Acampamento dos sonhos ( ou pesadelos )
3 Capitulo 3: Coisas estranhas acontecem em lugares estranhos
Notas iniciais
Uma semana havia se passado desde que chegamos ao acampamento. Nossa rotina era a mesma, acordar, tomar café, quase morrer, tempo livre, comer, tempo livre, quase morrer de novo, comer e ir dormir exaustos. O nosso querido mordomo desaparece o dia todo e só aparece quando é muito necessário, o estranho é que ele surge do nada. Logan e eu nos tornamos muito próximos e muito amigos, às vezes quando não tínhamos nada para fazer nós fazíamos uma brincadeira com musicas, ele falava uma palavra e eu tinha acertar qual musica ele estava pensando, eu fazia o mesmo e assim a gente passava o tempo.
Hoje eu e ele acordamos ao mesmo tempo, literalmente ao mesmo tempo. Eu acordei assustada por um pesadelo em que ele também estava ele também parecia assustado. Nós nos encaramos e eu falei:
– Log, não me diz que você também teve um pesadelo?
– Eu tive e você estava nele. — ele disse.
– Você também estava no meu. Tinha algo te perseguindo e nos ficamos presos em uma sala escura, justamente quando a porta se abriu eu acordei. — falei o pesadelo.
– Não é possível! Eu sonhei com isso também. — ele falou.
– Você acha que essa conexão está fazendo a gente ter os mesmos sonhos? Não todos, mas os pesadelos. — eu falei.
– Acho muito provável. Você acha que a gente poderia invadir o sonho do outro? — ele perguntou preocupado.
– Acho que não, acho que isso é involuntário. Mas por que a preocupação? São só sonhos.
– Hum... É verdade são só sonhos. — ele falou.
– Log, você tem algum segredo que eu não deva saber? — perguntei.
– Ahn? Não, claro que não. Por que eu esconderia algo de você? — ele me pareceu nervoso.
– Sei lá. — falei. — Às vezes você tem alguma coisa que não quer contar, mas tudo bem.
– Acho que não... — ele falou.
– Porque eu tenho... — pensei.
– O que você falou? — Logan me encarou.
– Eu só pensei, não falei nada. — respondi assustada.
– Ah não! Agora a gente vai conseguir ouvir pensamento um do outro? — ele falou.
– Aí já é de mais. — falei. — Vou ter que aprender oclumência com o Snape.
– Nós vamos, você quer dizer. — ele falou. — vamos testar. Pensa em algo.
– Ta. — falei.
Me concentrei em um único pensamento, olhei para Logan e ele falou:
– Nada... Acho que é só quando a gente quer que outro escute. — ele falou.
– Melhor assim. — falei.
– Com certeza. — Logan falou.
Eu me levantei, peguei uma roupa e fui me trocar. Voltei para o quarto e encontrei Logan já vestido também. Nós descemos para tomar café, o mordomo estava a nossa espera. Ele esperou que terminássemos nossa refeição e falou:
– Bom, amanhã a noite será o dia de acampar. Portanto, hoje vocês terão que procurar a barraca, os objetos, a comida, enfim, coisas que serão necessárias para acamparem. Será uma caça ao tesouro, uma pista leva a outra. Vocês terão até as 19h00min horas para acharem o "tesouro". — ele parou por uns segundos. — Antes que me perguntem, só explicarei as coisas para acamparem amanhã. Tudo ao seu tempo.
– Qual a primeira pista. — Logan falou.
– Sou o terror dos idosos, o desgosto dos adultos e jovens, um perigo para crianças e se não tomar cuidado eu posso te levar a morte. — o mordomo falou.
Ele se afastou. Eu e Logan nos encaramos, ficamos uns instantes pensando e eu falei:
– Log, a escada!
– O que tem a escada?
– É onde está a próxima pista, na escada. — expliquei.
Nós corremos em direção à escada. Vasculhamos cada pedaço dela minuciosamente, levou quase uma hora para acharmos a pista, ela estava no ultimo degrau embaixo de uma tábua solta. Na pista estava anotado que ela era a 2 de 8 pistas, ótimo 10 da manhã e nós estávamos na pista 2 de 8, desse jeito só acharíamos o "tesouro" la para as 7 da noite ou depois. Abrimos a pista e nela dizia.
