Acaso
1 Capítulo Único
Notas iniciais
— O que você está fazendo aqui? — Regina entra em sua sala encontrando uma loira com cabelos caindo em cascata pelos ombros, com uma farda tão bem conhecida por ela, e um semblante nada amigável a observando. Emma Swan estava vindo da delegacia diretamente para o consultório de Regina Mills, algo deve ter acontecido. Era o que Regina pensava.
— Onde você estava ontem à noite? — Emma perguntou seriamente a Regina enquanto suas mãos brincavam com um objeto qualquer em cima da mesa da psicóloga. — Primeiro, eu que pergunto o que diabos você está fazendo aqui e segundo, onde eu estava ou deixei de estar não te diz respeito nem um pouco, você sabe bem. — A morena foi de encontro a loira, ficando ao seu lado, a impedindo de mexer em seu computador. Tarde demais. — Não sabia que você ainda tinha essa foto, a melhor viagem que fizemos. — Emma disse com um risinho de lado enquanto olhava para duas mulheres sorridentes e de biquíni na tela do computador da morena. Por um acaso, essas mulheres eram elas. -Será que dá pra parar de fuçar minhas coisas e dizer o que você quer, por favor? Eu tenho pacientes para atender! — Regina estava agora com uma mão na cintura e um semblante sério olhando diretamente nos olhos de Emma, que ainda tinha o mesmo sorriso nos lábios, e agora olhava pra morena com uma intensidade que beirava a devoção.
— Você é tão linda..., MAS não foi para isso que vim até aqui. E eu dispensei seus pacientes. — Emma pareceu lembrar do real motivo de ter ido até lá e voltou com a carranca. — Quero que me responda se ele te fodeu como eu sempre fiz. — Direta ao ponto.
— Que?! — Regina olhou boquiaberta para a loira a sua frente, sem acreditar no que tinha acabado de ouvir. — É, Regina. Eu vi você com aquele cara ontem! E tirando por essa vermelhidão aqui, a noite foi longa não é mesmo?! — Emma levantou, ficando a centímetros do rosto de Regina, levando seu cabelo para trás e descobrindo uma região avermelhada em seu pescoço. — Você está louca, Emma Swan! Isso é o que você está. Agora vê se me dá licença que eu tenho mais o que fazer. — Regina rumou para sair de perto da loira, que lhe segurou o pulso, fazendo com que o corpo da morena sentisse um arrepio não despercebido por Emma. — Você transou com ele, Regina? — Ela falava próxima ao ouvido da morena, enquanto ainda a segurava pelo braço. — Só me responde se ele te fez gozar como eu faço, se você deixou ele te chupar como eu chupo! Custa responder? — Emma falava enquanto sua mão livre subia pelo braço de Regina, entrelaçando seus dedos no cabelo da mulher que ela costumava chamar de sua, sentindo seu cheiro. Regina suspirou, seu corpo nunca foi muito obediente quando se tratava da sua ex.
— Não, Emma. Ele não me fodeu, ontem. Não que isso seja da sua conta. Agora você já pode sair. Checagem semanal feita com sucesso. — Regina se desvencilhou da mulher que a olhava com alívio. — Afinal, por que você se importa tanto? Me diz. Nós não temos absolutamente nada mais. Você se encarregou de fazer isso acontecer. — A morena vociferava para aquela que até tempos atrás dormia e acordava ao seu lado todos os dias. — Você, Emma Swan! Você foi quem esqueceu de nós, você é quem não valorizou o que tínhamos e você é quem se dedicou demais a sua amada profissão e esqueceu que tinha família em casa! — Ela agora tocava o dedo no peito de Emma, olhava para a loira com raiva, seus olhos castanhos estavam tão intensos que chegavam a ser confundidos com a escuridão da noite.
— Desculpa... — Emma disse apenas.
