Minhas mãos tremiam em volto do pescoço de Tony, apertando-o ainda mais contra mim. O corpo dele, envolta da armadura fria, mandava choques elétricos por todo o meu corpo e faziam meus olhos se perderem, presos nos seus.

A boca dele se encaixando tão certo contra a minha, que não foi possível segurar o gemido que escapou do fundo da minha garganta e que funcionou como uma válvula para Tony avançar ainda mais contra minha boca, segurando meu cabelo, arrepiando os pelos da minha nuca.

Nunca me senti mais completa do que naquele momento.

Ele agira tão diferente que quero acreditar que foi especial para ele também. Foi tão calmo e paciente, e quando seus lábios tocaram o ponto sensível do meu pescoço, eu me entreguei.

De corpo e alma.

E senti raiva por ainda estarmos em cima de um prédio qualquer e raiva dele estar usando aquela armadura.

Se não fosse por Tony naquele momento, eu provavelmente teria avançado todos os sinais e me entregado a ele ali, naquele momento, em cima de um prédio, com a cidade destroçada, os gritos abafados e as explosões periódicas dos drones que ainda aconteciam lá embaixo, quebrando nossa bolha.

– Pep? – Ele se esforçava muito para poder proferir meu nome, com sua respiração tão descompassada quanto a minha, me senti poderosa por poder causar nele tudo o que ele estava causando em mim. Demorei ainda alguns segundos para abandonar o pescoço dele e para poder voltar meus olhos para os olhos castanhos dele. – Ta tudo bem? Se... Fizermos isso de novo? — Ele se referia ao que?

As palavras não sairiam dos meus lábios, mas me forcei a responder.

– Você não precisa fazer... Essa pergunta toda a vez que quiser me beijar. – Ele sorriu. Não demorou mais que dois segundos e estávamos novamente com nossas bocas em sincronia, nos beijando.

Naquela noite, ele me levou até meu apartamento, caminhamos calmamente, nossas mãos entrelaçadas e conversando sobre amenidades, a armadura feita uma maleta na outra mão e um sorriso bobo em nossos lábios. Sabíamos o que teríamos pela manhã, as inúmeras entrevistas que Tony teria que dar e como a indústria estaria um caos. Ele não havia aceitado que eu me demitisse e pensando bem, nem eu mesma queria sair.

– Você – Mordi o canto da minha boca – bem, você não gostaria de entrar?

Ele sorriu novamente, aquele sorriso de canto de boca, tão sexy.

– Eu gostaria... Muito, Pep – Mas ele continuava parado contra o batente da porta me encarando. – Mas, não quero apressar as coisas... Não com você.

Como descrever aquela sensação que se apossou do meu coração? Uma mistura de fúria e alegria.

Acho que ele percebeu o desentendimento estampado na minha face e delicadamente encostou seus dedos no meu rosto, fazendo um caminho imaginário com as pontas dos dedos. Fechamos nossos olhos no mesmo segundo, saboreando aquele momento.

– Você é diferente de tudo, Pep... Você é tudo o que eu tenho. – Suspirei frustrada e emocionada. – Quero que nossa primeira vez seja inesquecível. – Abri meus olhos naquele segundo, ele me encarava, seus olhos castanhos, estavam tão escuros, tão convidativos.

E eu estava tão excitada.

Me aproximei dele, puxando seu corpo largo para mim, o choque percorreu meu corpo novamente, minhas mãos entrelaçadas no seu pescoço e meus lábios contra o seu pescoço.

Ele gemeu quando sentiu meus dentes mordiscando de leve a pele sensível do seu pescoço.

– Eu juro que estou tentando te respeitar Pep, mas com você tão perto, não sei se vou resistir.

As mãos dele estavam em minhas costas, na linha fina entre minhas costelas e nádegas. E a presença dele era tão grande sob a minha.

