Acampamento Russo
1 Prólogo
Notas iniciais
A porta abriu revelando um homem de estrutura alta, bem vestido. Ao seu lado estava um homem mais baixo segurando um balde de água. Seus rostos não eram possíveis de ver direito, porém alguma coisa dizia que eles não eram boas pessoas. Mas, quem seria nos tempos de hoje?
Do outro lado da sala estava uma garota. Acorrentada, seus braços estavam presos acima da sua cabeça, segurados por uma corrente, seu rosto estava abaixado. Seus lindos cabelos loiros sujos de sangue caíam, cobrindo o estrago que os brutamontes fizeram.
Ela parecia que estava tirando um pequeno cochilo. O homem com o balde chegou perto da garota e jogou a água gelada nela. Que acordou atordoada.
O brutamonte que estava ao seu lado, fez o estrago que estava o rosto angelical da loira. Se não conhecesse quem ela é, poderia sentir pena de uma maravilha como ela está desse jeito.
– Bom dia, Docinho. Dormiu bem? – perguntou o homem alto, ainda parado na porta.
A garota só olhou para ele, esperando que acabasse com o discurso idiota que estava prestes a começar.
– Presumo que sim. – disse, entrando na sala em direção à loira. Quanto mais ele andava, seu rosto era iluminado pela luz que estava em cima da garota. Seu rosto não é um dos mais bonitos que existiam, tinha uma cicatriz que ia do seu olho esquerdo ao queixo, passando pela boca. Usava também um tapa olho para esconder a falta dele. – Então hoje vai colaborar comigo? E dizer onde aquele filho da puta está?
– Já procurou na cama da sua esposa? – perguntou sem medo, ela sabia que com o comentário ganharia alguma coisa, e dessa vez foi um soco. Ela sentia o sangue escorrendo do seu dente quebrado. – Sua mãe nunca te ensinou que é feio bater em mulher?
– Ela me ensinou. Também me ensinou que não devo respeitar aqueles que não me respeitam. Mas não mude de assunto, onde estão meus preciosos?
– Você acha mesmo que eu sei? Aquele idiota me traiu, me deixou para trás. Fugiu com os meus diamantes.
– Mentira! Você sabe onde ele está.
– Se realmente soubesse onde ele está... Já não teria te contado? Nunca desejei a morte de ninguém, mas ele merece queimar no inferno.
– Sabia que você mente muito bem? Mas não vou cair nesses seus joguinhos. Hoje foi sua última chance. — Ele se voltou para seu capanga. – Para ela o tratamento de choque. Uma pena um rosto tão bonito com seu acabar desse jeito.
Ela sabia que nunca sairia daquela sala com vida, mas tinha esperança. Mesmo não sendo ideal, pensava que seus amigos iriam buscá-la. Contudo, o que ela desejava é encontrar seu pai novamente. E isso aconteceria em breve.
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