Acampamento do Medo
2 Vamos Viajar?
Notas iniciais
Aqui é a Joyce, a Isa mandou um "Oi"
xD
Nos vemos lá em baixo (;
Eu já estava indo embora quando ouvi gritos histéricos atrás de mim, e quem mais poderia ser além da “discreta” Joyce? Virei-me e ela estava correndo atrás de mim, percebi que ela não ia conseguir parar, a saída da escola era meio inclinada, e o gramado molhado não ajudava muito.
Maldita inclinação, pensei. Tentei desviar, mas não consegui, e ela fez o favor de cair em cima de mim, derrubando nós duas.
– AÍ!! – Eu gritei. – Garota você é doida ou o que?!
– Desculpe, mas a culpa é sua! Quem mandou sair correndo da sala! Eu precisava te alcançar. – Disse Joyce.
– Tá bom, diz logo Vampira. – Eu disse.
– Peraí, nós temos que esperar a Isa, o Nick e o Vi. – Disse Joyce.
– E onde eles estão? – Perguntei.
– A Isa tá no banheiro se limpando, e o Nick tá na diretoria com o Vi, eles jogaram um balde de tinta rosa na professora de português e acabaram acertando a Isa.
– E você não tá com eles?! – Eu disse, não acreditando que ela fosse inocente nessa história.
– Digamos que fui eu quem jogou tinta na Isa, mas isso é segredo, e foi só no braço. – Disse Joyce, “inocente”.
Olhei para a saída da escola e eles já estavam vindo em nossa direção, Nick e Vicente não paravam de rir, Isabeli estava de cara fechada com uma enorme mancha rosa na blusa.
– Foi só no braço hein? – Disse olhando para Joyce. Ela riu.
– Eai, novidades? – Perguntou Nick.
– Nós nos vimos a dez minutos seu idiota ,mas eu tenho sim. – Disse Joyce, toda educada.
– Conta logo Vampira. – Disse Vicente.
– Então, vocês sabem que as férias estão chegando né? Claro que sabem, e a minha mãe disse que eu posso viajar com meus amigos se eu quiser!
– Era essa a novidade? Ela quer te expulsar de casa. – Disse Isabeli, nos fazendo rir, exceto Joyce.
– A essa altura ela quer mesmo, eu fiquei infernizando ela por duas semanas, pra que ela me deixasse viajar, e ela deixou! O que vocês acham?
– Se minha mãe deixar, eu to dentro. – Disse eu.
– É, se nossos pais deixarem, nós também vamos. – Disseram Isa e Nick.
– Meu pai com certeza vai deixar, já to dentro. – Disse Vicente.
– Vou procurar algum lugar legal pra gente ir então! – Disse Joyce.
– Ok, amanha a gente vê isso, agora tenho que ir. – Eu disse me despedindo.
Fui pra casa, e eles também. Eu deveria fazer meus deveres, mas estava muito cansada, apenas me joguei na cama.
Acordei com alguém puxando minhas cobertas.
– Acorda Amy! Você vai se atrasar, e preciso falar com você! – Disse Stella, minha querida mãe.
– Ah mãe, só mais cindo minutos! – Pedi.
– Não, levanta logo! – Ela disse puxando as cobertas com mais força, e me derrubando no chão.
– Tudo bem, já acordei! – Eu disse, brava.
Eu nem havia me levantado direito quando ela me entregou um folheto estranho.
– O que é isso? – Perguntei.
– Um acampamento de férias. Achei que você e seus amigos gostariam de ir.
Olhei o folheto, “ The Camp of Death ”. Que lugar estranho, pensei olhando as fotos. Mas deve ser legal, um acampamento de terror.
– Valeu mãe, vou falar com eles. – Eu disse sorrindo.
Me arrumei e fui pra escola, Joyce, Isabeli, Nick e Vicente já haviam chegado.
– Já sei pra onde nós vamos viajar! – Eu disse animada.
– Oi pra você também. – Disse Isabeli.
–Fala logo, pra onde a gente vai? A Joyce não procurou, porque estava com preguiça. – Disse Vicente.
– Novidade né, dona Joyce. – Disse olhando para Joyce. – Nós vamos para o “The Camp of Death”. — Eu disse entregando o folheto para Vicente. Fica em Fallon, aqui mesmo em Nevada. – O que acharam? Perguntei depois que todos haviam visto o folheto.
