A garota correu para seu quarto, trancando-se lá dentro. Queria ficar longe de tudo e de todos.

Outro dia havia acabado ruim como os outros.

Desligou a luz, abriu a janela e sentou-se em sua cama, abraçando as pernas. Uma pequena brisa fez as cortinas dançarem lentamente, chamando a atenção da garota. Encarou a movimentação por uns segundos e permitiu-se ficar confortável na cama, antes que enterrar sua cabeça em suas pernas e começar a derramar suas típicas lágrimas.

O aposento era escuro e frio, igual o coração da garota.

Um suave riso foi tomando lugar nos ouvidos da pequena. Parou de soluçar imediatamente, e encarou o nada.

Sorriu.

Já não estava mais sozinha. Tinha a companhia daquilo que mais adorava ver sua tristeza e sua dor; daquilo que sempre a acompanhara nos seus momentos de fraqueza.

Irônico, mas ela tinha a companhia da própria Solidão.

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