"No inverno rigoroso posso me tornar frio, no verão sou uma alegria. No deserto sou uma dádiva, mas, porém posso ser seu fim caso não saiba o que fazer. Animal ou planta, ninguém vive sem mim. Já sabe quem sou? Então venha até mim."
Essa foi bem óbvia, Logan sorriu e falou:
– É a água.
– Sim, mas aonde tem água aqui? — perguntei.
– Depois da colina, na "pista" de downhill. Vamos a pé mesmo. — ele me respondeu.
Seguimos em direção à colina. Meia hora depois estávamos na beira da água. Rodamos o redor da lagoa e não encontramos qualquer pista, 15 minutos se foram e nada. Avistamos uma canoa, entramos nela e eu e Logan remamos meio sem jeito até uma pequena ilha no meio do lago. A pista estava no meio da ilhazinha, pegamos a pista 3 e a abrimos rapidamente:
"Cavleiros ajeitem a as selas, montem em seus animais que a corrida já vai começar!
As próximas pistas já podem encontrar"
Eu olhei para Logan e falei:
– Aqui tem algum estábulo?
– Eu nunca vi. Vamos até a colina porque é o ponto mais alto do da propriedade quem sabe não vemos daqui... — ele ofereceu.
– Boa ideia!
Subimos na canoa, remamos para borda do lago e descemos da canoa. Corremos até a colina, olhamos a propriedade inteira, mas não vimos nada. Assentei no chão, Logan fez o mesmo. Ficamos em silêncio pensando, eram 11:15 já. Por volta de 11h30min eu fiquei de pé e falei:
– Log, vamos rodar pela propriedade.
Descemos a colina, fomos até a entrada da propriedade e começamos a procurar por um estábulo. Nossos pés já estavam doloridos e a fome já nos acompanhava quando encontramos algo que parecia um estábulo velho e caindo aos pedaços. Entramos no lugar e vimos uma pista na parede, pegamos a pista 4 e lemos:
"Já causei muita morte e feri muita gente, mesmo assim as pessoas insistem em vir até mim. Os mais imprudentes e aventureiros se arriscam, os medrosos e responsáveis me respeitam. No inicio eu era da natureza, mas agora posso ser encontrada até mesmo em festas infantis, o que sou eu?"
– E então, Log?
– Não sei, mas que tal almoçarmos primeiro. Já são 12h30min e com fome eu não consigo pensar direito.
– Aprovo sua ideia.
Voltamos para a varanda a tempo de almoçar. Assim que acabamos de comer Logan falou empolgado:
– Escalada! Essa é a resposta, parede de escalada.
– Ótimo, vamos lá.
Corremos até a parede de escalada, procuramos em volta dela, nada... O jeito seria escalar. Logan falou para eu ficar no chão enquanto ele subia. Eu esperei pacientemente ele atingir o topo. Quando ele chegou ele andou ali por uns instantes, se abaixou e pegou um papel, ele balançou o papel no ar e desceu. Pouco antes de atingir o chão o cinto que o prendia ao cabo de aço se soltou, ele caiu no chão e rolou. Eu corri até ele e falei:
– Tudo bem?
– Quase, vai ficar dolorido isso. — ele falou. — Mas deixa quieto, aqui a pista cinco.
– Você está bem mesmo?
– Sim. Vamos ler a pista.
Ele abriu o papel e eu li em voz alta:
– No inverno aqueço, no verão sou inútil. No natal me torno famoso entre crianças e lojas fazem propaganda sobre mim.
– Casaco? Papai Noel? Sei lá. — Logan falou.
– Não, Logan. É lareira. Ela aquece e é por onde os pais dizem que o papai Noel vai sair. — falei e ele sorriu.
– Genial, Em! Acho que tem uma lareira no 4° andar. — Logan falou.
– Lá vamos nós escada acima. — falei.
Ajudei Logan a ficar de pé, ele estava andando de uma forma estranha, quase que mancando. Ele deve ter machucado o pé na queda. Nós andamos até o 4° andar, encontramos uma salinha pequena com uma lareira, a lareira estava acesa e em frente a tela de proteção havia uma pista. A pista seis. Nos aproximamos dela, eu achei que teriamos que queimar a mão para pega-la, mas ela já estava aberta, então a lemos ali:
"Tenho várias utilidades, sirvo para alimentar as chamas, sirvo para dar sombra, as vezes dou alimento e quando derrubada posso cair em cima de pessoas e lugares e fazer um grande estrago. Já sabe quem sou, mas para achar a próxima pista basta achar onde eu causei estrago."
