Notas iniciais
Oi pessoas! ^^
Bem... essa história foi inspirada num sonho que tive esta noite. Espero que gostem... ^^

POV Ethan

O hospital me tem um ar meio sinistro...

Eu havia vindo até aqui para pegar uma receita de um remédio para minha avó. Enquanto esperava, vi uma ambulância chegando. Dela, saíram paramédicos que tiraram de lá apressados uma maca, onde havia uma menina nova, uns 9 ou 10 anos. Ela estava com tubos respiratórios. Enquanto os paramédicos levavam a maca com a garota para alguma sala lá dentro, ela virou seu rosto.

Com as pálpebras quase fechando, ela me lançou um olhar de sofrimento. Me senti tocado por ela, e não consegui tirá-la dos pensamentos. Fui embora desconcertado e confuso, com a receita nas mãos.

Durante a noite, seu rostinho invadiu novamente meus pensamentos. Fiquei acordado muito tempo, imaginando quem seria ela, o que gostava de fazer, como era sua risada...

E tomei a decisão de, no dia seguinte, visitá-la no hospital.

~No dia seguinte, sete da manhã~

Acordei animado. Tomei um banho rápido, um café da manhã leve e peguei minha bicicleta.

Perto do prédio enorme e branco do hospital, respirei fundo. Passei numa loja de presentes e comprei flores de plástico. Não tinha certeza se flores de verdade faziam mal a quem tem problemas respiratórios, mas era melhor prevenir.

Ao chegar na recepção, fui atendido por uma mulher grande que parecia estar sempre entediada e mal humorada.

-Bom dia — cumprimentei.

-Bom dia, senhor. O que deseja? — ela perguntou com voz monótona.

Ontem, uma garotinha veio a este hospital numa ambulância. Estava com tubos respiratórios--

-O senhor é parente desta garota?

Pensei rápido, ué.

-Sou primo dela — menti na cara dura. — Há mais alguém lá?

-Os pais acabaram de ir embora. Disseram que têm que trabalhar. — sua voz já estava me irritando.

Ela me entregou um crachá.

-O máximo que se pode ficar por visitas é dez minutos.

-Obrigado, senhora. — respondi. O crachá tinha o número do quarto — quarenta e dois.

Subi pelos corredores, procurando o o quarto. Quando o achei, havia um papel indicando o número do quarto e outro com o nome da garota, Emily Collins. Respirei fundo, bati na porta e a abri.

Emily estava deitada na cama, com os tubos de respiração, assistindo a algum desenho numa televisão pequena afixada à parede. Ela virou seu rosto delicado para mim.

-Oi — falei, sem jeito.

-Oi, moço... Quem é você? — sua voz estava meio abafada pelos equipamentos.

-Meu nome é Eithan... Vi você ontem vindo para cá e me senti meio mal. E quis vir visitá-la. — Estendi-lhe as flores. — Comprei isso para você.

Ela pegou as flores, hesitante, e passou a mão pelas flores artificiais. Então olhou para mim, sorrindo.

-São lindas. Obrigada, Eithan.

Notas finais
AEHOOOOOOOOO!
Espero que vocês tenham gostado, pessoal! :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.