– Fallon? Aquele fim de mundo? – Perguntou Isabeli.
– Eu gostei! – Disse Joyce. – Vai ser legal ficar meio longe por um tempo, e... Gritar um pouco. – Completou rindo.
– Concordo com ela. – Disse Nick, apontado com o polegar para Joyce.
– Joyce, pelo amor de Deus, você é uma das mais medrosas daqui. – Disse Isabeli.
– Olha quem fala, eu sou medrosa sim, você também é, mas vai ser legal, vamos, por favor? – Pediu Joyce, quase implorando.
– Aii, ok, eu vou. – Respondeu Isabeli. – E você, Vi? – Perguntou ela.
Ele ficou pensativo, Joyce e eu o olhamos com a maior cara de pidonas do mundo, ele não poderia dizer não.
– Tudo bem, tudo bem, eu vou, agora parem de me olhar com essa cara de vira-lata pedindo comida. – Disse Vicente.
– Então daqui a duas semanas estaremos no “The Camp of Death”.
(...)
Acordei ouvindo gritos e mais gritos, Joyce tentava abrir a porta e uma garota jogava travesseiros em mim, para me acordar.
– O que aconteceu? – Perguntei me levantando.
– Não sabemos! – Respondeu a garota, aos berros.
– As pessoas estão gritando e correndo como se fossem morrer, olhe pela janela! – Disse Joyce.
Olhei, todos estavam saindo e correndo como se suas vidas dependessem daquilo.
– E por que diabos a porta está trancada?! – Perguntei, começando a levantar a voz.
– E eu é que sei! – Respondeu a garota.
Guria ignorante, pensei.
– Alguém trancou, e as chaves desapareceram!! – Gritou Joyce.
Ótimo, três garotas desesperadas e presas no próprio dormitório.
– Vamos pular pela janela! – Eu gritei.
– A gente não vai conseguir! – Berrou a garota.
– Vamos sim, é só... – Fui interrompida por algo batendo na porta. – Vamos logo !! – Eu disse, já indo em direção a janela.
Era muito alto, uns dois metros, eu acho, mas não tínhamos muitas escolhas. Pulei, e pude jurar que tinha perdido as pernas, mas para minha surpresa, me levantei assim que Joyce ameaçou pular em cima de mim se eu não desse espaço pra ela pular.
Joyce pulou e a ajudei a levantar-se. A garota apareceu na janela, com uma expressão de medo.
– PULA LOGO LARISSA!!! – Gritou Joyce.
Larissa? Quem é Larissa?
– Eu não vou conseguir! – Gritou Ela.
– Pula logo e para de frescura garota! – Eu gritei.
– Se você ficar aí só Deus sabe o que vai te acontecer! PULA LOGO! – Joyce berrou.
Então ouvimos um barulho, algo caindo no chão, e eu podia jurar que era a porta do nosso quarto. Larissa ficou estática, pálida como um fantasma e Joyce começou a berrar mais ainda pra que ela pulasse, mas a menina virou uma pedra. Segundos depois, pudemos ver algo a puxando para trás, pareciam mãos, com garras, pretas como carvão. Ela finalmente se mexeu, tentou se soltar em vão e desapareceu do nosso campo de visão.
– SOCORRO!!!! – Pudemos ouvi-la gritar, mas nada podíamos fazer.
Joyce caiu de joelhos no chão, estava chorando e berrando. Eu não entendia o porque disso.
– Vamos sair daqui, não podemos fazer nada! – Exclamei, puxando Joyce.
Pra minha surpresa, ela se levantou e saiu correndo em direção a entrada dos dormitórios, fui atrás dela, mas não consegui alcança-la. Ela entrou naquele lugar de novo, e eu não sabia se ia atrás dela ou não, fiquei parada na entrada, como uma estátua, esperando que algo acontecesse.
E então ouvi um grito.
– AMANDA! SOCORRO!! – Era Joyce quem gritava.
~*~
Acordei sem saber ao certo o que havia acontecido. O que foi isso? Um sonho, óbvio, mas o que significava? E quem era essa tal de Larissa?
Notas finais
Deixem comentários, queremos saber o que acharam (;
Até o próximo ^^
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