Acampamento Secreto Divino .

6 Primeira Chave, encontrada.


Notas iniciais
Gente, cap ta curto, mas pff, espero que gostem, comenteeeem :D

Depois de ouvir aquela história toda da cabana mágica, Hathor mandou todos os campista já para seus dormitórios, fiquei deitada na minha cama inquieta.. Pensando numa frase que ela tinha dito: “somente aquele com os olhos divinos irão enxergar ela”

Mas o que aquilo poderia dizer? Que olhos seriam esses? De todos livros que eu já li sobre o Egito, de todos os mitos e etc, nunca tinha visto nada parecido.. (Carter diz que eu fiquei mais inteligente depois que comecei a ler.)

Só tinha uma única maneira de ir naquela floresta sem que ninguém me visse, eu teria que falar com ela...

Alou? Isis? Ta ai? Perguntei em minha mente, ele ainda ficava comigo, graças ao meu amuleto Ankh.

Estou Sad, o que foi? — Ela respondeu.

Preciso de um favor, me ajuda a virar uma ave? — Pedi para ela.

Sad, você já é experiente, feche os olhos e se concentre, você consegue querida. — Isis falou em sua voz doce e calma, a figura da Deusa sempre era diferente, hoje ela tinha prendido seus cabelos negros, e suas asas coloridas estavam ausente, as roupas egípcias e várias joias de ouro lindas.

Fiz então (Morrendo de medo!) o que ela disse, me concentrei e canalizei toda a minha magia, pensei em uma Arara Azul linda, que pássaro agradável né? Senti meu corpo diminuindo, e tudo mudando.

Abro os olhos e dou um voo pelo quarto, vou até o banheiro e me vejo no espelho, que legal, sou realmente péssima para me transformar em uma ave, pois eu agora sou uma pomba branca. Parabéns Sad! Você conseguiu virar uma pomba branca!

Voei para fora do dormitório e adentrei novamente pela floresta, fiquei pelos ares por um longo tempo, só via árvores e árvores, não tinha nenhuma cabana ou algo parecido, resolvi então pousar.

Fui descendo e parei em cima de um galho, fechei aos olhos e voltei ao normal.

Ouvi um barulho e por extinto, convoquei minha varinha e meu cajado. Falei o feitiço: N’dah. Que era pra se proteger de qualquer coisa.

– Olá Sad. – alguém falou.

– Quem é voce? – perguntei para a mulher com um arco prata na mão, seus cabelos eram negros e lisos, ela vestia roupas camufladas e botas, seu rosto era jovem, devia ter uns 20 anos.

– Ah minha querida, sou só uma deusa, prazer, Neith, deusa da Caça. – ela disse.

O que eu fazia agora? Me curvo? Fiquei só encarando ela mesmo..

– Hm.. O que foi? Por que resolveu aparecer para mim? – perguntei.

– Vi que você procure algo, uma dica, o melhor caminho para chegar, é aquele. – ela falou apontando para uma trilha. – Tenho que ir agora, vou caçar.

Ela prendeu seu arco e se transformou em um lobo branco, e adentrou mais na floresta, sumindo totalmente.

Fui pelo caminho que ela disse, tinham várias flores bonitas, mais quando eu tentei tocar nelas, elas se fechavam por inteiro.

Olhei fixamente para o pequeno espaço, algo parecia que iria transparecendo, até aparecer a imagem de uma casa velha, totalmente acabada, parecia que se eu tocasse nela, ela desabaria.. Consegui enxergar melhor, me aproximei dela e toquei, por ao menos ela não caiu.

Subi os degraus, faziam um barulho estranho, mas pareciam firmes, entrei dentro da casa, era bem velha, acho que ninguém moraria ali, os móveis eram antigos, todos de madeira, tinha um mapa que mostrava a localização de cada ponto na floresta, o rio, até tinha uma cabana grande, onde ficava o acampamento, o mais estranho era que tinha uma cachoeira, talvez aquela onde Anúbis pulou para salvar meu Tedy? A cachoeira tinha uma espécie de “X”, como se fosse um lugar que não era pra ir, ou um lugar que escondia algo?

Tentei tirar o mapa que estava grudado na mesa, mais não funcionou. Então peguei um pedaço de papiro e uma caneta, fui desenhando o mapa. (Tentando, sou péssima, minhas arvores eram feias e tals, eu só tava desenhando pois achei importante!)

Logo depois que eu terminei, eu ia sair da casa, para ir tentar falar com Carter, eu acabei afundando meu pé, na madeira.

– Droga. – falei.

Dobrei a folha e coloquei na minha bolsa, tentei puxar meu pé mais tava preso, me abaixei, e tentei quebrar a madeira mais um pouco, consegui finalmente me libertar, mas quando tirei o pé, vi uma espécie de sacola preta, nela, tinha um símbolo de ouro, um tipo de raio.. Peguei ela e abri, dentro tinha uma chave dourada. Meus olhos se arregalaram.

"Para a primeira chave achar, no piso falso você irá tropeçar..

Apertei bem a chave em minha mão, e guardei ela no meu bolso, me concentrei.

É agora Isis, vamos lá, me ajuda.. falei para a deusa.

Consegui então me transformar num papagaio e voei de volta para o acampamento.

Entrei pela janela no meu quarto, tranquei a chave na minha gaveta mágica que tinha no criado mudo, deitei na cama, tinha muitas coisas para falar com Carter, mas era melhor eu esperar até o dia seguinte..

§

Não dormi muito bem.. Tive sonhos diversos com a chave, sobre o que era, o que fazer, e até mesmo, uma paçoca gigante comendo a chave! Ok, não sei de onde saiu a paçoca, acho que eu tava com fome..

Vi no meu celular, eram ainda 8 horas da manhã, mesmo assim, sem acordar as meninas, eu tomei banho e me vesti, coloquei minhas botas de combate.

Sai e prendi a chave, e coloquei como se fosse um colar, escondi ele com a blusa, para assim, ninguém ver, peguei minha varinha e fui treinar um pouco meus feitiços.

Tentei alguns “Há-di” numas estatuas de shabit, levitei umas penas e até consegui fazer a agua ficar rosa! Ok, eu estava entediada mesmo..

– Já acordada Sad? – Carter perguntou.

– CARTER- gritei, como era bom achar meu irmão!

– Que foi caramba? – ele perguntou assustado.

– Olha. – falei.

Tirei o colar e mostrei a chave, contei sobre a cabana, a deusa Neith que eu vi, e ele depois me questionou, falando sobre a historia de Hathor, só quem tinha olhos divinos podiam ver a cabana.

– Eu não sei Carter, ela só apareceu para mim.. Eu não pensei nisso. – eu falei.

– Pode me levar até ela? – perguntou.

– Não lembro onde é, é como se eu não conseguisse visualizar para onde eu voei de novo..

– Que estranho.

– Pois é..

Eu e Carter começamos a andar, alguns campistas tinham até acordados, nós dois fomos comer algo, e ficamos discutindo sobre a chave, e pra que exatamente ela servia..