Acampamento Olympus

34 Cap. 33 - Provando do Próprio Remédio


Notas iniciais
E aí gente boa. Desculpem demorar, mas eu estou hiperocupada esta semana. Aí está o novo capítulo. Boa leitura.

Era noite no acampamento, depois do jantar todos se dirigem à fogueira.

Enquanto todos estavam ouvindo música, Pâmela aproveitou para pôr seu plano em prática. Ela vai até o alojamento de Piper e entra, coloca o remédio na água que ela mantinha na cabeceira. Sorri e pensa “hoje você vai pagar pela humilhação que me fez passar”. Depois de feito isso, ela sai e se une aos seus comparsas.

— Então, conseguiu? – perguntou um deles.

— Sim, deu tudo certo – disse ela. – Conseguiram a máquina?

— Aqui – o outro mostra. – Consegui no alojamento dos nerds.

— Ótimo. Agora é só esperar a hora – disse ela com um sorriso.

No ínterim, Piper e os amigos acertam os últimos detalhes.

— Então vamos fazer assim, Frank e Jason cuidam dos três garotos, Reyna, Hazel e eu cuidamos de Pâmela – disse ela.

— Ok. Nico e eu ficamos de vigia – disse Percy.

— Eu não estou vendo ela e os três – diz Nico. – Com certeza eles já devem estar agindo.

— A essa altura ela já deve ter colocado o remédio na água – diz Hazel.

— Então vamos lá – disse Piper.

Hazel e Frank são os primeiros a sair. Reyna, Percy e Nico saem logo em seguida levando as crianças para os alojamentos. Piper e Jason permanecem.

— Tem certeza de que quer fazer isso Piper? – pergunta Jason.

— Querer eu não quero, mas você ouviu o que ela pretende fazer comigo – disse ela. – Já está na hora de baixar a crista dessa garota.

Pâmela e seus comparsas estavam à espreita.

— Acabei de ver Hazel indo para o alojamento – disse o que estava de vigia.

— Aquela dorme com as galinhas – disse Pâmela. – E a Piper?

— Ainda está na fogueira com o namorado – disse o mesmo.

— Muito bem – disse ela.

Passado algum tempo, Jason e Piper se levantam e se dirigem aos alojamentos.

— Boa sorte – diz Jason.

— Obrigada – ela diz dando-lhe um selinho.

Jason se afasta e ela entra. Lá dentro Hazel já estava preparada.

— Vamos começar a encenação – disse Piper.

Piper põe um pouco d’água no copo para Pâmela achar que ela bebeu. Hazel finge dormir. Lá fora, seus amigos aguardavam a hora de agir.

Algumas horas depois, Pâmela e os três garotos começaram a se mexer.

— Vamos lá, ela já deve estar dormindo – ela e os três se aproximam do alojamento de Piper. – Eu entro primeiro, depois vocês dois e você fica de vigia – disse apontando para o que estava com o aparelho.

Pâmela abre a porta e entra, estava tudo em silêncio e escuro. Ela acende a luz e verifica se as duas estavam mesmo dormindo. Ela olha primeiro Hazel que fingia muito bem. Depois se aproxima da cama de Piper e viu que ela ressonava. Olhou para o copo que tinha só um dedo de água, dando a entender que ela bebera. Chama os dois garotos e eles entram.

— Ela apagou – cochichou. – Peguem ela.

Os garotos pegam Piper e levam com eles. Pâmela sai e fecha a porta. Eles se dirigem para uma área um pouco afastada dos alojamentos. Hazel se levanta e sai do alojamento se juntando aos demais. Eles seguem os meliantes. Piper que fingia estar dormindo escutava a conversa deles.

— Até onde a gente vai? – pergunta o que acompanhava.

— Temos que ir para longe dos ouvidos dos outros. A máquina pode fazer barulho e atrair os vigias – disse um dos garotos que carregava Piper. – Principalmente o Arnold*.

— Eu tenho medo desse cara – disse o outro. – Ele parece que tem olhos por todo lugar.

— Por isso que temos que ir pra longe – disse Pâmela.

Os outros continuam seguindo os quatro.

— Acho que aqui já está bom – diz Pâmela. – Coloque-a no chão.

Os dois garotos põe Piper no chão e o outro que estava com a máquina se aproxima.

