O dia estava magnifico, o céu estava limpo, nenhuma nuvem se encontrava naquele dia. Onde o silêncio que predominava na rua das flores, no pequeno condômino de classe média do Lago Sul, estava com os minutos contados. No número cinco da rua, tocava o despertador do quarto da filha do meio dos Lake.

A Camila havia acordado como um humor nada agradável naquele dia. Graças a sua noite mal dormida e a briga de madrugada com sua irmã, que achava que era a rainha da família e com isso podia mandar em quem quisesse.

Graças aos céus, ela não ficaria em casa por muito tempo, tinha marcado de tomar café com seus amigos na casa da Lolitta.

Seguiu para o banheiro branco azulado do seu quarto. Fez sua higiene pessoal e pegou a primeira coisa que viu no seu em seu pequeno closet, um vestido roxo claro na altura do joelho, com uns detalhes no top com botões, um presente de sua tia Lucia, quando havia passando um tempo em São Paulo. E foi na procura das chaves do carro da família, já que sua irmã tinha uma velha mania de escondê-las, com medo que ela pudesse fazer algum aranhão no carro.

Mas teve uma grande surpresa assim que chegou aos pés da escada, onde encontrou umas malas feitas.

– De quem são essas malas? — gritou, tentando esconder a aflição que sua voz passava.

– Minhas! — respondeu sua irmã, entrando na sala. Acabando com todas as esperanças de que aquelas malas pertencem a outra pessoa.

Estranhou um pouco o jeito que sua irmã se vestia, tinha abandonado as suas velhas calças jeans, para uma saia azul com algumas flores e suas habituais camisetas, por uma regata.

– Para o quê? — perguntou só por perguntar, pois com apenas um palavra havia acabado com qualquer alegria, que esse dia pudesse proporcionar. — Viajem de última hora?

– Isso mesmo… – um leve toque na porta foi a deixa para todos os problemas dela ir, com a água no rio. — Sim?

– Bom dia senhoritas, sou responsável de levar a Senhorita Elisabeth ao…

– Sim, poderia levar minhas malas para o carro tenho que ter uma conversa rápida com minha irmã.

– Claro, senhorita.

– Obrigado.

Enquanto o moço levava as malas para o carro, a Camila tomou uma expressão de que perdido alguma coisa. Pois, as coisas estavam acontecendo mais rápido do que seu cérebro era capaz de processar, há uma hora dessas da manhã. Quem era aquele homem? Para onde sua irmã estava indo? Ela estava começando a ficar vermelha de tanto esconder o seus gritos de protestos que nasciam.

– Pode me explicar o que está acontecendo aqui? — perguntou seca.

– Estou seguindo um conselho seu e da Beatriz, que estavam mais certas sobre minha vida do que eu mesma. Tomei uma decisão que alegrará as duas e muito mais a mim mesma. Mesmo que isso traga algumas consequências que serei capaz de lidar com elas depois da minha volta. – disse com um pequeno sorriso no rosto. Um pensamento começou a surgir em sua mente da Liza, um pensamento nada impróprio. Algo dizia que sua decisão não alegraria nada a sua irmã mais nova. – Estou tirando férias, se lembra daquele acampamento que papai me inscreveu?

Fez que sim com a cabeça, havia ficado muito chateada com seu pai por não ter a inscrito também.

– Bem, há umas duas semanas, recebi a resposta, passei. Tinha tomado a decisão de não ir, porém, com os fatos que ocorrem nesses últimos dias. Mudei de opinião, graças aos deuses, hoje era o último dia de confirmação. Então, falei com a Beatriz durante a madrugada, ela vai ficar responsável pela a Sami, que já está com ela. Mas, você como você já é capaz de cuidar se si mesma, vai ficar cuidando da casa. O dinheiro que deixei ali são para pagar as contas desse mês, nos próximos meses você terá que arrumar o dinheiro para pagá-las. Tem uma pessoa que está responsável por vigiá-la nesse sentindo se ela ver que você está se esforçando e não está conseguindo renda suficiente para manter a casa, ela entra em ação. Então, boa sorte maninha.

