Accidentally in Love
8 Refúgio
Notas iniciais
Algumas semanas haviam se passado. Emma estava cada vez mais envolvida em seu trabalho no The Mirror, o que de certa forma, andava incomodando Killian, pois não tinham muito tempo para passarem juntos. Regina por outro lado, estava radiante, a convivência com Emma a estava fazendo bem. Não poderia estar mais feliz, com o profissionalismo e talento de sua cunhada.
A relação das duas tinha melhorado muito, mas as vezes se desentendiam por alguma besteira. Regina estava cada vez mais provocante, com toques e insinuações nada sutis do ponto de vista da loira. O que deixava Emma, cada vez mais curiosa, pois ainda tinha dúvidas que a morena realmente estava flertando com ela.
Domingo a tarde, Emma estava sentada embaixo da macieira, lendo um livro, quando Regina se aproximou.
— Vou começar a ficar com ciúmes da minha estimada árvore!
Emma sorriu e ergueu a cabeça.
— Que mulher mais possessiva!
— Apenas com o que me pertence! – Regina sentou-se ao lado da loira. – Pensei que tinha saído com Kill.
— Eu não estava disposta! Ele foi sozinho!
— Aposto que nada feliz!
— Apostou certo! – Emma sorriu e fechou o livro que estava em seu colo. – Mas e você? Não iria sair com Zelena?
Regina negou com a cabeça.
— Também estava com vontade de ficar em casa! Acho que tivemos a mesma ideia! – Sorriu para a cunhada. – Sabia que plantei essa macieira junto de meu pai?
— Não. Então é por isso que gosta tanto dela!
— Sim. A ideia inicial era uma árvore para fazer uma casinha em cima, mas papai comprou a semente errada, e quando ela deu frutos, eu não deixei ninguém mexer nela!
— Mais uma vez possessiva. Tenho pena de suas namoradas.
— Nunca fui possessiva com as mulheres que me relacionei!
— Jura?
— Já te falei, nunca encontrei ninguém que me despertasse esse tipo de conduta.
— E eu já te falei, que procurou nos lugares errados!
Regina sorriu novamente, realmente adorava passar um tempo com Emma. Levantou rápido e puxou a loira pela mão.
— Venha. Quero te mostrar uma coisa!
Emma acompanhou Regina até a frente da mansão, onde estava o Mercedes estacionado. Franziu a testa e questionou.
— Achei que não queria sair de casa.
— Mudei de ideia. Vamos?
Emma concordou com a cabeça, estava ansiosa para ver o que a morena queria lhe mostrar, entrou no lado do carona e esperou Regina as conduzir. Depois de quase uma hora, chegaram em um chalé, que parecia abandonado. Desceram do carro em silêncio, e deram a volta no chalé. Emma se surpreendeu, atrás tinha um lindo riacho, ainda encantada com a beleza do lugar, se aproximou da margem. Regina apenas observava as reações dela.
— É lindo Regina!
— Eu sei, é o meu lugar favorito!
Emma se virou de frente para a morena.
— O chalé é seu?
Regina negou com a cabeça.
— Não sei quem é o proprietário, nunca quis saber. Eu entendi desde cedo, que as melhores coisas da vida não estão à venda. Por isso, venho aqui sempre que tenho vontade. E nunca encontrei ninguém, sorte minha eu acho.
— Sempre veio sozinha aqui?
— Sim, é o meu refúgio particular.
— E me trouxe aqui?
— Queria compartilhar com você.
Emma ficou sem palavras. Não esperava esse tipo de atitude da morena. Regina continuava a deixando sem saber como agir. Virou de costas, e se pôs a observar o riacho.
Regina se aproximou, ficando ao lado da loira. Ficaram em um silêncio confortável.
Na volta para casa, Emma soltou por impulso.
— Eu não entendo como esta solteira!
Regina gargalhou, estaria Emma realmente a elogiando desta forma?
— Claro que entende, sabe que não fui feita para isso!
— Pode ser. – Emma respondeu pensativa, e voltou a observar a paisagem pela janela do carro.
Regina a espiou de canto de olho e sorriu.
Quando chegaram na mansão, Emma viu a moto de Killian estacionada. Se xingou mentalmente, tinha esquecido completamente do namorado. Logo que entrou, viu Cora descendo as escadas.
— Emma minha querida, Killian estava a ponto de chamar a polícia para ir lhe procurar!
Regina revirou os olhos, seu irmão tinha sérios problemas.
— Fomos apenas acertar uns detalhes lá na redação, Emma estava preocupada com a reportagem dela.
Cora encarou Regina, tinha quase certeza que sua filha estava mentindo. Killian apareceu, vindo da direção da cozinha.
— Emma, onde você estava? Achei que estivesse indisposta.
Emma não gostou nenhum um pouco do tom de voz dele, e respondeu calmamente.
— Fui apenas resolver um detalhe da minha reportagem. Regina fez a gentileza de me levar.
Killian olhou para a irmã, como se estivesse decidindo acreditar ou não. Cora decidiu interferir, estava começando a ficar desconfiada desta nova cumplicidade entre sua filha e nora.
— Já que todos estão em casa, vamos jantar?
O jantar transcorreu com um clima estranho, todos pareciam pisar em ovos. Depois de encerrado, todos foram para a sala de estar. Enquanto Killian servia bebidas, Cora chamou Regina para irem ao escritório. Emma olhou rápido para a morena, que retribuiu o olhar, logo levantando e seguindo sua mãe.
Já dentro do escritório, Cora fez sinal para que sua filha sentasse, o que ela fez sem questionar.
— O que está acontecendo entre Emma e você? E nem tente me dizer que vocês estavam no jornal!
— Não está acontecendo nada. – Regina respondeu defensiva. – A senhora me pediu para me dar bem com ela, agora que estamos nesta fase, me questiona?
— Questiono porque você mentiu para mim! E você sabe perfeitamente bem, que não suporto mentiras.
— Eu só não quis deixar a Swan desconfortável, você e Killian estavam exagerando. Ela me acompanhou até um lugar aqui perto, achei mais fácil falar que fomos no jornal.
Cora analisou sua filha por longos segundos. Até concordar com a cabeça.
— Tudo certo então. Você me contaria se estivesse acontecendo algo mais?
— Que algo seria esse?
— Me diga você!
— A única coisa acontecendo, é que estou criando uma amizade com a minha cunhada. Não era o desejo de vocês desde o início?
Cora concordou com a cabeça novamente, e levantou.
— Fico feliz que estejam se dando bem! Emma foi um grande acréscimo para o jornal, sem falar no namoro dela com Killian.
Regina entendeu perfeitamente bem o que sua mãe estava dizendo nas entrelinhas. Que Emma era do seu irmão, e que qualquer desejo deveria ser reprimido. Como sempre, as vontades dele eram mais importantes para sua mãe, Regina estava cansada disso. Cansada de sempre ter que ver Killian ganhar tudo de mão beijada. Foi nesse momento que Regina percebeu, que não faria mais isso. Se desejasse ter Emma Swan, ela teria. Nada, nem ninguém iria a impedir disso.
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