Acampamento Olympus
9 Cap. 8 - Flagrados
Notas iniciais
Na manhã seguinte acordei feliz, pois Percy e eu combinamos de nos encontrar para outra atividade. Percy sugeriu equitação, mas eu disse que cavalos e eu não nos dávamos bem. Então escolhemos o rapel.
Levantei, fiz minha higiene, troquei de roupa saí do alojamento. Jason já havia saído. Fui ao refeitório tomei meu café e então fui até o local do rapel. No caminho encontro Hazel, que estava indo para os estábulos.
— Bom dia Nico.
— Bom dia Hazel. Está indo para os estábulos?
— Sim. Quero ver Arion novamente. E você, o que vai fazer hoje?
— Rapel.
— Uau! Se eu não tivesse medo de altura eu iria. Até mais.
— Até.
Quando chego Percy estava conversando com algumas garotas da “Gangue Cor-de-Rosa”. Percebi que ele estava meio sem jeito, pois elas estavam perto demais dele. O que me deixou nervoso. Apresso o passo e chego perto ouvindo um trecho da conversa.
— Então, Percy com quem você vai à festa? – perguntou uma das garotas.
Festa?
— Amm.... eu ainda não sei. Provavelmente com a Reyna – ele responde.
— Sempre a Reyna. Você nunca dá chances pra outras não? – reclama a mesma.
Ok. Isso já está incomodando.
— Cof... cof..
Todos se viram pra mim. Percy sorri.
— Ah, Nico. Que bom que chegou – disse Percy aliviado. – Se me dão licença garotas, eu tenho uma atividade pra fazer – ele disse me puxando.
Saímos dali apressadamente. Eu ri do jeito dele.
— Ufa. Obrigado por me livrar dessa.
— O que elas queriam? – perguntei divertido.
— Me encher a paciência. Não ria. Garotas são assustadoras.
— Hahahah – continuei rindo.
Ele franziu o cenho e depois riu. Fomos para junto dos outros.
Chegando lá, o instrutor, um rapaz moreno de cabelos castanhos e olhos azuis, falava a todos:
— Olá a todos. Eu me chamo Christopher Rodriguez, mas podem me chamar de Chris. Bom, nossa tarefa de hoje consiste em subir essa parede passando por esses obstáculos e tentar chegar até o topo. Alguém aqui já fez isso?
Ninguém respondeu.
— Bom, não se preocupem. Esse esporte não é tão difícil, mas vai exigir esforço. Os equipamentos são seguros. Então, quem quer ser o primeiro?
Will Solace do time de vôlei foi o primeiro a subir. Depois dele foi Frank e assim foram todos que estavam ali. Percy e eu fomos os últimos. No começo parecia fácil, mas depois comecei a ficar cansado. Meus dedos estavam ficando dormentes. Eu tinha que parar pra tomar fôlego e o calor não estava ajudando. Mas me forcei a continuar, já estava quase chegando ao topo. Percy me olhava lá de cima me incentivando. Eu tinha que conseguir.
Pra vocês verem, eu aqui suando em bicas, subindo uma parede de escalada, morto de cansaço. O que eu não faço por amor.
Vamos lá Nico, mais um pouco. Quase lá. Consegui. Ufa. Que alívio. Percy veio ao meu encontro.
— Muito bem Nico – ele sorriu abertamente. – Pega – ele me dá uma garrafa d’água. Ele me ajuda a levantar.
— Muito bem garoto – disse o instrutor. – Gostei da sua performance. Você não desistiu. Parabéns – disse ele enquanto tirava o equipamento.
— Obrigado – disse respirando com dificuldade.
— Vem Nico, vamos nos sentar ali – disse Percy.
Sentei num tronco caído sob a sombra de uma árvore. Tomei mais um gole de água. Percy não parava de sorrir. Olhei pra ele.
— O que foi?
— Você foi muito bem.
— Er... obrigado – disse corado.
— Nico.
— S..Sim?
— Quer namorar comigo? – ele pergunta me olhando nos olhos.
Eu arregalei os olhos e dei um sorriso de surpresa.
— Sim. Eu quero – disse com o coração descompassado.
Percy me abraçou e me beijou. Nem se incomodou onde estávamos. Foi um beijo de tirar o fôlego. Estava tão bom que nem ouvimos quando alguém pigarreou. Nos afastamos assustados e olhamos para a pessoa. Era quem eu menos queria que nos visse.
— Ora, ora, ora. Quem diria hein Percy. Então é por causa desse filhote de coveiro que você não dá chance pra nenhuma garota? Tsc, tsc. Que pena. Eu vou ter que acabar com isso – disse ela fingindo pena. – Sabe Percy, você vai pagar por ter me dado o fora. Ah se vai – ela sorri malignamente. – E quanto a você pirralho, vai ter o que merece por ter seduzido o Percy – ela se vira e vai embora.
Percy ficou de olhos arregalados, mas depois relaxou. Ele me olhou e disse:
— Vamos ter problemas.
— Deu pra perceber – disse sarcástico. – E agora o que vamos fazer?
— Enfrentar o que vem por aí. Está disposto? – pergunta ele pegando minha mão.
— Se você estiver ao meu lado, sim – digo não tão seguro.
Percy me abraça forte.
— Aconteça o que acontecer, saiba que eu te amo – ele disse.
— Eu também te amo.
Ele me beija na testa e então descemos e voltamos para os nossos alojamentos.
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