– Uma árvore eu suponho... Mas onde ela fez estrago? — Logan disse.
– Eu não tenho ideia...
– Andar pela propriedade? — ele disse.
– Sim. — suspirei.
– Antes eu preciso passar lá no quarto para ver como está meu pé, tudo bem para você? — Logan disse.
– Sim, vamos subir.
Subimos até o andar onde estava o nosso quarto, ele foi meio mancando e entrou na minha frente. Logan assentou na cama dele e tirou o tênis do pé direito, o tornozelo dele estava um pouco inchado, pouca coisa, mas parecia dolorido. Ele mexeu o pé sem muita dificuldade e falou:
– Nada de grave, eu acho. Só dói quando eu forço.
– Se você quiser eu termino isso sozinha. — ofereci.
– Não, eu posso ir, só preciso colocar algo para evitar mexer muito com o pé. Minha mãe falou que quando acontece isso é bom evitar mexer, meus pais são médicos. — Logan explicou.
– Hum... Entendi. Log, você tem uma faixa naquela caixa cheia de coisas para machucados que trouxe. — o lembrei.
– É mesmo. Obrigado por me lembrar, Em. — ele sorriu.
Logan pegou a caixa, pegou a faixa e enrolou no tornozelo, fixou a faixa e calçou o tênis de novo. Ele estava mancando bem menos e parecia sentir menos dor. Eu sorri e falei:
– Vamos? Olha a hora, 3 da tarde já.
– Vamos.
Descemos as escadas e fomos andando devagar procurando um lugar destruído por um árvore ou um arvore caída. Andamos por quase uma hora e não encontramos nada. Resolvemos ir até próximo da mata, havia uma antiga casinha destruída e uma árvore sobre ela. Eu e Logan sorrimos e nos aproximamos. A pista estava na arvore, eu fui me aproximando para pegar a pista quando Logan me puxou pela cintura e eu falei:
– Ei! É a pista.
– Eu sei, mas olha o que tem, justamente, embaixo da pista. — ele apontou para uma coisa meio esverdeada no chão.
– Uma cobra! Obrigada por avisar, Log. Ela teria me picado se você não tivesse visto, ela está armada para o bote. Como vamos pegar a pista agora? — Falei.
– Eu dou um jeito. Aquela cobra ali é muito venenosa, é uma cascavel. — Logan falou.
Nos afastamos dali, Logan estava procurando alguma coisa no chão. Ele pegou um galho bem grande e falou:
– Se afasta daqui, eu vou tirar aquela cobra do nosso caminho e tentar matá-la.
– Você tá doido? Como você vai matar a cobra com um galho? — eu gritei com ele.
– Calma! Eu não vou matar com o galho, vou matar com esse facão. — ele apontou para um facão no chão.
– Claro... Logan você quer morrer? Se aquele bicho te picar como vamos te levar para um hospital, me diz?
– Em, calma, ela não vai me picar e você não vai me impedir. Se afasta, por favor, vai ser melhor. — ele insistiu.
– Log, cuidado. — falei me afastando.
Ele pegou o galho, o facão e foi andando. Ele se aproximou e esticou o galho, ele estava em uma distância segura da cobra. Assim que o galho se aproximou a cobra deu o bote. Ela ficou mais próxima de Logan se preparou para dar outro bote, ele viu que o galho não ia ajudar e jogou o galho no chão. Ele pegou o facão e lentamente se aproximou da cobra que balançava o chocalho, grande coisa, é obvio que a cobra sabe onde ele está. Logan ficou mais esperto e atacou a cobra antes que ela o atacasse. Ele me chamou para eu me aproximar, mas eu falei:
– Log, trás a pista aqui, eu odeio cobras...
– Tudo bem.
Ele trouxe a pista 7 e abriu. Ele leu em voz alta:
Essa é a coisa que tudo devora
Feras, aves, plantas, flora.
Aço e ferro são sua comida,
E a dura pedra por ele mordida;
Aos reis abate, a cidade arruína,
E a alta montanha faz pequenina.
– Eu já li isso em algum lugar. – ele franziu o cenho
– Eu também! É do Hobbit, no capítulo das charadas no escuro, ele e o Gollum disputando, quando ele encontra o anel. — falei.
