Accidentally in Love

83 Amando a lua de mel


Notas iniciais
Olá gente linda Vamos continuar a lua de mel??? Espero que apreciem :D

Os dias foram passando mais rápido do que as duas recém-casadas gostariam, já fazia uma semana que estavam em lua de mel, restando apenas mais uma semana na fantástica Santorini. Emma e Regina já haviam feito uma excursão ao famoso vulcão, cuja a maior erupção por volta de 1680 a.C, fez com que a ilha assumisse sua forma atual, em forma de meia lua. Dizem que essa erupção inspirou a lenda de Atlântida. Elas bateram inúmeras fotos do local e no local, pretendiam fazer um belo álbum de fotografias da lua de mel.

Tinham desfrutado de um cruzeiro pelas ilhas do arquipélago de Cíclades, se encantando com as belezas naturais que enxergavam pela frente. Conhecendo as mais belas praias, fizeram algumas paradas para mergulhos, mas não chegaram a ir nas praias de fato. O dia não poderia ter sido mais agradável, com direito a refeição especial no navio, frutos do mar frescos no almoço, incluindo lula e camarão. Foi incrivelmente romântico.

Foram a cidade de Oía, usando um ônibus que partia de perto do hotel em que estavam hospedadas, que é a cidade mais bonita de Santorini, no extremo norte da ilha, com um cenário mágico, principalmente durante o pôr-do-sol, quando as casas, todas coloridas, ficam banhadas por uma aura alaranjada. Observar aquele pôr-do-sol juntas foi algo mágico, do qual nunca mais se esqueceriam. Trocaram lindas juras de amor naquele cenário apaixonante.

Haviam feito visitas ao museu arqueológico e ao museu pré-histórico, situados em Fira mesmo, a cidade na qual estavam hospedadas. Em ambos os lugares, aprenderam bastante, pois eram uma verdadeira aula de história, sobre as civilizações que viveram na antiguidade nessa ilha. E usado um teleférico para irem até ao porto velho, optando por regressarem montadas em burrinhos, símbolo de Santorini. Inclusive, haviam se divertido muito e dado altas risadas, montadas nos burrinhos, uma experiência emocionante para as duas mulheres.

Cada dia naquele paraíso era único e especial, estavam criando memórias, lembranças que as acompanhariam para o resto de suas vidas. Todas as atividades e passeios que faziam, eram regados de gestos carinhosos e momentos românticos, definitivamente era a lua de mel dos sonhos de qualquer pessoa. Estavam vivendo dias incrivelmente fascinantes e esplêndidos.

Ainda não tinham ido aproveitar nenhuma das praias, apenas vislumbraram algumas delas durante o cruzeiro. As praias de Santorini não tem areia, são todas de pedras, algumas com difícil acesso, por isso tinham deixado esse passeio especifico para hoje, iriam visitar a Red Beach, a praia que fica aos pés de uma encosta, toda avermelhada. Regina tinha até considerado a ideia de alugar um carro para fazer esse passeio, porém com receio de se perder ou enfrentar algum tipo de problema, optaram por irem de ônibus mesmo. O ônibus as deixaram no ponto mais próximo da praia, aonde tiveram que descer o morro para chegar nela. O caminho era bastante íngreme entre pedras, o que dificultou um pouco a descida, mas estavam vestidas preparadas para isso, ambas de short, camiseta e tênis. Quando finalmente atingiram a praia, toda de pedregulhos arredondados, predominando a tonalidade vermelha da encosta, ficaram admiradas pela beleza do local. O contraste entre a cor avermelhada e a água muito azul e cristalina a tornava exótica e lindíssima.

— Emma, essa praia é ainda mais linda de perto, um pouco desconfortável, essa falta de areia, mas ainda assim vale a pena. – Regina sorriu para sua esposa.

— Realmente, meu amor. – Emma sorriu concordando. – Ainda bem que fomos avisadas para vir de tênis, teria sido impossível descer usando sandálias. E andar por aqui de chinelo também não me parece promissor.

— Vamos entrar no mar? – Regina questionou. – Ou primeiro quer tirar mais fotos?

— Tiramos bastante lá de cima e durante a descida também. – Emma respondeu. – Depois batemos mais, vamos aproveitar essa água por enquanto.

Regina concordou e as duas retiraram seus tênis e suas roupas, já que estavam de biquínis por baixo delas. Deixando-as dentro de uma sacola, a praia naquele ponto estava vazia, sem ninguém mais por perto naquele momento, por isso deixaram suas coisas sem se preocupar. Um pouco mais longe tinha apenas um quiosque, já tinham sido informadas da falta de estrutura daquela praia, mas que totalmente valia a pena conferir.