– Como vou conseguir dinheiro para manter essa casa?

– Trabalhando, é claro.

A Lisa já havia presenciado muitas das brigas da sua irmã e dos momentos em que ela era contrariada e não conseguia seus objetivos. Mas jamais tinha visto o olhar e a expressão que ela estava fazendo agora. Seus olhos estavam semicerrados, um leão pronto para dar o bote. E seu rosto estava com expressando todas as suas emoções, de raiva a ódio.

Camila sabia que estava sendo analisada, mas pouco se importava com isso seus pensamentos eram de com sua irmã, era capaz de ser tão egoísta. E de como ela poderia esconder o corpo dela no quintal sem que ninguém desconfiasse.

– Você é uma vadia egoísta. Como vou manter essa casa? Vou trabalhar no que? Vou ter que desperdiçar meu verão por sua causa!

A loira olhou com firmeza a pessoa na sua frente.

– Eu quem sou a egoísta nessa historia? — questionou a Lisa, com um tom de voz que surpreendeu sua irmã, que nunca havia a ouvindo falar assim. — Eu desperdicei anos cuidado de você, da Sam e até da mamãe. E eu sou a egoísta aqui? De pensar em mim, uma única vez, em mim? Abrir mão de muitas coisas para manter essa casa em ordem, para ter as contas pagas ter comida na mesa, por que o dinheiro que recebemos do governo, pelo nosso pai, já não era o suficiente para manter essa casa e seus caprichos! E eu sou a egoísta? Espero que veja o que eu passei nesse último ano, nesses três miseres meses e cresça. Porque ontem, você mesma disse que era capaz de cuidar de si mesma. Estou apostando alto para ver isso em ação.

A loura viu a expressão de sua irmã misturas com raiva e surpresa, todas juntas que a deixaram como mais afirmação sobre sua decisão, estava na hora da Camila crescer. Ela pegou seu óculos escuros, que estavam juntos com sua bolsa em cima da pequena mesa ao lado da entrada, deu um boa olhada na sua casa pela a última vez antes de ir, passar três meses longe seria libertador, surpreendente e inesquecível.

Seu último olhar foi dirigido a Camila que estava parada no meio do corredor que ligava a sala com a cozinha, pensado se dava tempo de ir até a cozinha e pegar uma faça para matar sua irmã.

– Não destrua a casa. — colocou seus óculos. – Até o fim do verão, maninha.

***

A casa dos Lake estava uma calamidade. Depois que a Lisa saiu, a garota de cabelos louros escuros destruiu completamente a sala, a cozinha. Tentou destruir o quarto da sua irmã, mas estava trancado, pois ela previa que seu quarto seria atingindo pela fúria da sua irmã. Porém a porta tinha levado bons socos e murros, fazendo pensar na força que aquela pobre garota de apenas dezesseis anos, magra que nem um palito tinha.

Quando a Beatriz viu aquela cena, parecia que ela tinha acabado de entra em um filme de terror. E o assassino estava na cozinha, jogada no chão comendo um pote de sorvete de chocolate.

– Deveria ter trazido minha câmera para registrar esse momento único.

– Não estou com animo para seu humor negro, Beatriz. – falou sem tirar os olhos do pote, que estava repleto de calorias, que a Miranda e a Lolitta, espancaria ela por estar comendo. Mas naquele momento nada importava ela queria comer aquele e os outros dois potes que estavam na geladeira, enquanto planejava a morte de sua irmã. – Vai embora.

– Vou assim que terminar de ver os estragos que o pequeno Hulk fez. – fez uma pausa olhando para o lindo vaso que se lembrava que o Sr. Lake tinha comprando para sua esposa, aos cacos no chão. – Aquele é o vaso que seu pai comprou para sua mãe no dia do aniversário de casamentodeles? Nossa que sem coração você é, imitação de Hulk. Destruindo coisas que nunca mais poderem ser consertadas. Já pensou como sua mãe…

– Não ouse falar alguma coisa a respeito dela. Vai embora! E leve seu sarcasmo junto com você.