– Verdade. Você lembra a resposta?
– Tempo. — falei.
– Relógio! — ele falou. — Está em um relógio.
– O relógio de sol, só pode ser ele. Porque seria o menos obvio de a gente olhar sem querer. — falei.
Fomos até o relógio de sol, havia um papel nele, abrimos e lemos juntos:
"A busca está quase ao fim. Seu tesouro está a menos de 60 passos ao leste em linha reta, corra e o pegue."
Logan e eu andamos juntos 60 passos e paramos na entrada do playground meio destruído. Avistamos as coisas lá no centro. Corremos e as pegamos. Voltamos para a sede do acampamento e o mordomo falou:
– Vejo que conseguiram com uma hora de antecedência. Bom... Agora podem ficar livres e depois é só descerem para jantar.
O mordomo saiu. Eu e Logan subimos sem dizer uma palavra, eu peguei uma roupa e entrei no banho. A água, como sempre, gelada de mais. Eu tomei rápido o meu banho e quando estava quase no fim eu percebi uma coisa, um pedaço da cama de Logan eu consegui ver pela porta aberta e vi uma pessoa assentada ali. Se eu conseguia ver ele, era obvio que ele também me via. Bufei, desliguei o chuveiro, peguei a minha toalha e falei:
– Logan! Não adianta disfarçar, eu sei que você me viu. Agora eu entendo porque você saiu apressado pro banheiro no primeiro dia. Seu idiota, safado... — eu comecei a gritar, mas ele me interrompeu.
– Ei! Vamos parar com as ofensas. Desculpa, mas sabe no inicio foi sem querer. A porta estava entreaberta eu estava assentado na ponta da cama e vi, bom aí eu resolvi não deixar de olhar...
– Logan! — eu gritei.
– Desculpa, Em, mas eu não resisti. — ele admitiu.
– Já entendi Logan! Não desculpo. — falei e fiquei em silencio.
Fui para trás da porta para trocar de roupa e ele falou:
– Em, Por que agora você vai trocar de roupa atrás da porta? Como se eu já não tivesse visto...
– Sabe Logan, é porque eu não quero que você veja de novo. — falei.
– Mas eu ainda lembro...
– Cala a boca, idiota. Eu não vou falar mais com você. — falei.
– Qual é, Em? Nós somos amigos, me perdoa vai?
– Não. — falei rispidamente.
Terminei de trocar de roupa e saí do banheiro. Ele ficou me encarando e eu olhei para outro lado. Estava decidido, eu ia ignora-lo. Ele se levantou da cama e falou:
– Vou tomar banho... Você vai ficar me ignorando?
– Enquanto eu ainda estiver com raiva por lembrar que você andou me olhando enquanto eu estava tomando banho e que ficou excitado, vou te ignorar sim.
– Estranho seria se eu não ficasse...
– Cala a boca, Logan. Vai logo tomar banho.
– Ta falando comigo, você não vai aguentar muito tempo. — ele falou e eu mostrei o dedo do meio para ele.
Ele foi tomar banho enquanto eu fiquei emburrada sentada na minha cama. Maldita porta, maldito acampamento, mas que merda, por que eu não fiquei com tanta raiva dele? Se fosse outra pessoa eu teria batido nela, mas eu só fiquei um pouco bolada com ele. Eu me perdi em pensamentos até que ouvi uma voz conhecida dizer:
– Ta aí? Como vai me ignorar agora, hein? — era Logan, o chuveiro estava ligado ainda e ele no banheiro, então ele só podia estar falando pela nossa comunicação particular.
– Ah! Mas que merda, Logan. Ainda tem isso, até aqui você vem me atormentar.
– Em, desculpa.
– Não!
– Por que não? — ele falou.
– Logan, você ficou me olhando enquanto eu tomava banho...
– Eu sei e não me arrependo, mas não me ignora. — ele falou.
– É claro que você não se arrepende, seu idiota, você estava gostando. Se não gostasse não teria ficado olhando e nem ficaria excitado. Me dá um motivo para eu não te ignorar. — falei.
Ficou um silêncio na minha cabeça, ele ficou quieto e não me respondeu. Esperei um pouco e falei:
– Logan?