Entraram na água, que estava bastante gelada, mergulhando e se deliciando com o mar calmo. Emma nadou até Regina, abraçando sua cintura e deitando a cabeça em seu ombro, a morena iniciou um carinho nas madeixas loiras.

— Me lembre de sempre deixar você planejar as nossas viagens. – Emma sorriu. – Está tudo tão perfeito.

— Vou te lembrar, pode deixar. – Regina deu um beijo na cabeça da esposa. – Viagens por minha conta.

As duas mulheres voltaram a aproveitar a água, mergulhando e nadando à vontade. Ficaram algumas horas naquela praia, aonde tiraram mais dezenas de fotografias, voltando o caminho até a parada de ônibus. Quando chegaram ao hotel, estavam exaustas, apenas tomaram um banho rápido de chuveiro, colocaram seus pijamas, pediram o jantar no quarto e foram dormir.

No outro dia, o som estridente do celular da morena, despertou as duas recém-casadas. Emma empurrou a esposa pelo ombro, pedindo que ela fizesse o barulho parar. Regina resmungou algo inaudível e apenas afundou sua cabeça no pescoço da loira.

— Regina. – Emma reclamou. – Por que raios o teu celular está tocando deste jeito?

— Eu não sei, Emma. – Regina continuava com a cabeça escondida no pescoço alvo. – Provavelmente alguém me ligando.

— Alguém te ligando? – Emma procurou pelo relógio na mesinha de cabeceira, fazendo a morena resmungar ainda mais, por ser obrigada a sair de sua posição confortável. – São oito horas e treze minutos, o que significa que é uma hora da manhã em casa. Quem vai nos ligar de madrugada?

— Emma, perguntas de mais. – Regina resmungou. – Meu cérebro ainda está dormindo, tente novamente mais tarde.

— Não, senhora. – Emma cutucava o ombro da esposa, fazendo ela se virar, na tentativa de se esquivar. – Foi o teu celular o responsável por nós acordar, agora já perdi o sono, pode ir abrindo esses olhinhos.

— Amor da minha vida. – Regina falou em tom de súplica. – Feche os teus lindos olhos e volte a dormir.

— Eu já acordei, meu bem. – Emma falou manhosa. – Vamos levantar, vai.

— Não. – Regina resmungou. – Se você ficar quietinha, aposto que consegue voltar a dormir.

— Mas eu não quero, Regina. – Emma mordeu o lábio inferior, pensando em uma ótima forma de convencer sua esposa a ceder. – Vou ligar a hidromassagem.

— Isso é golpe baixo, Emma. – Regina continuava de olhos fechados, tentando segurar seu sorriso, pela chantagem barata de sua mulher.

— Eu sei. – Emma riu. – Mas está funcionando, não está?

— Talvez. – Regina resmungou. – Ou talvez você esteja falando tanto, que esteja conseguindo afastar o meu pobre sono.

— Meu amor, você fica muito mal-humorada quando é acordada. – Emma falou sorrindo.

— Sou humana. – Regina respondeu. – Não conheço ninguém que goste de ser acordado antes da hora.

— E eu não conheço ninguém que faça tanto drama por causa disso. – Emma rebateu, puxando a morena para deitar de costas na cama e subindo por cima de seu corpo. – Abre esses olhos, minha vida. Agora você está apenas fazendo charme, vamos lá.

— Eu sou uma pessoa charmosa. – Regina respondeu, ainda de olhos fechados, adorava implicar com sua esposa. – É um dos muitos motivos que fizeram você casar comigo.

— O principal motivo deve ter sido a modéstia. – Emma balançou a cabeça negativamente. – Preguiça devia ser teu nome do meio.

— Ficaria lindo, Regina Preguiça Swan-Mills. – A morena falou sorrindo e abriu os olhos, encarando os verdes esmeraldas mais lindos que conhecia. – E qual seria o teu nome do meio, meu anjo? Emma Ciumenta Swan-Mills ou Emma Teimosa Swan-Mills?

— Muito engraçado. – Emma revirou os olhos e mordiscou o queixo da morena. – O meu seria Emma Incrível Swan-Mills.

— Incrivelmente convencida, isso sim. – Regina sorriu e selou os lábios cor de rosa em um beijo casto. – E a hidromassagem?

— Está no banheiro. – Emma respondeu sapeca. – Aonde mais estaria a hidromassagem, Regina?

— Acordamos comediantes hoje, não é mesmo? – Regina riu.

— Você que começou. – Emma mordeu de leve o queixo da sua esposa. – Não vai verificar quem era no celular?

— Se está tão curiosa, por que não pegou para olhar? – A morena perguntou em tom calmo. – Você sabe o meu código.

— Não gosto de mexer em seu celular, você sabe disso. – Emma respondeu tranquilamente.

— O que eu já falei que é bobagem. – Regina se esticou para buscar pelo celular na mesinha de cabeceira, o alcançando e desbloqueando sua tela. – É número local, deve ser daquela loja que encomendamos as esculturas de madeira.