– Eu não quero respeito Tony, eu quero você. – Eu disse e nem ao menos sei de onde tirei coragem de dizer isso. Simplesmente uma vez na minha vida agi de acordo com o meu coração, por impulso.

Ele voltou sua atenção para mim, procurando algum sinal de divertimento em meus olhos, mas tudo o que encontrou foi desejo. Tão puro e forte, desejo.

No mesmo segundo, senti seus lábios nos meus, se moldando, suas mãos em meu corpo, tão ásperas.

Não percebi quando nos afastamos da porta e a mesma foi fechada, nem ao menos quando nos arrastamos até meu quarto aos tropeços, retirando todas as nossas roupas, sentindo aquele fogo que crescia em todas as minhas terminações nervosas e se alojava em apenas um local.

Tremi de desejo quando senti a mão dele me acariciando por cima da fina calcinha que eu usava.

Minhas unhas se arrastavam pelas suas costas, machucando ainda mais a carne de Tony, lhe tirando sangue.

Eu estava tão sensível. Tão... Tão entregue.

As mãos de Tony se arrastaram por todo o meu corpo, descobrindo lugares, tirando gemidos da minha boca, me provando, me provocando.

Nunca me arrependeria do que estava acontecendo ali, era tão lindo. Eu esperei durante minha vida toda por aquilo. Por Tony.

Quando pensei que já não conseguiria sentir sensações mais incríveis dos que aquelas que Tony já havia me proporcionado, ele me penetrou.

– Nunca... Nunca havia sido assim – Tony confessou algumas horas depois. Pela janela, já podíamos ver o céu tomando novas tonalidades entre amarelo, dourado e vermelho. O dia estava amanhecendo.

Virei meus olhos para ele. Meu corpo todo parecia gelatina e eu estava tão cansada, tão feliz que não me permitia fechar meus olhos e perceber que tudo aquilo não passava de um sonho.

– O que? – Minha voz soo pastosa pelo cansaço e as horas de grande atividade física.

– Nunca havia sido tão intenso. – As mãos devem voaram para meus cabelos, acariciando-os de forma tão delicada que me emocionou.

O que eu poderia dizer?

– Comigo também não. – Ele riu, o corpo dele sacudindo de leve, levando o meu consigo, seu membro ainda dentro de mim.

Demorando muito para nos desconectar. Acho que ele também não queria acabar com aquele momento.

Quando ele saiu da minha cama, naquela manhã e consequentemente da minha casa, voltei a me sentir vazia. Como se minha vida, depois de Tony não significasse nada.

Eu tinha inúmeras ligações no meu celular, e a empresa estava um caos, mas permiti fechar meus olhos para a realidade durante mais alguns minutos e mergulhar naquela cama e deixar minha cabeça se deitar novamente contra o travesseiro que tinha o cheiro dele.

~~

– Trouxe almoço – Tony falou contra meu pescoço aquela frase doce e deliciosa. Gemi contra ele.

– Ainda quero dormir – Eu disse colocando as cobertas rapidamente contra o meu rosto e tampando a entrada de sol que Tony fazia questão de trazer para o quarto ao abrir as janelas.

– Pep, já é hora do almoço. – Tony disse se deitando contra mim. Era sempre maravilhoso sentir a sensação da pele quente dele contra a minha, do cheiro amadeirado dele contra o meu.

– Vejo que alguém está animado aqui. – Tateio com os dedos o rosto de Tony e rio quando ele morde a ponta dos meus dedos.

– Você não era assim tão preguiçosa. – Ele diz se aproximando de mim e me abraçando contra as cobertas.

– Eu sei, mas hoje é sábado, posso me dar esse direito de descansar um pouco mais.

Meus olhos estão fechados, mas sei que Tony revirou os olhos castanhos dele.

– Vamos, vamos. Hora de levantar. – Ele diz subindo por cima de mim, e tirando a coberta do meu corpo, sou obrigada a abrir meus olhos.

Tony ainda é... Bem, Tony. Tão lindo e charmoso quanto sempre.

