Acampamento Voraz
4 Novos Amigos
Notas iniciais
POV- Katniss
-Casa? Vamos morar aqui?
-Se vocês optarem por isso, sim.
Ai meu deus. Primeiro o meu pai não morreu, depois ainda consigo um lar mágico? Acho que é bom demais pra ser verdade.
-Bem, esse é o campo de morangos, onde os sátiros ficam a maior parte do tempo quando não estão resgatando um semideus.
- Ou morrendo. – Eu disse, ainda lamentando a morte de Thor.
-Katniss, eu sei que você é uma menina forte, já passou por muita coisa e também sei que você ficará mais calma quando souber que os sátiros sempre vão para o Elísio quando morrem em um resgate. — Disse Quíron, tentando me alegrar.
-Não significa que eu não vá sentir falta dele.
-Passamos em frente a 12 casinhas alinhadas em forma de U, com outras em outras formações logo em seguida.
-O que é isso, Quíron?
-Esses são os chalés. Um para cada deus. Chalé 1 Zeus, 2 Hera, 3 Poseidon e assim vai.
-Mas Hera não é a deusa da família? Por que ela trairia Zeus com mortais?
-Deixe-me explicar. Hera não trai Zeus com os mortais. O chalé 02 está aí em homenagem a Hera, assim como o de Ártemis, muito mais depois que ela passou a convocar a caçada apenas umas três vezes ao ano.
-Mas Atena também não jurou ser virgem?- Eu disse, provando que eu também conhecia mitologia.
-Sim, mas ela tem filhos. Quando ela desenvolve amor por um mortal ela faz o nascimento ser exatamente como o dela. A criança sai da cabeça do mortal. Sem a “ficada” como vocês dizem hoje em dia.
-Vamos ver o resto do acampamento- o centauro disse, nos levando a uma grande area aberta, onde continha uma pilha de lenha e muitas mesas disribuidas.
-Esse é o refeitório.
-Por que tem uma fogueira no refeitório?- Eu perguntei. Não é muio habiual manter uma fogueira perto de onde você vai comer. Pelo menos nos distritos e na Capitl esse não era um habito muito cultivado.
-Para os semideuses fazerem oferendas e pedidos aos deuses ou a seu pai/mãe olimpiano.
-Ah... E pra falar com algum mortal? Já que não podemos usar telefone nem internet...
-Vocês mandam uma mensagem de íris. Thor deu algum dracma para vocês?
-Não.
-Deu sim, Katniss. Ele deixou duas moedas de ouro comigo. — Disse Peeta, pegando duas moedas de ouro comigo.
-Isso. Agora vamos a uma fonte de água corrente. -No nosso caso, uma cachoeira gigantesca.
-Agora vocês jogam o dracma na água –disse, jogando a moeda na água, que não caiu, simplesmente sumiu- E repetem comigo:
--Ó Íris, deusa do arco-íris
-Ó Íris, deusa do arco íris- repetimos
-Aceite esta humilde oferenda
--Aceite esta humilde oferenda e nos permita comunicar com ahn... quem vocês conhecem?
-Haymitch Albernath- Respondi.
-Os olhos de Peeta mostraram que estava ansioso para ver nosso antigo mentor.
E uma imagem surgiu. Uma casa não muito cuidada, mas não maltratada com três garrafas vazias no sofá, e do lado, um homem loiro bebendo aguardente incontrolavelmente.
-Haymitch! – Gritei- o homem deu um pulo tão grande que quase se cortou com a faca em sua mão. Haymitch sempre andava com uma faca para defesa pessoal.
-Katniss? Onde você está, docinho?- Ele não me chamava assim desde os primeiros jogos. Claramente estava mais bêbado do que nunca.
-Greasy Sae está cuidando de você?
-Sim. Isso aí atrás é um centauro?
-É.
-Acho que passei um pouco da conta- Eu conheço Haymitch. Para ele dizer que ele passou da conta ele deve ter acabado com toda a aguardente de Panem.
-Depois eu falo mais com você. — Eu disse, instintivamente passando a mão na imagem de Haymitch, que desapareceu ao meu toque.
-Bem, depois eu dou mais uns dracmas para vocês falarem com seus amigos e parentes. Vamos.
Quíron nos conduziu para um arsenal de armas.
-Escolham uma arma para vocês. Essa será a arma que vocês carregarão pelo resto de sua vida.