— Será que já estão prontas? – Emma questionou curiosa, fazia três dias que haviam visitado a loja, tinham ficado encantadas pelas lindas peças, acabando por encomendar algumas esculturas de madeira. – Não vejo a hora de vermos como ficou.

— Depois eu retorno essa ligação. – Regina largou o celular de volta na mesinha de cabeceira. – Agora, acredito que alguém tenha me prometido um relaxante banho naquela hidromassagem.

— Ah, é? – Emma mordeu o lábio inferior. – E quem fez isso? Tem certeza que a hidromassagem não foi apenas mencionada? Realmente ouviu alguma promessa?

— Emma Swan-Mills. – Regina falou em falso tom de censura. – Tem sido muito arteira ultimamente. Aonde anda aprendendo essas coisas?

— Com a minha esposa. – Emma deu um selinho na morena e levantou. – Ela é uma ótima professora.

— Pelo jeito é ótima até demais. – Regina sorriu. – Péssima influência em loiras de traços angelicais.

— Se você diz. – Emma sorriu e caminhou até a porta do banheiro, parando antes de entrar e olhando para sua esposa na cama. – Não vai vir?

Regina deu um sorriso malicioso, e rapidamente seguiu sua mulher até ao banheiro. Aonde aproveitaram a hidromassagem juntas, se amando com ternura e paixão. Depois de se secarem e se vestirem para o dia, foram desfrutar de um maravilhoso café da manhã, servido na beira da piscina do hotel. O dia estava mais uma vez lindo, tinham dado sorte com o tempo em Santorini, pois felizmente ainda não havia chovido nenhum dia.

— Então, aonde vamos hoje, minha guia turística favorita? – Emma questionou sorrindo.

— Eu nos escrevi para o tour do vinho. – Regina sorriu. – Daqui uma hora o guia vem nos pegar aqui no hotel.

— Tour do vinho? – Emma riu. – Eu realmente me casei com uma alcoólatra.

— Não finja que não amou a ideia. – Regina riu. – O tour passa por três vinícolas, e só li maravilhas sobre essa atividade.

— Claro que amei a ideia. – Emma sorriu. – Tenho certeza que vai ser ótimo.

— Sim, vai ser. – Regina deu um sorriso malicioso. – Não vamos esquecer o efeito que o vinho tem em você, minha querida.

— Querendo me embebedar, baby? – Emma mordeu o lábio inferior. – É essa a tua intenção?

— Minhas intenções são sempre as melhores, meu amor. – Regina piscou para a loira. – Digamos que é apenas um bônus, além de fazer esse passeio incrivelmente agradável, ainda temos os efeitos colaterais.

— Você não presta. – Emma riu.

— Um problema que é todinho seu. – Regina ergueu a sobrancelha.

— Eu gosto deste tipo de problema. – Emma deu de ombros.

— Ah, eu sei que gosta. – Regina riu. – Na volta do nosso tour, não me deixe esquecer que tenho que telefonar para a Mamãe.

— Claro. – Emma concordou. – Não queremos acordar ela no meio da madrugada, não é mesmo?

— Definitivamente não. – Regina sorriu. – De onde você acha que eu puxei o mau humor ao ser acordada?

— Mas a sua mãe gosta de acordar cedo. – Emma franziu o cenho.

— Sim, de ela acordar por livre e espontânea vontade. – Regina explicou. – Não que decidam acordar ela antes do planejado. Cora Mills se transforma na Rainhas de Copas a ter seu sono atrapalhado, mandando cortar as cabeças dos pobres mortais que fizeram isso.

— Confessa que adora fazer essas analogias sobre a sua mãe. – Emma riu. – Você tem talento para drama, meu bem.

— Não vou confessar nada. – Regina sorriu. – Não tenho culpa se essas coisas se encaixam na personalidade de Mamãe.

Emma revirou os olhos e continuou bebendo seu suco de laranja. Depois que terminaram seu café da manhã, esperaram pelo guia do tour chegar. No horário marcado, a van chegou no estacionamento do hotel, conduzida pelo guia e sommelier, um homem simpático, chamado Stamatis. Enquanto buscava o restante do grupo em seus hotéis, Stamatis conversava animadamente, querendo conhecer as pessoas que estavam no grupo, que foi formado por oito pessoas. Emma e Regina interagiam alegremente com o grupo e o guia, que realmente era muito querido por todos. O tour iniciou por um vinhedo, aonde Stamatis explicou sobre o cultivo de uva na ilha. Depois foram a três vinícolas. Na adega de cada uma delas, foi dado explicações sobre o processo de fabricação dos vinhos. E antes de iniciar as degustações, Stamatis mostrava como avaliar um vinho pela cor, odor e aroma. Em cada vinícola foram degustados quatro variedades de vinhos, totalizando em doze vinhos, acompanhados por queijos e salames. O restaurante da última vinícola era um local fantástico, à beira da caldeira, aonde o tour foi encerrado, com um saboroso jantar, contemplando um belo pôr-do-sol. Emma, como a morena esperava, estava levemente alterada pelo efeito dos vinhos, com as bochechas coradas em um tom adorável. Regina se divertia com a situação, pois a loira ficava mais falante do que o normal.