E já se passaram dois anos desde que finalmente consumimos nosso amor pela primeira vez. Ainda estamos tentando nos adaptar, ainda somos muito diferentes um do outro, cheio de brigas e desentendimentos, mas isso funciona.

Hoje moramos juntos na mansão e eu sou a CEO da empresa, Tony ainda faz parte dos Vingadores, participa de grandes projetos. Ainda somos nós dois, tão iguais a dez anos atrás, ainda tentamos nos ajustar as necessidades do outro.

E eu o amo. Muito, com todo o meu coração.

E ainda estou tentando descobrir qual é o sentimento dele por mim.

– O que você está pensando em fazer hoje? – Pergunto quando Tony começa a mordiscar a pele sensível do meu pescoço e ri de mim quando suspiro extasiada.

~~

– Eu... Me desculpe, eu não aguento mais fazer parte disso tudo, vo-você está sempre correndo perigo, eu não aguento mais todo esse estresse! Por favor, só não torne as coisas mais difíceis para nós – Eu disse, já segurando minhas lágrimas.

Tony nunca mudaria isso nele, essa necessidade suicida, esse desejo de correr perigo. De mostrar que é o herói que todos desejam. Ele não mede esforços para proteger a todos, não se preocupa com sua saúde, não liga a mínima para a sua vida e não entende que se ele morrer, eu morro também.

Mas eu já não posso pensar assim, não é mais Tony e eu. A alguém mais. Tão indefeso e amado e que necessita tão desesperadamente de mim, da minha sanidade e da minha saúde.

– É isso o que você quer, realmente? – Ele pergunta ainda segurando uma compressa de gelo na cabeça, os curativos em volta do peito dele onde o reator brilha me faz ter vontade de desistir dessa conversa aqui e agora.

– Não, não é. Mas, é o que eu devo fazer. – O teste pesa em minha bolsa que está sob o meu ombro. Agora sei que são os hormônios falando por mim, mas mesmo assim, essa ainda sou eu. E eu ainda sou egoísta demais para não me preocupar quando vejo Tony se auto destruir cada dia mais.

– Eu não consigo entender.

– Você realmente nunca enxergou um palmo na sua frente mesmo. – Assim que jogo as palavras tenho vontade de engoli-las novamente.

– Eu... Eu estava com você Pepper, durante dois anos eu estive com você, só com você.

– Talvez só estar junto não seja o suficiente. – Não mais. Não quando eu não sou suficiente. Não quando o meu amor se transformou para algo mais.

– Qual é, se você queria se casar, deveria ter falado antes que começássemos com tudo isso. – E lá estava o Tony que eu sempre conheci. E sempre detestei.

– CASAR? – Minha voz saiu esganiçada — Quem esta falando em casar? Pelo amor de Deus, Tony. Não é sobre casamento, é sobre sentimento.

– Sentimento? – Ele me olhava de forma cética.

– Isso.

– O que tem haver isso?

– Tem tudo haver, Tony, eu nunca soube o que você sentia por mim, e acredite, eu tentei esperar, mas agora não dá mais. Eu suporto tudo, menos você não admitir seus sentimentos para mim, mas agora você não saber o que sente por mim, ai já é demais.

– Você sabe o que eu sinto por você. – Ele disse alguns segundos depois, visivelmente mais calmo.

– E você sabe o que sente por mim?

– É cl-claro que sei.

– O que é?

– Você é tudo o que eu tenho.

– Me desculpe, Tony. Mas para mim, isso não é o suficiente. – Tinha outras cois- pessoa para pensar agora.

– Mas é tudo o que eu posso te dar. – Ele disse de costas para mim, voltando sua atenção para seus hologramas e projetos.

– Eu não quero sua proteção – Gritei em desespero, pegando minha jaqueta. – Eu quero o seu amor.

~~

Quando voltei para a mansão, no final da tarde, me sentindo incrivelmente mau pela discussão que tive com Tony mais cedo, me deparo sozinha.