Olhei em volta, onde haviam lanças, adagas, espadas, arcos, flechas e todo o tipo de armas. As armas da Capital e do 13 não se comparavam a essas. Eram quase... Mágicas. Comecei a procurar algo que me chamasse a atenção. E encontrei. Um arco igual ao que eu usava na caçada, antes de tudo acontecer.
-Eu quero esse arco. — Quíron assentiu com um sorriso.
-Bela escolha. Você tem experiência com arcos?
-- Eu que o diga.
-Perfeito- disse Quíron.
Peeta pegou uma espada cuja lâmina era metade de ouro e metade de um material preto. Quíron olhou surpreso para a espada, mas assentiu com um sorriso.
-Bela escolha
-Obrigado. Não gosto muito de violência, mas já que estou aqui pra treinar, preciso de um bom armamento. — ele sorriu.
-Acho melhor irmos. — disse Quíron. — Quero que se instalem antes do jantar.
Ele nos acompanhou até a porta de um dos chalés que me parecia ser o de Hermes.
-Vocês ficarão aqui até serem reclamados. — Ouviram-se gritos. — Acho melhor eu ir. Boa sorte e cuidado com os Stolls!
Nem deu tempo de perguntar nada.
Olhei para Peeta, que olhou para mim de volta. Nos abraçamos.
-Estamos em casa. — ele disse me dando um sorriso que fez valer a pena tudo o que passamos.
-Vamos conhecer nossos parentes.
Demos as mãos e entramos. O local era um caos. Meninas gritando. Meninos brigando. Tinha uma mancha no teto- e eu não fazia questão de saber o que era. Havia um menino e uma menina correndo atrás de dois irmãos gêmeos.
-TRAVIS E CONNOR STOLL VENHAM JÁ AQUI. — Disse uma menina com uma cara amarrada, um cabelo marrom e uma bandana vermelha.
-Clarisse! Que surpresa você aqui- e começaram a correr imediatamente, pulando a janela do chalé.
Ninguém nos notou. Estávamos à procura de alguma pessoa que apresentasse um mínimo de decência em seu ser, quando vi um menino de cabelo preto, feições parecidas com a de um panda e muito bonitinho sentado em um canto, mexendo em um laptop. Fomos até ele.
— Olá- Eu disse timidamente ao menino, com uma expressão meio sem graça.
O menino deu um sorriso carismático.
— Olá! Pelo visto são novos, não me lembro de vocês.
— Ah, sim, não fomos reclamados. Prazer, meu nome é Peeta e essa é minha namorada Katniss.- Adoro quando ele diz que eu sou namorada dele.
— Prazer, me chamo Mykael. Sou novo aqui, ainda estou meio perdido.
— Nossa, também estamos perdidos. Acabamos de chegar. Nem ganhamos essas camisas laranjas.
— Nós também não... Vamos tomar um ar. Aqui nesse muquifo é difícil de respirar.
-Por que você está pegando todas as suas coisas?
-Quíron não avisou sobre os Stolls?
-Avisou mas não explicou.- Eu disse
-Bem, então é melhor vocês cuidarem muito bem das suas coisas. Stolls são os filhos de Hermes mais travessos de todos.
Então os Stolls são irmãos filhos do deus dos ladrões? E eu ia ficar num chalé com eles? Disso eu não gostei muito. Saímos do chalé, eu e Peeta olhando nossas mochilas para verificar se estávamos saindo do mesmo jeito que entramos.
-Então Mykael, podemos te chamar de Myka? – Não sei se já disse, mas não sou boa em aprendizado de nomes.
-Claro!- Eu e Peeta demos um pequeno sorriso.
- Então Myka, quando você chegou aqui?
-Ontem a noite, mas já me sinto em casa. Consegui chegar inteiro com meu sátiro.
-Uma parte de mim queria chorar, mas a outra parte conseguiu se conter.
- Não tivemos esa sorte.
Myka nos olhou com um olhar de quem sente muito e compreende a dor.
-Ah. Me desculpe. Eu não sabia.
- Não, tudo bem Myka.- Disse Peeta, acalmando nosso amigo.- Então, acha que é filho de quem?
-Não sei. Não sou muito bom com deduções. Mas tiro boas notas, sou um bom construtor e gosto muito de ficar na água. E vocês?
-Não sei. Acho que sou de Hefesto, pois consigo fazer isso- Disse Peeta, criando uma pequena bola de fogo com suas mãos.
-Wow. E você, Katniss?