– Nossa! Você longe das Clones, percebesses que é apenas mais uma imitação baratas delas, acho que você imita todos a sua volta.

– O que ainda está fazendo aqui? – se levantou bruscamente do chão, olhando olho a olho com a Beatriz que mesmo mais velha quase dois anos eram da mesma altura.

– Olhando a sua desgraça! Mas já está perdendo a graça por hoje. Mas, amanhã eu volto para rir mais um pouquinho, até amanhã Hulk.

Antes de alcançar a porta, a Camila gritou da cozinha:

– Não sei como minha irmã pode ser sua amiga!

Beatriz deu uma longa risada antes de responder.

– Por que você não a conhece como eu conheço.

***

Logo após, que a Elisabeth entrou no carro preto que a esperava do lado de fora de sua casa, veio uma grande dor de barriga. Ela sempre tinha uma dor nessa região quando se tratava de mudanças, e essa que ela estava enfrentando nesse exato momento era uma soma de anos, sendo desperdiçados em segundos. Pare de se culpar, sua imbecil essa foi a única decisão certa que você fez nesses últimos anos.

No decorrer do caminho, a pequena cidade ficava para trás junto com a antiga Lisa Lake, ela ainda não sabia que estava fazendo algo que mudaria sua vida assim com um toque de mágica.

No caminho as curvas eram desconhecidas, por ela. Nunca tinha indo para muito longe de casa, o único lugar que poderia ser dizer de longe foi na sua viagem de formatura, que tinha indo passar uns dias em Nova York. Porém, naquela época ela tinha indo com seu pai, nessa ela está só, apenas, com um motorista que ela não fazia ideia de se era mesmo alguém do acampamento, e principalmente de tudo não sabia quase nada sobre ele. A única coisa que sabia era que todos sabiam: absolutamente nada.

Faziam dois anos que um garoto da cidade tinha passado no acampamento. Que eram muito seletivos só os bons era convidados a se inscrever e só melhores passavam. Sortudos, eram conhecidos os escolhidos. Contudo, quando ele voltou do acampamento voltou diferente com atitudes que as pessoas mais próximas dele jamais suspeitaria que ele fosse capaz de uma coisa tão brutal. Chamaram ele de tantas coisas que ele aguentou até terminar o colegial e disse para quem quisesse ouvir que nunca mais colocaria os pés naquela cidade miserável.

Dito e feito, nunca mais as pessoas ouviram falar sobre ele ou velo novamente depois daquele pronunciamento, apenas sua família que tinha se mudado de uma área pobre da cidade para outra melhor, o via com mais frequência. Dizia que ele estava trabalhando para o acampamento, que ganhava bem e estava feliz da vida, longe daquela cidade e quem não a hora de tirar seus pais, que por algum motivo queriam continuar vivendo naquela cidade, dali e comprar uma casa para eles em Nova York.

Será que voltaria tão mudada com ele? Pensava, será que seria odiada como ele foi pelos morados daquela cidade como já tinha sido?

Perguntas e mais perguntas que não tinham nenhuma resposta avista.

Apenas uma que ela sabia muito bem qual seria, estava se ferrando para Carter Miller, uma vez odiada por uma parte que ninguém a realmente conhecia foi apenas um treino para a outra parte, que a conhecia e amava.

– Senhorita. – falou o motorista que desde que ela entrou no carro, não havia pronunciado uma palavra, a tirando de seus pensamentos de uma vida que ela não vivia há muito tempo e a trazendo para o presente. — Bem-vinda ao Acampamento Russo, onde a senhorita irá passar os próximos meses descobrindo… — interrompeu rapidamente seus pensamentos altos antes que falasse algo que comprometesse a iniciação da linda garota de cabelos louros. – Sobre você mesma.

Notas finais
Oi!! bem ate semana que vem tem a sinopse da historia, que achei melhor pegar um trecho do capitulo três que explica um pouco sobre o Acampamento. Agradeço a vc que leu esse capitulo nada bom.