– Ahn? Desculpa me distraí. Bom um motivo para você não me ignorar: Eu sou a única pessoa aqui para conversar.
– Bom argumento. — falei. — Se distraiu com o que?
– Com a água do chuveiro. — ele disse ironicamente. — Com o que você acha que eu me distrai?
– Logan! Vou te ignorar, sim.
– Em? — eu não respondi. — Emily, me responde.
Eu o ignorei até a hora de descermos para jantar. No jantar eu não disse uma palavra. O mordomo não apareceu mais e eu fiquei em silêncio. Nós começamos a subir as escadas para irmos para os quartos, apenas as velas na escada estavam acesas o que dava um ar mais assombrado ao lugar. Eu fiquei ao lado de Logan porque me senti meio ameaçada ali.
Chegamos ao corredor do nosso quarto, as velas estavam acesas, eu relaxei um pouco. Nós começamos a caminhar e, de repente, sem vento nem nada, todas as velas se apagaram. Eu me agarrei ao braço de Logan e falei:
– Log, o que foi isso?
– Só um vento. — a voz dele entregou que ele também estava assustado. — Agora você fala comigo...
– Não começa. Temos que chegar até o fim do corre... — ouvimos um tábua do chão ranger.
Eu me agarrei mais ao braço dele. Logan puxou uma das minhas mãos que estava no braço dele e colocou na cintura dele, eu entendi o que ele queria que eu fizesse e abracei-o. Logan passou o braço pelo meu ombro e falou:
– Vamos tentar alcançar a porta do quarto.
Nós começamos a andar lentamente e a medida que andávamos ouvíamos uma tábua ranger bem atrás de nós. Aceleramos um pouco o passo, o corredor parecia ainda maior agora. Uma porta se abriu na nossa frente e uma pequena luminosidade entrou no corredor, me atrevi a olhar para trás e vi um vulto, Logan também olhava para trás e eu falei:
– Aquilo ali não parece o mordomo, é mais alto e mais magro.
– Eu sei. — percebi que estávamos nos comunicando mentalmente.
De repente a mesma porta que se abriu fechou com bastante violência fazendo um enorme barulho. Logan e eu nos abraçamos com mais força. Voltamos a andar rápido, finalmente chegamos ao fim do corredor. Procuramos a maçaneta da porta, mas estávamos assustados de mais para conseguir achar. Olhamos para o corredor (ops, grande erro), vimos dois olhos vermelhos na escuridão. Eu achei a maçaneta da porta, mas não virava. Os olhos vermelhos começaram a se aproximar rápido, Logan colocou uma das mãos dele sobre a minha e nós abrimos a porta, entramos e fechamos trancando-a. Ainda estávamos abraçados em frente à porta enquanto ouvíamos barulhos na porta quando ele falou mentalmente comigo:
– O que foi aquilo?
– O que é aquilo? Ainda está ai fora. — respondi.
– Eu sei.
– Eu estou com medo, Log... — falei.
– Eu também, odeio ter que adimitir, mas eu estou com medo.
– Vamos nos afastar da porta. — falei.
– Vamos. Em, acho que a coisa está indo embora, olha o barulho está diminuindo. — Logan falou.
– É o que parece.
O barulho cessou, eu e Logan nos afastamos. Assentamos um de frente para o outro nas camas e eu falei:
– E se alguma coisa entrar aqui enquanto tivermos dormindo?
– Acho que aqui eles não vão entrar, mas eu estou preocupado mesmo é com amanhã. Dormir em uma barraca...
– Eu não quero ir. — choraminguei.
– Nem eu, mas a gente não tem opção. — ele falou.
– Log, acho melhor tentarmos dormir. — falei.
– Tá.
– Acho que devíamos aproximar as camas, eu ainda estou assustada. — falei.
– Eu te ajudo. — ele falou.
Aproximamos um pouco mais as camas, eu resolvi não colocar meu pijama, eu não ia querer ficar sozinha agora. Pelo visto nem ele queria. Eu deitei na minha cama, ele deitou na dele, havia um pouco de espaço entre as duas camas, mas era pouca coisa. Eu olhei para ele e falei:
– Logan, posso segurar sua mão para dormir?
– Pode. — ele sorriu e segurou minha mão.
Depois disso ficamos em completo silêncio olhando um para o outro, fui vencida pelo cansaço e acabei dormindo, não vi se ele havia dormido também.
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