— Desculpa pelo que? Por ter vindo aqui atrapalhar meu expediente ou por todas as merdas que você já fez?! — Regina agora estava a milímetros de distância de Emma, seus narizes quase se tocando. — Responde, Emma! — A loira nada disse, e num acesso de loucura, Regina a tomou nos braços, puxando a outra pela nuca e fazendo suas bocas se encontrarem num beijo ríspido, intenso e cheio de saudade. Beijaram-se como se suas almas dependessem daquilo para viver. Como se nada do que houvera importasse, como se nada fosse capaz de dar fim ao sentimento que ambas nutriam dentro de si. O beijo que antes era cheio de lascívia, foi se tornando menos apressado, o que antes beirava ao desespero de sentir uma a outra, foi dando espaço a calmaria tão conhecida pelas duas, o entrelaçar de línguas que se tocavam numa dança que só elas conheciam e sabiam fazer. Regina soltou os cabelos de Emma, que só depois de terminar o beijo, percebeu que estava encostada na mesa, quase sentada. — Isso.... Isso não deveria ter acontecido! — Regina soltou a loira e caminhou pela sala. — Eu só posso está ficando louca. — Emma riu.
— Louca mesmo. Louquinha por mim, como sempre. — Regina virou pra ela a fulminando com o olhar, enquanto a mesma se aproximava cada vez mais de onde a morena estava. — Você fica aí, não encosta. Mantenha a sagrada distância. — Regina falou, gesticulando com as mãos. — Por que? Tá com medo de não resistir aos meus lindos olhos azuis? Ou de me roubar outro beijo? Eu vou ter que pegar de volta hein... — Emma se aproximava mais, até está frente a frente da mulher mais uma vez. — Você é a dona do melhor beijo que eu já tive o prazer de desfrutar, amor. Selvagem. — Emma a olhava com lascívia, a imensidão de sua íris clara presa na escuridão da de Regina. — Diz que não me quer agora, diz. Fala isso eu vou embora. — A loira acariciava o rosto de Regina de uma forma carinhosa. – Eu. Não... — Regina foi interrompida. Swan a pegou pela cintura e forçou o beijo segurando-a também pela nuca. Beijaram-se mais uma vez, reafirmando um desejo que as mesmas sabiam que estava ali.
— Você.... Eu.... Eu vou matar você! — Regina empurrou Emma até esta cair no sofá, a olhou mais uma vez antes de se pronunciar.
— Eu odeio você, Emma Swan.
— Eu amo você, Regina Mills. — Emma retrucou antes de sentir o corpo de Regina em cima do seu e seus lábios serem tocados mais uma vez. Regina apertou os peitos de Emma por cima da blusa, acariciando e massageando. Apertou mais uma vez, descendo sua mão pela barriga dela, indo de encontro a barra de sua blusa, apertando a cintura da loira enquanto a beijava com volúpia, mordendo o seu lábio inferior. Emma arfou exasperada.
— Que saudade eu tava disso. — Ela disse enquanto Regina se posicionava com uma perna de cada lado do sofá, e puxando-a pra que pudesse tirar as peças que a impediam de ver o que ela tanto gostava, deitando Emma logo depois. Puxou a blusa da sua ex pra cima, tirando juntamente com o sutiã branco que a mesma usava, arremessando-os em qualquer canto da sala. Tocou novamente os peitos que eram só dela há muito tempo, fechando os olhos e sentindo sua calcinha encharcar mais ainda, torceu o mamilo de Emma entre os dedos, sentindo eles rígidos antes de tomá-los entre os lábios, sugando e mordendo, ouvindo como resposta gemidos manhosos da loira.
Emma segurava os fios negros da morena, trazendo a boca dela o mais próximo que pudesse de si, enquanto arqueava as costas, sentindo agora a perna de Regina friccionar sob sua intimidade por cima do tecido da roupa, aumentando mais ainda a excitação da loira e sua vontade de sentir Regina a fodendo do jeito que só ela sabia fazer. Tateou o corpo da morena indo de encontro a suas costas, abrindo o zíper do seu vestido, retirando-o para ter o imenso prazer de ver que ela só vestia uma minúscula calcinha vermelha.