Na volta para o hotel, a loira continuava tagarelando com os outros integrantes do grupo, enquanto Regina mantinha uma conversa agradável com Stamatis, que contava as suas experiências na ilha. Após agradecer ao guia pelo passeio sensacional e se despedir dele e das outras pessoas, entraram abraçadas no hotel, indo direto para o quarto delas. Passava um pouco das nove horas da noite, o que significava que seriam duas horas da tarde em Storybrooke, por isso Regina pegou o celular para ligar para Cora, enquanto Emma se jogava na cama.

— Vai ligar para Cora? – Emma quis saber, enquanto deitava de lado, escorando sua cabeça em sua mão.

— Sim, quer que eu coloque no viva-voz? – Regina ofereceu.

— Pode ser. – Emma sorriu e bateu com a mão na cama. – Sente aqui.

A morena sentou na frente de sua esposa, fazendo a ligação para sua mãe, que atendeu na terceira chamada.

— Regina, minha querida. – Cora saudou do outro lado da linha. – Como vai a lua de mel?

— Melhor impossível. – Regina sorriu para a loira. – E como vão as coisas por aí?

— Me diga que não me ligou para perguntar sobre o jornal. – Cora repreendeu.

— Ela não ligou, Cora. – Emma respondeu rindo. – Ligamos para saber sobre como vai a senhora e Toby.

— Emma? – Cora chamou. – Estou no viva-voz?

— Sim, Mamãe. – Regina riu, sabendo que Cora gostava de ser avisada sobre isso no início da ligação.

— Regina, eu não te ensinei corretamente as boas maneiras? – Cora questionou. – É de bom tom, avisar a outra pessoa que ela está no viva-voz.

— Ah, Mamãe. Tudo isso é receio de falar algo inapropriado? – Regina provocou, levando um tapa da loira em sua perna.

— Minha querida, agora você está me confundido com você. – Cora rebateu. – Estou apenas explanando o óbvio da boa educação.

— Cora, não ligue para a sua filha. – Emma riu. – Toby está dando muito trabalho?

— Que nada, ele é um bom cachorro. – Cora respondeu. – Estou adorando ter ele por aqui.

— Só não se anime demais, Mamãe. – Regina respondeu. – Ainda queremos ele de volta. Se quiser um cachorro, eu encontro outro para a senhora.

— Regina. – Emma reclamou.

— Eu vejo que o teu sarcasmo está ainda mais evidente, Regina. – Cora sorriu. – Não se preocupe, não pretendo roubar o teu cachorro.

— Ah, é? – Regina resolveu provocar mais. – Achou outro passatempo em Storybrooke? Um do tipo que trabalha na área da justiça?

Emma apenas revirou os olhos, sabendo que a esposa não iria parar tão cedo de implicar com sua mãe.

— Não sei sobre o que está falando. – Cora desconversou. – Emma, me diga, está gostando de Santorini?

— Estou amando. – Emma respondeu sorrindo. – Regina planejou a lua de mel dos sonhos, estamos aproveitando muito.

— Eu fico extremamente feliz em saber disso. – Cora respondeu. – Já estive em algumas ilhas gregas, mas apenas de passagem por Santorini.

— Dona Cora, não pense que não percebi que mudou de assunto. – Regina falou rindo. – De uma forma nada sutil, diga-se de passagem. Mas por agora, vou deixar passar, pois prefiro ter essa conversa pessoalmente.

— Regina, não finja que consegue me deixar fazer algo. – Cora rebateu. – Sabemos muito bem que isso não é verdade.

— Palavras machucam, Mamãe. – Regina se fez de ofendida, se segurando para não cair na gargalhada.

— Cora, isso tudo é saudades. – Emma falou sorrindo.

As três mulheres continuaram a conversa por mais algum tempo, até se despedirem e desligarem a ligação. Regina arrastou sua esposa para o banho, pois Emma estava fazendo dengo para se levantar da cama. O banho obviamente, durou muito mais do que o planejado inicialmente, visto que a troca de carinhos foi bem intensa. Retornaram para o quarto entre beijos e mãos se procurando, caindo na cama, que foi palco mais uma vez, de uma longa noite de amor.

Notas finais
Então? Me contem seus pensamentos, que parte gostaram mais? Bom final de semana a todos. Mil beijos.