JARVIS me avisou que Tony havia ido para uma missão – Outra – em menos de doze horas. Suspirei frustrada.

Ele ainda era tão imaturo.

A semana se seguiu nesse silêncio monstruoso entre nós dois, Tony na base da Shield e eu em casa, sozinha.

– Pepper? – Ele bate algumas vezes contra a porta do banheiro enquanto eu continuo convulsionando contra o vaso sanitário. O primeiro trimestre é o mais difícil, segundo minha médica. – Ta tudo bem?

– Tony? – Me levanto, ainda meio tonta e corro até a pia para escovar meus dentes e jogar água gelada contra o meu rosto.

– Será que podemos, é... Será que podemos conversar? – Sua voz chega até mim um pouco rouca através das paredes.

– Só um momento. – Peço, agindo rápido. Penteio os meus cabelos e passo um pouco de gloss labial para tirar um pouco a imagem de doente que chega até mim pelo reflexo do banheiro.

Quando abro a porta, deparo-me com Tony e seu olhar enigmático sobre mim.

– Você está bem? – Ah agora uma cicatriz pequena que atravessa a sua sobrancelha esquerda e um pequeno machucado no canto inferior do seu queixo. Mordo a língua até sentir o gosto de sangue e me resumo a me aproximar de Tony como sempre faço quando ele volta de alguma missão suicida.

– Vou ficar. – Passo por ele e vou até o closet para mudar o pijama por uma roupa simples.

Se eu trocar de roupa perto de Tony, ele já notara alguma diferença?

– Eu preciso falar com você.

– Será que podemos conversar lá em baixo? Depois que eu tomar café? – Ele suspira frustrado e me encara.

– Tudo bem. – Se afasta antes que eu pudesse perceber.

Quando desço as escadas da entrada principal, encontro Tony terminando de colocar a mesa. Só agora pude perceber que ele vestia apenas uma calça de moletom preta e uma camiseta branca, está descalço e seus cabelos estão em desalinhos, tão bonito quanto a uma semana atrás, quando me deixou sozinha na mansão e fugiu para a Shield.

– Fiz suco de maracujá para você. – Ele diz sem me olhar.

Sento-me a mesa, e o silêncio é palpável. Ele se senta ao meu lado e se serve de café preto e algumas bisnaguinhas com queijo.

– Me desculpe.

– Pelo que você está pedindo desculpas? Por não saber o que sente por mim ou por me deixar aqui, sem saber de você durante uma semana? – Eu ainda não o encaro. Continuo em silêncio. Não consigo comer nada e até o suco que Tony disse que fez para mim parece não descer pela minha garganta.

– Se você me deixar falar, te responderei o porquê estou pedindo desculpa.

– Continue.

– Você pode olhar para mim? – Encaro-o ainda contrafeita.

– Estou pedindo desculpas por ser um homem tão insensível. Estou pedindo desculpas por não ter dito para você, naquela manhã, há uma semana o que eu realmente sinto por você. E estou pedindo desculpa por todos os meus erros anteriores e que mesmo errando tanto você não saiu do meu lado. Então... Sim, eu sei muito bem o que sinto por você. Só não sabia expressar. Eu te amo, Pep.

– Você ama?

– Claro que eu amo! Eu só não sabia expressar em palavras tudo o que eu sinto por você. Eu precisava de um tempo sozinho pra perceber que só quando eu te conheci que a vida, finalmente começou a fazer sentido pra mim.

– Você está falando sério?

– Nunca falei nada mais sério antes. – Os lábios dele estavam tão próximos de mim, tão convidativos e rosados e eu o amava tanto.

Ele deu o primeiro passo, me puxando para si, e tocando meus lábios com os dele. Acariciando minha face, sussurrando o quanto me amava, demonstrando isso.

– Eu também te amo. Amo muito.

Eu ri porque ainda parecia irreal que um homem como Tony pudesse me amar.

