Accidentally in Love
63 Armação
Notas iniciais
Algumas horas antes
Emma decidiu ir para a área das piscinas, aproveitar o lindo sol que estava fazendo, pediu um suco de laranja e foi sentar em uma mesa próxima a piscina dos adultos. Abriu o livro que tinha levado para a viagem e começou a ler. Algum tempo depois, foi interrompida por uma voz conhecida.
— Emma Swan, que surpresa mais agradável lhe encontrar por aqui.- Jefferson sorriu para a loira.
— Realmente é uma surpresa. — Emma falou confusa ao encontrar seu ex-editor, afinal ele morava em Nova York.
— Mundo pequeno. – Ele sentou ao seu lado. – Estou na cidade à negócios.
— Mais o menos o meu motivo. – Emma não sabia ao certo como tratar ele, pois lembrava da história que Regina lhe contou sobre ele e a ex-namorada do Killian.
— Eu fiquei sabendo do seu noivado. – Jefferson comentou. – Fiquei surpreso ao saber que estava noiva de Regina, pois a última vez que te vi, você estava namorando com o Killian. Vejo que ficou tudo em família.
— Jefferson! – Emma falou com o semblante fechado.
— Desculpe. – Jefferson ergueu as mãos em sinal de rendição. – Eu apenas não esperava por isso. Apesar que faz sentido toda a forma superprotetora que ela te tratava.
— Eu definitivamente não te devo satisfações da minha vida. – Emma já estava ficando sem paciência para continuar essa conversa.
— Eu sei que não. – Jefferson rebateu. – Não precisa ficar na defensiva comigo, éramos amigos, não éramos?
—Olha, Regina me contou o que fez para o Killian...
— Realmente vai me julgar por fazer o mesmo que você? – Jefferson negou com a cabeça.
— Não compare as histórias. – Emma respondeu irritada.
— Sim. – Jefferson concordou. – Não tem comparação, eu não devia nada ao cara, diferente de você e a irmã dele.
— Vai para o inferno. – Emma levantou e deu as costas ao ex-editor, que rapidamente virou um sonífero no suco de laranja da loira.
— Espera, Emma. – Jefferson segurou seu braço, fazendo ela virar de frente para ele.- Me desculpe, eu não vou mais te aborrecer, fique à vontade.
Emma bufou ao ver Jefferson se afastando e voltou a sentar em seu lugar. Abriu novamente seu livro e pegou seu suco de laranja para beber. Depois que bebeu todo o suco, não demorou muito para a loira cair no sono. Jefferson que estava mais distante, observando com cuidado o momento que poderia agir, sorriu e foi até Emma. Procurou no bolso do short que ela usava, pela chave de seu quarto, logo encontrando e pegou ela no colo. Jefferson carregou a loira até o seu quarto, entrando e lhe depositando na cama. Rapidamente se livrou de suas roupas, ficando apenas de cueca e tirou as roupas de Emma também, lhe deixando apenas de calcinha e sutiã. Deitou na cama e fez o corpo da loira ficar sob o seu, como se estivessem abraçados e esperou. Esperou até Regina entrar no quarto e gritar com eles.
— Que porra é essa? – Regina gritou.
Jefferson abriu os olhos e sacudiu Emma pelo ombro, até ela acordar desorientada. Emma rapidamente se afastou do homem, levantando da cama e franziu a testa sem entender nada, olhou para si mesma apenas de roupas intimas e olhou para sua noiva que estava com os olhos cheios de lágrimas prestes a serem derramadas. A loira sentiu a garganta seca e o coração acelerar.
— Regina... – Emma falou e foi logo cortada pela morena.
— Que merda é essa? – Regina sentia uma dor enorme em seu peito. – E não ouse me falar que não é o que estou pensando, pois, a imagem está bem clara para mim.
— Mas não é! – Emma gritou nervosa, olhou para Jefferson que continuava deitado na cama, apenas observando as duas. – Eu não faço ideia de como ele veio parar aqui, aliás a última coisa que me lembro é de estar na piscina lendo.
— Não seja dissimulada, Emma, parece bem obvio como ele veio parar aqui! – Regina negou com a cabeça. – Como você pode fazer isso comigo? Como você teve coragem de fazer isso com a gente?
— Eu não fiz nada. – Emma gritou, com os olhos cheios de lágrimas também. – Pelo amor de Deus, Regina. Você me conhece, sabe que eu nunca faria nada disso contigo.
— Conheço mesmo? – Regina respirou fundo. – Eu não devia me surpreender, não é? Afinal foi assim que ficamos juntas, você traindo seu namorado.
— Eu não acredito que você está jogando isso na minha cara. – Emma falou incrédula.
— Depois de tudo que passamos para ficar juntas, eu não consigo acreditar que você decidiu jogar tudo fora. – Regina deixou as lágrimas rolarem por seu rosto. – Eu te pedi em casamento, o quão idiota eu fui?