-Não sei. Influencio as pessoas e sou boa com arco e flecha. Talez Apolo.
-Ou afrodite.- Disse Peeta, com um sorriso malandro e um brilho nos olhos.
-Bem- Disse Myka, interrompendo a química, pois percebeu que acabaria segurando vela- Vocês conhecem mais alguém daqui?
-Conhecemos Quíron, Thalia e Nico.
-Acho que você se esqueceu do Gale, Peeta.
-Ah, é.- Ele disse, visivelmente se conrolando para não criar fogo.
-Ele é gente boa. Vamos lá no chalé de Apolo pedir pra ele umas camisas laranjas.
-Boa ideia- Eu disse, só para ver até onde Peeta iria.
Myka nos levou para um chalé onde haviam vários insrumentos musicais, todos com uma cor de pôr do Sol, a cor favorita de Peeta. Acho que isso o acalmou.
-Gale!
Um jovem apareceu na janela, e ao nos ver sorriu e saiu de seu chalé.
-Oi Myka! Katnip, Peeta, acho que já conheceram meu amigo. Myka é muto legal, estou torcendo pra ele ser reclamado hoje. Dizem que ele vai ser de Atena, mas nunca se sabe, ne? Uma vez uma menina tinha tudo pra ser filha de Afrodite, mas acabou sendo de Hefesto. Esse dia foi engraçado.- Abri um pequeno sorriso, o que Peeta não gostou muito. Então, o que vieram me falar?
-Achamos eu deveríamos ter uma blusa dessas do acampamento.
-Ah, claro! Tinha até esquecido de que voces não tinham, estamos tão acostumados a ver elas que automaticamente projetamos nos corpos das pessoas, haha.-Eu e Myka sorrimos.- Vamos lá.
Ao chegarmos na grande casa azul, a menina ruiva que antes estava lendo dessa vez nos viu, vindo falar conosco. Era impressão minha ou os olhos brilhavam ao olhar para Gale?
-Oi Gale, oi Myka. E vocês dois devem ser Katniss e Gale, certo?
-Sim, mas... Chegamos agora pouco, como vicê já sabe o nosso nome?
-Aqui as noticias são rápidas. E Quíron nos informa todo novo semideus.
-Legal. Prazer, qual o seu nome?
-Rachel.
-Prazer.- Eu disse, e todos nós sorrimos.
-Então... O que traz vocês aqui?
-Eles ainda não receberam as camisas do acampamento.
-Ah, claro. Até esqueço que os semideuses tem que usar isso.
-Por que os semideuses? Você não é uma?
-Não, eu sou o oráculo.
-Ah, ta...
-Depois eu te explico o que é.- Ela disse, com um sorriso.
-Tá bom.
-Vou pegar as blusas.- Ela disse, saindo da sala.
Ficamos em silêncio até ela voltar, experimentamos as blusas e fomos embora.
-Então... Eu tenho que ir ver meu chalé. Lee Fleetcher Brigou com a Clarisse de novo. Eles não sossegam. Tchau gente, vejo vocês daqui a pouco no refeitório.
-Tchau, Gale.
-Quíron mostrou o acampamento para vocês?
-Já. E é fantastico. Qual a arma que você escolheu?
-Uma adaga de ferro estígio.
-Legal. Eu peguei um arco, e o Peeta pegou uma espada, acho que era de ouro.
-E de um material preto do outro lado.
-Nossa. Não lembro dessa. Depois eu quero ver.
-Combinado.
-Bem, agora eu vou ver se acho minha namorada e deixar vocês sozinhos um pouco. Até mais, gente!
-Tchau Myka!
-Bem. Estamos sozinhos. Só nos dois.
-Senti falta de ficar só com você.
-Eu também. Por que não vamos para aquele rio que Quíron nos mostrou? Lá é um óimo lugar pra ficar.
Fomos para o rio. Era lindo. Perfeito para amantes desaforuunados. Ficamos lá deitados, sentindo o calor um do outro. É por isso que nosso amor é tão verdadeiro. Não precisamos falar nada para saber o que o outro está pensando. Ficamos assim, deitados té uma cornata soar, o que provavelmente significava que era a hora de jantar. Fomos par o chalé 11 encontrar com Myka, nosso novo amigo. E lá estava ele, nos esperando com um soorriso travesso.
-Oi, Myka! Isso é a corneta do jantar?
- Acho que é. Vamos lá. Estou morrendo de fome.
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