De repente o café da manhã pareceu apetitoso demais. E passamos toda a manhã e parte da tarde namorando, sussurrando palavras de amor e rindo um do outro.

~~

Durante a semana que se seguiu, procurei inúmeras formas de contar a Tony que ele seria pai, ainda não havia achado a forma apropriada de lhe dar a grande notícia e me sentia mal por estar escondendo algo dele, ainda mais um filho.

Durante as manhãs, quando os enjoos eram constantes e fortes, Tony ficava ao meu lado segurando meus cabelos e sussurrando palavras de consolo em meus ouvidos, quando eu melhorava, ia para a empresa e Tony ficava em casa, na oficina.

Na sexta feira, quando acordei e corri para o banheiro, Tony me olhou desconfiado, segurou meus cabelos, mas não murmurou nenhuma palavra de consolo para mim.

– Você deveria procurar um médico, esses enjoos não são normais.

– Bom... Eu irei, possivelmente na semana que vem – tentei passar por ele, que estava tampando a porta do closet e cruzei os braços sob meu estomago nu.

– Eu não estou fazendo nada, podemos ir agora, se você quiser. – Imitando meus movimentos, Tony também cruzou as mãos sob o estômago dele.

– Realmente não é necessário, já me sinto muito melhor. – Eu tentei novamente passar por Tony, mas num movimento rápido, ele me pegou no colo e nos jogou na cama, não pude deixar de gritar com o susto enquanto ele ria, deitando-se por cima de mim, não necessariamente me machucando, apenas me imobilizando. – O que você está fazendo? Eu não posso me atrasar hoje...

– Já liguei na empresa e avisei que você não vai hoje, Delly já cancelou todas as suas reuniões. – As mãos fortes de Tony prenderam meus braços por cima da minha cabeça e ele começou a distribuir beijos pelo meu colo. – Você está muito apetitosa assim, usando apenas essa lingerie.

Reviro os olhos.

– Tony, por favor. – Gemi a última palavra quando ele mordiscou suavemente a minha coxa.

– Você está doente, Pep. Eu só quero cuidar da minha mulher. – Ele disse soltando minhas mãos que tomaram vida própria e correram para agarrar seu pescoço enquanto as mãos dele, delicadamente envolveram minha barriga, que continha uma minúscula saliência, que no caso era muita já que eu sempre fui incrivelmente magra.

– Eu não estou doente, isso foi apenas um mal estar passageiro. – Eu disse fechando meus olhos quando Tony começou a distribuir beijos pela minha barriga de forma carinhosa.

– Mesmo assim, acho que devemos ir até o médico, você passou mal a semana toda. – Algo me dizia que Tony já sabia sobre meus mal-estares, meus enjoos que aconteciam sempre dentro da empresa e minha indisposição constante.

– Tony?

– O que?

– Eu tenho algo para te falar.

– Certo – O sorriso dele era largo e seus olhos brilhavam em contentamento.

– Eu...

– Certo...

– Estou...

– Uhum...

– Tony... Você sabe! – Disse rindo de leve quando Tony mais uma vez beijou o centro da minha barriga, irradiando luz por todo o meu corpo.

– Sei o que?

– Sabe que eu... Que e-eu estou... Grávida! – Disse muito vermelha, encarando a parede branca atrás da cabeça de Tony.

– Você está grávida, Pep? – Em nenhum momento sua expressão mudou.

– Estou!

– Isso é ótimo! – Ele sorriu em contentamento.

– Você gostou de saber que vai ser pai? – Perguntei, mordendo o meu lábio inferior.

Ele gargalhou. – Eu amei, Pep. Obrigado.

Não pude deixar de me agarrar ainda mais a Tony, e gargalhar quando ele começou a imitar vozes diferentes para poder falar com a minha barriga.

Eu estava feliz. Muito feliz. Tony me amava e estávamos prontos para termos uma família.

Notas finais
Por favor, se gostaram da estória, favoritem e comentem! Obrigada :)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!