuma maquiagem ou arrumação mais complexa, o que indicava nossa crescente intimidade e cumplicidade. Meu crescente amor por ela.

Suas atitudes demonstravam o quanto ela era boa e prestativa. O modo com ela apoiou Bella e meu ‘sobrinho’ sem questionar, só prestando seu ombro amigo. Mesmo ela tendo incentivado a minha querida irmãzinha a ter algo com aquele tal de Jacob e que as conversinhas sobre Bella e Edward que Rose e Alice andam suspirando pelos cantos. Elas acham que eu não sei, mas eu sei de tudo! Minhas fontes sempre corretas me informam de tudo! Deixa Edward pensar que eu não sei… Ah, se ele se comportar mal bem…

Desde então, mais especificamente há três quatro meses, nós temos tido alguns encontros, estamos em algum tipo de relacionamento. Mas tudo que eu mais quero é poder contar para minha família, minha irmã e meus amigos que esse anjo que está ao me lado é minha namorada.

Nosso relacionamento surgiu tão naturalmente que não pensamos em títulos para o que nós somos. Estamos juntos e isto bastava até então, mas eu percebi que queria tornar nosso entrosamento e cumplicidade públicos, eu gostaria de poder beijar, abraçar, andar de mãos dadas, mostrar nossos afetos por aí. Entretanto, assim que eu sugeri essa ideia, Rose foi absolutamente contra, eu entendi que nosso envolvimento estava muito recente, então fui calmo e esperei.

Contudo, já são quarto meses e pouco assim, nós encontramos às escondidas, quase fomos ‘pegos’ um monte de vezes. Como quando eu não aguentava de saudade do meu anjo e a beijava em qualquer lugar, como na cozinha da nossa casa. Ela ficou realmente brava quando isso aconteceu e Bella quase nos pegou, então eu fiquei de castigo por uma semana inteira. Ela disse que eu precisava aprender a me controlar.

Como bom estudante do segundo período de direito que sou, sei analisar e convencer, nem que seja mal e parcamente como um iniciante, eu comecei a notar que Rose era contra deixar qualquer pessoa saber sobre nós. Isso já estava me irritando.

— Ô, Rose?! Vamos fazer uma pausa?

Eu estava mais divagando que prestando atenção no que fazia, entretanto, eu também estava estudando.

— Vamos, querido. Estou te devendo um pouco de carinho…

— Isso, ainda bem que você reconhece!

Meu anjo loiro saiu da minha mesa e sentou-se em meu colo. Sem aguardar muito ela já estava acariciando meus cabelos e nuca. Eu não perdi tempo de desfrutar de sua boca. Suspirei em nosso beijo, meu anjo doce e calmo. Nós separamos e ficamos somente nós observando, nossa leitura de almas através do olhar foi interrompida pelo sinal de mensagem em seu celular.

Rose se levantou e leu rapidamente. Todas as vezes que estávamos juntos e seu aparelho celular tocava ela lia a mensagem rapidamente e estremecia, sua expressão facial mudava drasticamente e ela saia de perto de mim. Desta vez não foi diferente.

— Vou tomar um banho, querido, vamos ao supermercado depois.

Rose sempre escapava como um sabonete, mas eu sabia ser observador.

— Você sabe o quão irritado eu fico quando você recebe essas mensagens e muda tão instantaneamente? Você sabe que pode falar sobre qualquer coisa comigo.

Eu a abracei enquanto dizia, mas não surtiu o efeito que eu esperava. Ela não disse uma palavra, só afundou seu rosto em meu pescoço. Pude sentir que ela inalava meu perfume.

— Emmett, por favor, vamos esquecer isso… Você pode ir ao supermercado comigo? Estão faltando algumas coisas já…

— Você sabe que vou até a Ittoqqortoormiit com você. Mas um dia…

— Que é isso que você disse?

Sua cara de confusa era a melhor.

— É o fim do mundo localizado na Groenlândia.

Seu sorriso surgiu facilmente emoldurando seu rosto.

— Essa é uma razão porque eu sempre quero ficar ao seu lado.

— Então fique, baby. Completamente.

Ela me deu seu olhar misterioso e um beijo cheio de inseguranças e carinho.

— Te espero em trinta minutos lá em baixo.

Rose deixou meu quarto enigmaticamente sem me explicar o conteúdo da mensagem e suas reações sobre elas. Como sempre. Isso me deixava muito rabugento. Dei um suspiro pesado e voltei às minhas divagações. Eram tantos problemas, Bella tendo aquela discussão com o paspalho do Clarck e a ameaça que pairava sobre o pequeno bebê em nossa casa: a perda da guarda de Nathan.

Vamos ser realistas, não temos a mínima chance de ganhar. Não temos empregos nem estabilidade financeira e um relacionamento sólido para respaldar a ganha da guarda. Mas eu, como sou um homem incrível, digno, estupendo, admirável, sensacional, extraordinário, fabuloso e muitas outras qualidades, vou ajudar minha querida irmã.

Há dois meses quando o pandemônio aconteceu eu conversei com meus colegas do último período e eles me indicaram um egresso do curso que era especialista na área de direito familiar e já estamos preparando alguma coisa sobre o caso.

Eu reuni, ou peguei emprestada, a pasta que veio com Nate. Lá continha a carta da suposta mãe dele e mais alguns papéis. Nós estamos investigando se de fato Sarah, a mãe do pequeno, morreu; achá-la seria essencial para garantir que a guarda ficaria para Bella. Precisávamos comprovar a caligrafia, mas antes de tudo era preciso saber de sua identidade, o mais trabalhoso até agora. O que Bella não sabe é que eu já estou trabalhando nisso, não que eu ainda estava para ver, como eu disse para ela.

Estou cobrindo os dias de mais frequência no bar novo de um amigo para pagar os honorários do investigador e futuramente do advogado. Meu corpinho e sorriso irresistíveis, que Rose nunca saiba disso, me fazem ganhar muitas gorjetas, o que faz com que eu tenha tudo sobe controle. Em breve nós vamos conseguir trazer a calmaria para nós, só espero que dê tempo de ajeitar tudo antes que algo acontece e desestabilize meus planos. O processo será longo, espero que meu empenho seja reconhecido e nós conseguimos concertar esse pequeno empasse que a vida fez.

Notas finais
Gostaram da surpresa? Eu via que muitos me pediram mais interação desse casal, aí está! E aí, o que acharam? Querem mais? Comentem e recomendem que logo virá! Então é isso, aguardo os comentários, já estou trabalhando no próximo capítulo para postá-lo logo – pelo menos é o que eu pretendo. Acredito que a fic terá um total de 20 capítulos, chegamos ao meio eu pretendo finalizá-la ainda esse ano (amém!). Já tenho uma substituta sendo escrita! Comentários/recomendações = capítulo mais rápido! Um grande Robjs ;*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.