— Quem vai fazer o serviço? – ele pergunta.

— Faça você, já que está com a máquina na mão – diz Pâmela.

—Ok. Sentem ela – diz ele.

Quando liga a máquina vários fachos de luz aparece de repente. Eles se assustam e o garoto que estava com a máquina deixa o aparelho cair. Os outros dois que seguravam Piper a soltam, mas ela não cai. Estavam tão assustados que nem perceberam que Piper permanecia sentada. Pâmela por sua vez, estava com os olhos arregalados de medo. Eles não conseguiam ver quem eram, pois as luzes estavam sobre seus olhos cegando-os.

Nesse momento, Piper se levanta com o aparelho na mão. Os quatro nem percebem. Então ela pega Pâmela pelos cabelos que começa a gritar.

— AI! AI!

Dois fachos de luz aproximam-se de Piper e Pâmela. Os três garotos olham para trás assustados. Eles veem Pâmela ser arrastada pelos cabelos por Piper. Os outros fachos de luz se aproximam dos três. Eles são agarrados por dois caras grandes e caem no chão. Eles ouvem os gritos de Pâmela e ficam assustados.

Piper, Reyna e Hazel estão com Pâmela.

— Então você queria me pelar – disse Piper. – Que tal provar do seu próprio remédio? – Piper liga a máquina.

— NÃÃO! – ela grita. – Não, por favor, não faça isso.

— Se fosse eu no seu lugar, você pararia? – perguntou Piper. – Não, você ficaria muito feliz em me humilhar, não é?

— E... Eu...prometo, n... não vou fazer mais – disse Pâmela. – Eu juro.

— Promete me deixar em paz? – Piper pergunta. – E quanto aos meus amigos?

— Eu prometo, eu prometo, eu juro – diz ela rapidamente.

Piper desliga o aparelho e Pâmela respira aliviada.

— O que acham meninas, devemos confiar nela? – Piper pergunta.

— Hum, vejamos – disse Reyna fingindo pensar. – Ela o tipo de pessoa volúvel, fingida e altiva. Não sei. O que acha Hazel?

— Ela adora humilhar, é preconceituosa e caluniosa – ela diz. – Não, acho que ela não é confiável.

— Viu? Você tem um currículo incrível! – disse Pieper. – Nesse caso temos que te dá uma lição – ela liga o aparelho de novo.

Pâmela começa a se apavorar. Piper pega seu cabelo e finge que vai passar a máquina. Ao invés disso, Hazel pega a tesoura que trouxera e começa a cortar o cabelo dela que já chorava.

Os garotos por sua vez, já estavam apavorados.

— O que elas estão fazendo? – pergunta um deles.

— O mesmo que vamos fazer com vocês – disse Jason.

— Eu sabia que não devíamos ter ajudado aquela louca – disse um.

— Agora já era – disse outro.

Enquanto isso Hazel terminava de cortar os cabelos de Pâmela.

— Prontinho – disse ela.

— Hum, até que não ficou ruim – disse Piper. – Eu só não vou passar o aparelho na sua cabeça porque isso seria muita crueldade. Portanto, não se meta comigo e nem com os meus amigos. Entendeu?

Ela assente com o rosto molhado de lágrimas.

— Cai fora daqui! – diz Piper. Pâmela se levanta imediatamente e sai correndo. — Bom trabalho meninas.

As três se dirigem aos rapazes.

— Uma já foi, faltam três – disse Piper. – Vamos começar.

Ela liga o aparelho e desce na cabeça do primeiro. Toda a cabeleira dele foi para o chão. Hazel pega o segundo e raspa toda a sua cabeça deixando o couro cabeludo à mostra. Reyna pega o terceiro e faz a mesma coisa. Os três ficaram com a cabeça pelada.

— Bem, aí está – disse Piper. – Isso é pra vocês não se meterem com a gente. Entenderam? Fora! – ela diz. Os três se levantam e saem correndo.

Todos suspiraram.

— Que noite! – disse Piper.

Percy e Nico se aproximam.

— Será que podemos ir, estou com sono – diz Nico.

— Vamos embora, amanhã a gente conversa – disse Reyna.

Todos voltaram para seus alojamentos.

Notas finais
*Arnold – Argo. Até o próximo.