Notas iniciais
Oláa! Espero que gostem e boa leitura! ♥

Cheguei ao refeitório sem fôlego – tinha acordado atrasada e tive que ir correndo.

Fui para a fila com a esperança de que ainda tivesse comida – estava morrendo de fome – Tinha comida. Não parecia muito comestível mas eu não estava em condições de reclamar.

Quando me virei peguei grandes olhos verdes me olhando. Quando Kentin percebeu que eu estava olhando para ele, deu uma piscadela. Minhas bochechas ficaram quentes, com tantas coisas acontecendo tinha esquecido do beijo. Pior. Kentin estava andando na minha direção.

— Oi – disse com uma voz “sexy”

— Oi Ken. – forcei um sorriso

— Então, vai se sentar na mesa dos faes comigo ou prefere outro piquenique ao ar livre? – Kentin disse com uma voz sarcástica.

— Hmmm, acho que podemos ficar aqui dentro hoje. – eu tinha que falar para ele a verdade. Eu tinha namorado.

Porém, o intervalo acabou e eu não falei.

********

O sol já estava se pondo. Rosa tinha me chamado para uma festa que teria aquela noite perto da cachoeira. Já estava meia arrependida de ter aceitado o convite.

Quando cheguei, a festa já havia começado. Vários alunos estavam pulando no lago, enquanto eu estava morrendo de frio.

— Olá – dei um pulo de susto.

— Ah, oi. – olhei para cima para ver quem interrompia meus pensamentos. O garoto de olhos azuis.

— Posso sentar aqui? – ele apontou para um espaço ao meu lado. Eu não tinha certeza se era seguro ficar perto de um vampiro... Okay, eu era uma também. Acho que eu ia ter que ir me acostumando.

— Hmm, claro.

— Então... festa legal não é?

— Não muito – admiti.

— Você está com frio? – perguntou com uma careta impossível de decifrar.

— Sim... – respondi meia confusa.

— Estranho... vampiros não sentem frio. – Aaah.

— Bem, deve ser porque tenho uma parte fae e você nem imagina como eu estou cansada de ouvir esse tipo de coisa. – explodi sem querer.

— Sei... eu também “tô” me sentindo assim. Não é legal beber sangue todos os dias – naquele momento eu me senti extremamente egoísta. Eu estava tão ocupada pensando nos meus próprios problemas que tinha esquecido que eu não era a única passando por aquilo.

— Desculpe, é que... eu ando tão cansada.

— Tá tudo bem, eu acho que de todo mundo aqui, você é a que está passando por coisas mais difíceis

— Isso não é verdade.

— Tá brincando? Você descobriu que é metade fae e metade vampira, que é adotada e você também vê espíritos do além e sabe se lá mais o que.

— Como você sabe tudo isso? – fiquei boquiaberta.

— Bem, as notícias por aqui se espalham rápido.

— Então todo mundo sabe dessas coisas sobre mim? – perguntei sentindo-me traída. Eu só tinha contado essas coisas para os meus amigos.

— Acho que sim. Quer ir dar uma volta pela floresta? Eu conheço uns lugares legais.

— Hmm, okay.

********

Estávamos sentados em uma pedra vendo o rio correr a um tempo. Aquele acampamento podia ser assustador mas tinha lugares bem bonitos.

— Então, me fala sobre você.

— Hmmm, não tenho muita coisa para falar.

— Como são seus pais? – perguntou Armin.

— Eu... eu não sei. Eu fui adotada. – tinha que ligar para minha mãe urgente, como meus pais adotivos podiam ter escondido isso de mim?

— Ah, então... você vê muitos espíritos?

— Só um desde meus seis anos.

— E como ele é? – nunca tinha parado para pensar nisso.

— Não consigo ver o rosto dele muito bem. Parece que ele está o tempo todo envolvido em uma nuvem preta.

— Entendi...

********

— Olá – disse uma voz atrás de mim.

Me virei rápido para ver quem era – hm, oi – era um garoto de cabelo vermelho que eu não conhecia.

— Uma garota não pode ficar andando por aí há essa hora – eu estava voltando da festa, era 00:27 – um lobo pode te atacar – disse ele com uma voz maliciosa.

— Hmm, eu acho que não...

— A propósito eu sou o Castiel o lobo que pode te atacar – Castiel abriu um sorriso de lado.

— Hmm, prazer Castiel. Eu sou Kelle a vampira que pode te morder e convocar um fantasma que pode te levar para as trevas. – respondi em um tom brincalhão.

— Okay, sem ressentimentos.

— Haha – exclamou uma voz lá atrás que eu não tinha percebido que estava ali – Olá, eu sou o Lysandre. Um metamorfo. Eu posso virar o que você quiser.

— Hmmm...

— Haha, eu só estou brincando – ele começou a rir sozinho.

— Acho melhor eu ir, tchau. Castiel. Lysandre.

********

O tempo passou rápido, já era sábado de noite. No dia seguinte – domingo – seria o primeiro dia de visitas dos pais neste verão. Todo domingo era.

Tinha progredido bastante Dimitry me ensinou a convocar meu fantasma e era isso que eu estava tentando fazer agora. Eu precisava descobrir o que sabia sobre minha família e se ele realmente fazia parte dela.

— Por favor espíritos, eu preciso falar com você – eu já estava fazendo aquilo a uma hora e não estava dando certo. Quando eu estava desistindo um vento frio passou pelo quarto.

— Okaay – falou a Rosa que estava do meu lado. Mesmo com medo, ela queria me ajudar.

— Ele está aqui. Você realmente não precisa ficar Rosa.

— Mas eu quero. Eu sou sua amiga. – não consigo evitar um sorriso bobo no rosto.

— Obrigad... – mas o fantasma já tinha colocado a mão dentro de mim e tudo já tinha ficado preto.

********

— Mike? – uma voz feminina chamou.

— Oi mãe, estou aqui. – era eu que estava falando. Eu estava dentro do espírito de novo.

“Minha mãe” apareceu na porta segurando um bebê. Que eu sabia pelas memórias do fantasma que era minha irmã.

— Você pode ficar com sua irmã um pouco? Eu volto já já. – disse a mulher suplicante.

— Hmm, é claro.

Eu tinha acabado de dizer “Hmm?”, parece bobo mas era minha mania desde que eu me entendo por gente e eu não sei de onde essa mania surgiu. Geralmente manias se pegam de algum lugar ou de alguém.

Pela primeira vez o espírito não estava envolvido em uma nuvem preta. Eu podia ver seu rosto em um espelho que tinha ali. Devia ser porque ele estava feliz naquela época. Tentei memorizar o máximo de traços que pude.

Quando o espírito – que agora eu sabia o nome: Mike – pegou o bebê eu congelei.

Eu conhecia aquele rosto em qualquer lugar. E-era e-eu.

********

Acordei em um pulo. Primeiro não reconheci aonde eu estava. Mas depois percebi: estava na enfermaria.

— Kelle? – Rosa me chamou.

— Oi, por quanto tempo eu fiquei apagada?

— Algumas horas. Eu não diria que você estava apagada, parecia mas que você estava acordada mas não estava ali. E você começou a andar para lá e para cá. Iris e eu ficamos assustadas e trouxemos você para cá – Rosa deu um sorrisinho amarelo. – e então descobriu alguma coisa?

— Sim. Eu acabei de conhecer meu irmão, minha mãe e eu bebê. E acho que posso descobrir alguma coisa com o nome do meu irmão...

Notas finais
Obrigada por ler até aqui! ♥ Beijos e até a proxima