— Minha cor favorita. Como sempre. — Emma disse enquanto sentia Regina sugar seu peito, sabendo que ali ficaria uma mancha. – Velhos hábitos nunca mudam. – Regina parou o que estava fazendo, voltando logo em seguida. — Filha da puta gostosa do caralho. – Emma apertou a bunda da mulher que ela nunca conseguiria esquecer.
— Sua gostosa. — Regina não sabia mais como controlar a vontade imensa que estava de ficar completamente nua e fazer de Emma sua mais uma vez. Puxou a calça da loira com dificuldade, mas tirou, a deixando apenas de lingerie também na cor branca.
— Cala a boca, vem cá. — Regina deu um jeito de sentar e puxou Emma para seu colo, desceu suas mãos para a bunda da loira e apertou, não deixando de distribuir beijos por todo o colo da mulher que ela dificilmente deixaria de amar um dia.
— Você é tão gostosa, Céus. Está tão molhada. — Regina mordeu o lábio ao perceber o quanto Emma estava pronta pra ela. Enfiou uma de suas mãos entre as pernas da loira, passando o dedo indicador por cima da pequena peça da outra, arrancando um gemido. Usou os dedos para desliza-la pro lado, começando a move-los de baixo pra cima. Roçava seus dedos devagar, não deixando de ser firme. Emma rebolava cada vez mais em cima de Regina, arranhando suas costas e mordendo seu ombro, essa que gemia ao sentir sua ex tão entregue. — Amo sentir sua buceta tão molhada assim pra mim... — Regina sussurrava no ouvido de Emma, a mesma grunhia manhosa e contorcia o corpo ao ouvi-la.
— Sempre pra você, meu amor. — Entre um sussurro e outro, corpos se movendo freneticamente sob o sofá, mãos passeando por corpos, Regina desceu sua mão até sentir seu dedo tocar a entrada de Emma, fez menção de enfiar um dedo, mas tirou logo em seguida para desespero da loira, que gemeu em discórdia. Continuou estimulando a loira, agora cada vez mais rápido, sentindo seu líquido escorregar por sua coxa e seus corpos começarem a ficar suados.
— Me fode, eu vou... — Regina não permitiu Emma terminar a frase, deslizou dois dedos para dentro da mulher a sua frente de uma vez só, com força e fundo, estocando tão rápido que sentia suas respirações descompassadas e seus corpos subindo e descendo junto com os movimentos. Regina movia-se dentro de Emma com desejo, gemia igualmente a outra, apertando sua coxa, criando um ritmo exclusivamente delas, sentindo seus dedos serem pressionados pela intimidade da loira, sinal de que ela logo atingiria o clímax.
— Goza pra mim, vai amor. Me deixa sentir você. — Regina continuou enfiando os dedos em Emma, deslizava com facilidade até sentir o corpo dela ficar mole, e seus dedos lambuzados, como ela tanto amava. Retirou os dedos, levando-os até a boca, sugando com vontade enquanto olhava pra uma Emma totalmente descabelada, com alguns fios presos a testa molhada de suor. — Adoro quando você faz isso. – Emma riu, se referindo ao fato de Regina sentir o seu gosto.
— Eu adoro sentir o seu gosto na minha boca. – Regina sugou mais uma vez os dedos. – Você pode ir direto a fonte agora se quiser. – Emma levantou uma sobrancelha e sorriu de lado, de um jeito que só ela fazia. — Você não tem mesmo jeito, não é Emma Swan! — Regina retrucou sorrindo.
— E você adora. — Sim, eu amo. Tudo. — Falou indo de encontro aos lábios daquela que sabia tirá-la do sério como ninguém mais. – Eu amo você, Regina Mills.
Notas finais
Talvez poste as outras.
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