— Para, Regina, para. – Emma gritou e tentou se aproximar, mas a morena deu passos para trás e fez sinal com a mão para Emma não chegar mais perto.
— Não se aproxime, eu não quero você perto de mim. – Regina olhou para o homem deitado na cama e voltou a encarar a loira. – E logo com ele? Resolveu manter a tradição? Dois Mills traídos pelo mesmo canalha.
— É claro que não. – Emma negou com a cabeça desesperada. – Regina, me ouça. Por favor, acredite em mim. Eu não tive nada com ele, eu nunca faria isso. Eu te amo, eu te amo tanto...
— Cala a boca, não diga isso. – Regina gritou. – Nunca mais diga isso, eu tenho nojo de você. Nojo de saber que você foi capaz de transar com outro homem e logo esse homem. – A morena apontou para Jefferson, que continuava quieto na cama.
— Regina, por tudo que é mais sagrado. – Emma chorava sem parar. – Não faça isso, não escolha acreditar nessa armação. Porque é isso que é, é uma armação baixa.
— Eu fui muito burra mesmo. – Regina limpou algumas lágrimas de seu rosto. – Eu quero saber se essa é a primeira vez e se teve outros além desse verme.
— Você está me ofendendo. – Emma respirou fundo, tentando parar de chorar. – Que outros? Está delirando agora?
— Ah, certo. Foi apenas esse filho da puta. – Regina gritou.
— Não. Não foi. – Emma gritou de volta e olhou para o homem na cama. – Vai ficar aí parado? Sem falar nada?
— Oh, me desculpe. – Jefferson falou em tom ameno. – Você quer que eu minta?
— Não, seu desgraçado. – Emma gritou. – Quero que fale a verdade, a maldita verdade.
— Regina, eu sinto muito. – Jefferson começou. – Mas eu não podia deixar a chance de ir para cama com Emma Swan passar em branco, sinto muito que adormecemos e você nos pegou aqui.
— Seu bastardo. – Emma gritou com o homem. – Mentiroso, fale a verdade para ela agora.
— Se vocês querem discutir a relação, eu vou me retirar. – Regina fez sinal para a porta. – Mas antes eu preciso saber, por que aceitou meu pedido de casamento? Por que me fez acreditar que me amava de verdade?
— Que relação? Não existe relação nenhuma, Regina. Deixa de ser cabeça dura. – Emma continuava chorando. – Eu aceitei teu pedido de casamento porque quero passar o resto da minha vida contigo. E eu realmente te amo de verdade, te amo mais que a mim mesma.
— Não deve se amar então. – Regina falou em um tom frio. – Quem ama, não faz uma coisa dessas. Quem ama não destrói a pessoa amada.
— Você está me magoando profundamente, Regina. – Emma limpou algumas lágrimas de seu rosto. – Você vai se arrepender de estar agindo dessa forma.
— E você queria que eu agisse como? – Regina gritou. – Achando tudo lindo e maravilhoso, batendo palminhas para os chifres que eu levei?
— Você não levou chifre nenhum, cacete. – Emma suspirou. – Eu pensei que você confiava em mim, que me conhecia melhor que ninguém.
— Eu também pensei isso. – Regina deu um sorriso triste.
— Por favor, por favor acredite em mim. – Emma implorou. – Ou eu nunca vou ser capaz de te perdoar.
— Não tem o que você perdoar aqui, quem foi a traída da história foi eu, apenas eu. – Regina negou com a cabeça. – Não se faça de vítima.
— Regina...
— Não, Emma, chega. – Regina falou mais alto. – Eu cansei de debater o que não tem solução. Eu espero que tenha valido a pena transar com esse aí, aproveite o resto de sua vida e fique longe de mim.
Regina deu as costas e saiu do quarto. Emma gritou pelo seu nome e caiu no chão de joelhos, chorando descontroladamente. Depois de um tempo, olhou para a cama e viu Jefferson se levantando e se vestindo.
— Que raios você ainda está fazendo aqui? – Emma falou sem força, extremamente cansada.
— Eu queria apenas te falar que não precisa se preocupar, não abusei de você, posso ser muitas coisas, menos estuprador. – O homem falou calmamente.
— Infeliz. – Emma negou com a cabeça e levantou. – Por que? Me diga o motivo de ter estragado a minha vida.
— Você foi apenas efeito colateral. – Jefferson deu de ombros. – Os Mills merecem sofrer e pagar por agirem como os donos do mundo.
— Do que diabos você está falando? – Emma perguntou confusa.
— Nada que te diga a respeito. – Jefferson terminou de se vestir e saiu do quarto.
Emma olhou para a cama, aonde tinha sido vítima da armação que tinha lhe custado seu relacionamento com a mulher de sua vida, e em um ataque de fúria, arrancou os lençóis e atirou os travesseiros longe, virando o colchão no chão e se deixando cair no chão novamente. Chorando compulsivamente e desejando que tudo não passasse de um pesadelo.
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